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Advogados querem impulsionar posts nas redes sociais

Impulsionamentos em alta

Julho de 2021 foi um marco para a advocacia brasileira, quando foi aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil o Provimento 205/2021, que atualizou as regras de publicidade no setor e elucidou uma série de conceitos de marketing que poderiam ser praticados dentro dos preceitos éticos da profissão. Entre eles, o uso de publicidade paga em redes sociais – os famosos ‘impulsionamentos’.

De lá para cá, embora essa prática de investir em posts pagos já fosse bastante esclarecida em alguns escritórios, iniciou-se uma fase experimental onde advogados começaram a se aventurar nas redes sociais e no Google Ads, com o objetivo de atingir novos públicos e extrapolar o universo de possíveis clientes com o qual estavam habituados.

Quanto mais escritórios impulsionam conteúdo nas redes sociais, mais o conteúdo orgânico se torna irrelevante do ponto de vista de alcance e conversões. Portanto, mais que uma opção, o impulsionamento precisará ser encarado, muito em breve, como uma premissa para os escritórios que querem ter relevância nas redes sociais.

Por Rafael Faria Gagliardi

Marketing Digital (Foto: Reprodução)

Para que serve o impulsionamento?

O impulsionamento nas redes sociais é uma estratégia de marketing digital que tem como principal objetivo potencializar uma publicação para alcançar pessoas de forma mais ampla. Isso quer dizer que um post impulsionado será exibido para um número maior de usuários que, de forma orgânica (não paga), não seria possível.

A maioria das plataformas como Facebook, Instagram e LinkedIn disponibilizam diversos recursos para que os administradores de páginas corporativas possam patrocinar uma publicação.

Para iniciar o impulsionamento, basicamente, é necessário definir uma estratégia de divulgação, segmentar o público-alvo da ação, a meta de gastos com a campanha e entender com clareza os resultados para avaliar a efetividade da iniciativa, para saber se o que você está promovendo, de fato, gerou algum retorno.

Fora do mercado jurídico, há bastante competitividade na publicidade paga dentro das redes e não é novidade que o gerenciamento profissional dessas ações se tornou essencial para conectar empresas com pessoas e gerar mais negócios. Já está claro que é necessário marcar presença nos ambientes virtuais, pois é onde os clientes em potencial estão.

Quando devo impulsionar nas redes sociais?

Basicamente, o advogado ou escritório de advocacia pode optar por essa estratégia quando pretende obter maior exposição – de sua marca, publicação, pessoas, credenciais ou serviços – ou gerar interesse por uma de suas especialidades profissionais, sem a oferta direta para não mercantilizar a comunicação.

O impulsionamento visa tornar suas postagens mais impactantes, aumentando o alcance, a leitura, a visita do site, a visualização de um vídeo, etc.

É, atualmente, a estratégia mais empregada para quem está querendo, por exemplo, se posicionar dentro de um segmento do Direito ou melhorar a reputação.

Qual é a melhor rede social para os advogados?

Antes de planejar estar em todas as redes sociais disponíveis no mercado ou buscar referências em outros escritórios de advocacia, é importante entender o tipo de conteúdo que é produzido e o perfil das pessoas que, potencialmente, podem consumi-lo. Há grandes diferenças de objetivos e públicos entre escritórios que miram em Departamentos Jurídicos ou pessoas físicas, por exemplo.

Um estudo feito pela LETS Marketing identificou que os grandes escritórios nacionais concentram seus esforços, principalmente, no LinkedIn, onde cerca de 44% da postagens são feitas nessa plataforma. E aqui, estamos falando de sociedades que atuam, majoritariamente, no Direito Empresarial.

Faz todo sentido, já que o LinkedIn é visto como uma plataforma B2B, mais voltada para a troca e compartilhamento de conteúdo profissional/técnico e que favorece a leitura de textos, direcionando os usuários para links externos, como os sites desses escritórios.

Há um consenso e dados sobre o perfil das pessoas que utilizam o Facebook estarem envelhecendo, então, podemos chegar à conclusão de que é um público mais sênior que interage com esse canal. Por outro lado, há uma migração de jovens usuários que passam grande parte do tempo no Feed e assistindo vídeos do Reels do Instagram.

Para a advocacia voltada à pessoa física, seja no Direito Público ou no Direito Privada, o Meta, incluindo o Facebook Ads e o Instagram, tem performado muito bem. Fora das redes sociais, outro exemplo nesse sentido é o Google Ads.

Essas são apenas algumas informações que precisam ser levadas em conta ao investir em uma das redes, já que opções não faltam.

Quanto devo investir?

Isso depende bastante do budget e do objetivo do escritório. Cada canal possui estatísticas de gastos e alcances diferente, mas fazer pequenas experiências para conhecer o retorno do investimento pode esclarecer a questão.

Não estamos tratando de uma ciência exata aqui, já que dois posts diferentes, impulsionados com o mesmo valor, terão resultados completamente diferentes. O tipo do conteúdo, a imagem, o texto, a data de postagem, a concorrência para o leilão de palavras-chave e temas, e o público-alvo escolhido podem influenciar muito nisso.

Além disso, o serviço que você promove versus o perfil dos potenciais clientes possuem expectativas diferentes em cima dos resultados, principalmente quando o escritório mira em conversão.

Se, por um lado, uma pessoa física que lê um conteúdo acaba identificando uma necessidade e entrando em contato com o advogado quase que imediatamente, um Departamento Jurídico possui um processo muito mais moroso para definir um parceiro.

Dito isso, temos que refletir sobre os indicadores de sucesso dessas ações: Se, no varejo, é fácil calcular que um post gerou um número determinado de impressões ou cliques e esses dados podem ser traçados até o momento efetivo da venda, na advocacia, as coisas se tornam mais complexas, já que estamos falando de um serviço de alto valor agregado e que, geralmente, não é de consumo imediato.

Sendo assim, os KPIs (Indicador chave de desempenho) precisam ser discutidos, já que há, também, um ganho não mensurável de exposição da marca.

O impulsionamento é bem prático para quem deseja compartilhamentos, comentários e reações de um grupo específico de usuários e, ao longo do tempo, fica mais fácil mensurar o valor necessário para alcançar a exposição desejada.

Fortalecer a presença digital do escritório

Um dos principais objetivos do impulsionamento é, sem dúvidas impactar mais pessoas. Esse recurso tem se tornado cada vez mais atraente para os escritórios de advocacia que sentem necessidade de fortalecer sua presença digital.

É uma tendência, impulsionada pela pandemia da Covid-19, que tem atraído advogados que percebem o aumento exponencial da competitividade nas redes sociais, não querendo ficar atrás de seus principais concorrentes.

O mundo está, sim, cada vez mais conectado e esse é um caminho se volta. Todos estão buscando meios de se destacar nas redes, que é onde os usuários passam a maior parte do tempo. Segundo levantamento recente da NordVPN, especialista em cibersegurança, os internautas passam mais de 41 anos navegando na Internet, o que equivale a 54% do tempo de vida médio da população.

Na LETS Marketing, a busca por esse tipo de serviço cresceu mais de 300% em 2022.

Por isso, o impulsionamento está disponível para ajudar quem deseja auferir credibilidade para a marca, construir relevância, engajar e se destacar da concorrência.

 

Rafael Faria Gagliardi é sócio e CEO da consultoria LETS Marketing

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Divulgação assertiva de vagas no mercado jurídico

Recomendações e boas práticas para escritórios de advocacia

Quando não há uma estratégia de employer branding, a divulgação de uma vaga pode ser o primeiro contato do(a) potencial candidato(a) com a sua marca e servir para gerar uma percepção preliminar como empregador.

Por Caroline Sciarotta, da LETS Marketing

 

Na necessidade de contratação, antes de se preocupar em receber currículos, existe o desafio de como atingir o público-alvo, para que ele conheça o escritório e passe a considerá-lo como uma opção para trabalhar, transformando este desejo em aplicação à vaga.

É importante atentar-se ao que pode configurar discriminação no anúncio de emprego, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Confira os principais tópicos para uma divulgação assertiva de vagas:

Título da vaga: inclua o cargo e, idealmente, o nível da posição para dar clareza do nível de experiência.

Apresentação do escritório: conte sobre o escritório, sua história, seu posicionamento no mercado, propósito e valores inegociáveis

Apresentação da área: mencione o que a área faz, os principais desafios e o que representa para o escritório, indicando se é o core business, ou se está em expansão.

Desenvolvimento e Carreira: conte como é o investimento no desenvolvimento dos profissionais, se há subsídios para cursos, plano de carreira, ou ainda como são as oportunidades de desenvolvimento e crescimento.

Diversidade & Inclusão: se houver, mencione programas e compromissos assumidos de D&I.

Resumo da vaga: mesmo que pareça óbvio, mencione quais são as atribuições e desafios de forma mais transparente possível. É importante dar clareza e ajudará a atrair pelos desafios.

Requisitos: detalhe o conhecimento e a experiência que serão necessários, nível de inglês, soft skills, entre outros. É importante categorizar os requisitos em essenciais e desejáveis. Cuidado: exigir tempo de experiência pode ser configurado como discriminação pela CLT.

Benefícios e conveniências: para ajudar na atração, aproveite esse espaço para mencionar todo o pacote de benefícios, possíveis conveniências ou qualquer programa diferenciado voltado para o bem-estar das pessoas.

Jornada e local de trabalho: se for vaga de estágio, vale mencionar se é matutino ou vespertino. Não determine onde o(a) candidato(a) deve residir, mas mencione o local da vaga. Este dado pode ser configurado como discriminatório pela CLT. Importante informar se o formato é 100% home office ou híbrido.

Mais informações podem ser acessadas no artigo ‘Boas práticas para divulgação de vagas em escritórios de advocacia’: https://www.letsmarketing.com.br/boas-praticas-para-divulgacao-de-vagas-em-escritorios-de-advocacia/

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Grandes escritórios de advocacia podem impulsionar a publicidade no setor

Uma nova era já é realidade

O mercado jurídico, desde os seus primórdios, é encarado com certo conservadorismo quando o assunto é publicidade. Salvo poucos aventureiros conhecidos no meio, advogados costumam ser discretos ao divulgar seus serviços e buscar novos clientes. Mas esse cenário vem mudando, como vemos em ações das grandes bancas nacionais e na relativamente recente atualização Provimento n. 205/2021 da Ordem dos Advogados do Brasil.

Por Rafael Gagliardi

 Antes, o que diz a regra

Em linhas gerais, a prática do Direito exige certa contenção da hora de expor serviços e pessoas para o público. É necessário fugir de qualquer forma de mercantilização e exposição antiética para evitar notificações dos Comissões de Fiscalização das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil.

O Conselho Federal da OAB publicou em seu Diário Eletrônico, no dia 21 de julho de 2021, o Provimento 205/2021, que rege as regras da publicidade na advocacia, anteriormente atualizadas no ano 2000. E essa é uma grande mudança para esse mercado, pois flexibilizações importantes passaram a ser incorporadas no texto atual, deixando as ações de marketing jurídico mais permissivas, principalmente com relação aos novos canais de comunicação como redes sociais, podcasts e mecanismos de busca como o Google.

Atuar em linha com essas regras, basicamente, faz com que o setor jurídico busque exposições mais informativas, baseadas em conteúdo técnico para levar conhecimento aos clientes e possíveis clientes.

Os anúncios, propriamente ditos, acabam se diferenciando muito dos demais setores econômicos que, sem restrições, podem trazer palavras sedutoras, expor claramente diferenças entre concorrentes e ofertar de forma direta o serviço ou produto. No mercado jurídico, não pode. Controla-se, inclusive, o aporte financeiro em campanhas, mesmo que de forma subjetiva.

Banner localizado no centro de Nova Iorque, Estados Unidos (foto: Reprodução)

Há bastante especulação entre profissionais de marketing jurídico sobre as consequências do fim de tais limitações, podendo gerar concorrenciais desleais e um encolhimento do mercado, já que grandes bancas possuem um capital muito maior para investir em marketing (como já o fazem). Mas, na verdade, esse seria um cenário completamente novo e provavelmente similar ao que ocorre em outros países onde uma consultoria empresarial e um escritório de advocacia se expõem praticamente da mesma forma e em massa. Se isso acontecer, sem dúvidas, quem investir mais atingirá mais pessoas.

Investimentos dos grandes players

Naturalmente, grandes empresas tendem a possuir maior poder de investimento e o mesmo ocorre no mercado jurídico. Grandes sociedades de advogados já disputam espaços publicitários com marcas conhecidas em veículos de comunicação massificados e no Google Adds. Um exemplo a ser citado é do escritório Mattos Filho, que tem divulgado sua campanha em celebração aos seus 30 anos de operações em diversas mídias, envolvendo jornais de grande circulação e canais digitais.

Anúncio do escritório Mattos Filho em canal digital de notícias em junho de 2022 (foto: Reprodução)

Não é de hoje que a iniciativas dos grandes escritórios inspiram as ações dos demais. Unindo esse fato com as flexibilizações da OAB, podemos estar vislumbrando uma tendência de exploração de novas mídias e formas de impactar pessoas.

Era muito comum, há dez anos, gastar R$ 400 mil nas grandes corporações para emplacar um anúncio em revista. Hoje, por meio dos canais digitais, podemos, potencialmente, atingir a mesma quantidade de receptores com R$ 4 mil – até com nenhum investimento publicitário, se o conteúdo for extremamente interessante. No LinkedIn, uma das principais redes utilizadas por advogados, investimentos pagos de R$ 400 conseguem atingir cerca de 1.500 usuários no perfil buscado pelo escritório. Uma reviravolta na forma como se fazia publicidade no passado por meio de mídias tradicionais.

Hoje, há também meios orgânicos (não pagos) de se comunicar com bastante gente. Voltado ao LinkedIn, a ferramenta, quando bem explorada, pode se tornar um canal tão poderoso, chegando a ser uma interface com centenas de milhares de usuários. Dentre os escritórios com o selo ‘Latin Lawyer Elite Firm’, o escritório Machado Meyer possui cerca de 165 mil seguidores, seguido pelo Mattos Filho (155 mil), Pinheiro Neto (145 mil) e Demarest (135 mil) – dados coletados em 28 de junho de 2022.

A pandemia da Covid-19 certamente impulsionou bastante a digitalização das comunicações no setor jurídico e já é comum ver advogados abrindo novos pontos de contato com o mercado por meio de podcasts, canais no YouTube, atendimento via WhatsApp, etc. Sem deixar de lado as promessas de revolução do metaverso. Mas as formas de vender ou de apenas aparecer podem ser muito variadas nesse novo horizonte trazido pelo Provimento 205/2021.

No segundo semestre de 2021, houve, inclusive, um grande debate acerca da ostentação na advocacia na tentativa de conter alguns excessos, com solicitações de alteração do parágrafo do Provimento que menciona a publicidade ostensiva inadequada, justificado gerar dúvidas de interpretação no mercado.

Em uma pesquisa promovida pela consultoria de marketing jurídico LETS Marketing (clique aqui para acessar), realizada em meados do ano passado, ficou evidente a motivação dos advogados em ampliar seus investimentos em ações de comunicação e desbravar novos meios de captar clientela. O estudo, realizado com 62 escritórios nacionais, apontou que 53% dos respondentes destinaram a maior parte de seus recursos e divulgação. Ações em redes sociais e podcasts estavam na mira, representando, para alguns, uma necessidade de se fortalecer e acelerar a transformação digital.

Importante observar a movimentação dos grandes players e demais advogados do setor. Os grandes, principalmente, pois, de certo modo, estão mais na mira dos agentes do mercado, já que atingem mais pessoas e se tornam uma vitrine.

Uma nova era já é realidade, com advogados fazendo marketing com menos timidez, seja para criar uma imagem protagonista, construir reputação, ou até mesmo por perfis mais extravagantes ou pela simples necessidade de acompanhar o mercado.

 

Veja também:

  • Tendências para o mercado jurídico em 2022
  • Metaverso no mercado jurídico
  • Quem são os clientes dos advogados?
  • Credenciais para advogados
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A efetividade do Instagram na Comunicação Interna

Instagram como ferramenta de Comunicação Interna

Desde 2020, com o início da pandemia, o mundo precisou se transformar em múltiplos âmbitos, mas, principalmente, ao digital. O modo de trabalhar, estudar e se comunicar mudou: adotamos o home office como rotina e aderimos a muitas plataformas digitais até então pouco conhecidas – e outras tantas desconhecidas.

Por Isabelle Brandão e Gabriel Duarte

Nesse caminho, a Comunicação Interna (CI) também vivenciou um processo de mutação: repleto de desafios e incertezas. Como manter a comunicação com a equipe de forma assertiva? Como refazer as estratégias? Por onde começar? Como seguir?

Frente a este cenário muitas plataformas se tornaram canais bastante usuais para as empresas: como Meet, Microsoft Teams, Zoom, Slack, entre outros. E, nessa linha, o Instagram, como rede social informal, mas com alto poder de comunicação e interação, se popularizou como ferramenta de CI.

E quanto à efetividade da ferramenta?

Ao realizar este questionamento, surgem diversos pontos a serem avaliados:

  • O Instagram, hoje, é a rede social que mais cresce no Brasil, com 122 milhões de usuários segundo o DataReportal, mas é importante entender quem é seu público-alvo e se ele está presente nesta rede;
  • Não é possível segmentar conteúdos para suas equipes, como comunicados apenas à gestão ou à equipe operacional;
  • A rede permite interação imediata com curtidas, comentários e compartilhamentos – gerando maior alcance do conteúdo, o que pode resultar em uma oportunidade para as estratégias de Employer Branding (marca empregadora);
  • Não oferece uma organização de dashboards com indicadores segmentados e acompanhamento de histórico de adesão, leitura e engajamento. Para conseguir essa visão mais ampliada, você precisará adotar ferramentas que apoiarão nisso;
  • Para atividades de social media é comum encontrar dificuldades para otimizar alcance e atingir o público-alvo, devido aos algoritmos do Instagram. Ou seja, estas dificuldades também serão enfrentadas ao trazer a CI para este mundo. O conteúdo interno “disputará” com todas as demais contas seguidas pelo usuário, e corre o risco de ser entregue dias depois, ou sequer seja entregue, diminuindo exponencialmente a funcionalidade desta ferramenta.

Mas, afinal, é estratégico utilizar o Instagram como canal de Comunicação Interna?

Com a pandemia e os novos modelos de trabalho, a vida profissional invadiu o espaço do “lar”!  Estamos o tempo todo conectados, até em momentos que deveriam ser de lazer, pois carregamos os smartphones. Será que vale a pena entrar em mais este contexto da vida privada?

Dependendo da forma como os profissionais utilizam o Instagram, torná-lo uma ferramenta corporativa, poderá gerar uma percepção negativa, quando “invadimos” o espaço de distração e entretenimento das pessoas. É por essa razão que a ação pode não ser efetiva, pois ainda que o profissional te siga nas redes, ele pode silenciar o perfil da empresa e não receber os conteúdos.

De todo modo, para começarmos a traçar qualquer estratégia, é importante avaliar se a empresa tem outros canais de comunicação interna. Quais são e como são gerenciados e percebidos hoje? Eles podem apoiar nesta função, muitas vezes de maneiras mais efetivas em comparação com o Instagram.

Quando isso estiver claro, o próximo passo é mapear a vocação de cada canal para definir de que forma o Instagram irá agregar e se irá agregar de fato. A grande questão do momento é: Como a rede irá complementar a estratégia de CI e/ou substituir outros canais?

Dependendo do propósito e tipo de conteúdo que será publicado neste canal, o aplicativo, inclusive, poderá ser configurado como conta privada e aceitar somente os funcionários. Mas, também neste caso, os demais pontos listados também precisarão ser considerados.

Frente a esses diversos cenários, nota-se que não há uma regra sobre qual caminho seguir, é fundamental avaliar, em conjunto, os objetivos da empresa e sua Comunicação Interna, em linha com o perfil dos seus profissionais, pois só assim será possível desenvolver uma estratégia assertiva.

E aí, você utilizaria o Instagram como ferramenta de CI?

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Instagram anuncia três modelos de feed

Novidades do Instagram

Em janeiro, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, divulgou um vídeo comunicando as novidades que a plataforma começará a apresentar ao público durante 2022. Na ocasião, Adam surpreendeu dizendo que os usuários poderão selecionar três opções diferentes de feed, ganhando, pela primeira vez, o poder de escolher a ordem que as fotos e vídeos chegarão às timelines.

Por Luiz Fernando Fantin

Os três modelos começam a valer nesta quarta-feira (23) e possuem comportamentos diferentes de acordo com a personalização de conteúdo definida pelo usuário. São eles:

  • Seguindo: Apenas as postagens de pessoas que o usuário segue aparecerão na timeline em ordem cronológica. Sim, ela voltou!
  • Favoritos: Mostrará as publicações das contas que o usuário selecionar para o grupo de preferências, também em ordem cronológica;
  • Feed Inicial: O feed apresentará as postagens de contas que o usuário segue ou não, dessa vez, guiado pelo algoritmo do Instagram, como o modelo atual.

O CEO ressalta a importância de ter um feed cronológico para, em suas palavras, “que seja possível, caso interesse, ver rapidamente as postagens recentes dos perfis que vocês seguem.”

Quais os impactos dessas mudanças?

Pela primeira vez, o usuário terá o poder de escolher a ordem em que fotos e vídeos aparecerão nas próprias timelines. Ou seja, os usuários assíduos a determinadas páginas consumirão esses conteúdos de forma mais rápida e instantânea.

Para o consultor e líder de redes sociais, Luiz Fernando Fantin, “esse formato possibilita a criação de um storytelling mais bem definido e sem o cruzamento de informações, como a existência de um post aleatório, tirando a sequência da história publicada. O desafio maior do formato cronológico é ter a certeza de que seu grupo cativo habilitou o modo ‘favoritos’ para que o raciocínio da campanha não se perca. Juntar as possibilidades do cronológico e do aleatório é o ‘x’ da questão nessa nova funcionalidade”.

A primeira coisa que devemos pensar é no formato do conteúdo que queremos apresentar, depois entender sobre a mensagem e, por último, a efetividade. Quando falamos sobre feed, esperamos o resultado de conteúdo orgânicos, ou seja, sem números estrondosos, como os conteúdos pagos. Buscamos estabelecer comunicação a quem é target cativo, sem investimento.

Os horários de postagens passarão a ter maior peso, pois a validade do conteúdo pode ser menor. Ou, em outro caso, podemos falar de conteúdos emergenciais e quentes, que durarão pouco tempo na mídia. Surfar essa onda é importante.

Com ônus e bônus das novidades do Instagram, ganhará força quem tiver o melhor conteúdo.

Para sair na frente, invista em materiais que conversem com seu público-alvo. Assertividade é a palavra da vez.

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9 questões-chave nas relações entre advogado e jornalista

As relações com a mídia estão entre as práticas de comunicação externa mais valorizadas nos escritórios de advocacia. Isso porque ela exige atenção especial para aproveitar oportunidades e mitigar riscos.

Por Willian Fernandes da LETS Marketing

Confira nove questões-chave para fomentar um relacionamento sustentável do seu escritório com jornalistas.

1) Entenda o que é notícia

Diversos critérios atribuem o nível de noticiabilidade de uma informação, como relevância (tamanho de um caso ou mudança legislativa, jurisprudencial ou regulatória, ou impacto desse caso ou dessa mudança para o leitor), atualidade (a notícia precisa respeitar o contexto atual, ter um gancho contemporâneo e chegar o quanto antes para o público), abrangência (a notícia precisa ser relevante para todos ou quase todos os leitores do veículo de comunicação referido).

Vale olhar para esses critérios antes de sugerir uma pauta para algum jornalista.

2) Win-win 

A relação entre fonte e jornalista é um verdadeiro ‘ganha-ganha’. Ela só acontece de forma positiva e sustentável se a fonte e o jornalista enxergarem valor neste relacionamento.

Para isso, é fundamental sugerir pautas que possam interessar ao jornalista, utilizar o off-the-record, manter-se em contato e entender que nem sempre é interessante para o jornalista citar a fonte on-the-record.

3) Conte-me algo que não sei

Sabe aquele caso que está em evidência na mídia e que todo mundo está comentando? Pois é, talvez ele não interesse tanto à imprensa. O jornalista preferiria muito mais saber uma informação que ainda não é pública, mas que tem interesse ao leitor, do que replicar algo que já foi abordado.

Por isso, a palavra-chave no relacionamento com a imprensa é ‘exclusividade’. Quanto mais exclusiva é a informação ou o conteúdo, maior poder de negociação o interlocutor terá com o jornalista.

Isso vale para notas, dados, entrevistas, artigos e mais.

 4) Entenda o que é ‘objetividade’ e diferencie-se

A objetividade é o contrário da subjetividade.

Uma disputa judicial ‘grande’ pode ser subjetiva, enquanto uma disputa judicial avaliada em R$ 300 milhões é objetiva.

O bom Jornalismo sempre fugirá da subjetividade.

Vale aplicar esse conceito não apenas nas relações com a mídia, mas também em demais comunicações.

Em currículos, por exemplo, ‘larga experiência’ pode ser um termo subjetivo, enquanto ’20 anos de experiência’ é uma expressão objetiva.

A credibilidade é produto da objetividade.

5) Seja propositivo

Não adianta ficar esperando o jornalista lhe procurar para uma entrevista, sem se mexer. É fundamental sugerir pautas proativamente, a fim de contribuir com o trabalho do jornalista.

Isso pode gerar oportunidades de imprensa, ou não. Em ambos os casos, a relacionamento com o jornalista será fomentado.

Como dica, só não vale insistir nas pautas já recusadas ou ‘cansar’ o jornalista com mensagens fora de horário devido ou com excesso de e-mail’s.

6) Saiba usar o off-the-record

O uso do off-the-record é fundamental para fomentar o relacionamento com o jornalista, seguindo a lógica de win-win.

Muitas vezes, o jornalista tem dúvidas técnicas na hora de escrever uma reportagem. Ou, então, ouve alguma informação sensível de outra fonte e precisa confirmar com mais fontes de mercado se essa apuração procede. O off-the-record pode ser usado em ambos os casos.

Só vale lembrar de algo muito importante: o off-the-record não protege a informação. Protege apenas a fonte.

Por isso, se for comentar um caso sob seu patrocínio, vale alinhar antes com o cliente e sua assessoria de imprensa.

Ou seja, não adianta contar algo para o jornalista e depois pedir para ele não publicar.

7) Concentre-se no contexto atual

Lembrando que a ‘atualidade’ é um dos pilares do conceito de notícia, insistir em sugestões de pauta fora do contexto social, econômico ou jurídico pode ser desgastante na relação com a imprensa.

Olhando para uma matriz SWOT, por exemplo, valeria sugerir pautas sobre pontos fortes do escritório, mas que façam sentido no ambiente externo ao escritório (oportunidades) no momento exato do contato com o jornalista.

8) Não bajule publicamente

O trabalho do repórter pode agradar ao leitor, mas também deve incomodar alguma parte.

Isso é Jornalismo.

Elogiar um jornalista publicamente ou agradecê-lo com veemência, como em um post no LinkedIN, pode sugerir para quem lê que esse jornalista tem alguma predileção por você ou pela organização que você representa.

Ao invés de publicar comentários como “leia a reportagem da competente jornalista fulana de tal”, vale dar o crédito sem o elogio, seguindo o conceito de objetividade no bullet 4.

Jornalista precisa e quer transmitir neutralidade para o leitor.

9) O mais importante: valorize a imprensa

Não replique reportagens, na íntegra, no site do seu escritório, nem publique recortes de jornal em alta resolução nas redes sociais. Isso prejudica os índices de leitura dos veículos de comunicação e, por consequência, não ajuda o trabalho do jornalista.

No lugar disso, fomente acessos às reportagens diretamente nos sites dos veículos de comunicação. Para o site do seu escritório, uma dica é publicar pequenos resumos das participações de seus advogados em publicações de imprensa. Mas não é legal copiar e colar conteúdo na íntegra.

Além disso, não caia na onda de criticar veículos de comunicação publicamente, como temos visto nos dias atuais.

Invista na assinatura de jornais e revistas no seu escritório. Valorize a imprensa e leia diariamente os veículos de comunicação que têm fit com seu escritório.

Antes de ser fonte, seja leitor.

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Outubro Rosa

A importância do Outubro Rosa para a prevenção do câncer de mama

Dra. Lívia Lopes Franzini

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e corresponde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer.

Existem vários tipos de câncer de mama e alguns evoluem de forma rápida, já outros, não. Entretanto, uma boa parte dos casos tem bom prognóstico quando diagnosticado em fase inicial e não podemos deixar de lado métodos de controle dos fatores de risco e o monitoramento constante junto a um profissional da área de saúde.

Quais são os principais sintomas do câncer de mama?

O câncer de mama quando está em estágio inicial costuma ser uma doença silenciosa, sem manifestações clínicas. Quando se torna perceptível, pode se manifestar através de nódulo endurecido palpável (doloroso ou não) na mama ou axila, alteração de pele (aspecto de casca de laranja) ou saída de secreção do mamilo.

Quando devo procurar auxílio médico?

Preferencialmente deve procurar anualmente para realização de exame físico e exames de imagem de acordo com a sua idade. E claro, procurar com urgência caso perceba qualquer alteração em suas mamas.

É possível prevenir o câncer de mama?

Sim, é possível reduzir risco para a doença ao adotar um estilo de vida saudável, amamentar e visitar regularmente seu médico.

Quais são os principais fatores de risco comportamentais?

Sobrepeso, obesidade, sedentarismo e ingesta de bebida alcoólica estão entre os principais fatores de risco comportamentais para o câncer de mama.

Como profissional de saúde, quais dicas você daria para as suas pacientes?

Incentivo que elas sigam um estilo de vida saudável, por meio de uma alimentação equilibrada, prática de atividade física prazerosa, uso de ferramentas para gerenciamento de estresse e melhora do sono para uma melhora global na qualidade de vida e prevenção de doenças em geral. Além disso, recomendo que venham me visitar regularmente para o exame clínico e orientação quanto a exames de imagem.

A partir dos 40 anos, todas as mulheres devem realizar a mamografia anualmente, pois é um exame que salva vidas, já que detecta precocemente a doença e permite melhores taxas de sucesso no tratamento.

Já mulheres que fazem parte do grupo de alto risco para a doença, devem iniciar antes o rastreamento.

Em sua opinião, por que a campanha do Outubro Rosa continua sendo relevante?

O câncer de mama é o câncer mais frequente e o que mais mata mulheres no mundo todo, então merece todos os holofotes para que seja realizada uma prevenção adequada e diagnóstico precoce.

 

Dra Lívia Franzini é formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos em 2008, especializada em Ginecologia e Obstetrícia pela PUC-SP e Mastologia pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia.

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Como funciona o Marketing de Conteúdo para advogados

Marketing de Conteúdo

A internet favorece, cada vez mais, a comunicação e a troca de dados e notícias. Com a chegada do novo Provimento que dispõe sobre a publicidade e a informação da advocacia, o Marketing de Conteúdo tornou-se essencial para advogadas e advogados.

Por Rafael Gagliardi e Thamires Telles

Marketing de Conteúdo é uma importante ferramenta para gestão de conhecimento e, com a utilização de técnicas e processos, podem garantir resultados cada vez mais eficientes e positivos para que o mercado jurídico consiga atrair e engajar seu público.  Por meio da criação e divulgação estratégica de conteúdo, é possível obter autoridade digital na exposição de escritórios e advogados em suas especialidades.

O que é Marketing de Conteúdo?

O Marketing de Conteúdo é uma das principais frentes que englobam uma estratégia de Marketing Digital. Indo direto ao ponto, trata-se de processos para produzir conteúdo relevante na internet (textos, vídeos, posts em redes sociais, etc) direcionado a um público-alvo e apoiando a busca espontânea pelos serviços e know-how ofertado.

Em linhas gerais, a ideia é atrair clientes ao beneficiá-los com esses conteúdos, fazendo com que escritórios de advocacia sejam vistos como referência nos temas retratados ao agregar valor para quem o acessa e usufrui de sua expertise.

Marketing de Conteúdo é, também, uma construção de autoridade ao trabalhar a reputação dos autores, desenvolvendo o posicionamento da marca, a geração de confiança e reforçando valores e diferenciais.

Motivos para investir no marketing de conteúdo

Muitas vezes é por base da comunicação existente no ambiente virtual que o usuário cria suas expectativas e constrói as primeiras impressões sobre o escritório, serviços e até a capacidade jurídica de acordo com as áreas de domínio e presença digital.

Ao estruturar corretamente um processo para produção de conteúdo, o escritório passa a ser reconhecido como fonte segura de conhecimento para os potenciais clientes e essa é uma moeda de troca importante na consolidação de relacionamentos entre advogados e clientes.

A maneira como o escritório colabora e posiciona-se no ambiente virtual pode contribuir para a atração de clientes e relações posteriores. Portanto, investir nas ferramentas corretas e na qualidade dos conteúdos apresentados é fundamental para a vitrine digital do escritório.

O sucesso do Marketing de Conteúdo ocorre quando as produções estão presentes e acessíveis nos canais de comunicação, como sites, redes sociais e e-mail marketing, além de, obviamente, ressaltar os respectivos diferenciais do escritório, sendo útil para o público e com o mínimo de frequência para estar constantemente em destaque.

No geral, podemos afirmar que o Marketing de Conteúdo favorece diversos objetivos como:

  • Comunicar de maneira eficiente;
  • Aproximar possíveis clientes do escritório;
  • Instituir um relacionamento com clientes atuais;
  • Consolidar a marca;
  • Criar reputação;
  • Economizar dinheiro com publicidade paga;
  • Ampliar espaço no ambiente digital;
  • Expor especialidades e aprofundamento em temas específicos;
  • Gerar tráfego.

Trabalhando dentro do Provimento

O Provimento 205/2021 permite a prática do Marketing Jurídico, exercida de forma compatível com os preceitos éticos e limitações impostas pelo Estatuto da Advocacia, pelo Regulamento Geral e pelo Código de Ética e Disciplina.

Para fins do Provimento, são conceituados dentro do Marketing de Conteúdo no Art. 2º:

  • Marketing de conteúdos jurídicos: estratégia de marketing que se utiliza da criação e da divulgação de conteúdos jurídicos, disponibilizados por meio de ferramentas de comunicação, voltada para informar o público e para a consolidação profissional do(a) advogado(a) ou escritório de advocacia;
  • Publicidade de conteúdos jurídicos: divulgação destinada a levar ao conhecimento do público conteúdos jurídicos.

Sendo assim, é permitido aos advogados e sociedade de advogados praticar o Marketing de Conteúdo, desde que, conforme o Art. 1º, as informações veiculadas sejam objetivas e verdadeiras e, conforme o Art. 3º, divulgadas em caráter informativo, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

O que é expressamente vedado é a divulgação de resultados obtidos, clientes e valores dos serviços.

Estruturando processos em seu escritório de advocacia

O principal desafio de um escritório de advocacia para aderir ao Marketing de Conteúdo é engajar a liderança nesse processo. Realmente, é um dilema deixar de dedicar tempo advogando para criar uma rotina de produção de conteúdo.

Entretanto, para fazer com que os sócios e líderes de escritórios enxerguem a importância de investir nessa prática, é preciso provar o seu ROI (retorno sobre o investimento) e estruturar um processo factível para produção de textos e identificação de temas relevantes a serem abordados.

Tudo isso pode ser feito com a equipe interna ou terceirizando por meio da contratação de profissionais especializados, mas não exclui a necessidade do envolvimento dos gestores do escritório, simplesmente porque o tom de voz, as conclusões e opinião são o que vão caracterizar toda essa comunicação. Em um mercado cada vez mais competitivo, deixar de reforçar os diferenciais ou a pessoalidade nos conteúdos pode ser negativo à marca.

Para medir o ROI:

  • Pesquise sobre a eficácia do Marketing de Conteúdo no setor de serviços e, em especial, no setor jurídico;
  • Faça um benchmark com concorrentes que apostam nos conteúdos;
  • Analise o retorno sobre o investimento, calculando horas de profissionais dedicados aos conteúdos e a possível conquista de um novo caso;
  • Entenda quantas pessoas é possível abordar com o Marketing de Conteúdo versus outras formas de publicidade (pagas, inclusive).

Para estruturar processos:

  • Entenda o perfil do seu público-alvo e onde (em quais canais) ele consome informação;
  • Defina os KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores Chaves de Performance) para medir os resultados de suas ações de Marketing de Conteúdo;
  • Planeje com cuidado as palavras-chave usadas nos conteúdos, assim como a linguagem, para dialogar corretamente com o público e tornar o material fácil de ser encontrado nos mecanismos de busca;
  • Planeje o seu Marketing de Conteúdo em linha com as demais estratégias institucionais para que tudo se converse no final;

Gerando conteúdo relevante para o público-alvo

Um dos pontos de partida para se obter resultados positivos no Marketing de Conteúdo é criar materiais que sejam atrativos e úteis a todos. Mas, antes de iniciar qualquer tipo de produção, os escritórios e advogados precisam ter em mente o público que desejam atingir e os melhores canais para impactá-los.

Atualmente, existem diversas ferramentas de comunicação que possibilitam a troca de informações e divulgação de conteúdo. Utilizar todas as possibilidades sem que haja estratégia e alinhamento com o objetivo do escritório, gera um caminho inverso ao proposto pelo Marketing de Conteúdo. Esforço sem propósito pode tornar o processo apenas operacional, logo, é preciso conhecer os canais e seu público para aproveitá-los com expertise e conexão.

Para criar conteúdo:

  • Defina os objetivos que deseja alcançar e o tipo de conteúdo que o público-alvo consome;
  • Use do conhecimento para educar sobre a(s) especialidade(s) que deseja destacar, opte por informações úteis e que agreguem valor;
  • Produza conteúdos focados nos clientes em potencial, mas lembre-se que termos muitos técnicos podem limitar o entendimento até do público em questão;
  • Transforme sua competência em uma experiência favorável ao leitor, utilize formatos inovadores e uma linguagem clara para gerar confiança;
  • Esteja por dentro dos acontecimentos, trazer informações atuais é uma forma de conquistar a atenção do público;
  • Defina a periodicidade de exposição dos conteúdos, um bom planejamento será essencial para o cumprimento das metas;

Para os canais de comunicação:

  • Dê preferência aos formatos que sejam mais consumidos pelo seu público;
  • Estruture um fluxo de experiência, mas com cuidado para não “sufocar” com excesso de informações em canais inadequados;
  • Crie peças personalizadas, trabalhe a consolidação e referência da sua marca;
  • Estabeleça um calendário prévio de publicações;
  • Manter a comunicação com o público é importantíssimo, separe um tempo para interações;
  • Invista no trabalho de divulgação.

Presença digital

A advocacia tem passado por evoluções importantes, assim como a internet está cada vez mais presente no cotidiano dos usuários e conquistando espaço nos negócios.  Marcar presença no ambiente digital com conteúdo de qualidade tornou-se indispensável para profissionais do mercado jurídico que almejam avançar no relacionamento com clientes, parceiros, colaboradores e possíveis leads.

O Marketing de Conteúdo deixou de ser visto como uma tendência de anos atrás para tornar-se uma ferramenta valiosa. Para ter resultados efetivos, invista em suas estratégias!

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Danos ao meio ambiente afetam empresários e imagem do País perante agentes internacionais

Comprovação de danos ambientais pode gerar multas significativas e criar barreiras para investidores internacionais. Eficiência dos órgãos de controle brasileiros é apontada como possível solução.

Por Rafael Gagliardi, da LETS Marketing

A legislação ambiental no Brasil é ampla e complexa, e o regime de responsabilidade é bastante extenso. Companhias que se envolverem diretamente com uma violação ambiental podem ser multadas em até R$ 50 milhões ou sofrerem sanções penais,incluindo prisão de executivos e diretores.

“Neste sentido, no caso de uma degradação ao meio ambiente, não só aquele que causar o dano pode ser responsabilizado, mas também terceiros e aqueles que se envolverem indiretamente com o tema”, informa Rafael Feldmann, especialista em Direito Ambiental e sócio da Cascione Pulino Boulos Advogados. “Fornecedores, investidores e contratados podem eventualmente também ser responsabilizados”, completa.

Fica claro, portanto, que o risco por não cumprir requisitos socioambientais (ESG) é demasiadamente alto e pode, inclusive, inviabilizar por completo a operação de negócios no Brasil.

Setores como infraestrutura e agronegócio apresentam maior sensibilidade

A legislação é suficientemente clara ao mencionar que todo e qualquer indivíduo ou pessoa jurídica pode ser responsabilizado(a) por danos ambientais. Ao mesmo tempo, como diversas obrigações da legislação envolvem a todos, o tema pede a atenção da sociedade de forma geral (inclusive, considerando o fato de que somos o país com a maior biodiversidade e o maior número de ativos ambientais do mundo).

Um dos principais instrumentos de comando e controle da legislação sobre o meio ambeite é o licenciamento ambiental, o qual está enraizado e difundido entre a União, os Estados e grande parte dos Municípios. Este procedimento consiste em monitorar atividades sensíveis e conceder licenças e autorizações tão somente para aqueles que cumprirem uma série de requisitos e parâmetros de mitigação.

“Empresas no ramo de infraestrutura, como óleo e gás, saneamento, mineração, energia, entre tantos outros exemplos, são as que merecem este recorte. Neste sentido, é correto dizer que as atividades sensíveis (ou seja, aquelas que tem maior capacidade de degradação e/ou potencial poluidor) são as que deveriam chamar maior atenção”, reforça Feldmann.

O agronegócio é também diretamente impactado pela legislação, principalmente pelo Código Florestal. Esta norma impõe uma série de restrições de supressão de vegetação em imóveis rurais, que se referem à reserva legal e às áreas de preservação permanente.

Degradação da Amazônia impacta atratividade para investidores estrangeiros

A soberania do Brasil deve ser respeitada e dificilmente será possível interferir na política ambiental brasileira de forma direta. Contudo, nossa atual imagem sofre um constante processo de desconstrução à luz dos índices de desmatamento que estão crescendo ano após ano, principalmente na Floresta Amazônica.

A degradação da Amazônia é uma das imagens mais recorrente do Brasil no contexto internacional – e, apesar de esforços de parte dos gestores públicos pelo País, a visão estrangeira sobre a degradação continua negativa.

Neste sentido, é possível que determinados países passem a demandar que produtos adquiridos do Brasil necessitam de due diligence e de comprovação de que não estão contribuindo com o desmatamento.

Para Feldmann, “não é de hoje que o desmatamento é um problema, mas fato é que piorou demais nos últimos 3 anos. O Brasil vai muito mal na agenda de combate ao desmatamento, como também pouco contribui nos debates internacionais (o que não era a realidade no passado). É uma pena que tenhamos atingido este cenário, pois o nosso retrospecto diplomático era muito positivo e a nossa liderança em tratados e compromissos já teve mais relevância”, completa.

O especialista ainda cita que essa postura política precisa ser revertida ainda no curto prazo. “Investidores internacionais avaliam este tipo de conduta antes de entrarem no País, ainda mais agora em que as evidências científicas mostram o quanto já somos e o quanto seremos afetados pelas mudanças climáticas (como exemplo, o último relatório do IPCC agora em agosto)”.

A legislação brasileira em matéria ambiental é sofisticada, mas isto já não basta para convencer players internacionais. Nosso principal problema está na deficitária estrutura dos órgãos de controle. A fiscalização de normas ambientais é feita pelo IBAMA e pelas Secretarias Estaduais e Municipais. “Entretanto, o baixo orçamento e a precarização de tais agências é o que nos coloca no triste cenário que vivenciamos atualmente. É muito chocante que estejamos neste imbróglio, pois já temos a faca e o queijo na mão para solucionar tal postura”, complementa Feldmann.

O Código Florestal brasileiro, a despeito de algumas imperfeições, foi construído mediante consenso legislativo e já é reconhecido como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma norma que já traz bons caminhos e que precisa ser cumprida e implementada com eficiência. 

Legislação brasileira: capacitação de órgãos reguladores é fundamental

Para Feldmann, apesar das imperfeições e pontos de melhoria, o arcabouço normativo brasileiro é bem estruturado. “Ele vem sendo construído com normas técnicas, debate legislativo sério e boa jurisprudência ao longo de, pelo menos, quatro décadas”, afirma o sócio.

Segundo o especialista, na linha do que cabe melhoria, “inexistem leis claras para a implementação de um mercado de carbono nacional e essa demanda é mais do que urgente, à luz das discussões que ocorrerão na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP de Glasgow), em novembro/2021. O tema de pagamento por serviços ambientais também é algo que precisará de diversas normas – o que, também, é bem-vindo”, finaliza.

Outro entrave está na capacitação de órgãos ambientais para que consigam efetivamente cumprir sua função institucional e exercer a fiscalização.

Feldmann explica que além desta capacitação, a qual se resolve com vontade política e alocação de orçamento específico, é primordial evitar que propostas legislativas não favoráveis sejam aprovadas no Congresso Nacional, o que, ao final do dia, gerará mais insegurança jurídica e judicialização. “O último PL n.º 3.729/2004, que dispõe sobre o licenciamento ambiental, é um bom exemplo de uma ideia de aprimoramento que, no início, poderia fazer sentido e, que, ao final da tramitação na Câmara dos Deputados, trouxe uma redação com mais retrocessos do que avanços”, finaliza o especialista.

A temática ambiental é complexa e urgente. Por isso, espera-se que a legislação, ainda que bem estruturada, seja aprimorada e modificada no curtíssimo prazo.

 

Fonte: Líder.inc | https://lider.inc/noticias/sustentabilidade/danos-ao-meio-ambiente-afetam-empresarios-e-imagem-do-pais-perante-agentes-internacionais-

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Sanções da LGPD já estão valendo. Saiba como evitar multas

Empresas podem sofrer punições de até 2% do faturamento bruto, limitada a R$ 50 milhões, em nova fase da Lei Geral de Proteção de Dados.

Por Thamires Telles, da LETS Marketing

Após três anos da aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), entraram em vigor, no dia 01 de agosto, dispositivos que tratam das multas e sanções administrativas para aqueles que descumprirem regras dispostas nesta nova legislação. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar punições aos agentes de tratamento de dados que infringirem os artigos da Lei 13.709/2018.

O que é a LGPD?

O principal intuito da LGPD é garantir e proteger os direitos fundamentais da liberdade e privacidade de cada indivíduo. As empresas que colhem os dados de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, não podem mais utilizá-los à sua maneira. A lei estabelece um conjunto de direitos para os titulares de dados, como comunicar quais informações estão sendo coletadas e a respectiva finalidade, e não reutilizar registros armazenados para outros fins, salvo exceções.

O Brasil passa a integrar o grupo de países que possuem uma legislação específica para o tratamento de dados pessoais de todo cidadão que esteja no país, padronizando práticas e criando um cenário de maior segurança jurídica.

Qual é o valor das multas da LGPD?

Nesta nova fase, tanto empresas privadas, quanto órgãos públicos que ainda não se adequaram às normas da LGPD, estão sujeitas a penalidades. As sanções variam desde advertências, até multas de 2% do faturamento bruto da empresa – limitadas a R$ 50 milhões – e o bloqueio dos dados.

Como as empresas podem mitigar riscos referentes à LGPD?

De acordo com Marina Nicolosi, especialista em compliance e government enforcement e sócia no escritório Adriana Dantas Advogados, uma das ações mais importantes para as instituições é priorizar a nomeação de um Data Protection Officer (DPO) ou Encarregado. “A partir de um responsável ou grupo de responsáveis, todos os próximos passos podem ser organizados e planejados, conforme a urgência para a LGPD. Há serviços de terceirização desta função que podem ser muito oportunos para a situação”, explica.

Embora a lei tenha sido publicada em 2018, somente em setembro de 2020 começaram a valer os efeitos de grande parte dos artigos. Com a entrada em vigor dos capítulos 52, 53 e 54, que tratam das sanções, o cumprimento integral da LGPD pode ser questionado a qualquer momento.

“Significa dizer que os titulares dos dados pessoais que transitam pela empresa poderão exigir esclarecimentos e direitos a eles atribuídos pela Lei; em havendo incidentes – não apenas vazamentos, as empresas poderão ser obrigadas a notificar a ANPD; além de, é claro, estarem sujeitas à fiscalização da referida ANPD ou dos órgãos consumidores, entre outras consequências”, completa a advogada.

Para Raíssa Varrasquim Pavon, advogada na área de Gestão de Riscos e Compliance do escritório Ernesto Borges Advogados, a cultura de proteção de dados já vem se instalando no país há algum tempo. “As empresas já perceberam que a adequação resulta em uma grande vantagem competitiva no mercado. Desta forma, em geral, grandes empresas se movimentaram nesse sentido e hoje inclusive riscos relacionados à LGPD, como o cibernético, fazem parte da matriz de risco das corporações. Portanto, afirmo que o mercado está cada vez mais preparado para essa nova realidade”, enfatiza.

Como será a fiscalização das sanções da LGPD?

Além das penalidades previstas na lei, a fiscalização e aplicação das sanções estará a cargo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), estrutura vinculada à Presidência da República. Entretanto, sua execução ainda depende da edição de um regulamento sobre o tema, que irá definir a maneira como a fiscalização poderá acontecer e os critérios para aplicação das multas e advertências.

“A ANPD passou a funcionar efetivamente em novembro do ano passado, ou seja, sua atuação ainda é muito recente. Mas a avalio de forma positiva e otimista tendo em vista que neste pouco tempo já editou regulamentos e resoluções, guias orientativos e conta com um planejamento estratégico definido até 2023”, conclui Renato Chagas, diretor de Gestão de Riscos e Compliance do Ernesto Borges Advogados.

 

Fonte: Líder.inc | https://lider.inc/noticias/desenvolvimento/sancoes-da-lgpd-ja-estao-valendo-saiba-como-evitar-multas-

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Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

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