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9 questões-chave nas relações entre advogado e jornalista

As relações com a mídia estão entre as práticas de comunicação externa mais valorizadas nos escritórios de advocacia. Isso porque ela exige atenção especial para aproveitar oportunidades e mitigar riscos.

Por Willian Fernandes da LETS Marketing

Confira nove questões-chave para fomentar um relacionamento sustentável do seu escritório com jornalistas.

1) Entenda o que é notícia

Diversos critérios atribuem o nível de noticiabilidade de uma informação, como relevância (tamanho de um caso ou mudança legislativa, jurisprudencial ou regulatória, ou impacto desse caso ou dessa mudança para o leitor), atualidade (a notícia precisa respeitar o contexto atual, ter um gancho contemporâneo e chegar o quanto antes para o público), abrangência (a notícia precisa ser relevante para todos ou quase todos os leitores do veículo de comunicação referido).

Vale olhar para esses critérios antes de sugerir uma pauta para algum jornalista.

2) Win-win 

A relação entre fonte e jornalista é um verdadeiro ‘ganha-ganha’. Ela só acontece de forma positiva e sustentável se a fonte e o jornalista enxergarem valor neste relacionamento.

Para isso, é fundamental sugerir pautas que possam interessar ao jornalista, utilizar o off-the-record, manter-se em contato e entender que nem sempre é interessante para o jornalista citar a fonte on-the-record.

3) Conte-me algo que não sei

Sabe aquele caso que está em evidência na mídia e que todo mundo está comentando? Pois é, talvez ele não interesse tanto à imprensa. O jornalista preferiria muito mais saber uma informação que ainda não é pública, mas que tem interesse ao leitor, do que replicar algo que já foi abordado.

Por isso, a palavra-chave no relacionamento com a imprensa é ‘exclusividade’. Quanto mais exclusiva é a informação ou o conteúdo, maior poder de negociação o interlocutor terá com o jornalista.

Isso vale para notas, dados, entrevistas, artigos e mais.

 4) Entenda o que é ‘objetividade’ e diferencie-se

A objetividade é o contrário da subjetividade.

Uma disputa judicial ‘grande’ pode ser subjetiva, enquanto uma disputa judicial avaliada em R$ 300 milhões é objetiva.

O bom Jornalismo sempre fugirá da subjetividade.

Vale aplicar esse conceito não apenas nas relações com a mídia, mas também em demais comunicações.

Em currículos, por exemplo, ‘larga experiência’ pode ser um termo subjetivo, enquanto ’20 anos de experiência’ é uma expressão objetiva.

A credibilidade é produto da objetividade.

5) Seja propositivo

Não adianta ficar esperando o jornalista lhe procurar para uma entrevista, sem se mexer. É fundamental sugerir pautas proativamente, a fim de contribuir com o trabalho do jornalista.

Isso pode gerar oportunidades de imprensa, ou não. Em ambos os casos, a relacionamento com o jornalista será fomentado.

Como dica, só não vale insistir nas pautas já recusadas ou ‘cansar’ o jornalista com mensagens fora de horário devido ou com excesso de e-mail’s.

6) Saiba usar o off-the-record

O uso do off-the-record é fundamental para fomentar o relacionamento com o jornalista, seguindo a lógica de win-win.

Muitas vezes, o jornalista tem dúvidas técnicas na hora de escrever uma reportagem. Ou, então, ouve alguma informação sensível de outra fonte e precisa confirmar com mais fontes de mercado se essa apuração procede. O off-the-record pode ser usado em ambos os casos.

Só vale lembrar de algo muito importante: o off-the-record não protege a informação. Protege apenas a fonte.

Por isso, se for comentar um caso sob seu patrocínio, vale alinhar antes com o cliente e sua assessoria de imprensa.

Ou seja, não adianta contar algo para o jornalista e depois pedir para ele não publicar.

7) Concentre-se no contexto atual

Lembrando que a ‘atualidade’ é um dos pilares do conceito de notícia, insistir em sugestões de pauta fora do contexto social, econômico ou jurídico pode ser desgastante na relação com a imprensa.

Olhando para uma matriz SWOT, por exemplo, valeria sugerir pautas sobre pontos fortes do escritório, mas que façam sentido no ambiente externo ao escritório (oportunidades) no momento exato do contato com o jornalista.

8) Não bajule publicamente

O trabalho do repórter pode agradar ao leitor, mas também deve incomodar alguma parte.

Isso é Jornalismo.

Elogiar um jornalista publicamente ou agradecê-lo com veemência, como em um post no LinkedIN, pode sugerir para quem lê que esse jornalista tem alguma predileção por você ou pela organização que você representa.

Ao invés de publicar comentários como “leia a reportagem da competente jornalista fulana de tal”, vale dar o crédito sem o elogio, seguindo o conceito de objetividade no bullet 4.

Jornalista precisa e quer transmitir neutralidade para o leitor.

9) O mais importante: valorize a imprensa

Não replique reportagens, na íntegra, no site do seu escritório, nem publique recortes de jornal em alta resolução nas redes sociais. Isso prejudica os índices de leitura dos veículos de comunicação e, por consequência, não ajuda o trabalho do jornalista.

No lugar disso, fomente acessos às reportagens diretamente nos sites dos veículos de comunicação. Para o site do seu escritório, uma dica é publicar pequenos resumos das participações de seus advogados em publicações de imprensa. Mas não é legal copiar e colar conteúdo na íntegra.

Além disso, não caia na onda de criticar veículos de comunicação publicamente, como temos visto nos dias atuais.

Invista na assinatura de jornais e revistas no seu escritório. Valorize a imprensa e leia diariamente os veículos de comunicação que têm fit com seu escritório.

Antes de ser fonte, seja leitor.

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Outubro Rosa

A importância do Outubro Rosa para a prevenção do câncer de mama

Dra. Lívia Lopes Franzini

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres e corresponde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer.

Existem vários tipos de câncer de mama e alguns evoluem de forma rápida, já outros, não. Entretanto, uma boa parte dos casos tem bom prognóstico quando diagnosticado em fase inicial e não podemos deixar de lado métodos de controle dos fatores de risco e o monitoramento constante junto a um profissional da área de saúde.

Quais são os principais sintomas do câncer de mama?

O câncer de mama quando está em estágio inicial costuma ser uma doença silenciosa, sem manifestações clínicas. Quando se torna perceptível, pode se manifestar através de nódulo endurecido palpável (doloroso ou não) na mama ou axila, alteração de pele (aspecto de casca de laranja) ou saída de secreção do mamilo.

Quando devo procurar auxílio médico?

Preferencialmente deve procurar anualmente para realização de exame físico e exames de imagem de acordo com a sua idade. E claro, procurar com urgência caso perceba qualquer alteração em suas mamas.

É possível prevenir o câncer de mama?

Sim, é possível reduzir risco para a doença ao adotar um estilo de vida saudável, amamentar e visitar regularmente seu médico.

Quais são os principais fatores de risco comportamentais?

Sobrepeso, obesidade, sedentarismo e ingesta de bebida alcoólica estão entre os principais fatores de risco comportamentais para o câncer de mama.

Como profissional de saúde, quais dicas você daria para as suas pacientes?

Incentivo que elas sigam um estilo de vida saudável, por meio de uma alimentação equilibrada, prática de atividade física prazerosa, uso de ferramentas para gerenciamento de estresse e melhora do sono para uma melhora global na qualidade de vida e prevenção de doenças em geral. Além disso, recomendo que venham me visitar regularmente para o exame clínico e orientação quanto a exames de imagem.

A partir dos 40 anos, todas as mulheres devem realizar a mamografia anualmente, pois é um exame que salva vidas, já que detecta precocemente a doença e permite melhores taxas de sucesso no tratamento.

Já mulheres que fazem parte do grupo de alto risco para a doença, devem iniciar antes o rastreamento.

Em sua opinião, por que a campanha do Outubro Rosa continua sendo relevante?

O câncer de mama é o câncer mais frequente e o que mais mata mulheres no mundo todo, então merece todos os holofotes para que seja realizada uma prevenção adequada e diagnóstico precoce.

 

Dra Lívia Franzini é formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos em 2008, especializada em Ginecologia e Obstetrícia pela PUC-SP e Mastologia pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia.

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Como funciona o Marketing de Conteúdo para advogados

Marketing de Conteúdo

A internet favorece, cada vez mais, a comunicação e a troca de dados e notícias. Com a chegada do novo Provimento que dispõe sobre a publicidade e a informação da advocacia, o Marketing de Conteúdo tornou-se essencial para advogadas e advogados.

Por Rafael Gagliardi e Thamires Telles

Marketing de Conteúdo é uma importante ferramenta para gestão de conhecimento e, com a utilização de técnicas e processos, podem garantir resultados cada vez mais eficientes e positivos para que o mercado jurídico consiga atrair e engajar seu público.  Por meio da criação e divulgação estratégica de conteúdo, é possível obter autoridade digital na exposição de escritórios e advogados em suas especialidades.

O que é Marketing de Conteúdo?

O Marketing de Conteúdo é uma das principais frentes que englobam uma estratégia de Marketing Digital. Indo direto ao ponto, trata-se de processos para produzir conteúdo relevante na internet (textos, vídeos, posts em redes sociais, etc) direcionado a um público-alvo e apoiando a busca espontânea pelos serviços e know-how ofertado.

Em linhas gerais, a ideia é atrair clientes ao beneficiá-los com esses conteúdos, fazendo com que escritórios de advocacia sejam vistos como referência nos temas retratados ao agregar valor para quem o acessa e usufrui de sua expertise.

Marketing de Conteúdo é, também, uma construção de autoridade ao trabalhar a reputação dos autores, desenvolvendo o posicionamento da marca, a geração de confiança e reforçando valores e diferenciais.

Motivos para investir no marketing de conteúdo

Muitas vezes é por base da comunicação existente no ambiente virtual que o usuário cria suas expectativas e constrói as primeiras impressões sobre o escritório, serviços e até a capacidade jurídica de acordo com as áreas de domínio e presença digital.

Ao estruturar corretamente um processo para produção de conteúdo, o escritório passa a ser reconhecido como fonte segura de conhecimento para os potenciais clientes e essa é uma moeda de troca importante na consolidação de relacionamentos entre advogados e clientes.

A maneira como o escritório colabora e posiciona-se no ambiente virtual pode contribuir para a atração de clientes e relações posteriores. Portanto, investir nas ferramentas corretas e na qualidade dos conteúdos apresentados é fundamental para a vitrine digital do escritório.

O sucesso do Marketing de Conteúdo ocorre quando as produções estão presentes e acessíveis nos canais de comunicação, como sites, redes sociais e e-mail marketing, além de, obviamente, ressaltar os respectivos diferenciais do escritório, sendo útil para o público e com o mínimo de frequência para estar constantemente em destaque.

No geral, podemos afirmar que o Marketing de Conteúdo favorece diversos objetivos como:

  • Comunicar de maneira eficiente;
  • Aproximar possíveis clientes do escritório;
  • Instituir um relacionamento com clientes atuais;
  • Consolidar a marca;
  • Criar reputação;
  • Economizar dinheiro com publicidade paga;
  • Ampliar espaço no ambiente digital;
  • Expor especialidades e aprofundamento em temas específicos;
  • Gerar tráfego.

Trabalhando dentro do Provimento

O Provimento 205/2021 permite a prática do Marketing Jurídico, exercida de forma compatível com os preceitos éticos e limitações impostas pelo Estatuto da Advocacia, pelo Regulamento Geral e pelo Código de Ética e Disciplina.

Para fins do Provimento, são conceituados dentro do Marketing de Conteúdo no Art. 2º:

  • Marketing de conteúdos jurídicos: estratégia de marketing que se utiliza da criação e da divulgação de conteúdos jurídicos, disponibilizados por meio de ferramentas de comunicação, voltada para informar o público e para a consolidação profissional do(a) advogado(a) ou escritório de advocacia;
  • Publicidade de conteúdos jurídicos: divulgação destinada a levar ao conhecimento do público conteúdos jurídicos.

Sendo assim, é permitido aos advogados e sociedade de advogados praticar o Marketing de Conteúdo, desde que, conforme o Art. 1º, as informações veiculadas sejam objetivas e verdadeiras e, conforme o Art. 3º, divulgadas em caráter informativo, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

O que é expressamente vedado é a divulgação de resultados obtidos, clientes e valores dos serviços.

Estruturando processos em seu escritório de advocacia

O principal desafio de um escritório de advocacia para aderir ao Marketing de Conteúdo é engajar a liderança nesse processo. Realmente, é um dilema deixar de dedicar tempo advogando para criar uma rotina de produção de conteúdo.

Entretanto, para fazer com que os sócios e líderes de escritórios enxerguem a importância de investir nessa prática, é preciso provar o seu ROI (retorno sobre o investimento) e estruturar um processo factível para produção de textos e identificação de temas relevantes a serem abordados.

Tudo isso pode ser feito com a equipe interna ou terceirizando por meio da contratação de profissionais especializados, mas não exclui a necessidade do envolvimento dos gestores do escritório, simplesmente porque o tom de voz, as conclusões e opinião são o que vão caracterizar toda essa comunicação. Em um mercado cada vez mais competitivo, deixar de reforçar os diferenciais ou a pessoalidade nos conteúdos pode ser negativo à marca.

Para medir o ROI:

  • Pesquise sobre a eficácia do Marketing de Conteúdo no setor de serviços e, em especial, no setor jurídico;
  • Faça um benchmark com concorrentes que apostam nos conteúdos;
  • Analise o retorno sobre o investimento, calculando horas de profissionais dedicados aos conteúdos e a possível conquista de um novo caso;
  • Entenda quantas pessoas é possível abordar com o Marketing de Conteúdo versus outras formas de publicidade (pagas, inclusive).

Para estruturar processos:

  • Entenda o perfil do seu público-alvo e onde (em quais canais) ele consome informação;
  • Defina os KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores Chaves de Performance) para medir os resultados de suas ações de Marketing de Conteúdo;
  • Planeje com cuidado as palavras-chave usadas nos conteúdos, assim como a linguagem, para dialogar corretamente com o público e tornar o material fácil de ser encontrado nos mecanismos de busca;
  • Planeje o seu Marketing de Conteúdo em linha com as demais estratégias institucionais para que tudo se converse no final;

Gerando conteúdo relevante para o público-alvo

Um dos pontos de partida para se obter resultados positivos no Marketing de Conteúdo é criar materiais que sejam atrativos e úteis a todos. Mas, antes de iniciar qualquer tipo de produção, os escritórios e advogados precisam ter em mente o público que desejam atingir e os melhores canais para impactá-los.

Atualmente, existem diversas ferramentas de comunicação que possibilitam a troca de informações e divulgação de conteúdo. Utilizar todas as possibilidades sem que haja estratégia e alinhamento com o objetivo do escritório, gera um caminho inverso ao proposto pelo Marketing de Conteúdo. Esforço sem propósito pode tornar o processo apenas operacional, logo, é preciso conhecer os canais e seu público para aproveitá-los com expertise e conexão.

Para criar conteúdo:

  • Defina os objetivos que deseja alcançar e o tipo de conteúdo que o público-alvo consome;
  • Use do conhecimento para educar sobre a(s) especialidade(s) que deseja destacar, opte por informações úteis e que agreguem valor;
  • Produza conteúdos focados nos clientes em potencial, mas lembre-se que termos muitos técnicos podem limitar o entendimento até do público em questão;
  • Transforme sua competência em uma experiência favorável ao leitor, utilize formatos inovadores e uma linguagem clara para gerar confiança;
  • Esteja por dentro dos acontecimentos, trazer informações atuais é uma forma de conquistar a atenção do público;
  • Defina a periodicidade de exposição dos conteúdos, um bom planejamento será essencial para o cumprimento das metas;

Para os canais de comunicação:

  • Dê preferência aos formatos que sejam mais consumidos pelo seu público;
  • Estruture um fluxo de experiência, mas com cuidado para não “sufocar” com excesso de informações em canais inadequados;
  • Crie peças personalizadas, trabalhe a consolidação e referência da sua marca;
  • Estabeleça um calendário prévio de publicações;
  • Manter a comunicação com o público é importantíssimo, separe um tempo para interações;
  • Invista no trabalho de divulgação.

Presença digital

A advocacia tem passado por evoluções importantes, assim como a internet está cada vez mais presente no cotidiano dos usuários e conquistando espaço nos negócios.  Marcar presença no ambiente digital com conteúdo de qualidade tornou-se indispensável para profissionais do mercado jurídico que almejam avançar no relacionamento com clientes, parceiros, colaboradores e possíveis leads.

O Marketing de Conteúdo deixou de ser visto como uma tendência de anos atrás para tornar-se uma ferramenta valiosa. Para ter resultados efetivos, invista em suas estratégias!

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Danos ao meio ambiente afetam empresários e imagem do País perante agentes internacionais

Comprovação de danos ambientais pode gerar multas significativas e criar barreiras para investidores internacionais. Eficiência dos órgãos de controle brasileiros é apontada como possível solução.

Por Rafael Gagliardi, da LETS Marketing

A legislação ambiental no Brasil é ampla e complexa, e o regime de responsabilidade é bastante extenso. Companhias que se envolverem diretamente com uma violação ambiental podem ser multadas em até R$ 50 milhões ou sofrerem sanções penais,incluindo prisão de executivos e diretores.

“Neste sentido, no caso de uma degradação ao meio ambiente, não só aquele que causar o dano pode ser responsabilizado, mas também terceiros e aqueles que se envolverem indiretamente com o tema”, informa Rafael Feldmann, especialista em Direito Ambiental e sócio da Cascione Pulino Boulos Advogados. “Fornecedores, investidores e contratados podem eventualmente também ser responsabilizados”, completa.

Fica claro, portanto, que o risco por não cumprir requisitos socioambientais (ESG) é demasiadamente alto e pode, inclusive, inviabilizar por completo a operação de negócios no Brasil.

Setores como infraestrutura e agronegócio apresentam maior sensibilidade

A legislação é suficientemente clara ao mencionar que todo e qualquer indivíduo ou pessoa jurídica pode ser responsabilizado(a) por danos ambientais. Ao mesmo tempo, como diversas obrigações da legislação envolvem a todos, o tema pede a atenção da sociedade de forma geral (inclusive, considerando o fato de que somos o país com a maior biodiversidade e o maior número de ativos ambientais do mundo).

Um dos principais instrumentos de comando e controle da legislação sobre o meio ambeite é o licenciamento ambiental, o qual está enraizado e difundido entre a União, os Estados e grande parte dos Municípios. Este procedimento consiste em monitorar atividades sensíveis e conceder licenças e autorizações tão somente para aqueles que cumprirem uma série de requisitos e parâmetros de mitigação.

“Empresas no ramo de infraestrutura, como óleo e gás, saneamento, mineração, energia, entre tantos outros exemplos, são as que merecem este recorte. Neste sentido, é correto dizer que as atividades sensíveis (ou seja, aquelas que tem maior capacidade de degradação e/ou potencial poluidor) são as que deveriam chamar maior atenção”, reforça Feldmann.

O agronegócio é também diretamente impactado pela legislação, principalmente pelo Código Florestal. Esta norma impõe uma série de restrições de supressão de vegetação em imóveis rurais, que se referem à reserva legal e às áreas de preservação permanente.

Degradação da Amazônia impacta atratividade para investidores estrangeiros

A soberania do Brasil deve ser respeitada e dificilmente será possível interferir na política ambiental brasileira de forma direta. Contudo, nossa atual imagem sofre um constante processo de desconstrução à luz dos índices de desmatamento que estão crescendo ano após ano, principalmente na Floresta Amazônica.

A degradação da Amazônia é uma das imagens mais recorrente do Brasil no contexto internacional – e, apesar de esforços de parte dos gestores públicos pelo País, a visão estrangeira sobre a degradação continua negativa.

Neste sentido, é possível que determinados países passem a demandar que produtos adquiridos do Brasil necessitam de due diligence e de comprovação de que não estão contribuindo com o desmatamento.

Para Feldmann, “não é de hoje que o desmatamento é um problema, mas fato é que piorou demais nos últimos 3 anos. O Brasil vai muito mal na agenda de combate ao desmatamento, como também pouco contribui nos debates internacionais (o que não era a realidade no passado). É uma pena que tenhamos atingido este cenário, pois o nosso retrospecto diplomático era muito positivo e a nossa liderança em tratados e compromissos já teve mais relevância”, completa.

O especialista ainda cita que essa postura política precisa ser revertida ainda no curto prazo. “Investidores internacionais avaliam este tipo de conduta antes de entrarem no País, ainda mais agora em que as evidências científicas mostram o quanto já somos e o quanto seremos afetados pelas mudanças climáticas (como exemplo, o último relatório do IPCC agora em agosto)”.

A legislação brasileira em matéria ambiental é sofisticada, mas isto já não basta para convencer players internacionais. Nosso principal problema está na deficitária estrutura dos órgãos de controle. A fiscalização de normas ambientais é feita pelo IBAMA e pelas Secretarias Estaduais e Municipais. “Entretanto, o baixo orçamento e a precarização de tais agências é o que nos coloca no triste cenário que vivenciamos atualmente. É muito chocante que estejamos neste imbróglio, pois já temos a faca e o queijo na mão para solucionar tal postura”, complementa Feldmann.

O Código Florestal brasileiro, a despeito de algumas imperfeições, foi construído mediante consenso legislativo e já é reconhecido como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma norma que já traz bons caminhos e que precisa ser cumprida e implementada com eficiência. 

Legislação brasileira: capacitação de órgãos reguladores é fundamental

Para Feldmann, apesar das imperfeições e pontos de melhoria, o arcabouço normativo brasileiro é bem estruturado. “Ele vem sendo construído com normas técnicas, debate legislativo sério e boa jurisprudência ao longo de, pelo menos, quatro décadas”, afirma o sócio.

Segundo o especialista, na linha do que cabe melhoria, “inexistem leis claras para a implementação de um mercado de carbono nacional e essa demanda é mais do que urgente, à luz das discussões que ocorrerão na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP de Glasgow), em novembro/2021. O tema de pagamento por serviços ambientais também é algo que precisará de diversas normas – o que, também, é bem-vindo”, finaliza.

Outro entrave está na capacitação de órgãos ambientais para que consigam efetivamente cumprir sua função institucional e exercer a fiscalização.

Feldmann explica que além desta capacitação, a qual se resolve com vontade política e alocação de orçamento específico, é primordial evitar que propostas legislativas não favoráveis sejam aprovadas no Congresso Nacional, o que, ao final do dia, gerará mais insegurança jurídica e judicialização. “O último PL n.º 3.729/2004, que dispõe sobre o licenciamento ambiental, é um bom exemplo de uma ideia de aprimoramento que, no início, poderia fazer sentido e, que, ao final da tramitação na Câmara dos Deputados, trouxe uma redação com mais retrocessos do que avanços”, finaliza o especialista.

A temática ambiental é complexa e urgente. Por isso, espera-se que a legislação, ainda que bem estruturada, seja aprimorada e modificada no curtíssimo prazo.

 

Fonte: Líder.inc | https://lider.inc/noticias/sustentabilidade/danos-ao-meio-ambiente-afetam-empresarios-e-imagem-do-pais-perante-agentes-internacionais-

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Trabalho híbrido exigirá comunicação mais eficiente em escritórios de advocacia

Trabalho híbrido em escritórios de advocacia

Discussões acerca de novos modelos de trabalho ganham força e advogados devem estar atentos aos impactos das mudanças na comunicação entre equipes.

Por Rafael Gagliardi, da LETS Marketing

Estamos em um momento de transição, envolvendo uma lenta retomada das atividades presenciais com o avanço da vacinação em todos os municípios do País. Aos poucos, o comércio e o setor de serviços passam a flexibilizar o retorno às estações de trabalho, revisitando metodologias e políticas desenvolvidas tanto para atuações presenciais quanto para a manutenção dos relacionamentos à distância.

No mercado jurídico, não é diferente. Os escritórios de advocacia, embora tenham se adaptado muito bem ao home office, estão inclinados a uma retomada parcial das atividades em seus espaços físicos.

A recente pesquisa ‘Mapa Jurídico Nacional’, desenvolvida pela consultoria de marketing jurídico LETS Marketing e pela agência Unitri, identificou que 81% dos advogados respondentes mantiveram ou até investiram mais em seus escritórios desde o início da pandemia. Uma boa indicação de que a retomada é, de fato, algo planejado no setor.

Apontado como uma tendência do futuro, o trabalho híbrido, modelo no qual se alternam os dias no escritório e os dias em home office, parece, sim, uma boa opção. Entretanto, há riscos que devem ser mitigados para o bom desempenho dos profissionais, principalmente ao que se refere à longevidade do trabalho em equipe.

Nesse sentido, Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing, aponta 10 questões que os gestores de escritórios de advocacia devem estar atentos no relacionamento com seus colaboradores para manter um bom clima organizacional e não prejudicar o atendimento aos clientes:

1 – Foque em um único canal de comunicação

Hoje, temos diversas mídias disponíveis para nos comunicarmos com as pessoas instantaneamente, como o Teams, WhatsApp, LinkedIn, Slack, Discord, entre outras. Profissionalmente, é recomendável focar em apenas uma, já que estamos lidando com informações e instruções de trabalho que devem ser devidamente arquivadas e utilizadas na coordenação das equipes. Além disso, muitos meios de comunicação dispersam a atenção, tornando muito difícil saber qual é o canal oficial do escritório, no qual os profissionais devem estar à disposição.

2 – Diversifique as escalas dos times no presencial

Organizar o time que trabalhará presencialmente no escritório é importante, inclusive para que todos se planejem de forma mais eficiente. Entretanto, variar as pessoas dessas escalas pode ser interessante para evitar a segregação do grupo. Pessoas que se encontram com frequência criam mais afinidade naturalmente, o que não é estratégico para manter todos unidos e em sintonia.

3 – Nunca discuta estratégias com apenas parte do time

Claramente há conversas destinadas apenas à gestão de qualquer organização. No entanto, devemos tomar cuidado ao segmentar as equipes nesse sentido. Esse “favorecimento” pode ser muito ruim para o clima como um todo e prejudicar a confiança do time nas lideranças. Com o time dividido entre o home office e o presencial, promova eventos gerenciais para todos simultaneamente.

4- Seja educado(a), mas objetivo(a)

Ao economizar parte dos nossos dias que eram dedicadas ao deslocamento até o trabalho ou para fazer uma refeição, preenchemos o espaço com mais trabalho e as pessoas passaram a se sentir mais ocupadas e demandadas. A gentileza nos faz sempre perguntar, antes de iniciar uma conversa, se está tudo bem ou como as coisas vão. Mas diga logo o que precisa e do que se trata (sem, necessariamente dispensar tais perguntas) para que o interlocutor possa, prontamente, endereçar a demanda. Não aguarde a resposta do “Olá, tudo bem?” para abrir o assunto. É claro que é imprescindível analisar a realidade de cada profissional, com um olhar humanizado para cada situação em que devemos ou não adotar uma postura mais objetiva.

5 – Se o trabalho presencial puder ser opcional, melhor

Para muitos profissionais, o trabalho em home office tem sido um atrativo ao ocupar uma posição profissional. Ou, simplesmente, a pessoa acha mais conveniente trabalhar em casa do que no escritório. Se esse for um fator de motivação e se não há prejuízo para o escritório ao manter a pessoa em casa, mantenha o trabalho virtual como uma opção. Entender as necessidades e preferências de cada um é um primeiro passo para melhores resultados e performance.

6 – Saiba o que as pessoas estão produzindo e não o que estão fazendo

Gestores terão que confiar em seus times à distância e esse pode ser um grande desafio do modelo híbrido de trabalho. É muito difícil saber o que as pessoas estão fazendo durante o expediente e qualquer tentativa de monitoramento pode ferir a privacidade. Por esse motivo, atente-se mais (muito mais) aos resultados.

7 – Forneça infraestrutura

Deixando de lado questões trabalhistas e outras obrigações do empregador, mostrar-se preocupado com o bem-estar dos colaboradores e dar suporte na adaptação do trabalho ao home office é algo importante para demostrar que realmente nos importamos, com efeitos diretos na produtividade. Invista nisso!

8 – Lembre-se da etiqueta das reuniões virtuais

Reuniões virtuais de trabalho são encontros formais, certo? Por isso, nunca deixe sua câmera desligada, pois isso pode cortar qualquer conexão com a(s) pessoa(s) do outro lado. Organize o plano de fundo ou esconda-o por meio dos filtros, já que você está mostrando qual é o seu ambiente de trabalho. E aproveite que as pessoas já se programaram para esse encontro e saiba como elas estão ou se precisam de algo.

9 – Entenda que cada um tem um tempo diferente

No escritório, conseguimos ver o que os nossos colaboradores estão fazendo e isso facilita muito uma abordagem. Em casa, é bem diferente, pois as pessoas estão conciliando suas vidas profissionais com as pessoais – e nem sempre essa rotina permitirá a sincronização das agendas. Por isso, programe reuniões e compromissos com o máximo de antecedência possível.

10 – Planeje bem os feedbacks

O feedback é um mecanismo importante para a evolução profissional dos colaboradores. Seja feito de forma presencial ou virtual, essa conversa formal não pode ficar fora do planejamento por conta da mudança de rotina. Em um modelo de trabalho híbrido, devemos prever que os feedbacks podem ocorrer com profissionais trabalhando em casa. Sendo assim, estruturem bem esse momento, planejem com bastante antecedência, se organizem para que a conversa ocorra em um ambiente silencioso e sem interrupções e peçam o máximo de atenção. Esse é um bate-papo sério, com efeitos no desenvolvimento das carreiras das pessoas.

11 (bônus) – Prefira enviar textos no WhatsApp, evitando os áudios

A prática de enviar áudios por meio do aplicativo deveriam economizar tempo dos usuários, mas é algo que só acontece com o autor. As conversas, muitas vezes desestruturadas e sem objetividade acabam necessitando de muita atenção do ouvinte – diferente dos textos, que podem ser documentados e analisados com atenção, facilitando a organização e a eleição de prioridades.

Lembrem-se que “empresas são pessoas e não estruturas”, finaliza Rafael Gagliardi.

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Sanções da LGPD já estão valendo. Saiba como evitar multas

Empresas podem sofrer punições de até 2% do faturamento bruto, limitada a R$ 50 milhões, em nova fase da Lei Geral de Proteção de Dados.

Por Thamires Telles, da LETS Marketing

Após três anos da aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), entraram em vigor, no dia 01 de agosto, dispositivos que tratam das multas e sanções administrativas para aqueles que descumprirem regras dispostas nesta nova legislação. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar punições aos agentes de tratamento de dados que infringirem os artigos da Lei 13.709/2018.

O que é a LGPD?

O principal intuito da LGPD é garantir e proteger os direitos fundamentais da liberdade e privacidade de cada indivíduo. As empresas que colhem os dados de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, não podem mais utilizá-los à sua maneira. A lei estabelece um conjunto de direitos para os titulares de dados, como comunicar quais informações estão sendo coletadas e a respectiva finalidade, e não reutilizar registros armazenados para outros fins, salvo exceções.

O Brasil passa a integrar o grupo de países que possuem uma legislação específica para o tratamento de dados pessoais de todo cidadão que esteja no país, padronizando práticas e criando um cenário de maior segurança jurídica.

Qual é o valor das multas da LGPD?

Nesta nova fase, tanto empresas privadas, quanto órgãos públicos que ainda não se adequaram às normas da LGPD, estão sujeitas a penalidades. As sanções variam desde advertências, até multas de 2% do faturamento bruto da empresa – limitadas a R$ 50 milhões – e o bloqueio dos dados.

Como as empresas podem mitigar riscos referentes à LGPD?

De acordo com Marina Nicolosi, especialista em compliance e government enforcement e sócia no escritório Adriana Dantas Advogados, uma das ações mais importantes para as instituições é priorizar a nomeação de um Data Protection Officer (DPO) ou Encarregado. “A partir de um responsável ou grupo de responsáveis, todos os próximos passos podem ser organizados e planejados, conforme a urgência para a LGPD. Há serviços de terceirização desta função que podem ser muito oportunos para a situação”, explica.

Embora a lei tenha sido publicada em 2018, somente em setembro de 2020 começaram a valer os efeitos de grande parte dos artigos. Com a entrada em vigor dos capítulos 52, 53 e 54, que tratam das sanções, o cumprimento integral da LGPD pode ser questionado a qualquer momento.

“Significa dizer que os titulares dos dados pessoais que transitam pela empresa poderão exigir esclarecimentos e direitos a eles atribuídos pela Lei; em havendo incidentes – não apenas vazamentos, as empresas poderão ser obrigadas a notificar a ANPD; além de, é claro, estarem sujeitas à fiscalização da referida ANPD ou dos órgãos consumidores, entre outras consequências”, completa a advogada.

Para Raíssa Varrasquim Pavon, advogada na área de Gestão de Riscos e Compliance do escritório Ernesto Borges Advogados, a cultura de proteção de dados já vem se instalando no país há algum tempo. “As empresas já perceberam que a adequação resulta em uma grande vantagem competitiva no mercado. Desta forma, em geral, grandes empresas se movimentaram nesse sentido e hoje inclusive riscos relacionados à LGPD, como o cibernético, fazem parte da matriz de risco das corporações. Portanto, afirmo que o mercado está cada vez mais preparado para essa nova realidade”, enfatiza.

Como será a fiscalização das sanções da LGPD?

Além das penalidades previstas na lei, a fiscalização e aplicação das sanções estará a cargo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), estrutura vinculada à Presidência da República. Entretanto, sua execução ainda depende da edição de um regulamento sobre o tema, que irá definir a maneira como a fiscalização poderá acontecer e os critérios para aplicação das multas e advertências.

“A ANPD passou a funcionar efetivamente em novembro do ano passado, ou seja, sua atuação ainda é muito recente. Mas a avalio de forma positiva e otimista tendo em vista que neste pouco tempo já editou regulamentos e resoluções, guias orientativos e conta com um planejamento estratégico definido até 2023”, conclui Renato Chagas, diretor de Gestão de Riscos e Compliance do Ernesto Borges Advogados.

 

Fonte: Líder.inc | https://lider.inc/noticias/desenvolvimento/sancoes-da-lgpd-ja-estao-valendo-saiba-como-evitar-multas-

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Marketing e RH unidos

Junção de forças faz com que a marca e o diferencial competitivo de um escritório de advocacia passem a ser construídos por pessoas

Por Caroline Sciarotta, da LETS Marketing

Vamos imaginar a seguinte situação: o escritório contrata uma consultoria de marketing, desenha um plano estratégico de comunicação e marketing de conteúdo para gerar potenciais leads e negócios, porém os times internos estão desmotivados. Sendo assim, não estarão engajados e empenhados para atender potenciais clientes, e todo o investimento realizado pode não ter efetividade. Ao mesmo tempo, para escritórios que possuem times performando com alto engajamento, clientes não vão aparecer de maneira espontânea se não for realizado nenhum investimento para se destacar.

Quando Marketing e RH se unem para engajar pessoas e desenhar uma estratégia de marca, garantem o alinhamento e a coerência da mensagem de dentro para fora do negócio. Alavancam, assim, a possibilidade do sucesso do escritório por impactar diretamente a experiência das equipes e clientes, sua imagem interna e externa, e, consequentemente, o crescimento de maneira sustentável.

Conheça algumas frentes que possuem sinergia entre Marketing e Recursos Humanos.

Cultura Organizacional

“Branding” é o processo estratégico de construir uma marca, posicionamento e diferencial para clientes, porém, é fundamental que esteja implementado no ambiente interno. Mapear a cultura organizacional ou desenhar e implantar uma cultura desejada alinhada à estratégia do negócio, age como a construção de uma identidade e permeia tanto o comportamento das pessoas quanto a capacidade competitiva de uma organização. Essa iniciativa ajuda a diminuir o abismo entre a cultura interna e a imagem externa.

EVP (Employee Value Proposition) e Employer Branding

Construir o “branding interno” não consiste somente em criar uma imagem interna positiva, mas também gerar experiência positiva alinhada ao propósito dos(as) integrantes.

É importante mapear a “Proposta de Valor aos Empregados” (EVP) do escritório, o conjunto de benefícios oferecidos e quais são os atributos que o diferenciam no mercado, como, por exemplo, a reputação ou momento de expansão do escritório, oportunidades de desenvolvimento e crescimento, carreira, reconhecimentos, modelo de trabalho, cultura forte, diversidade e inclusão, entre outros.

Fazer a gestão dessa proposta de valor, garantir que seja praticada e reforçada através de estratégias de comunicação e marketing, ajudará a construir seu posicionamento como marca empregadora (employer branding), e consequentemente a atrair e reter os profissionais certos e aderentes à sua cultura. Importante lembrar que a pessoa que trabalha no escritório pode ser a maior promotora da sua marca, ou a maior detratora.

Estratégias de ESG (Environmental, Social and Governance ) e/ou Diversidade & Inclusão

Ainda sobre branding e cultura, clientes e talentos estão cada vez mais exigentes na escolha da marca e do lugar para construir uma carreira. Buscam saber o que está por trás da marca das empresas, o que defendem, qual o seu propósito e com o que elas se comprometem. Duas das questões mais avaliadas são a diversidade e inclusão, ou a implantação de uma estratégia de ESG, pois muito além de interesse comercial ou atração de talentos, demonstra ética e compromisso social. É importante avaliar, em um processo de mapeamento de cultura desejada, a necessidade de implantação de programas com caráter social, pois antes de qualquer posicionamento para o mercado e talentos como escritório inclusivo ou socialmente responsável, é necessário alinhar o discurso com a prática.

Onboarding

A preocupação com o engajamento das pessoas deve começar desde os seus primeiros dias, afinal, a primeira impressão é a que fica. Um programa estruturado de onboarding visa melhorar a jornada de experiência do(a) integrante desde o momento da sua entrada, a fim de integrar, facilitar e agilizar o processo de transição e aculturamento. Assim como conhecimento dos processos e ferramentas, para que possa focar em suas atividades core e garantir entregas em menor espaço de tempo, impulsionando engajamento e satisfação no trabalho.

Pesquisa de Clima

Para garantir o crescimento sustentável do negócio, além de ações de marketing para construir uma marca e gerar resultados positivos, as pessoas precisam estar alinhadas à cultura e engajadas para que se sintam responsáveis pelo sucesso do escritório. Assim, para mensurar o nível de engajamento, é importante aplicar uma pesquisa de clima organizacional a fim de aprofundar o conhecimento acerca da percepção das pessoas sobre os temas que impactam o ambiente e clima. O objetivo final é poder desdobrar um plano de ação com foco principalmente em ações de engajamento, garantindo a retenção e reduzindo a rotatividade de pessoas.

Comunicação Interna e Endomarketing

Durante toda a jornada das pessoas no escritório, devem existir ações para gerar e garantir experiências positivas, e o endomarketing tem um papel fundamental nesse âmbito, pois trata-se de uma estratégia de marketing institucional voltada para o público interno.

O Endomarketing deve fazer parte do planejamento estratégico e gestão da Comunicação Interna do escritório, sendo essa área imprescindível para garantir a implantação e sucesso dos processos e programas abordados acima.

A Comunicação e o Endomarketing, portanto, são ferramentas cruciais para traduzir aspectos objetivos do negócio para aspectos subjetivos necessários para as pessoas. Visam reforçar atributos importantes às equipes, aproximá-las à cultura e à estratégia do escritório, a fim de aumentar a interação, aprimorar os relacionamentos e o alinhamento, e, consequentemente, gerar o sentimento de pertencimento.

Todas essas práticas, se bem alinhadas e geridas, em uma cultura forte e bem estabelecida, impactarão positivamente no engajamento e na performance da equipe, premissa básica para garantir o sucesso de um negócio feito por pessoas.

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Covid-19 pode ser considerada doença do trabalho?

Com avanço da vacinação e retomada do trabalho presencial, processos trabalhistas envolvendo casos de Covid devem ganhar volume.

Por Karina Ifanger, da LETS Marketing

Após diversas polêmicas e debates jurídicos, o Ministério da Economia esclareceu, por meio da Nota Técnica SEI 56.376/20, que a Covid-19 só pode ser considerada doença do trabalho se for comprovado o nexo causal entre a doença e a atividade desenvolvida pelo profissional. Para isso, o trabalhador precisa provar que a doença foi adquirida no ambiente de trabalho.

Além disso, a Portaria MS 2309/2020, que incluía a Covid na lista das doenças relacionadas ao trabalho foi revogada no ano passado, fortalecendo a necessidade de comprovação do nexo causal entre a doença e o ambiente laboral para que seja considerada doença do trabalho.

De acordo com Paula Collesi, advogada trabalhista e sócia do escritório Ovidio Collesi Advogados Associados, existe um Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde do Ministério da Saúde, que propõe uma diretriz básica de perguntas a serem feitas diante de um caso que, se em sua maioria forem respondidas positivamente, aponta para a existência de nexo causal entre doença e trabalho.

“Este manual é usado, geralmente, pelos peritos, pessoas de confiança dos juízes, para averiguar se as empresas cumpriram com as normas de saúde e segurança”, explica.

Existem, hoje, inúmeros processos sobre tema no Tribunal Superior do Trabalho (TST), e a expectativa é que este número cresça ainda mais no segundo semestre de 2021. Isso porque, com o avanço da vacinação e a retomada do trabalho presencial ou híbrido, o número de casos de Covid-19 pode aumentar.

“Considerando que a vacina não impede a infecção, mas atenua os efeitos da doença, e que o vírus se propaga com o contato entre pessoas, há grandes chances de um aumento no número de casos e, consequentemente, nos processos trabalhistas envolvendo o tema”, pontua a advogada.

No entanto, protocolos criteriosos de segurança podem mitigar a propagação do vírus entre os funcionários dentro da empresa. Segunda Paula, as empresas devem criar protocolos especiais de proteção contra a Covid-19, englobando não só a parte técnica, como médicos e advogados, como a diretoria e os trabalhadores da empresa.

“É importante que as indicações de processos de segurança sejam avaliadas caso a caso, considerando as especificidades de cada atividade. Para funções que desempenhem trabalhos com fogo, por exemplo, o uso do álcool gel deve ser proibido”, afirma.


Retomada presencial pede protocolos criteriosos de segurança

Para empresas que planejam a retomada presencial e precisam elaborar um protocolo de segurança, a Portaria Conjunta nº 20, de 18 de junho de 2020, firmada entre o Ministério da Economia e a Secretaria Especial do Trabalho, traz algumas boas práticas. A Portaria apresenta orientações gerais sobre as medidas a serem observadas visando à prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19, como a higiene das mãos e etiqueta respiratória, distanciamento social, ventilação, limpeza e desinfecção dos ambientes, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e outros equipamentos de proteção, entre outros.

A empresa deverá fiscalizar a adoção das medidas de segurança elaboradas e documentar todos os processos de implementação para que possa provar os cuidados com os trabalhadores no caso de uma possível contaminação.

Se mesmo com a adoção dos protocolos de segurança, algum profissional se contaminar com a doença, a empresa deverá afastá-lo imediatamente das atividades presenciais e solicitar a realização do exame PCR. Caso a Covid-19 seja detectada, o afastamento continua por 14 dias, mas se o exame der negativo, o trabalhador poderá retornar às atividades se permanecer assintomático por mais 72 horas. Além disso, a empresa deverá se certificar de quantas pessoas o trabalhador teve contato, para que essas também sejam isoladas e façam os testes.

Paula afirma que ainda são poucas as decisões na Justiça com relação à doença do trabalho, mas que já podemos verificar, sem dúvida, uma maior predisposição de condenação em casos em que o trabalhador estiver na linha de frente no combate à Covid-19.

“Como se sabe, muitos estabelecimentos separaram as suas alas, como clínicas e hospitais. Portanto, se o empregado trabalhar em um hospital, mas estiver em ala que não trate da Covid, nenhuma ligação terá com o vírus”, completa.

Outro ponto importante a ser considerado é se a empresa adotou protocolos de segurança. Segundo a advogada, este é, sem dúvida, o ponto principal a ser avaliado diante de uma eventual condenação.

 

Fonte: Líder.inc | https://lider.inc/noticias/negocios/-covid-19-pode-ser-considerada-doenca-do-trabalho

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Como incorporar as hashtags em sua estratégia de comunicação

#Hashtag

As hashtags são uma ferramenta essencial na estratégia de marketing digital, com o objetivo de direcionar os usuários dentro das ambiências digitais. No Marketing Jurídico, o símbolo é amplamente utilizado e é uma estratégia importante para engajar mais pessoas e ampliar as ações de redes sociais.

Por LETS Marketing

 O que são?

Representadas pelo símbolo ‘#’, as hashtags orientam e ajudam a categorizar conteúdos em tópicos, facilitando a pesquisa por temas específicos.

Ao pesquisar um​a hashtag (ou, simplesmente, clicar em uma delas), as redes sociais irão disponibilizar um feed especial de posts relacionados.

Como usar?

Sempre que for utilizar uma hashtag, é preciso inserir o carácter ‘#’ e escrever uma palavra ou frase corrida, sem espaços e, geralmente, sem acentos.

É importante priorizar palavras ou termos-chave relacionados ao assunto e evitar frases, pois uma hashtag longa, além de ser difícil de memorizar, pode ter um uso pouco frequente, reduzindo a probabilidade de pesquisa por outros usuários ou mesmo não ser tagueada pelos algoritmos das redes sociais, tornando-as ineficientes à visibilidade digital. Veja exemplos:

  • #Marketing – Probabilidade muita alta de pesquisa | Público muito abrangente
  • #MarketingDigital – Probabilidade alta de pesquisa | Público abrangente
  • #MarketingDigitalParaAdvogados – Probabilidade baixa de pesquisa | Público específico
  • #MarketingDigitalParaAdvogadosNoBrasil – Probabilidade muito baixa de pesquisa | Público muito específico

Quais os benefícios?

Dentre os principais benefícios ao adotar as hashtags em suas comunicações nas redes sociais, estão:

  • Elas fazem com que outras pessoas, fora da sua rede, encontrem seu post e/ou perfil
  • Ajuda a atrair novos seguidores
  • Aumenta o engajamento com as publicações
  • Os usuários podem seguir hashtags, então seus temas estarão sempre em evidência
  • Melhoram o posicionamento da sua página e posts por meio do algoritmo das redes sociais

Onde podem ser usadas?

As hashtags estão bastante disseminadas nas redes sociais. É possível aplicá-las na grande maioria das redes como Instagram, Facebook, LinkedIn e Twitter e em diversos formatos e funcionalidades (na descrição do perfil, em stories e no campo de texto dos posts).

Dicas

Evite “poluir” seus posts com muitas hashtags – Além de ficar visualmente feio, muitas tags podem não deixar claro qual é o tema principal da comunicação. Afinal, você não quer parecer ‘cringe’, né? (#Cringe – Assunto para um próximo post…).

Não separe termos e frases se não fizer sentido – Foque nas buscas específicas em torno do tema da sua postagem. Quebrar a hashtag faz com que o tagueamento perca o sentido (exemplo: #Siga #Nossa #Pagina).

Use hashtags conscientemente – Relacione seu post com tags diretamente ligadas com o assunto tratado e/ou com a sua marca. Levar pessoas para o seu perfil ou publicação sem sentido algum pode gerar frustrações. Aposte em hashtags específicas.

Pesquise Hashtags – Você pode, antes de optar por taguear uma publicação, pesquisar a frequência de uso da hashtag e as publicações relacionadas a ela. A ferramenta Google Trends também auxilia a monitorar o desempenho de um termo na rede em tempo real e isso pode ajudar na hora de escolher uma hashtag de performance.

Tenha uma hashtag própria – Criar uma hashtag com o nome da sua empresa pode ser uma boa estratégia para catalogar suas publicações e incentivar usuários a pesquisarem por ela (exemplo: #LETSMarketing). Já pensou se ela viralizar?

Analise a concorrência – Acesse os posts de seus concorrentes e veja o que eles estão divulgando, quais tags estão usando e qual o desempenho delas.

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Divulgado novo Provimento sobre a publicidade e a informação da advocacia

Provimento 205/2021

Já está valendo o novo provimento que direciona a publicidade e a informação no mercado jurídico (Provimento N. 205/2021), aprovado recentemente pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Abaixo, um resumo das principais mudanças e um link de acesso ao Provimento na integra, disponibilizado pelo Centro de Estudos das Sociedades de Advogados – CESA:

• Está autorizado o uso do ‘Marketing Jurídico’ em conformidade com as normas da OAB (inclusive, do termo);
• Foram conceituados os termos “marketing de conteúdos jurídicos”, “publicidade”, “publicidade profissional”, “publicidade ativa” e “publicidade passiva”;
• Conceitos de ‘captação de clientela’ também foram aprofundados;
• A ‘publicidade profissional’ pode ocorrer, desde que em caráter meramente informativo, primando pela discrição e sobriedade;
• No contexto do ‘marketing de conteúdo’, poderá ser feita publicidade sem mercantilização;
• Ainda na esfera do ‘marketing de conteúdo’, foi admitida a utilização de anúncios pagos nos meios de comunicação, incluindo o impulsionamento nas redes sociais e excluindo os meios vedados pelo artigo 40 do Código de Ética e Disciplina;
• Autorização do uso de anúncios (pagos ou não) nos meios de comunicação não vedados pelo Código de Ética e Disciplina;
• Restrição do uso de informações sobre a estrutura física do escritório e a promessa de resultados ou a utilização de casos concretos para oferta de atuação profissional;
• Determinação de que as normas do provimento também se aplicam à divulgação de conteúdos que, mesmo não relacionados com o exercício da advocacia, possam atingir a reputação da classe;
• Restrição ao vínculo dos serviços advocatícios com outras atividades, salvo o magistério;
• Criação do Comitê Regulador do Marketing Jurídico, vinculado à Diretoria do Conselho Federal;
• Autorização para que as seccionais concedam poderes coercitivos à Comissão de Fiscalização.

cesa.org.br/media/files/Provimenton_205_2021Publicidade.pdf

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