A disputa está no topo
Entre os escritórios de médio e grande porte, 93% têm como foco médias e grandes empresas, o que evidencia uma concentração no mesmo perfil de cliente e aumenta a competição direta por contratos corporativos relevantes.
A pesquisa ‘Como Advogados Ganham Clientes’ 2025 é um estudo que revela como escritórios de advocacia estão conquistando novos clientes e fortalecendo relacionamentos.
Rafael Gagliardi
LETS Marketing
LETS Marketing
Alice Gonsalez
Catarine Ranéa
Juliano Trevisan
Camila Vichoski
A pesquisa ‘Como Advogados Ganham Clientes’ 2025 é um estudo que revela como escritórios de advocacia estão conquistando novos clientes e fortalecendo relacionamentos. Voltada a advogados e gestores jurídicos, esta edição atualizada oferece um panorama real e comparativo sobre as estratégias, canais e comportamentos que estão definindo a nova geração de crescimento na advocacia brasileira.
Porte dos escritórios:
51% pequenos, 45% médios e 4% grandes.
Especialidades:
54% boutiques especializadas, 34% abrangentes e 12% full service.
Como Advogados Ganham Clientes 2025
têm taxa média ou alta de fechamento de negócios. O desafio, portanto, está em ampliar e diversificar a origem desses contatos qualificados.
dos escritórios buscam médias e grandes empresas, o que reforça a importância de diferenciação no mesmo campo de disputa.
dos clientes vêm de relacionamentos pessoais; fortalecer sua rede é mais eficiente do que ampliar o discurso de venda. Gerenciar a satisfação e transformar clientes satisfeitos em promotores é um diferencial.
têm novas demandas vindas de indicações: pós-venda e satisfação precisam virar estratégia contínua.
apontam falta de visibilidade como o maior desafio: marketing jurídico estratégico é o caminho para mudar esse cenário.
relatam dificuldades de networking: investir em eventos e conexões ativas pode ampliar presença e lembrança de marca.
apontam a falta de recursos como obstáculo: o problema não é orçamento, é direcionamento e execução com estratégia.
Os respondentes estão direcionando seus esforços à alta administração, com foco em sócios de empresas e gestores jurídicos, que permanecem como principais pontes de relacionamento. CEOs e líderes financeiros consolidam-se como interlocutores estratégicos, enquanto gestores de áreas administrativas, embora ainda minoritários, começam a ganhar espaço nas relações com parceiros jurídicos.

A maioria dos escritórios concentra seus esforços em médias e grandes empresas, que reúnem maior potencial de recorrência e faturamento. Essa concentração, porém, torna o ambiente mais competitivo, já que muitos advogados disputam o mesmo perfil de cliente. Pequenas empresas e pessoas físicas aparecem como nichos ainda pouco explorados pelos respondentes, mas com espaço para estratégias mais direcionadas e relacionamentos de longo prazo.
A maioria dos escritórios concentra seus esforços em médias e grandes empresas, que reúnem maior potencial de recorrência e faturamento. Essa concentração, porém, torna o ambiente mais competitivo, já que muitos advogados disputam o mesmo perfil de cliente. Pequenas empresas e pessoas físicas aparecem como nichos ainda pouco explorados pelos respondentes, mas com espaço para estratégias mais direcionadas e relacionamentos de longo prazo.
Entre os escritórios de médio e grande porte, 93% têm como foco médias e grandes empresas, o que evidencia uma concentração no mesmo perfil de cliente e aumenta a competição direta por contratos corporativos relevantes.
A maioria dos respondentes (80%) continua mirando em gestores jurídicos, mantendo a abordagem tradicional centrada na área técnica, embora outros influenciadores internos comecem a ganhar relevância.
Gestores financeiros, de compras e de RH somam presença crescente nas relações com escritórios, apontando para uma advocacia mais alinhada à gestão e aos indicadores de desempenho das empresas.
Os dados mostram que 86% dos respondentes construíram sua carteira com base em relacionamentos pessoais e 84% em indicações de clientes, confirmando a forte dependência do setor jurídico de relações próximas e redes de confiança. Indicações de amigos e concorrentes também mantêm relevância, reforçando o papel do boca a boca. Já feiras e eventos despontam como o principal canal externo (18%), enquanto fontes digitais e de prospecção ativa ainda têm presença tímida na geração de novos negócios.
O contato direto continua sendo o grande diferencial: quase metade dos respondentes aponta eventos como o canal mais efetivo para gerar novos clientes. Em seguida, surgem LinkedIn, relacionamento com a imprensa e, por fim, canais de perfil mais institucional voltados ao público corporativo. A publicidade ativa e o uso do Instagram também ganham espaço, indicando uma combinação crescente entre autoridade técnica e presença humanizada na estratégia de prospecção.
Os dados indicam que o advogado mais engajado, aquele que participa de eventos, escreve e se relaciona, tem resultados melhores do que quem espera ser encontrado.
Se a maioria esmagadora dos clientes vem de indicações, é incoerente que poucas estratégias de prospecção explorem isso. Falta transformar relacionamento, pós-venda e reputação em mecanismos estruturados de crescimento.
A pesquisa revela que os escritórios ainda não transformaram sua base de relacionamentos em estratégia ativa. Trabalhar indicações, experiência e fidelização é o maior potencial não aproveitado do mercado jurídico.
Entre 2024 e 2025, o mercado jurídico evoluiu da busca por direção para a necessidade de visibilidade. Os dados revelam um setor mais consciente de sua marca, mas ainda dependente de relações pessoais e indicações como principal fonte de novos negócios. O desafio agora não é mais convencer o cliente, e sim ser visto por ele.
Os escritórios deixaram de concentrar esforços apenas em como captar clientes e passaram a refletir sobre posicionamento, diferenciação e presença de marca, demonstrando um avanço claro na compreensão de que visibilidade também é estratégia.
Em percentual de respondentes
96% dos escritórios afirmam ter desempenho entre médio e alto quando o cliente entra em contato por iniciativa própria. Isso sugere que, ao chegar até o escritório, o cliente já está qualificado e confiante na contratação. Esse dado reforça a relevância da reputação e das indicações na geração de demanda e explica o baixo índice de sucesso em abordagens ativas, como prospecção outbound, que ainda encontram barreiras no perfil relacional e conservador do mercado jurídico.
Os maiores desafios apontados estão ligados à falta de visibilidade e à limitação no networking, mostrando que os escritórios ainda têm dificuldade em ocupar espaço e se conectar de forma efetiva com o mercado. A concorrência intensa reforça a necessidade de diferenciação e posicionamento claro. A ausência de estratégia estruturada também pesa como barreira relevante, enquanto recursos financeiros não aparecem como problema central, sinalizando que o obstáculo é mais estratégico do que orçamentário.
Embora a concorrência seja alta, grande parte dos respondentes não investe no que realmente gera clientes: serviço de qualidade, relacionamento e retenção ativa com método.
Se visibilidade é o principal impasse, é contraditório que mais de 70% ainda não utilizem os canais digitais e redes sociais disponíveis para ampliar alcance e reputação.
Com 32% relatando dificuldades nessa área, investir em CRMs, pesquisas de satisfação e rotinas estruturadas de contato pode transformar vínculos em crescimento recorrente.
Em 2024, o principal desafio dos escritórios era a falta de direcionamento, apontada por 58% dos respondentes. Em 2025, esse número caiu para 48%, fazendo o tema descer do primeiro para o quarto lugar entre os gargalos. A dor mudou de natureza: o problema deixou de ser não saber o que fazer e passou a ser como ser visto.
A visibilidade assumiu a liderança entre os impasses, enquanto a concorrência intensa continua crescendo como ponto de atenção e pressão sobre os resultados. O cenário mostra que os escritórios estão mais conscientes, planejam melhor e testam novas ações, mas ainda encontram dificuldade em transformar estratégia em presença real de marca.
Ranking dos impasses para o crescimento
O retrato de 2025 evidencia um mercado jurídico mais estruturado, porém mais competitivo e consciente de sua própria exposição. Se em 2024 o desafio era traçar o caminho, agora é garantir presença e relevância em um cenário de vozes cada vez mais numerosas.
A consistência da reputação, a clareza do posicionamento e a capacidade de transformar relacionamento em visibilidade são, hoje, os novos diferenciais competitivos. O amadurecimento é visível, mas a próxima fronteira será transformar consciência de marca em lembrança ativa e geração constante de oportunidades.
Os resultados deste estudo baseiam-se nas respostas fornecidas por seus participantes, que permanecerão em sigilo, conforme o compromisso ético da pesquisa. As informações foram coletadas entre 14 e 28 de outubro de 2025, de forma confidencial. Esperamos que os dados apresentados contribuam para decisões mais informadas e estratégicas entre gestores e sócios de escritórios de advocacia em todo o País.
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