O LinkedIn quer ocupar o seu sofá
O que o novo formato de anúncio em TV conectada revela sobre o futuro do marketing B2B — e como isso afeta escritórios de advocacia e empresas jurídicas
Por Juliano Trevisan

A divisão entre consumo de mídia e ambiente de negócios está prestes a desaparecer. Com o lançamento do formato de anúncios em TVs conectadas (CTV), o LinkedIn deixa claro que não pretende mais ser apenas uma plataforma de networking corporativo. Ele quer disputar a atenção do público onde ela de fato está: nas telas grandes da sala de estar.
A partir de agora — e em breve também no Brasil — será possível impactar executivos e tomadores de decisão com campanhas da sua marca jurídica diretamente na televisão, durante séries, documentários e conteúdos premium assistidos em plataformas como Roku, Paramount+ e Samsung TV.
Sim, o LinkedIn Ads chegou à TV. E isso muda tudo.
LinkedIn Ads: um território estratégico para marcas B2B
Muitas empresas ainda subestimam o LinkedIn como ferramenta de mídia. Mas a verdade é que a plataforma se consolidou como o principal canal de publicidade digital voltado ao mercado B2B.
Se você trabalha com serviços especializados, como advocacia empresarial, tecnologia jurídica ou consultorias para corporações, o LinkedIn permite segmentações valiosas: cargo, senioridade, setor, localização, tempo de experiência, entre outras.
Não se trata de alcançar um público massivo. Trata-se de falar diretamente com quem decide.
Agora imagine fazer isso na TV.
O que muda com a chegada do LinkedIn Ads à TV conectada
A novidade está nos anúncios de vídeo exibidos fora da própria plataforma do LinkedIn. Chamados de Connected TV Ads, esses conteúdos são inseridos em serviços de streaming parceiros da Microsoft, como Roku, Paramount+ e Samsung Ads. A expansão para outros canais está em andamento.
Os vídeos são veiculados com foco exclusivo em campanhas de conhecimento de marca (Brand Awareness) e comprados pelo modelo de CPM (Custo por Mil Impressões).
Para escritórios de advocacia e marcas jurídicas que queiram se consolidar como autoridade, essa é uma oportunidade com potencial inexplorado.
A TV como canal de influência silenciosa
Por que isso é relevante para o marketing jurídico? Porque os canais tradicionais de aquisição — como redes sociais, email marketing e conteúdo orgânico — têm limitações. O LinkedIn na TV amplia o alcance para ambientes que não dependem da atenção ativa do usuário.
Executivos assistindo a um documentário sobre o mercado financeiro podem ser impactados por uma campanha de um escritório especializado em Direito Tributário. Profissionais de tecnologia, ao verem uma série sobre inovação, podem conhecer um escritório focado em LGPD e compliance digital.
É uma forma de influência silenciosa, que reforça marca, posicionamento e autoridade sem depender do clique imediato.
A segmentação ainda é o trunfo
Mesmo com o conteúdo sendo exibido fora do feed, a segmentação continua sendo baseada no perfil profissional do usuário — e é aí que mora a inovação. O LinkedIn conecta dados de perfil com o login do usuário no dispositivo, garantindo que sua campanha chegue a quem realmente importa.
Isso significa que o escritório pode escolher impactar apenas diretores jurídicos, gerentes de RH ou empresários de setores estratégicos, mesmo que o conteúdo esteja sendo consumido em um aplicativo de TV.
Você ainda acha que televisão é território só para grandes marcas de consumo?
Quanto custa anunciar?
Campanhas de CTV têm um custo médio de R$ 150 a R$ 300 por mil impressões. É mais caro do que outros canais, mas oferece um inventário premium e uma experiência de mídia de alto valor percebido.
Com um investimento inicial sugerido de R$ 1.500 por mês, já é possível testar formatos, entender a jornada do público e começar a gerar impacto de marca.
Para quem opera em mercados jurídicos altamente competitivos, o custo pode se justificar pelo diferencial estratégico: não é sobre quantidade, é sobre qualidade do impacto.
Estratégias recomendadas para escritórios jurídicos
Se a sua marca jurídica quer usar o LinkedIn Ads na TV, aqui vão algumas recomendações práticas:
Invista em vídeos institucionais que reforcem o seu posicionamento e diferenciais;
Use a linguagem visual da sua marca para transmitir autoridade, confiança e sofisticação;
Direcione a campanha para áreas sensíveis, como Direito Empresarial, Regulação, Proteção de Dados, Societário ou Trabalhista Estratégico;
Pense em complementar a presença na TV com reforço no feed do LinkedIn — o caminho reverso também funciona;
Estabeleça um fluxo de análise via Google Analytics, Search Console e os próprios insights da plataforma.
E se você não estiver pronto para a TV?
Tudo bem. Mas a pergunta que fica é: quando você estará?
A tendência da convergência entre plataformas digitais e ambientes de mídia mais tradicionais é irreversível. O LinkedIn está antecipando o futuro da publicidade B2B — e quem chegar antes, vai colher mais.
O que essa funcionalidade diz sobre o seu escritório ou sua empresa? Que você precisa:
Tratar sua marca como ativo estratégico;
Acompanhar as mudanças de comportamento do público;
Explorar novos canais com ousadia e foco.
Se o seu conteúdo não está onde seu público está relaxando e se informando, então ele está falando sozinho.
O que mais esperar?
Além das integrações já confirmadas, rumores indicam que o LinkedIn poderá estender a veiculação para plataformas como Disney+, Hulu, Fox Sports, ESPN e outras. A Microsoft ainda não confirmou oficialmente, mas os testes estão em andamento.
A boa notícia é que, segundo apuração da própria equipe da LETS, a funcionalidade estará disponível em breve no Brasil, o que abre caminho para empresas jurídicas locais utilizarem o canal com inteligência e estratégia.
Sua marca está preparada?
O marketing jurídico vive um momento único. O que antes era discreto, quase invisível, agora precisa ser forte, coerente e adaptável.
A chegada dos anúncios do LinkedIn na TV não é apenas uma funcionalidade nova. É um alerta. É hora de olhar para as estratégias de comunicação com uma mentalidade de mídia, e não apenas de produção de conteúdo.
Você está disposto a ser lembrado ou vai continuar sendo apenas mais um feed que passa despercebido?