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7 Advogados que fizeram história no Brasil

Advogados que fizeram história

Quem ingressa na advocacia, assim como em qualquer outra carreira, busca, naturalmente, referências que marcaram a história da profissão. E o Direito Brasileiro, uma das profissões mais antigas do País, é recheado de referências e inspirações, incluindo juristas que exerceram um papel crucial na evolução do mercado jurídico.

Confira a seguir a relação de alguns advogados importantes para os caminhos percorridos até aqui:

 

Rui Barbosa

Ruy Barbosa de Oliveira, nascido em Salvador no dia 5 de novembro de 1849, foi destaque como jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador. Atuou na defesa do federalismo e contra a escravidão, dedicando sua vida na promoção dos direitos individuais. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras em 1897, assumindo o lugar de presidente após Machado de Assis.

Foto: Divulgação

Pontes de Miranda

Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda, advogado, jurista, professor, diplomata e ensaísta, nasceu em Maceió, em 23 de abril de 1892. Estudou Direito na Faculdade do Recife e foi reconhecido, também, por seus estudos nos campos da Sociologia, da Filosofia e da Matemática, publicando mais de 300 obras no Brasil e no exterior. Desempenhou inúmeras missões diplomáticas e exerceu o cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal até 1939, quando foi transferido para a carreira diplomática, na qualidade de embaixador na Colômbia.

Foto: Divulgação

Luís Gama

Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em Salvador em 21 de junho de 1830. Foi feito escravo até os 10 anos de idade, quando, após conquistar sua liberdade, passou a atuar na advocacia e se tornou um dos maiores abolicionistas do Brasil. Além de advogado, foi integrante da Academia Paulista de Letras e era considerado um romancista. Em 2018 seu nome foi inscrito no Livro de Aço dos heróis nacionais.

Foto: Divulgação

Clóvis Beviláqua

Clóvis Beviláqua nasceu em Viçosa do Cear no dia 4 de outubro de 1859 e foi um dos responsáveis pela elaboração do Código Civil de 1916. Foi um grande colaborando da história, da filosofia e da literatura brasileira. Atuou como promotor público, membro da Assembleia Constituinte do Ceará, secretário de Estado, consultor jurídico do Ministério do Exterior e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico.

Foto: Divulgação

Myrthes Gomes de Campos

Myrthes Gomes de Campos nasceu em Macaé, no ano de 1875 e foi a primeira mulher no Brasil a exercer esta profissão de advogada. Durante sua trajetória, superou diversas barreiras por parte da família e da sociedade, já que a profissão de advogado era, de acordo com o Direito Romano, destinada aos homens. Foi pioneira na luta dos direitos femininos e enfrentou obstáculos para entrar no quadro efetivo de sócios do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil. Também foi a primeira mulher a exercer a profissão de advogada em um tribunal, o que chamou bastante a atenção da imprensa na época. Em 1910, foi nomeada inspetora de ensino do Distrito Federal e em 1924, se tornou encarregada pela jurisprudência do Tribunal de Apelação do Distrito Federal.

Foto: Divulgação

Heráclito Fontoura Sobral Pinto

Heráclito Fontoura Sobral Pinto nasceu em Barbacena no dia 5 de novembro de 1893. Foi defensor dos direitos humanos, especialmente durante a ditadura do Estado Novo e a ditadura militar, instaurada após o golpe de 1964. Foi também um dos juristas mais famosos do País e no fim da carreira, recusou convite do presidente Juscelino Kubitschek para assumir um posto de ministro do Supremo Tribunal Federal. Em 1976, foi homenageado na Câmara da cidade de São Paulo pelo Instituto dos Advogados de São Paulo.

Foto: Divulgação

Márcio Thomaz Bastos

Márcio Thomaz Bastos nasceu em Cruzeiro no dia 30 de julho de 1935. Foi um dos principais advogados criminalistas brasileiros e ministro da Justiça do Brasil durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2007. Também foi presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil até 1989 e durante a carreira chegou a representar nomes famosos como Edir Macedo, o médico Roger Abdelmassih e Carlinhos Cachoeira, além de ter sido advogado de defesa das empreiteiras na Operação Castelo de Areia e na Operação Lava Jato.

Foto: Divulgação

 


Fontes:

Wikiédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Barbosa). Acesso em 11/8/2022.

Academia Brasileira (https://www.academia.org.br/academicos/pontes-de-miranda/biografia). Acesso em 11/8/2022

Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Gama). Acesso em 11/8/2022.

FGV (http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/heraclito-fontoura-sobral-pinto). Acesso em 11/8/2022.

Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rcio_Thomaz_Bastos). Acesso em 11/8/2022.

Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Myrthes_Gomes_de_Campos). Acesso em 11/8/2022.

Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%B3vis_Bevil%C3%A1qua). Acesso em 11/8/2022.

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Grandes escritórios de advocacia podem impulsionar a publicidade no setor

Uma nova era já é realidade

O mercado jurídico, desde os seus primórdios, é encarado com certo conservadorismo quando o assunto é publicidade. Salvo poucos aventureiros conhecidos no meio, advogados costumam ser discretos ao divulgar seus serviços e buscar novos clientes. Mas esse cenário vem mudando, como vemos em ações das grandes bancas nacionais e na relativamente recente atualização Provimento n. 205/2021 da Ordem dos Advogados do Brasil.

Por Rafael Gagliardi

 Antes, o que diz a regra

Em linhas gerais, a prática do Direito exige certa contenção da hora de expor serviços e pessoas para o público. É necessário fugir de qualquer forma de mercantilização e exposição antiética para evitar notificações dos Comissões de Fiscalização das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil.

O Conselho Federal da OAB publicou em seu Diário Eletrônico, no dia 21 de julho de 2021, o Provimento 205/2021, que rege as regras da publicidade na advocacia, anteriormente atualizadas no ano 2000. E essa é uma grande mudança para esse mercado, pois flexibilizações importantes passaram a ser incorporadas no texto atual, deixando as ações de marketing jurídico mais permissivas, principalmente com relação aos novos canais de comunicação como redes sociais, podcasts e mecanismos de busca como o Google.

Atuar em linha com essas regras, basicamente, faz com que o setor jurídico busque exposições mais informativas, baseadas em conteúdo técnico para levar conhecimento aos clientes e possíveis clientes.

Os anúncios, propriamente ditos, acabam se diferenciando muito dos demais setores econômicos que, sem restrições, podem trazer palavras sedutoras, expor claramente diferenças entre concorrentes e ofertar de forma direta o serviço ou produto. No mercado jurídico, não pode. Controla-se, inclusive, o aporte financeiro em campanhas, mesmo que de forma subjetiva.

Banner localizado no centro de Nova Iorque, Estados Unidos (foto: Reprodução)

Há bastante especulação entre profissionais de marketing jurídico sobre as consequências do fim de tais limitações, podendo gerar concorrenciais desleais e um encolhimento do mercado, já que grandes bancas possuem um capital muito maior para investir em marketing (como já o fazem). Mas, na verdade, esse seria um cenário completamente novo e provavelmente similar ao que ocorre em outros países onde uma consultoria empresarial e um escritório de advocacia se expõem praticamente da mesma forma e em massa. Se isso acontecer, sem dúvidas, quem investir mais atingirá mais pessoas.

Investimentos dos grandes players

Naturalmente, grandes empresas tendem a possuir maior poder de investimento e o mesmo ocorre no mercado jurídico. Grandes sociedades de advogados já disputam espaços publicitários com marcas conhecidas em veículos de comunicação massificados e no Google Adds. Um exemplo a ser citado é do escritório Mattos Filho, que tem divulgado sua campanha em celebração aos seus 30 anos de operações em diversas mídias, envolvendo jornais de grande circulação e canais digitais.

Anúncio do escritório Mattos Filho em canal digital de notícias em junho de 2022 (foto: Reprodução)

Não é de hoje que a iniciativas dos grandes escritórios inspiram as ações dos demais. Unindo esse fato com as flexibilizações da OAB, podemos estar vislumbrando uma tendência de exploração de novas mídias e formas de impactar pessoas.

Era muito comum, há dez anos, gastar R$ 400 mil nas grandes corporações para emplacar um anúncio em revista. Hoje, por meio dos canais digitais, podemos, potencialmente, atingir a mesma quantidade de receptores com R$ 4 mil – até com nenhum investimento publicitário, se o conteúdo for extremamente interessante. No LinkedIn, uma das principais redes utilizadas por advogados, investimentos pagos de R$ 400 conseguem atingir cerca de 1.500 usuários no perfil buscado pelo escritório. Uma reviravolta na forma como se fazia publicidade no passado por meio de mídias tradicionais.

Hoje, há também meios orgânicos (não pagos) de se comunicar com bastante gente. Voltado ao LinkedIn, a ferramenta, quando bem explorada, pode se tornar um canal tão poderoso, chegando a ser uma interface com centenas de milhares de usuários. Dentre os escritórios com o selo ‘Latin Lawyer Elite Firm’, o escritório Machado Meyer possui cerca de 165 mil seguidores, seguido pelo Mattos Filho (155 mil), Pinheiro Neto (145 mil) e Demarest (135 mil) – dados coletados em 28 de junho de 2022.

A pandemia da Covid-19 certamente impulsionou bastante a digitalização das comunicações no setor jurídico e já é comum ver advogados abrindo novos pontos de contato com o mercado por meio de podcasts, canais no YouTube, atendimento via WhatsApp, etc. Sem deixar de lado as promessas de revolução do metaverso. Mas as formas de vender ou de apenas aparecer podem ser muito variadas nesse novo horizonte trazido pelo Provimento 205/2021.

No segundo semestre de 2021, houve, inclusive, um grande debate acerca da ostentação na advocacia na tentativa de conter alguns excessos, com solicitações de alteração do parágrafo do Provimento que menciona a publicidade ostensiva inadequada, justificado gerar dúvidas de interpretação no mercado.

Em uma pesquisa promovida pela consultoria de marketing jurídico LETS Marketing (clique aqui para acessar), realizada em meados do ano passado, ficou evidente a motivação dos advogados em ampliar seus investimentos em ações de comunicação e desbravar novos meios de captar clientela. O estudo, realizado com 62 escritórios nacionais, apontou que 53% dos respondentes destinaram a maior parte de seus recursos e divulgação. Ações em redes sociais e podcasts estavam na mira, representando, para alguns, uma necessidade de se fortalecer e acelerar a transformação digital.

Importante observar a movimentação dos grandes players e demais advogados do setor. Os grandes, principalmente, pois, de certo modo, estão mais na mira dos agentes do mercado, já que atingem mais pessoas e se tornam uma vitrine.

Uma nova era já é realidade, com advogados fazendo marketing com menos timidez, seja para criar uma imagem protagonista, construir reputação, ou até mesmo por perfis mais extravagantes ou pela simples necessidade de acompanhar o mercado.

 

Veja também:

  • Tendências para o mercado jurídico em 2022
  • Metaverso no mercado jurídico
  • Quem são os clientes dos advogados?
  • Credenciais para advogados
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Valores dos Dados

Como pesquisas de mercado tornam escritórios de advocacia mais competitivos

Como diria Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web (WWW): “Os dados são uma coisa preciosa e durarão mais do que os próprios sistemas.” Neste artigo, serão abordados os ricos cenários de se conduzir uma pesquisa de mercado.

Por Catarine Ranéa

Antes de qualquer coisa, vamos partir pelo básico e entender o que é, na prática, uma pesquisa de mercado. A pesquisa de mercado pode ser compreendida pelo uso de qualquer técnica para reunir dados com o objetivo de entender melhor o público-alvo e como ele compreende o setor no qual o escritório atua. Esses dados podem ser utilizados para diversas finalidades e auxiliar uma tomada de decisões com base em fontes mais assertivas, como por exemplo a abertura de uma nova área. É possível compreender se os investimentos e esforços destinados ao oferecimento de novos serviços serão válidos valorando a opinião do seu cliente ou da persona do escritório e da área.

Benefícios para escritórios de advocacia

Recolher os dados pode, de certa forma, providenciar uma compreensão do que os clientes necessitam, mas apenas a pesquisa de mercado com a análise aprofundada destes dados pode prover uma visão completa do motivo desta necessidade, o que pode refinar ainda mais a área. Por exemplo, se o escritório analisa criar uma área de serviços especializados em Direito Trabalhista, é de suma importância entender, em uma análise mais básica, se há boa aceitação nos clientes atuais do escritório que possibilitariam um Upselling ou um Crosselling, ou seja, os próprios clientes atuais contratariam os novos serviços, seja para um caso já em andamento ou para uma demanda totalmente nova.

Agora, fazendo as perguntas certas e analisando minunciosamente as respostas, é possível mapear qual tipo de demanda teria mais procura e quando esta procura pode ocorrer. Estes mesmos dados podem ser coletados com uma visão mais macro e pode ajudar o escritório a entender outros perfis que estariam interessados em entrar para a lista de clientes atendidos.

Além de analisar a possibilidade de novos serviços, o escritório pode fazer uso desta poderosa ferramenta para entender como os seus clientes enxergam cada área. Por exemplo, a partir das perguntas certas é possível analisar de forma estratégica se a área ‘X’ é, de fato, vista como carro forte do escritório e, se não for, o que falta para que isso seja atingido. Esses dados podem identificar novas estratégias de comunicação, refinar serviços ou, até mesmo, a necessidade de remodelar a marca com o foco de estabelecer uma conexão mais completa com os clientes ou com o mercado.

Uma pesquisa de mercado pode auxiliar o escritório a se tornar mais eficiente aproximando-o das necessidades reais dos seus clientes e do mercado, além de torná-lo mais competitivo por meio da posse de insights poderosos para tomadas de decisões mais seguras.

Tipos de pesquisas

As pesquisas de mercado podem ser desenvolvidas de diversas formas. O método mais comum de coletar dados é por meio da circulação de formulários online com perguntas que podem trazer dados quantitativos e gerar soluções relevantes. Além de dados quantitativos, uma pesquisa de mercado pode ser conduzida de forma qualitativa, por meio de entrevistas ou até bate-papos com clientes que, além de criar mais aproximação, podem trazer uma visão mais assertiva que ultrapassa os limites das perguntas setadas e cria um ambiente de maior empatia com as necessidades do público do escritório.

Apesar de ser um caminho com maior investimento e risco, uma pesquisa Focus Group pode trazer uma amostragem detalhada e qualitativa sobre o impacto da marca do escritório no mercado. Os riscos desse método vão desde obter um viés de dominância (quando um participante distinto influencia o grupo) e o viés de estilo do moderador (quando diferentes personalidades do moderativo trazem resultados diferentes no próprio estudo).

O último método mais comum se dá por meio observações. Este caminho pode parecer mais complexo, mas pode ser desempenhado com base na análise do comportamento de determinados clientes com base no ciclo de relacionamento com o escritório e, analisando os dados corretos, é possível traçar smart metas factíveis.

É claro que é necessário entender as necessidades finais dos dados para definir o método ideal, além de definir as perguntas das quais queremos respostas e, por último, mas não menos importante, o que fazer com essas respostas. Este é o ponto principal para entender e aproximar um pouco mais o mercado jurídico do seu público-alvo antecipando soluções para questões que podem ser evitados.

 

Catarine Ranéa é graduanda em marketing e especialista em SEO. Possui experiência em comunicação institucional, comunicação interna e externa, gerenciamento de mídias sociais, pesquisa e análise de mercado e rankings jurídicos. Antes de ingressar na LETS Marketing, trabalhou no Stocche Forbes Advogados e no Souza, Mello e Torres, atuando em todas as frentes da comunicação jurídica com ênfase em desenvolvimento de negócios.

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D&I do mundo jurídico

Ações que impulsionam decisões

O mês do Orgulho LGBTQIA+ está acabando e, como saldo, foi possível identificar algumas movimentações do mercado jurídico em aproveitar a data para comunicar sobre iniciativas. Produzimos uma série de artigos especiais que segue considerando este cenário e apresenta dados disponíveis alarmantes sobre a Diversidade & Inclusão (D&I) no contexto da diversidade de gênero e orientação sexual, como pauta no mercado jurídico e como esta realidade pode impactar na sociedade e, consequentemente, na condução dos negócios.

O advogado, no geral, é a própria marca do seu serviço, isso inclusive reflete em ordenações estabelecidas pelo Estatuto da Advocacia e da OAB no qual a denominação da sociedade de advocacia deve ser “obrigatoriamente formada pelo nome do seu titular, completo ou parcial, com a expressão ‘Sociedade Individual de Advocacia’”. (Incluído pela Lei 13.247/2016). Desenvolver negócios neste cenário de tempos arcaicos, ou há pouco mais de 20 anos, de uma forma geral envolvia uma parceria de longo prazo e um networking rico para indicações.

Nada importava ao cliente qual a cultura organizacional e qual o impacto que o seu prestador de serviços causava na sociedade. A reputação do profissional, e consequentemente de sua firma, era sustentada pelo volume de vitórias conquistadas. Já a exposição da marca era perpetuada, basicamente, por meio de materiais de papelaria e participações de congressos, seminários e associações relevantes para as práticas de atuação, e com a limitação publicitária imposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, o que restava era os escritórios comprarem grandes quantidades de agendas e materiais gráficos para entregar brindes em eventos.

Tudo mudou com o advento da utilização das mídias digitais para exposição da marca. Há ainda um arsenal de proibições acerca da abordagem mercadológica dos escritórios em seus relacionamentos digitais, mas as evoluções tecnológicas possibilitaram às marcas uma ‘visibilidade sem fronteiras’ que não havia precedentes. Estabelecer conexões entre o serviço prestado e o público-alvo, neste ambiente tão facilitado, aumentou as oportunidades de negócios, claro, mas não é algo tão fácil como parece. Há um caminho árduo, e rico em riscos, que deve ser percorrido.

Antes de tudo, o escritório precisa mostrar ao seu cliente que o tempo passou internamente também e as mudanças que aconteceram na sociedade foram (e são) bem aceitas e implementadas. Assim, após o Dia do Orgulho LGBTQIA+, a LETS Marketing vai publicar uma série de artigos com dados que refletem o cenário da diversidade e inclusão no mercado jurídico e porquê os escritórios devem se preocupar com o impacto social causado pela sua marca.

Para saber mais, assine a nossa newsletter do Linkedin ‘Tendências do Mercado Jurídico’ e acompanhe os próximos artigos sobre Diversidade & Inclusão em escritórios de advocacia.

Acesse aqui

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A efetividade do Instagram na Comunicação Interna

Instagram como ferramenta de Comunicação Interna

Desde 2020, com o início da pandemia, o mundo precisou se transformar em múltiplos âmbitos, mas, principalmente, ao digital. O modo de trabalhar, estudar e se comunicar mudou: adotamos o home office como rotina e aderimos a muitas plataformas digitais até então pouco conhecidas – e outras tantas desconhecidas.

Por Isabelle Brandão e Gabriel Duarte

Nesse caminho, a Comunicação Interna (CI) também vivenciou um processo de mutação: repleto de desafios e incertezas. Como manter a comunicação com a equipe de forma assertiva? Como refazer as estratégias? Por onde começar? Como seguir?

Frente a este cenário muitas plataformas se tornaram canais bastante usuais para as empresas: como Meet, Microsoft Teams, Zoom, Slack, entre outros. E, nessa linha, o Instagram, como rede social informal, mas com alto poder de comunicação e interação, se popularizou como ferramenta de CI.

E quanto à efetividade da ferramenta?

Ao realizar este questionamento, surgem diversos pontos a serem avaliados:

  • O Instagram, hoje, é a rede social que mais cresce no Brasil, com 122 milhões de usuários segundo o DataReportal, mas é importante entender quem é seu público-alvo e se ele está presente nesta rede;
  • Não é possível segmentar conteúdos para suas equipes, como comunicados apenas à gestão ou à equipe operacional;
  • A rede permite interação imediata com curtidas, comentários e compartilhamentos – gerando maior alcance do conteúdo, o que pode resultar em uma oportunidade para as estratégias de Employer Branding (marca empregadora);
  • Não oferece uma organização de dashboards com indicadores segmentados e acompanhamento de histórico de adesão, leitura e engajamento. Para conseguir essa visão mais ampliada, você precisará adotar ferramentas que apoiarão nisso;
  • Para atividades de social media é comum encontrar dificuldades para otimizar alcance e atingir o público-alvo, devido aos algoritmos do Instagram. Ou seja, estas dificuldades também serão enfrentadas ao trazer a CI para este mundo. O conteúdo interno “disputará” com todas as demais contas seguidas pelo usuário, e corre o risco de ser entregue dias depois, ou sequer seja entregue, diminuindo exponencialmente a funcionalidade desta ferramenta.

Mas, afinal, é estratégico utilizar o Instagram como canal de Comunicação Interna?

Com a pandemia e os novos modelos de trabalho, a vida profissional invadiu o espaço do “lar”!  Estamos o tempo todo conectados, até em momentos que deveriam ser de lazer, pois carregamos os smartphones. Será que vale a pena entrar em mais este contexto da vida privada?

Dependendo da forma como os profissionais utilizam o Instagram, torná-lo uma ferramenta corporativa, poderá gerar uma percepção negativa, quando “invadimos” o espaço de distração e entretenimento das pessoas. É por essa razão que a ação pode não ser efetiva, pois ainda que o profissional te siga nas redes, ele pode silenciar o perfil da empresa e não receber os conteúdos.

De todo modo, para começarmos a traçar qualquer estratégia, é importante avaliar se a empresa tem outros canais de comunicação interna. Quais são e como são gerenciados e percebidos hoje? Eles podem apoiar nesta função, muitas vezes de maneiras mais efetivas em comparação com o Instagram.

Quando isso estiver claro, o próximo passo é mapear a vocação de cada canal para definir de que forma o Instagram irá agregar e se irá agregar de fato. A grande questão do momento é: Como a rede irá complementar a estratégia de CI e/ou substituir outros canais?

Dependendo do propósito e tipo de conteúdo que será publicado neste canal, o aplicativo, inclusive, poderá ser configurado como conta privada e aceitar somente os funcionários. Mas, também neste caso, os demais pontos listados também precisarão ser considerados.

Frente a esses diversos cenários, nota-se que não há uma regra sobre qual caminho seguir, é fundamental avaliar, em conjunto, os objetivos da empresa e sua Comunicação Interna, em linha com o perfil dos seus profissionais, pois só assim será possível desenvolver uma estratégia assertiva.

E aí, você utilizaria o Instagram como ferramenta de CI?

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Quem são os clientes dos advogados?

Perfis de clientes e estratégias de relacionamento

Muitos discutem sobre qual é o fator-chave para a longevidade de um escritório de advocacia, sem chegar em um consenso se é o cliente, o advogado, o sócio administrador, os parceiros, etc. Mas, que a verdade seja dita: Há, sim, dependência de todos os públicos do escritório, mas sem o cliente, não há razão de ser, nem fluxo de caixa, nem bônus, nem estratégias de crescimento, e por aí vai.

Por LETS Marketing

 

É como disse Sam Walton, fundador da rede Wall-Mart:

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar.”

Nessa linha de raciocínio, entender seu cliente e saber se relacionar com ele se torna algo essencial para a sobrevivência dos negócios e para geração de valor de seus serviços jurídicos.

Parece óbvio, mas muita gente não se aprofunda da identidade ou nas necessidades de seu público-alvo. E viver dessa forma, com uma percepção bem superficial de quem consome o serviço, não é um caminho muito sustentável, muito menos recomendável se seus planos são crescer, ensinar novos advogados e criar sucessões.

O ideal é fomentar um relacionamento com seus clientes, entender seus perfis, motivos que os levam a buscar um parceiro jurídico, quais são as estratégias da concorrência e o que você deve fazer para conquistar mais e reter quem já gosta da sua marca e confia na sua equipe.

De qualquer forma, lembramos que é muito importante que todo escritório de advocacia, e não apenas o profissional de marketing jurídico, conhecer o perfil de seu público. Para começar, você pode fazer um breve exercício, visualizando respostas para as questões abaixo:

  • Quem eles são (homens jovens, mulheres de meia idade, donos de empresas, CEOs, diretores jurídicos, etc)?
  • O que cada um dos perfis acima contrata ou contratou do seu escritório?
  • Como os concorrentes que oferecem serviços similares aos seus abordam esses perfis?
  • Como eu me comunico com esses clientes (site, redes sociais, e-mail, eventos, etc)?

Seu escritório pode ter, inclusive, mais de um perfil de cliente, dependo das áreas do Direito em que atua. Na verdade, é muito comum e recomendável segmentar sua audiência para ações mais certeiras e efetivas.

A seguir, vamos listar três tipos de clientes e nossa recomendação de estratégia para que você possa conquistá-los. Vamos classificar os públicos pelo nível de interação que eles podem ter com o seu escritório de advocacia e o método de se relacionar com cada um.

CLIENTE TIPO 1 – O INTERESSADO

Esse é o tipo de cliente mais fácil de ser abordado e com maior probabilidade de contratar os seus serviços. São os clientes que você consegue facilmente traçar um perfil e que, de fato, necessitam daquilo que você oferece.

Para esse tipo de público, o marketing direto funciona, pois, como mencionado, ele precisa do que você oferece.

O problema aqui é, justamente, a concorrência. Todos os seus competidores direcionam muito de seus esforços para essas pessoas, o que faz com que o mercado (e você) tenha que trabalhar com menores margens e em comodidades para se diferenciar.

Nem sempre isso é ruim. Seu mercado pode não estar supersaturado como alguns estão (depende muito da área do Direito), então pode haver bastante espaço para todos, mas, se o caso for o contrário, recomendamos dar atenção para os outros tipos de clientes que vamos apresentar.

CLIENTE TIPO 2 – O INDECISO

Esse é o cliente que precisa do que você oferece, mas ele ainda não sabe. Ele pode estar gripado, mas, no lugar de ir até a farmácia comprar seu remédio, ele está acostumado a fazer um chá e esperar tudo passar – Sabe aquele empresário que resolve tudo com o contador? É disso que estamos falando.

Há muito mais mercado no perfil de indecisos do que no perfil de interessados, mas pouca gente explora esse público ou por não saber como, ou por ser muito difícil – o que, de fato, é, mas não impossível.

Como convencer uma pessoa de que você tem o que ela precisa? Há uma série de recursos por aí, mas o que recomendamos é uma boa estratégia de marketing. E, juntamente com isso, investir no relacionamento, mostrando quais os benefícios que você oferece, seus diferenciais, qual é sua promessa de valor e como sua marca pode agregar para a vida ou para a empresa dessa pessoa.

A grande sacada aqui é entender que esse cliente indeciso não vai fazer, neste caso, uma “compra de impulso”. Ele precisa ser convencido, motivado e muito bem cuidado.

Segundo o exemplo acima, ele precisaria, em primeiro lugar, saber que há alternativas ao chá para curar uma gripe.

Você possui um remédio que ele precisa, pois, tomando o remédio, ele ficará bem mais rápido, poderá retornar ao trabalho (sabemos que, para alguns, essa questão não é bem classificada com um benefício) e a sua rotina. E mais, seu produto é feito à base de plantas, traz outros benefícios para seu sistema imunológico e, olhe só, é melhor e pode até ser mais barato que um chá.

Ainda sobre esse tipo de cliente, seu escritório deve se estruturar para comunicar-se constantemente com ele, para atendê-lo bem e para superar suas expectativas.

CLIENTE TIPO 3 – O NÃO INTERESSADO

Uma pessoa não interessada não vai ser seu cliente, certo? Nem sempre. Esse é o tipo de público que não precisa do que você oferece, mas, mesmo assim, não quer dizer que ele não pode ser cativado de forma muito semelhante ao público indeciso.

O grande benefício de falar com essas pessoas é que, justamente, há muito mais gente não interessada do que gente interessada naquilo que você oferece. Isso quer dizer que, potencialmente, você pode achar pessoas dentro do perfil que você definiu como sendo seu público-alvo aqui.

Em primeiro lugar, é preciso estudar o motivo deles não demonstrarem interesse e atacar esses pontos. Outro benefício é que, neste nível, a concorrência é extremamente baixa, já que os advogados vão brigar pelo público que já demonstra interesse em seus serviços.

O relacionamento aqui deve ser mais assertivo, até porque, ele precisa ser construído do zero. Você não pode ofertar algo para esse tipo de cliente de cara, pois a resposta, definitivamente vai ser negativa.

Ações em que ele possa testar de forma gratuita aquilo que você oferece podem surtir efeito, por exemplo (sim, as tais consultas de graça ou o velho e bom evento). Ele precisa testar, se adequar, entender o valor e, só após essa construção de imagem, ele vai passar a consumir regularmente.

O relacionamento com os clientes

Complementando os conceitos apresentados até aqui, precisamos lembrar que o perfil do cliente e a forma de estabelecer relacionamento variam muito de acordo com o ramo do Direito.

Advogados especializados em Direito Empresarial, que lidam, geralmente, com CEOs ou Departamentos Jurídicos, têm um processo de conquista muito mais longo do que advogados que lidam com pessoas físicas diretamente. Isso acontece, pois a troca do parceiro jurídico é mais morosa, passando por todos aqueles trâmites empresariais e de concorrência que conhecemos.

É importante distinguir, também, a busca por clientes onde o advogado já possui algum tipo de relacionamento (mesmo aqueles de 3º grau) daqueles que nunca ouviram falar do profissional ou do escritório de advocacia.

A pesquisa ‘Mapa Jurídico Nacional’, promovida pela LETS Marketing, revelou que mais de 80% dos advogados conquistam novos casos com base em indicações de relacionamentos pessoais. Tendo essa informação como premissa, a sondagem dos seus contatos talvez deva ter mais prioridade nas ações de prospecção do que a busca por empresários fora dessa rede.

Por fim, a maioria das empresas bem-sucedidas são aquelas que estabelecem relações com seus clientes em um formato ganha-ganha. Investir nesse tipo de relação, pode render muito para seu negócio e pode ser um fator-chave para que você se destaque no mercado.

Ouvir o cliente fidelizado é um ótimo ponto de partida para saber o que ele deseja e qual a melhor estratégia para atender suas necessidades, replicando o que foi aprendido para os demais.

 

Quer saber mais sobre o relacionamento com clientes no mercado jurídico? Acesse a pesquisa ‘Mapa Jurídico Nacional’ ou os estudos promovidos pela nossa consultoria de marketing jurídico clicando aqui.

 

Este conteúdo foi baseado no artigo ‘Quem são seus clientes?’, de Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing.

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Credenciais para advogados

Selos, prêmios e reconhecimentos

Atestar qualificações profissionais não é só uma premissa na hora de fazer marketing no mercado jurídico. É, também, uma forma de diferenciar-se da concorrência e transmitir valores associados à marca.

Por Catarine Ranéa e Rafael Gagliardi

A conquista de selos tem se tornado, cada vez mais, um impulsionador das sociedades, tendo em vista que os clientes dos escritórios de advocacia passam a reconhecer e a demandar, dentro de um processo de escolha do(a) advogado(a), algumas certificações.

Um exemplo claro dessa afirmação é a preocupação crescente do mercado com relação à sustentabilidade. Questões de cunho social, ambiental e de governança têm colocado pressão dos diversos setores econômicos e não deixa de fora o jurídico.

Advogados buscam compreender o que é ESG, sigla para environmental, social and corporate governance e as adaptações necessárias para estar em conformidade com as exigências, uma vez que seus clientes, principalmente grandes empresas com maior risco de estarem em desconformidade, passam a demandar atestados dessa natureza de seus fornecedores.

Nesse contexto, explicamos estratégias para associar a marca pessoal dos advogados e da sociedade de advogados com instituições e temas relevantes por meio de selos, além de debater os famosos rankings jurídicos e como eles podem fazer a diferença na escolha do seu serviço.

Selos para reconhecimento de atributos e valores

Adquirir selos relacionados às crenças e ao posicionamento do escritório se mostra como uma forma bastante eficiente de assegurar aos stakeholders de que há similaridade de pensamentos, além da comprovar eficiência e qualidade naquilo que está sendo oferecido ao mercado.

Como mencionado, há, também, uma busca ativa por contratados que assegurem contratantes e investidores de que adotam certos parâmetros para um processo de escolha, além da própria sociedade que está mais antenada com pautas e propósitos que se alinhem com seus valores pessoais. Uma prova disso são estudos como o ‘Global Marketing Trends 2022’, promovido pela consultoria Deloitte, que apontou que 76% dos consumidores brasileiros são leais a marcas que se comprometem a enfrentar desigualdades sociais.

Se posicionar de forma estratégica em relação às datas em que minorias são pautas é, sem dúvida, fundamental, mas é de suma importância assumir responsabilidades e promover ações e iniciativas internas que promovam impacto social no escritório e na sociedade no geral.

Há diversos selos nesse sentido, dentro dos mais variados temas, como o GPTW – Certificação da consultoria global Great Place to Work, que fortalece a marca empregadora avaliando a experiência de trabalho dos colaboradores; HeForShe – Um movimento promovido pela ONU Mulheres que foca no combate à desigualdade de gênero; e o ISO 2700 – Norma que é uma referência Internacional para a gestão da Segurança da informação, assim como a ISO 9001 é a referência Internacional para a certificação de gestão em Qualidade.

No Brasil, também há vários municípios e estados brasileiros que formaram comissões que concedem selos que reconhecem iniciativas inclusivas de várias frentes, como o município de São Paulo que oferece o Selo de Direitos Humanos e Diversidades com o objetivo de certificar as empresas com iniciativas que impactam positivamente a sociedade. Com eles, escritórios de advocacia ganham exposição e se diferenciam daqueles que não os possuem.

Filiações a instituições ou iniciativas

Outro diferencial competitivo para advogados pode ser obtido associando a sua marca a instituições como câmaras de comércio e associações de classe ou a iniciativas que vão ao encontro com seus propósitos.

No exemplo das câmaras de comércio, o escritório pode se filiar e ter acesso aos associados, aos canais de comunicação da instituição, aos eventos e assim por diante. E, além disso, talvez faça sentido para um advogado que, por exemplo, possua clientes alemães estar próximo da Câmara Brasil-Alemanha, que visa a atração de investimentos para o Brasil, na ampliação do comércio bilateral e na cooperação entre ambos os países, assim como a Amcham (centro privado das discussões comerciais entre Brasil e Estados Unidos), a Britcham (Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil), a Câmara Portuguesa, etc. Essas filiações representam, acima de tudo, um excelente potencial de networking e desenvolvimento de negócios.

Ainda nessa linha, no ano 2000, foi lançado pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o Pacto Global da ONU, que é, assim como é divulgado, “uma chamada para as empresas alinharem suas estratégias e operações a 10 princípios universais nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção e desenvolverem ações que contribuam para o enfrentamento dos desafios da sociedade”. O pacto é, atualmente, a maior iniciativa se sustentabilidade corporativa do mundo e já conta com mais de 16 mil membros entre empresas e organizações.

Rankings Jurídicos

Os rankings jurídicos são, nada mais, do que pesquisas que ranqueiam e diferenciam advogados e escritórios de advocacia dentro e fora do Brasil. Hoje em dia, algumas empresas já adotam esses reconhecimentos como método de qualificação no momento da busca e da contratação de advogados.

Imagine que uma empresa ou pessoa física estão em busca de suporte na área trabalhista e estão em negociação com diversos escritórios ou advogados. Sem indicações, qual é a certeza de que aquele escritório vai atender de forma eficiente a demanda? Os Rankings jurídicos entram neste cenário, trazendo segurança e tornando mais provável que optem por nomes já reconhecidos ou que possuam a qualidade certificada.

Há diversas instituições de pesquisa que promovem esses estudos, geralmente internacionais, como Chambers and Partners, The Legal 500, Leaders League, Latin Lawyer, Latin Finance, Análise Advocacia (a nacional mais conhecida), e diversas outras que estão dentro e fora do radar dos escritórios, que atuam por meio de processos estruturados com etapas de pesquisas que, geralmente, envolvem a submissão de informações sobre experiências recentes e a confirmação destas informações com clientes e parceiros.

Estima-se que existam mais de 80 instituições especializadas no ranqueamento do setor jurídico e, aparentemente, surge uma nova a cada dia.

As instituições de pesquisa renomadas, possuem uma metodologia clara, séria e assertiva, garantindo o reconhecimento dos principais especialistas na prática jurídica, utilizando-se de critérios como complexidade dos casos jurídicos, inovação nos serviços prestados, proeminência de clientes atendidos e consistência do negócio de um ano para o outro. Algumas delas, ainda avaliam o desempenho dos escritórios por anos antes de ranqueá-los.

Os principais rankings produzem, anualmente, conteúdos relevantes e expõem alguns balanços gerais que espelham a realidade do mercado, como a inclusão de minorias dentro dos escritórios e, principalmente, como esse assunto é tratado pelas firmas.

Além dos estudos, há reconhecimentos exclusivos para iniciativas de diversidade ou trabalhos pro bono. Este ponto é, de alguma forma, a estrela dourada dos processos de pesquisas, pois podem contribuir com dados valiosos para a sociedade e qualificar, de forma mais sólida, os pilares da marca e o posicionamento dos escritórios.

Ganhar um selo de um ranking jurídico não é uma certeza de pedidos de propostas de serviço e de ampliação imediata da carteira de clientes. Entretanto, não estar listado em uma publicação renomada pode significar não ganhar uma concorrência.

Diretores Jurídicos e CEOs estão cada vez mais familiarizados com essas pesquisas e selos, adotando tais credenciais como critério de contratação ou exclusão de um escritório de advocacia.

Durante o processo de pesquisa, que, em certa etapa, consiste em entrar em contato com os clientes indicados pelos advogados, não é raro o pesquisador constatar que as empresas estão cada vez mais criteriosas em suas escolhas por parceiros jurídicos.

No Direito Empresarial, já há relatos de que o processo de contratação passou a ser conduzido pelo Setor de Compras – que tem em sua natureza cotar com diversos fornecedores. Por isso, estar listado nessas publicações é, sim, um diferencial competitivo.

Existem muitas discussões, principalmente entre os profissionais de marketing jurídico, sobre os benefícios para a marca e para o negócio ao ser listado em um ranking.

Especula-se que a exposição dos rankings jurídicos esteja restrita aos advogados, mas, com os diversos mecanismos de comunicação disponíveis (principalmente os digitais), já é possível divulgar uma credencial para os mais diversos públicos – o que pode ser uma importante ferramenta para a exposição do escritório, mesmo com pequenas restrições publicitárias impostas pelo Provimento 215/2021 do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Postagens em redes sociais, envios de e-mail marketing, inclusão de selos ou certificados no site institucional do escritório, são apenas algumas das possibilidades de exposição que um reconhecimento pode gerar.

Estar listado em um ranking, além de ser um atestado de credibilidade, faz muito bem para a imagem externa e interna da sociedade, atraindo talentos, retendo clientes e conquistando novos.

Por mais que, ao falar sobre imagem, estejamos permeando questões subjetivas, estamos, também, tratando da percepção da marca, do significado que será atribuído ao nome do escritório e, o que pode até ser mais importante do que tudo isso, de qual escritório será contratado por um cliente durante um processo de concorrência: aquele que possui uma credencial ou aquele que não.

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Por que escritórios devem se preocupar com as suas marcas empregadoras?

O seu escritório de advocacia faz gestão da sua marca empregadora?

Saiba: ela existe!

As empresas passaram por diversas transformações nos últimos tempos e precisaram se adaptar a diferentes cenários que exigem constante evolução. Acredita-se que, para construir e consolidar sua imagem em um mercado cada vez mais plural e competitivo, uma empresa precisa de boa comunicação, estratégias eficazes e clientes fidelizados – o que depende, em grande parte, de funcionários engajados. No mercado jurídico, isso não é diferente.

 Por Caroline Sciarotta e Isabelle Brandão da LETS Marketing

Assim como ‘Branding’ é o processo estratégico de construir uma marca, posicionamento e diferencial para clientes, o ‘Employer Branding’, ou marca empregadora, é uma estratégia de marketing que atua para gerar uma percepção positiva sobre o escritório, como um local de trabalho propício para atrair e reter talentos.

Com o aumento exponencial da competitividade, no qual há uma “guerra” pelos melhores profissionais, possuir mecanismos de diferenciação e atração se tornaram necessários para retê-los. Assim, o Employer Branding chega para reforçar a necessidade dos funcionários terem o mesmo foco e experiências como clientes.

Basicamente, o objetivo é gerar satisfação e engajamento no trabalho e, consequentemente, extrapolar isso para o cliente externo, que passa a perceber esses atributos como um diferencial competitivo – principalmente em um negócio feito por pessoas na grande maioria das etapas da prestação de serviços, como os escritórios de advocacia.

Mesmo que o escritório não faça a gestão da sua marca empregadora, ela existe.

Mas afinal, como fazer a gestão da sua marca empregadora?

O 1º passo é mapear a “Proposta de Valor aos Empregados” (EVP) do escritório, abrangendo os atributos que o diferenciam no mercado. O EVP deve responder as seguintes perguntas:

  • Por que um talento do mercado escolheria trabalhar no seu escritório e não no escritório concorrente?
  • Por que o seu funcionário, mesmo recebendo diversas abordagens dos concorrentes, quer continuar trabalhando no seu escritório?

A Proposta de Valor ao Empregados não abrange somente aspectos tangíveis como remuneração e benefícios, mas também aspectos intangíveis como a própria cultura e o propósito. De forma geral, avaliar e mapear aspectos como reputação e crescimento do negócio, oportunidades de desenvolvimento e crescimento, carreira, reconhecimentos, remuneração, modelo de trabalho, cultura, valores, diversidade e inclusão, gestão, entre outros, é o que ajudará a construir o EVP do escritório. O maior erro e/ou risco das organizações é construir um EVP que seja somente um discurso, e que não seja de fato vivenciado pelas pessoas.

Por isso, fazer a gestão dessa proposta de valor, garantir que seja praticada e reforçada por meio de estratégias de comunicação e marketing tanto para fora quanto para dentro, é o que ajudará a construir seu posicionamento como marca empregadora, e, consequentemente, atrair e reter os profissionais certos e aderentes à sua cultura e ao seu negócio.

A construção da sua marca empregadora e relacionamento com seus públicos interno e externo devem ser feitos continuamente. Não deve ser considerado como um projeto com começo, meio e fim, e não deve ser lembrado somente quando há a necessidade de contratação ou quando seu turnover estiver alto.

Por que um talento do mercado escolheria trabalhar no seu escritório? O que faz com que seus profissionais continuem trabalhando no seu escritório, mesmo com tantas outras oportunidades?

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Instagram anuncia três modelos de feed

Novidades do Instagram

Em janeiro, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, divulgou um vídeo comunicando as novidades que a plataforma começará a apresentar ao público durante 2022. Na ocasião, Adam surpreendeu dizendo que os usuários poderão selecionar três opções diferentes de feed, ganhando, pela primeira vez, o poder de escolher a ordem que as fotos e vídeos chegarão às timelines.

Por Luiz Fernando Fantin

Os três modelos começam a valer nesta quarta-feira (23) e possuem comportamentos diferentes de acordo com a personalização de conteúdo definida pelo usuário. São eles:

  • Seguindo: Apenas as postagens de pessoas que o usuário segue aparecerão na timeline em ordem cronológica. Sim, ela voltou!
  • Favoritos: Mostrará as publicações das contas que o usuário selecionar para o grupo de preferências, também em ordem cronológica;
  • Feed Inicial: O feed apresentará as postagens de contas que o usuário segue ou não, dessa vez, guiado pelo algoritmo do Instagram, como o modelo atual.

O CEO ressalta a importância de ter um feed cronológico para, em suas palavras, “que seja possível, caso interesse, ver rapidamente as postagens recentes dos perfis que vocês seguem.”

Quais os impactos dessas mudanças?

Pela primeira vez, o usuário terá o poder de escolher a ordem em que fotos e vídeos aparecerão nas próprias timelines. Ou seja, os usuários assíduos a determinadas páginas consumirão esses conteúdos de forma mais rápida e instantânea.

Para o consultor e líder de redes sociais, Luiz Fernando Fantin, “esse formato possibilita a criação de um storytelling mais bem definido e sem o cruzamento de informações, como a existência de um post aleatório, tirando a sequência da história publicada. O desafio maior do formato cronológico é ter a certeza de que seu grupo cativo habilitou o modo ‘favoritos’ para que o raciocínio da campanha não se perca. Juntar as possibilidades do cronológico e do aleatório é o ‘x’ da questão nessa nova funcionalidade”.

A primeira coisa que devemos pensar é no formato do conteúdo que queremos apresentar, depois entender sobre a mensagem e, por último, a efetividade. Quando falamos sobre feed, esperamos o resultado de conteúdo orgânicos, ou seja, sem números estrondosos, como os conteúdos pagos. Buscamos estabelecer comunicação a quem é target cativo, sem investimento.

Os horários de postagens passarão a ter maior peso, pois a validade do conteúdo pode ser menor. Ou, em outro caso, podemos falar de conteúdos emergenciais e quentes, que durarão pouco tempo na mídia. Surfar essa onda é importante.

Com ônus e bônus das novidades do Instagram, ganhará força quem tiver o melhor conteúdo.

Para sair na frente, invista em materiais que conversem com seu público-alvo. Assertividade é a palavra da vez.

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Quer atuar em marketing jurídico?

Recomendações da LETS Marketing para profissionais que querem ingressar na área

É fato que o mercado jurídico possui suas peculiaridades e regras que, para profissionais de marketing, a especialização se faz necessária a fim de evitar, principalmente, a mercantilização da atividade. Algo, eventualmente, conflitante com o que é ensinado na profissão e extremamente desafiador, pois não há um caminho pronto, mas sim um solo muito fértil com inúmeras possibilidades para serem estudadas e desdobradas para alavancar a marca e a reputação no setor. Para isso, é imprescindível o entendimento do que pode e não pode, do que funciona e não funciona e do que é necessário para ter sucesso no #MarketingJurídico.

Por Rafael Gagliardi

Veja, abaixo, atributos listados pela LETS Marketing como essenciais para esses especialistas:

1. Entenda o Provimento 205/2021

Isso é o básico – saber quais são as regras que regem a publicidade na advocacia. É interpretando o Provimento 205/2021 que você saberá quais ações podem ser praticadas pelos escritórios de advocacia em marketing e comunicação, além de evitar notificações do Comitê Regulador do Marketing Jurídico da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

2. Jogue um jogo limpo, dentro das regras

Marketing é uma matéria fluida, cheia de novidades e tendências. Explorar essas técnicas e ferramentas é importante, mas sempre respeitando a ética da profissão jurídica. O desafio de humanizar a marca e as comunicações dos advogados só serão bem-sucedidos sabendo as regras do jogo. Por isso, esmiúce o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil.

3. Encare as práticas de marketing como algo em evolução

Não olhar as novas plataformas e tendências do mercado é a receita do desastre. Por isso, o profissional de marketing jurídico precisa adotar uma rotina dinâmica e antenada, explorando, principalmente, outros segmentos do mercado e suas práticas. O mindset precisa estar voltado para buscar formas de aplicar ações bem-sucedidas, usar novas ferramentas e aproveitar outros canais de comunicação no mercado jurídico.

4. Analise os players do mercado

Advogados se comunicam entre eles (e muito). Você, profissional de marketing jurídico, não pode ser o último a saber de uma nova prática do mercado. Por isso, acompanhe escritórios de advocacia de todas as especialidades e portes, analise suas estratégias e debata isso com os seus clientes. Além disso, fazer parte de times multidisciplinares com profissionais de diferentes especializações e experiências faz toda a diferença para você ampliar seu conhecimento, trocar ideias e sempre entregar a melhor solução para seu cliente.

Também fique atento às práticas dos melhores escritórios de outras jurisdições benchmark, como o magic circle de Londres.

5. Tenha familiaridade com os diversos setores econômicos

Você faz marketing para quem? Se a sua resposta foi “para o cliente do meu cliente”, você já está passos à frente de muita gente. O conhecimento da dinâmica dos diversos setores da indústria pode ser o diferencial que vai tornar as suas ações de marketing jurídico assertivas. É o que vai dar propósito para a comunicação dos escritórios, principalmente no Direito Empresarial.

6. Entenda como e para quem é “vendido” um serviço jurídico

Novamente, falamos aqui sobre clientes dos nossos clientes e, também, da dinâmica do mercado jurídico que começa em mostrar que o escritório existe, engajar possíveis clientes, agendar uma apresentação do escritório, apresentar uma proposta e fechar um caso. Desassociar o marketing das atividades comerciais exclui operações e estratégias importantíssimas de marketing jurídico. Por isso, entenda o processo de “venda” dos advogados.

7. Materialize ideias

Com certeza, se nada começar a acontecer quando você está investindo em marketing depois de um determinado período, algo está errado. E fazer ação de marketing por fazer, não parece ser um bom lugar para colocar esforços. Dessa forma, um profissional de marketing precisa ter metas, entender e explicar resultados, atuar de forma estratégica e criar diferenciação para os advogados, em um mercado com quase 1,5 milhão de profissionais.

8. Conheça seus pontos fortes e fraquezas

Não existe um profissional de marketing jurídico capaz de solucionar, sozinho, todos os desafios de comunicação e marketing de um escritório de advocacia. Afinal, o marketing jurídico é uma atividade multidisciplinar, que exige habilidades de produção de conteúdo, branding e design, redação publicitária, comunicação jornalística, rankings jurídicos, pesquisa de mercado, marketing digital e muito mais. Por isso, entenda seus limites para não prometer, para seu cliente, soluções que não lhe competem. No lugar disso, busque parceiros que podem suprir fraquezas suas e, com isso, firme relacionamentos que podem gerar novas oportunidades para você exercer seus pontos fortes.

9. Deixe os advogados advogarem

No fim, é isso. Advogados advogando é o que movimenta os escritórios de advocacia. E, para que isso aconteça, eles precisam ter confiança em seus parceiros ou profissionais de marketing jurídico, alocando seus esforços advogando. Claro que tudo na vida é um processo, mas o objetivo aqui é esse: Ganhar confiança, mostrando que você conhece o mercado jurídico, as práticas de marketing jurídico e as especificidades do escritório e de seus líderes.

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Sobre a LETS

Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

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