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Advocacia, tecnologia e o limite da conexão digital

O que podemos (e não podemos) fazer para atrair clientes

Em março de 2025, a OAB/SP publicou mais uma decisão importante para quem trabalha com marketing jurídico: o Tribunal de Ética e Disciplina entendeu que plataformas digitais que intermedeiam ativamente a conexão entre advogados e clientes configuram captação indevida de clientela, uma prática proibida pelo Código de Ética da advocacia.

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

Para quem atua nesse setor, a notícia não é exatamente nova, mas o parecer assinado pelo relator Dr. Eduardo Augusto Alckmin Jacob (Proc. 25.0886.2024.023887-5) joga luz sobre um ponto cada vez mais sensível: a diferença entre inovação aceitável e inflação de regras éticas.

O entendimento foi claro: se uma plataforma atua apenas como banco de dados, permitindo que o usuário busque advogados cadastrados, está tudo certo. Mas se ela direciona, recomenda ou promove contatos personalizados, então está extrapolando os limites do permitido. É uma linha fina, mas que precisa ser respeitada.

A decisão reforça os limites definidos pelo Provimento 205/2021 da OAB, especialmente no que se refere à publicidade na advocacia. Os artigos 5º e 7º são categóricos ao afirmar que qualquer estratégia de comunicação deve obedecer aos princípios da discrição e moderação, evitando promoção pessoal ou concorrência desleal.

Mas como isso se traduz na prática?

Vamos ser objetivos. Plataformas como Uber, iFood ou GetNinjas criaram uma cultura digital onde a intermediação é o coração do negócio. Aplicado à advocacia, esse modelo se torna problemático. A razão é simples: o serviço jurídico não pode ser tratado como produto de prateleira. Existe uma relação de confiança, sigilo e responsabilidade que não pode ser mediada por um algoritmo.

Já vi escritórios pequenos se empolgarem com plataformas que prometem “leads qualificados”. Não são raros os casos em que, sem perceber, o advogado se vê participando de um sistema que recomenda seus serviços com base em palavras-chave, área de atuação ou preço de consulta. Isso é publicidade ativa. Isso é captação.

Por outro lado, há soluções éticas e eficientes. Sites institucionais bem estruturados, perfis no LinkedIn com conteúdo informativo, participação em eventos e publicação de artigos são formas lícitas de se posicionar no mercado. A diferença? A iniciativa do contato parte do cliente, não do advogado.

A questão que fica é: você sabe como está sendo encontrado na internet? O seu nome está vinculado a plataformas que fazem intermediação ativa sem que você saiba?

Na LETS Marketing, já tivemos que orientar clientes a saírem de ferramentas que infringiam as regras éticas. Já vimos escritórios que, de boa-fé, aceitaram “testar” plataformas que geravam agendamentos automáticos com base em perfis jurídicos. O risco é grande e real: sanções disciplinares, desgaste de imagem e perda de credibilidade.

O Provimento 205/2021 é um marco. Ele atualizou as regras de publicidade da advocacia para o mundo digital, permitindo uso de redes sociais, produção de conteúdo e ações estratégicas, desde que dentro dos limites estabelecidos. E a chave para entender esses limites é uma só: é o cliente quem deve iniciar o contato.

E se a plataforma induz, recomenda ou influencia esse contato, ela está captando. Não importa se com boa intenção, com tecnologia de ponta ou com promessa de democratização. A intencionalidade da comunicação é o que define se ela está ou não dentro do jogo ético.

Para escritórios que querem crescer de forma sustentável, a dica é: aposte no posicionamento, não na promoção. Construa autoridade, gere valor, comunique com qualidade. Estar presente digitalmente é importante, mas com responsabilidade.

Finalizo com uma provocação: você conhece os canais digitais onde o nome do seu escritório aparece? Já revisou se todos estão em conformidade com o Código de Ética? Já atualizou suas diretrizes de marketing desde a publicação do Provimento 205?

A OAB está de olho. E você também deveria estar.

Fonte: https://www.migalhas.com.br/quentes/428666/plataformas-de-conexao-entre-advogados-e-clientes-fere-codigo-de-etica

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O golpe do falso advogado

Uma lição sobre reputação, marketing jurídico e segurança digital

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

A construção de reputação no mercado jurídico é um trabalho de longo prazo. Cada interação com o cliente, cada peça processual, cada apresentação em um evento conta. Mas basta um golpe, um caso de fraude envolvendo o nome de um advogado, para tudo isso ser colocado em xeque. Não importa se o profissional era vítima ou se teve seu nome indevidamente utilizado. A confiança se abala.

O chamado “golpe do falso advogado” é um desses temas incômodos que, infelizmente, vem se tornando mais comum. Segundo o Migalhas, em matéria publicada em 4 de maio de 2025 (https://www.migalhas.com.br/quentes/429558/falso-advogado-oab-lanca-sistema-apos-1-600-denuncias), a OAB lançou a ferramenta ConfirmADV após mais de 1.600 denúncias em todo o País. A plataforma permite que qualquer cidadão verifique se está lidando com um advogado regularmente inscrito na Ordem. A ideia é simples: digita-se o número de inscrição, o estado e o e-mail do advogado. O profissional recebe um aviso e tem até cinco minutos para confirmar sua identidade. Caso não o faça, a pessoa é alertada de que a verificação não foi concluída.

O sistema é um passo importante da OAB diante de um problema que, nos bastidores da advocacia, já era muito conhecido. Dados apontam que o estado de São Paulo registrou sozinho 1.600 denúncias. No Paraná, foram 1.206. Em Minas Gerais, 516. Acre, Bahia, Rio de Janeiro, Ceará, Mato Grosso do Sul, Alagoas e tantos outros estados também relatam centenas de ocorrências. A estratégia se repete: os golpistas acessam informações públicas de processos, identificam valores a receber, usam nomes e fotos de advogados reais e se passam por eles para enganar as partes envolvidas, geralmente via WhatsApp, com pedido de transferência via Pix.

Na LETS Marketing, trabalhamos com centenas de escritórios por todo o Brasil e recebemos relatos recorrentes de clientes ou contatos que sofreram tentativas de golpe. Alguns casos, infelizmente, chegaram ao prejuízo efetivo. Outros, à exposição indevida da marca de um advogado ou de um escritório. O que está em jogo não é apenas uma questão de segurança jurídica, mas de gestão de marca. De marketing jurídico. De confiança e reputação.

Por isso, decidimos criar uma cartilha gratuita, chamada “Golpe do Falso Advogado: Como Funciona, Como se Proteger e o Que Fazer se For Vítima” (acesse gratuitamente em: https://conteudo.letsmarketing.com.br/golpe_do_falso_advogado). Ela é um guia prático para escritórios, profissionais e também para seus clientes.

Explicamos, passo a passo, como o golpe funciona:

  • acesso a dados de processos públicos;
  • criação de perfis falsos com dados reais de advogados;
  • contato direto com a vítima com tom de urgência;
  • pedido de transferências via Pix;
  • desaparecimento após a conclusão da fraude.

Além disso, reunimos as principais medidas de prevenção para advogados e para clientes:

Para advogados e escritórios:

  • usem canais oficiais e e-mails institucionais;
  • orientem seus clientes desde o início sobre como se dará a comunicação;
  • ativem autenticação de dois fatores nas plataformas de e-mail e mensagens;
  • criem materiais educativos e disponibilizem nos sites e contratos;
  • acompanhem o histórico de acessos aos processos (em tribunais como TRF3, TRT-2 e TRT-15).

Sobre o golpe do falso advogado para clientes:

  • desconfiem de cobranças urgentes;
  • verifiquem a identidade do advogado pelo site da OAB ou pelo ConfirmADV (https://www.confirmadv.oab.org.br);
  • nunca transfiram valores sem confirmação dupla;
  • salvem conversas, comprovantes e boletos;
  • comuniquem o escritório oficial e registrem boletim de ocorrência.

Na cartilha, também orientamos sobre o que fazer se você ou seu cliente cair no golpe. E destacamos um ponto sensível: a identidade do advogado real que teve seu nome utilizado também precisa ser protegida. Não raramente, esse profissional é hostilizado por vítimas ou tem sua imagem exposta em redes sociais sem nenhum tipo de verificação prévia.

Esse tipo de crise é também uma situação de comunicação sensível. Escritórios precisam estar preparados para acionar protocolos de resposta, esclarecer públicos internos e externos, proteger sua marca e zelar pela segurança dos dados. O golpe do falso advogado é também um alerta para a maturidade digital da advocacia.

Você sabe quantos acessos indevidos houveram aos processos do seu escritório nos últimos 30 dias? Você tem um protocolo de atendimento a vítimas? Você orienta seus clientes sobre como reconhecer tentativas de fraude?

A resposta para essas perguntas pode fazer toda a diferença entre ser parte do problema ou liderar a solução. O golpe do falso advogado não vai desaparecer da noite para o dia. Mas a forma como você, como seu escritório e como o mercado jurídico

 

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Marketing de Luxo e Marketing Jurídico

Conexões Estratégicas para Escritórios que Querem Crescer com Relevância

O marketing de luxo é uma arte refinada. Não se trata apenas de vender produtos ou serviços, mas de construir uma percepção que une valor simbólico, exclusividade e experiências que marcam. No mercado de luxo, o cliente não compra uma bolsa, um relógio ou um carro. Ele adquire história, identidade e pertencimento.

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

O marketing jurídico, apesar de parecer distante desse universo à primeira vista, compartilha diversos princípios fundamentais. Escritórios de advocacia de alta performance, assim como marcas de luxo, vendem algo que não se explica apenas pelo produto em si. Vendem confiança, especialização, reputação. E, mais do que isso, entregam experiências altamente personalizadas para um público que valoriza cada detalhe da jornada.

Você já parou para pensar que o serviço jurídico é, muitas vezes, consumido de maneira parecida a um produto de alto valor agregado?

O produto jurídico: alto valor agregado, especialização e personalização

No Direito, não há como estimular desejos imediatos, como se faz ao anunciar um novo perfume ou um lançamento de tecnologia. Ninguém “quer” contratar um advogado do dia para a noite. A necessidade surge por demandas específicas e, muitas vezes, sensíveis: uma fusão empresarial, uma disputa societária, um planejamento sucessório.

O advogado, nesse contexto, não vende apenas a resolução de um problema. Vende segurança, visão estratégica e, principalmente, tranquilidade. Cada serviço jurídico, assim como um produto de luxo, é construído sob medida para um público altamente seletivo e exigente.

A especialização extrema e o atendimento altamente personalizado são pilares compartilhados pelos dois mundos. No mercado de luxo, você não compra qualquer bolsa — você escolhe a Hermès, a Chanel ou a Louis Vuitton por motivos que ultrapassam o objeto físico. No jurídico, você não contrata qualquer advogado — você busca aquele que domina a sua dor, seu setor e fala a sua linguagem.

Marketing de experiência: antes da necessidade, a confiança

O marketing jurídico, assim como o de luxo, precisa trabalhar muito antes da demanda explícita. O cliente que lembra do seu escritório no momento de uma crise ou de uma grande operação já precisa ter formado uma percepção sólida da sua marca.

Você constrói essa lembrança com posicionamento consistente, atendimento de excelência, produção de conteúdo qualificado e estratégias que reforcem a autoridade do escritório nos segmentos certos. E, acima de tudo, com experiências que superem expectativas.

O cliente de luxo espera ser tratado de forma única. E seu cliente jurídico também.

Quantas vezes o seu escritório já organizou encontros exclusivos, ofereceu diagnósticos personalizados ou dedicou atenção especial ao pós-atendimento, como fazem as marcas que não apenas vendem, mas encantam?

Fidelização: o ativo invisível que decide o futuro dos escritórios

No marketing de luxo, a fidelização é o centro de tudo. Criar laços duradouros é mais valioso do que fechar muitas vendas isoladas. No Direito, não é diferente.

Você prefere conquistar um novo cliente a cada mês ou construir relações que rendam anos de trabalho consistente, indicações qualificadas e reputação no mercado?

Fidelizar clientes no jurídico exige atenção contínua. A entrega técnica precisa ser impecável, mas também é fundamental manter o relacionamento vivo: check-ins periódicos, envio de atualizações relevantes sobre o setor do cliente, convites para eventos estratégicos, celebração de conquistas.

Pense na última vez que seu escritório surpreendeu um cliente com algo que ele não pediu — mas que demonstrou que você o conhece, se importa e está pensando à frente?

Essa é a essência da fidelização sofisticada: mostrar que o cliente é único, não apenas mais um na carteira.

Conteúdo: narrativas que constroem valor

O marketing de luxo não fala de preço, de descontos ou de comparações. Fala de herança, de valores, de lifestyle.

No marketing jurídico, o paralelo é claro: não se trata apenas de listar áreas de atuação ou publicar vitórias jurídicas. Trata-se de construir narrativas que reforcem o DNA do escritório: sua história, seus valores, seu impacto real para clientes e para a sociedade.

Um escritório que conta sua trajetória de forma consistente, que compartilha histórias de sucesso (resguardando confidencialidade, claro), que publica reflexões inteligentes sobre temas do setor, está construindo uma marca que transcende o serviço jurídico puro e simples.

Se sua comunicação ainda gira apenas em torno de “serviços prestados”, talvez seja hora de reescrever o enredo. A pergunta não é o que você faz, mas o que isso representa para o cliente.

Preço e valor: a diferença entre ser escolhido ou comparado

No mercado de luxo, preço alto é parte da construção de valor. No jurídico, a lógica é semelhante. Escritórios que buscam competir apenas por preço entram em um jogo de desgastes e margens apertadas.

Já aqueles que conseguem construir valor percebido elevado — combinando especialização, atendimento, reputação e experiência — conseguem sustentar honorários mais robustos, atrair perfis de clientes mais estratégicos e crescer de maneira saudável.

Você gostaria de ser lembrado como “o escritório que cobra menos” ou “o escritório que entrega resultados estratégicos com excelência”?

Preço se discute. Valor, não.

Exclusividade e seletividade: menos é mais

Uma das estratégias clássicas do marketing de luxo é a restrição seletiva de acesso: produtos limitados, produção controlada, canais exclusivos.

No jurídico, exclusividade também é ativo. Atuar em segmentos altamente especializados, construir expertise em setores econômicos relevantes, selecionar projetos que fortaleçam o posicionamento do escritório: essas são formas de trabalhar menos volume e mais valor.

Escritórios que tentam abraçar todas as áreas, todos os clientes e todos os setores acabam diluindo sua marca. Já aqueles que têm coragem de se posicionar como referência em poucos nichos criam diferenciação, constroem autoridade e elevam seu ticket médio.

Você sabe quais áreas e setores seu escritório quer — e deve — dominar?

Storytelling: a força de uma história bem contada

Assim como marcas de luxo investem pesado em storytelling, escritórios de advocacia precisam construir narrativas autênticas e consistentes.

Seu escritório nasceu de qual sonho? Quais valores guiam suas decisões? Quais histórias de superação, de inovação ou de impacto poderiam ser contadas?

Humanizar a marca, dar voz aos sócios, valorizar os marcos históricos do escritório e reforçar sua contribuição para os clientes e para o mercado jurídico são maneiras poderosas de fortalecer a lembrança e a reputação.

Desafios e oportunidades para o marketing jurídico inspirado no luxo

É claro que o jurídico tem restrições éticas específicas, que devem ser sempre respeitadas. Não se trata de “copiar” campanhas chamativas ou usar estratégias apelativas.

Mas é absolutamente possível — e necessário — trazer as lições mais estratégicas do marketing de luxo para o universo jurídico:

  • Construção de identidade forte

  • Foco na experiência do cliente

  • Comunicação voltada a valor, não a preço

  • Exclusividade e especialização

  • Storytelling autêntico e estratégico

  • Atendimento proativo e humanizado

  • Fidelização contínua

Reflexões

O marketing jurídico e o marketing de luxo se encontram em um mesmo ponto: ambos constroem valor a partir da percepção, da confiança e da experiência.

Seu escritório quer ser mais lembrado? Mais desejado? Mais valorizado?

Então pense além do serviço jurídico puro. Pense em como sua marca pode emocionar, conectar e transformar a experiência do cliente em algo memorável.

Marketing jurídico de alta performance é marketing de percepção, de construção de reputação e de entrega de experiências que fazem seus clientes quererem não apenas contratar, mas permanecer.

Você está pronto para reposicionar seu escritório como uma marca de alto valor percebido?

O mercado já começou essa transformação. A decisão de acompanhar — ou liderar — é sua.

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Especial Rankings Jurídicos – Mapeamento da Concorrência

Capítulo 1 – Fundamentos da inteligência competitiva via rankings

Rankings Jurídicos

Por Catarine Ranéa

Como o mapeamento da concorrência nos rankings pode guiar ajustes no próprio posicionamento

A leitura estratégica dos rankings pode funcionar como um termômetro preciso para o posicionamento do seu escritório. Quem sobe, quem cai, quem aparece de forma recorrente — esses são sinais claros sobre o que o mercado está valorizando. Mais importante do que seguir tendências é usá-las como bússola para decisões mais inteligentes de comunicação, reputação e foco comercial.

As principais publicações oferecem muito mais do que uma lista de nomes e bandas. Elas revelam análises sobre os escritórios reconhecidos, destacando atributos como client service, sofisticação técnica, reputação dos profissionais e a capacidade estratégica do time — dados que podem (e devem) ser analisados com atenção para ajustar a forma como seu escritório se apresenta ao mercado.

Quais atributos os escritórios mais bem ranqueados têm em comum?

Ao mapear os escritórios nas bandas superiores das tabelas, rapidamente surgem padrões: liderança consolidada em setores estratégicos, presença multidisciplinar em diferentes áreas de prática, investimento em talentos e proximidade com o cliente. Nos textos editoriais, termos como versatilidade, capacidade de articulação, soluções personalizadas e reconhecimento em setores chave aparecem com frequência.

Essa consistência indica que o mercado jurídico está valorizando menos o volume e mais a combinação entre profundidade técnica, abordagem estratégica e relevância comercial — elementos que também devem ser refletidos nos materiais submetidos aos rankings.

O que sua atuação comunica (ou não) para os rankings?

A submissão tem como objetivo apresentar à publicação um reflexo qualificado dos últimos 12 meses de atuação do departamento. Embora não exista uma fórmula secreta para um formulário perfeito, há boas práticas que fortalecem a narrativa. Muitas vezes, a diferença entre ser ranqueado ou não está na forma como o escritório comunica seus diferenciais e os contextualiza dentro do mercado.

Ao comparar o seu posicionamento editorial com o de concorrentes diretos, é possível identificar lacunas — como a ausência de referência a setores estratégicos ou a falta de clareza sobre especializações específicas. Por isso, na hora de contar a história — especialmente nos campos destinados à apresentação da equipe e do departamento — é fundamental que os diferenciais estejam explícitos. O pesquisador precisa entender que está diante de um escritório com atuação consistente, relevância prática e posicionamento estratégico claro.

Enquanto alguns escritórios deixam evidente como participam proativamente de operações reguladas ou como atuam lado a lado com o cliente em decisões críticas, outros ainda se limitam a descrever tarefas executadas, sem conectar o trabalho à estratégia, ao impacto ou à sofisticação esperada.

Cada formulário conta uma história. E é importante que ela seja contada com segurança, explorando o melhor da performance do escritório, em uma narrativa coerente com sua trajetória, sua equipe e suas entregas.

O que priorizar na sua próxima submission?

Com base em um benchmarking bem estruturado, é possível ajustar sua próxima submission com mais foco e alinhamento com as expectativas do mercado. Algumas ações práticas incluem:

  • Escolher cases que demonstrem visão estratégica, e não apenas complexidade técnica;
  • Aproveitar oportunidades setoriais que dialoguem com a atuação real do escritório, reforçando expertise em segmentos relevantes;
  • Valorizar a integração da equipe e a consistência do atendimento como diferenciais tangíveis percebidos pelo cliente.

Além disso, é cada vez mais essencial trabalhar os atributos humanos e culturais do escritório, especialmente quando se concorre com firmas full-service ou boutiques altamente especializadas.

Esse tipo de refinamento, no entanto, raramente acontece de forma isolada. Ele exige leitura de mercado, sensibilidade editorial, domínio técnico e clareza de posicionamento — competências que, muitas vezes, demandam a atuação coordenada de uma equipe multidisciplinar de marketing jurídico.

Os rankings jurídicos não são apenas indicadores de prestígio. Eles refletem com cada vez mais precisão como os escritórios estão posicionando sua marca, entregando valor ao cliente e se destacando no ecossistema jurídico.

Ao mapear os concorrentes de forma estratégica, você não apenas entende quem está na sua frente — mas identifica oportunidades reais de aprimorar sua própria narrativa, ajustar sua comunicação e alinhar seu posicionamento ao que o mercado reconhece e valoriza.

Quer transformar esse mapeamento em estratégia prática e posicionamento real?

Fale com nosso time e descubra como uma assessoria multidisciplinar pode conectar performance, reputação e inteligência competitiva para destacar seu escritório nos rankings jurídicos mais relevantes.

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Satisfação de Clientes

Quando é tarde demais para satisfazer um cliente?

Satisfação de Clientes: se você acredita que resolver o problema de um cliente depois de muitos obstáculos é suficiente para preservar seu relacionamento, talvez seja hora de rever essa estratégia.

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

No mercado jurídico, onde a reputação é o ativo mais valioso, cada interação é uma oportunidade de consolidar confiança ou abrir uma ferida quase irreparável.

Quem já não passou pela experiência de contratar um serviço, encontrar problemas e, ao buscar ajuda, enfrentar uma sucessão de barreiras, burocracias e descaso? O pior é que, em muitos casos, mesmo após a “solução” ser apresentada, a percepção de frustração já está consolidada.

O risco silencioso da insatisfação retardada

No Direito, onde a prática envolve altas expectativas, prazos críticos e temas sensíveis, um cliente insatisfeito não é apenas uma oportunidade perdida de renovação de contrato. É um dano à imagem. É um freio ao crescimento orgânico que tantos escritórios perseguem.

A maior parte das reclamações nunca é formalizada. O cliente simplesmente deixa de renovar, recomenda menos e passa a considerar concorrentes. Quando você percebe, perdeu não apenas uma receita. Perdeu a oportunidade de ser lembrado como referência.

Por que esperar a última instância?

Advogados sabem o que significa “tempo é prova”. Mas em relacionamento com clientes, a lógica é inversa: cada segundo de demora em resolver um problema ou responder a uma dúvida é uma prova contra o seu próprio serviço.

Você confia em um médico que demora dias para responder sobre um exame crítico? Por que seu cliente deveria confiar em você se a única resposta à sua inquietação é o silêncio?

O ciclo da satisfação começa antes do problema

Esperar uma reclamação formal para agir é uma estratégia reativa que, no mercado atual, é insuficiente. Escritórios de advocacia de alta performance não apenas solucionam demandas. Eles antecipam expectativas.

Quando você organiza uma reunião de alinhamento prévio, monitora a satisfação do cliente em entregas intermediárias, revisita periodicamente os resultados e se coloca à disposição para ajustes, você está fortalecendo uma cultura de atendimento proativo.

Clientes querem soluções, mas também querem ser ouvidos

Uma questão para refletir: quantas vezes você ouviu atentamente um cliente reclamando sem ficar mentalmente formulando justificativas? A escuta ativa é mais valiosa que qualquer e-mail padronizado pedindo desculpas.

Demonstrar empatia real é reconhecer o impacto do problema na perspectiva do cliente, não minimizar ou defender o seu lado.

Erro processual: você mede o que acontece após a entrega?

Quantos escritórios possuem um fluxo estruturado para medir a satisfação após a finalização de um projeto ou encerramento de um caso?

Se você não mede, não controla. Se não controla, não evolui.

Simples pesquisas de Net Promoter Score (NPS), reuniões de feedback, formulários de avaliação ou mesmo ligações de check-in pessoal podem identificar insatisfações que, silenciosas, poderiam comprometer anos de relacionamento.

O custo de não agir

Algumas verdades incômodas:

  • Clientes insatisfeitos comentam com, em média, três vezes mais pessoas do que clientes satisfeitos.
  • Recuperar a confiança perdida pode custar 5 a 10 vezes mais do que mantê-la desde o início.
  • No mercado jurídico, indicações respondem por mais de 60% da geração de novos negócios em escritórios de médio e grande porte.

A equação é simples: atendimento é estratégia de negócio.

Sinais de alerta para escritórios de advocacia

Alguns sinais de que seu atendimento pode estar gerando futuras crises:

  • Clientes que param de interagir ativamente.
  • Reuniões canceladas ou adiadas com frequência.
  • Falta de resposta a convites para eventos ou a conteúdos compartilhados.
  • Propostas recusadas com justificativas vagas.

Estes comportamentos são sintomas de afastamento emocional e sinalizam que o tempo de satisfação preventiva pode estar se esgotando.

Investir no pós-venda é reduzir riscos futuros

O conceito de pós-venda ainda é subestimado no Direito. Muitos escritórios se preocupam em conquistar o cliente, mas poucos em mantê-lo depois que a primeira entrega é feita.

Bons exemplos de pós-venda aplicáveis:

  • Check-in periódico para revisitar necessidades.
  • Relatórios de valor: mostrar ao cliente os impactos positivos gerados pelo serviço.
  • Programas de reconhecimento de clientes.
  • Espaços reais para feedback construtivo.

Você está pronto para virar a chave?

Não existe mágica: a diferença está na ética da relação, na velocidade da resposta, na humanidade do atendimento.

Atender bem quando tudo vai bem é esperado. Atender com excelência quando algo dá errado é o que separa os escritórios que crescem organicamente daqueles que vivem reféns da prospecção fria.

Clientes não esperam perfeição. Esperam comprometimento.

Perguntas para você refletir agora:

  • Em quanto tempo sua equipe responde uma insatisfação?
  • Existe um fluxo de atendimento estruturado para gestão de crises?
  • Quantas reuniões de alinhamento foram feitas nos últimos três meses com seus clientes principais?
  • Você sabe quem, neste momento, está insatisfeito, mas ainda não falou nada?

Antes da crise, a ação

Esperar a insatisfação explodir é desperdiçar energia, reputação e oportunidade.

Relacionamento com cliente é construído todos os dias. É mais barato, mais eficaz e mais inteligente investir no processo do que correr atrás do prejuízo depois.

No mercado jurídico de hoje, a verdadeira pergunta não é se você vai errar. É como você vai reagir quando isso acontecer.

A escolha entre perder ou fortalecer o cliente está, literalmente, a uma ligação de distância.

Se a sua estratégia de atendimento ainda não é prioridade no seu planejamento de marketing jurídico, talvez seja hora de começar. Ou correr o risco de só descobrir que é tarde demais quando o cliente já tiver partido.

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Planejamento Estratégico de Marketing para Escritórios de Advocacia

Do papel à prática

Planejar é antecipar o futuro. Para escritórios de advocacia que desejam construir uma trajetória consistente, o planejamento estratégico de marketing deixou de ser uma opção para se tornar uma condição de sobrevivência e crescimento. Em um mercado cada vez mais competitivo, em que diferenciais técnicos se estreitam, é a estratégia de comunicação e posicionamento que pode determinar quem lidera e quem fica pelo caminho.

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

Planejamento não é um luxo

Você sabe onde quer chegar com seu escritório? Sabe que imagem deseja construir? Quais mercados pretende conquistar? Um bom planejamento estratégico de marketing é a ponte entre essas perguntas e as respostas. Mais do que elaborar documentos extensos, trata-se de construir planos acionáveis, com cronogramas, responsabilidades e objetivos claros.

No Direito, é comum observar escritórios que crescem de maneira orgânica, muitas vezes sem uma direção clara. Quando percebem, perderam espaço para concorrentes mais estruturados ou ficaram irrelevantes em áreas promissoras. Você vai esperar isso acontecer?

Por que escritórios precisam de planejamento estratégico de marketing?

O mercado jurídico mudou. Mudaram as expectativas dos clientes, as formas de se relacionar, os canais de comunicação e os modelos de consumo de serviços. Hoje, o cliente chega informado, compara serviços e busca escritórios que consigam traduzir valor antes mesmo da primeira reunião.

Planejar é adaptar. É antecipar tendências, perceber mudanças no perfil de consumo, reagir a movimentos de concorrentes e alinhar a marca a objetivos de negócio.

Componentes de um bom planejamento estratégico

1. Levantamento e análise de informações

  • Informacões internas: Quais áreas têm melhor performance? Onde estão os gargalos?
  • Mercado: Como está o setor em que você atua? Quais movimentos de regulação estão em pauta?
  • Concorrência: Quem está se destacando? Como? Em quais segmentos?
  • Macroambiente: Aspectos econômicos, políticos, tecnológicos e culturais que podem impactar o setor.

2. Resultados das análises

  • Fatores-chave de sucesso: O que não pode ser ignorado para manter a relevância?
  • Potencialidades e vulnerabilidades: Onde está a sua força real? Onde seu escritório está vulnerável?
  • Oportunidades e ameaças: Quais áreas estão em expansão? Quais mudanças regulatórias podem afetar você?
  • Vantagens competitivas: Em que você é realmente melhor que seus concorrentes?

3. Objetivos, metas e estratégias

  • Objetivos e metas: Devem ser desafiadores e realistas. Quer aumentar o faturamento? Em quanto tempo e em qual área?
  • Estratégias de mercado: Quais setores você vai priorizar? De que forma se comunicará com esses públicos?
  • Estratégias de preço: Como construir propostas de valor aderentes?
  • Estratégias de comunicação: Como o mercado perceberá seu escritório? Quais canais você dominará?

4. Decisões e ações (os 4Ps)

  • Produto: Quais serviços serão priorizados ou criados?
  • Preço: Há espaço para reposicionar?
  • Promoção: Quais iniciativas de comunicação serão realizadas?
  • Ponto de venda: Como melhorar a experiência do cliente?

5. Plano de marketing

  • Público-alvo: Quem é o seu cliente ideal? Está bem definido?
  • Plano para serviço: Como seu serviço se diferencia?
  • Plano de preço: Como construir propostas de valor percebido?
  • Plano de distribuição: Como entregar experiência e serviços?
  • Plano de comunicação: Como ser lembrado e respeitado?
  • Plano de vendas: Como nutrir relações comerciais de longo prazo?

Como tirar o planejamento do papel

Planejamento não é sobre documentar intenções. É sobre executar a estratégia de forma consistente.

Você tem um cronograma de execução? Definiu responsáveis por cada ação? Estabeleceu como medir o progresso? Sem isso, seu plano será apenas mais um arquivo arquivado.

Planejamento só tem valor quando vira ação. Por isso, bons planos sempre contemplam:

  • Prazos realistas
  • Métricas de acompanhamento
  • Reuniões de revisão
  • Ajustes de rota

Quais os principais erros ao planejar?

  • Planejar demais e executar de menos
  • Ignorar dados reais e se basear em impressões
  • Definir metas inalcançáveis
  • Não envolver lideranças no processo
  • Deixar a cultura organizacional fora do planejamento

Planejamento estratégico é cultura de crescimento

Fazer planejamento estratégico não deve ser um evento isolado no calendário do escritório. Deve ser um processo vivo, que se retroalimenta. A cultura do planejamento gera organização, foco, disciplina e, principalmente, crescimento consistente.

Você prefere navegar sem rumo, dependendo da sorte, ou construir um caminho seguro para o futuro do seu escritório?

O que esperar do mercado

Nos próximos anos, escritórios que não souberem planejar estratégias de comunicação e posicionamento vão enfrentar dificuldades reais:

  • A disputa por atenção nas redes sociais é feroz.
  • Os rankings jurídicos estão mais seletivos.
  • A construção de reputação exige constância.
  • O cliente está mais informado e exigente.

O futuro não é sobre quem trabalha mais. É sobre quem trabalha melhor.

Planejamento não é luxo. É sobrevivência.

Um bom plano de marketing estratégico é mais do que uma vantagem competitiva. É a base para que seu escritório cresça com coerência, relevância e consistência.

Comece agora. Planeje. Execute. Ajuste. Cresça.

Seu futuro profissional é uma escolha que começa hoje.

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Direito Espacial

O próximo desafio jurídico da humanidade

Direito Espacial. Parece coisa de ficção científica? Pode apostar que não é. E justamente por ainda parecer distante para muita gente é que essa é uma conversa urgente. O universo jurídico começa a orbitar em torno de uma nova realidade, mais ampla, mais desafiadora e mais concreta do que parece: o espaço sideral.

Hoje, quando você abre o celular para verificar a localização em um aplicativo, está usando um serviço sustentado por satélites artificiais, regulado por normas internacionais. O Direito Espacial já está presente no seu dia a dia, ainda que você nunca tenha se dado conta disso. Mas ele vai muito além disso. O que você faria, por exemplo, se precisasse redigir um contrato para a mineração de asteroides? E se um crime fosse cometido a bordo de uma estação espacial comercial? A quem caberia a jurisdição?

Por Rafael Gagliardi

O que é o Direito Espacial?

O Direito Espacial é um ramo do Direito Internacional que regula atividades humanas no espaço sideral. Isso inclui o lançamento e uso de satélites, a exploração de corpos celestes, a responsabilidade por danos causados por objetos espaciais e até o turismo espacial. Ele se estrutura em tratados multilaterais, diretrizes da ONU, acordos bilaterais, legislações nacionais e contratos comerciais.

Seu marco inicial remonta à década de 1960, em meio à Guerra Fria, com o Outer Space Treaty (1967), ratificado por 113 países. A partir dele, o espaço foi declarado como “província de toda a humanidade”, sem soberania nacional possível, e apenas para fins pacíficos. Outros tratados surgiram em seguida, como o Rescue Agreement (1968), o Liability Convention (1972), o Registration Convention (1976) e o pouco ratificado Moon Agreement (1979).

Esses documentos estabelecem princípios como:

  • O uso pacífico do espaço;
  • A responsabilidade dos Estados por objetos lançados;
  • A necessidade de cooperação internacional;
  • O dever de evitar contaminação do espaço e da Terra;
  • A obrigação de resgate e devolução de astronautas e objetos.

Da soberania à responsabilidade: quem responde pelo que está em órbita?

Em 2019, um caso curioso acendeu os holofotes sobre a aplicação do Direito Espacial: uma astronauta foi acusada por sua ex-esposa de acessar indevidamente dados bancários a partir da Estação Espacial Internacional. Era, em tese, o primeiro caso de crime cometido no espaço. A acusação era falsa, mas o debate ficou: quem julga um crime cometido fora do planeta?

Pela atual convenção internacional, aplica-se o princípio da nacionalidade. Ou seja, a lei do país da pessoa envolvida ou da nave na qual o ato foi praticado. Mas e se envolver duas nações? Ou se for uma empresa privada em um módulo internacional?

O Direito Espacial responde, mas nem sempre com clareza. Por isso, você que é jurista, gestor, empreendedor ou estudante precisa considerar: estamos prontos para as questões jurídicas que o futuro nos trará?

Nova Era: a ascensão do setor privado e a urgência regulatória

A Era New Space inaugura uma nova dinâmica: o protagonismo do setor privado na corrida espacial. Empresas como SpaceX, Blue Origin, Virgin Galactic e Rocket Lab transformaram o cenário antes restrito a agências governamentais.

Isso gera um efeito cascata de demandas jurídicas:

  • Contratos de lançamento, seguros e compartilhamento de dados;
  • Regulação de turismo e trabalho em ambiente extraterreno;
  • Litígios entre empresas por interferências de satélites (como as queixas contra a Starlink por poluição luminosa);
  • Autorização e fiscalização de atividades por estados nacionais.

No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a ANATEL possuem atribuições específicas. Mas falta um marco regulatório mais robusto, que defina, por exemplo, como regular empresas privadas que lançam satélites de comunicação e vendem dados em solo nacional.

Direito Espacial é multidisciplinar por natureza

Imagine um contrato para mineração lunar: ele envolve Direito Contratual, Ambiental, Internacional, Propriedade Intelectual, Direito da Concorrência, Regulatório, Tributário e até Trabalhista. O Direito Espacial, por si só, não resolve tudo. Ele exige colaboração entre especialidades.

Advogados especializados em tecnologia, contratos internacionais, compliance, responsabilidade civil, seguradoras e startups têm muito a contribuir. Você não precisa ser especialista em Direito Espacial para atuar com ele. Precisa entender como seu conhecimento pode ser aplicado nesse novo contexto.

Oportunidades para escritórios e juristas brasileiros

O Brasil possui 13 satélites próprios e participa de outros três projetos internacionais. A base de Alcântara, no Maranhão, é considerada estratégica para lançamentos por estar próxima da linha do Equador. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA (2019) abriu portas para operações comerciais.

Escritórios com expertise em Direito Internacional e Contratual podem encontrar uma frente importante de atuação junto a empresas de telecomunicação, universidades e startups. Há espaço também para atuar em compliance regulatório e consultoria para desenvolvimento de tecnologias espaciais.

E o futuro?

Nos próximos 10 anos, veremos:

  • Consolidação de regras sobre mineração de recursos espaciais;
  • Expansão do turismo suborbital e orbital;
  • Crescimento das constelações de satélites privados para internet;
  • Criação de tribunais arbitrais especializados em litígios espaciais;
  • Aumento da demanda por advogados com formação multidisciplinar.

Você está preparado para redigir um contrato com cláusula de força maior aplicável à Lua? Ou para defender uma empresa em uma disputa por dados obtidos via satélite?

Reflexões finais

Direito Espacial não é apenas um novo ramo do Direito. É uma janela para um novo modo de pensar a prática jurídica. Desafia tudo aquilo que consideramos estável: soberania, jurisdição, propriedade, responsabilidade, dano.

Se o Direito se baseia em fatos, e os fatos agora ultrapassam a estratosfera, é hora de olharmos para cima. Não como espectador do futuro, mas como protagonista de um novo ciclo da humanidade.

Se você ainda não viu sentido prático em se aproximar do Direito Espacial, talvez estejamos esperando o momento errado. Como em toda disrupção, quem chega primeiro aprende mais, lidera mais, influencia mais.

O espaço já está entre nós. A questão é: você vai esperar a próxima era ou começar a se preparar agora?

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Por que a LETS Marketing não é uma agência

Somos uma consultoria de marketing jurídico

Se você está em busca de um parceiro de marketing para seu escritório de advocacia, talvez a primeira imagem que venha à mente seja a de uma agência tradicional. Afinal, é comum associar “marketing” a agências de publicidade, redes sociais, peças criativas. Mas, quando falamos em marketing jurídico, a realidade é outra. Aqui, queremos esclarecer por que a LETS Marketing não é uma agência — somos uma consultoria.

E isso muda tudo.

Agência x consultoria: não é só semântica

No senso comum, agências são estruturas pensadas para executar: campanhas, redes sociais, sites, eventos, SEO. Elas trabalham com base em briefings, entregam o solicitado e medem resultados. Prestam serviços, muitas vezes padronizados, com foco em escalar operações e entregas.

Consultorias têm outro foco. Elas existem para pensar estrategicamente com você. Atuamos como especialistas que mergulham no seu negócio, compreendem seus desafios e constroem soluções sob medida, acompanhando cada fase do processo. E sim, também executamos. Mas nunca sem antes entender onde você quer chegar.

Por que a LETS Marketing optou pelo formato de consultoria

A decisão de atuar como consultoria foi estratégica desde o início. Quando fundamos a LETS, em 2018, percebemos que escritórios de advocacia não precisavam de mais uma agência para “fazer posts”. Eles precisavam de um parceiro de crescimento. Alguém que compreendesse profundamente as regras da OAB, as limitações do marketing jurídico, os movimentos do mercado e os objetivos de longo prazo dos sócios.

Fomos pioneiros ao criar uma metodologia de atendimento 360º. Hoje, assessoramos desde o maior escritório do Brasil até novas sociedades que desejam se estruturar para crescer. Monitoramos o mercado jurídico como poucos, antecipamos tendências, acompanhamos os rankings jurídicos, redes sociais, mudanças da Legislação e regulação da publicidade. Nossa entrega vai muito além de design e conteúdo.

O que fazemos que agências não fazem

Você já se perguntou se o planejamento do seu marketing está alinhado com os objetivos de expansão do seu escritório? Acredita que sua estratégia de comunicação está conectada à cultura do seu time? Consegue afirmar que a imagem transmitida ao mercado condiz com a experiência entregue ao cliente?

Agências de marketing tradicional têm competências técnicas relevantes, mas, na maioria dos casos, operam distante dessas reflexões. São chamadas para executar uma campanha, montar uma pauta de posts ou entregar um layout. Já as consultorias atuam como extensão da gestão do cliente. Participamos de reuniões com sócios, planejamos o posicionamento da marca, ajudamos a definir os pilares culturais do escritório, assessoramos em crises, acompanhamos a performance de vendas e posicionamento de práticas.

Mais do que executar, pensamos junto.

Entendemos o Direito como poucos

Trabalhar com marketing jurídico exige uma especialização que vai muito além da comunicação. Envolve dominar o Provimento 205/2021, conhecer o Código de Ética e Disciplina, compreender as dinâmicas de crescimento dos escritórios, as movimentações dos rankings e as especificidades dos setores atendidos.

Não terceirizamos esse conhecimento. Nossa equipe é composta por consultores especializados que dominam tanto as técnicas de marketing quanto a linguagem do Direito. Isso nos permite dialogar de igual para igual com sócios, coordenadores, áreas de compliance e gestão.

O modelo de agência fragmenta. O de consultoria integra

Na prática, muitos escritórios contratam diferentes agências para resolver pontos específicos: uma para redes sociais, outra para site, uma terceirizada para SEO e outra para eventos. Isso gera retrabalho, falta de coerência na comunicação, ruído nos processos e desperdício de tempo.

Na LETS, entregamos tudo isso de forma integrada. O branding conversa com o conteúdo. O conteúdo orienta a estratégia de relacionamento. O SEO dialoga com a pauta institucional. Os eventos têm objetivos bem definidos. Tudo é pensado com base na sua estratégia de posicionamento, cultura e metas.

Somos, literalmente, uma “one-stop shop” para escritórios que querem crescer com consistência.

O que você ganha ao trabalhar com uma consultoria

  1. Visão integrada: você não precisa ficar gerindo fornecedores e tentando alinhar tudo sozinho. A consultoria se responsabiliza por integrar todas as pontas.
  2. Estratégia real: não só fazemos “peças”. Estudamos seu mercado, analisamos concorrentes, identificamos oportunidades e acompanhamos seus indicadores.
  3. Especialização jurídica: evitamos riscos éticos e regulatórios. Sabemos como transformar conteúdo técnico em comunicação eficaz, dentro das regras da OAB.
  4. Crescimento com apoio: você tem um time que acompanha suas metas de médio e longo prazo. Não só entregamos, mas pensamos como a LETS pode evoluir com você.

O que oferecemos (e não é superficial)

Branding com estratégia, posicionamento institucional, reestruturação de sites, produção de conteúdo com profundidade, gestão de redes sociais com olhar jurídico, eventos segmentados, treinamentos internos, consultoria para rankings jurídicos, relacionamento com a imprensa, podcasts, relatórios de performance, CRM e gestão de leads, planos de marketing por área de prática, e muito mais. Tudo isso com metodologia, cronograma, indicadores e acompanhamento estratégico.

No fim das contas, o que você precisa?

Uma agência que execute peças ou uma consultoria que ajude seu escritório a crescer com relevância, coerência e posicionamento?

A escolha está com você. A LETS está aqui para ser o seu parceiro de crescimento — um parceiro que pensa, executa, mede, corrige e anda ao seu lado.

Somos uma consultoria.

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Especial Rankings Jurídicos – Concorrentes

Capítulo 1 – Fundamentos da inteligência competitiva via rankings

Rankings Jurídicos

Por Catarine Ranéa

O que os rankings dizem sobre seus concorrentes — oportunidades e estratégias

No Direito, os rankings jurídicos são mais do que vitrines de prestígio. Eles funcionam como mapas de movimentação competitiva, revelando quem está consolidado, quem está crescendo e onde há espaço para reposicionamento.

Hoje, existem diversas publicações especializadas que oferecem bem mais do que uma simples tabela dividida por bandas. Além dos rankings com foco técnico, como International Tax Review (tributário) e IFLR1000 (transacional), há também as publicações full-service que fazem uma leitura mais ampla do mercado. Entre elas, destacam-se pela credibilidade a Chambers and Partners, a Legal 500 e a Leaders League Brasil, que avaliam desde práticas tradicionais até assessorias mais nichadas, incluindo também um olhar setorial.

Como ler a tabela dos rankings jurídicos com visão estratégica

A primeira etapa para transformar os rankings em uma ferramenta de posicionamento é começar pela tabela da área onde seu escritório está ranqueado — ou aspira estar. A partir disso, o ideal é analisar quem são os escritórios que aparecem na mesma banda e na banda imediatamente superior, observando especialmente quais nomes surgem com frequência em outras áreas que você também disputa.

Esse mapeamento ajuda a identificar concorrentes diretos, mas também escritórios que estão se consolidando como players estratégicos no mesmo ecossistema que o seu.

Tanto a Chambers quanto a Legal 500 oferecem comentários editoriais que vão muito além dos cases. Os textos costumam destacar elementos como proximidade com o cliente, abrangência da atuação, estrutura do time, abordagem estratégica e até o estilo de atendimento. Essas análises editoriais são verdadeiras pistas sobre como o mercado enxerga a performance e o posicionamento de cada firma.

O tempo de ranqueamento importa — e muito

Outro ponto essencial é o tempo que um escritório permanece ranqueado. Principalmente na Chambers, é raro ver uma firma ranqueada logo após a primeira submissão. Geralmente, é preciso construir um histórico — o que significa que um escritório presente na tabela há três anos, por exemplo, provavelmente já vem demonstrando solidez e consistência em trabalhos complexos há pelo menos cinco anos.

Isso torna o tempo de ranqueamento um sinal indireto de maturidade técnica, reputação consolidada e recorrência em trabalhos de destaque.

Rankings jurídicos como fotografia editorial do mercado jurídico

Ao interpretar os rankings não apenas como listas de prestígio, mas como retratos editoriais, você consegue construir um diagnóstico muito mais claro do seu ambiente competitivo. É possível enxergar com mais nitidez:

  • Quais atributos estão sendo mais valorizados;
  • Que tipo de posicionamento tem se destacado;
  • E quais oportunidades podem ser exploradas com base nesse cenário.

Mais do que saber quem está lá, o verdadeiro diferencial está em entender como eles chegaram lá — e o que isso revela sobre o seu próprio posicionamento.

Quer transformar esse mapeamento em estratégia?

Nosso time especializado em rankings jurídicos pode ajudar você a analisar concorrentes, identificar oportunidades e alinhar seu posicionamento com o que o mercado realmente valoriza.

Fale com a gente e transforme os rankings em uma ferramenta real de inteligência competitiva.

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Advogados podem seguir a trend do Action Figure no ChatGPT?

E veja passo a passo como fazer

Uma nova onda criativa tomou conta das redes sociais: transformar-se em um boneco de ação colecionável usando o ChatGPT. A trend, que já conta com milhares de adeptos no Instagram e no X (antigo Twitter), permite que usuários gerem imagens hiper-realistas no estilo “action figure” a partir de prompts personalizados e fotos pessoais. Mas, afinal, advogados podem ou devem aderir a essa brincadeira?

Por Rafael Gagliardi

Antes de responder essa pergunta, é importante entender o que é a trend e como ela funciona. Tudo começa com a criação de um prompt, ou seja, um texto com instruções detalhadas para o gerador de imagens do ChatGPT. É esse prompt que vai guiar a ferramenta na criação de um boneco personalizado.

De onde veio a trend do action figure no ChatGPT

A proposta viralizou com a possibilidade de criar uma versão sua como um bonequinho colecionável, semelhante aos populares Funko Pop, Playmobil ou figuras da Marvel. Os resultados impressionam pelo nível de detalhamento: expressões faciais, roupas, cores da embalagem, acessórios e estilo visual são todos personalizáveis.

O recurso está disponível gratuitamente para usuários do ChatGPT com acesso ao criador de imagens. Basta estar logado e seguir os passos abaixo.

Passo a passo para criar seu action figure no ChatGPT

  1. Acesse o site ou o app do ChatGPT.
  2. Clique no botão “Criar imagem”.
  3. Antes de montar seu prompt, defina os seguintes elementos:
  • Gênero do boneco: masculino, feminino, não-binário, etc.
  • Estilo de ilustração: hiper-realista, cartunesco, retrô anos 80, etc.
  • Expressão facial: sorrindo, misterioso, desafiador…
  • Descrição das roupas: casual, formal, herói, baseadas na imagem…
  • Acessórios na embalagem: objetos, gadgets, livros, cafeteiras…
  • Cores da embalagem: defina o fundo e detalhes decorativos
  • Nome do personagem: algo divertido ou com referência profissional
  • Selo na caixa (opcional): Edição limitada, Ultra Raro, etc.
  1. Monte o prompt com a seguinte estrutura, substituindo os colchetes pelas suas escolhas:

“Crie uma imagem hiper detalhada de um boneco de ação colecionável inspirado em [DESCRIÇÃO DA PESSOA OU IMAGEM ANEXADA]. Mostre o boneco de corpo inteiro, com gênero [GÊNERO] e expressão [EXPRESSÃO FACIAL]. Estilo de arte: [ESTILO DE ILUSTRAÇÃO]. A roupa do boneco deve ser [DESCRIÇÃO DAS ROUPAS OU “BASEADA NA IMAGEM ANEXADA”]. A embalagem deve ser típica de brinquedos vendidos em loja, com fundo [COR PRINCIPAL] e detalhes [CORES SECUNDÁRIAS]. O nome [NOME DO PERSONAGEM] deve estar destacado em letras grandes na frente da embalagem. Adicione [ACESSÓRIOS] dentro da embalagem, organizados ao redor do boneco. Inclua um selo especial na caixa escrito [SELO]. Use iluminação de estúdio para dar realismo, com reflexos no plástico da embalagem.”

  1. Envie uma imagem sua clicando no “+” ao lado do campo de prompt e selecione “Carregar do computador”.
  2. Aguarde alguns segundos e veja o resultado na tela. Você pode salvar a imagem clicando sobre ela.

Advogados podem usar essa trend?

Claro que sim. Advogados também podem se divertir e usar o recurso de forma criativa em suas redes sociais. A ferramenta não está restrita a nenhum nicho e pode ser uma forma leve de mostrar personalidade e humanizar a presença digital.

O que é preciso lembrar é que, mesmo em tom de brincadeira, o uso dessas imagens deve respeitar as diretrizes do Provimento 205/2021 e do Código de Ética e Disciplina da OAB. Isso significa que a divulgação não pode conter frases que induzam o potencial cliente, mercantilizem a atividade jurídica ou passem uma imagem descolada demais da proposta de valor do escritório.

A verdadeira reflexão que o advogado ou advogada deve fazer é: essa publicação condiz com a imagem que quero transmitir como profissional e como sociedade de advogados?

Se sim, divirta-se. Mostre seu boneco em um contexto profissional, criativo e autêntico. Se não, melhor optar por outras formas de comunicação.

O marketing jurídico também pode ser leve. Basta ter bom senso e responsabilidade. E isso não tem geração que substitua.

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Vamos conversar?

Gostaria de conhecer a nossa consultoria, os serviços de marketing para advogados e as tendências que mapeamos no mercado jurídico? Então, propomos uma breve reunião. A nossa metodologia é diferente.

Sobre a LETS

Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

Nossos contatos

Brasil | São Paulo: contato@letsmarketing.com.br
Av. Vital Brasil, 177 – Sala 207
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