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Marketing

Category: Marketing

Quem fala com todo mundo, não fala com ninguém

Há uma frase que incomoda muitos escritórios de advocacia: quem fala com todo mundo, não fala com ninguém. Ela parece simples, mas expõe um dos maiores problemas do marketing jurídico no País.

Por Rafael Gagliardi

Advogados costumam afirmar que atendem “todo tipo de cliente”. Pessoa física, empresa, pequeno empreendedor, grande grupo econômico. Trabalhista, cível, tributário, societário. Aparentemente, isso amplia oportunidades. Na prática, dilui posicionamento, confunde comunicação e compromete rentabilidade.

Você já revisou o seu site e percebeu que ele poderia ser de qualquer escritório? Linguagem genérica, promessas amplas, ausência de recorte claro. Se tudo é público-alvo, nada é prioridade.

O custo invisível de não escolher

Atender qualquer cliente pode parecer estratégia de sobrevivência. Especialmente no início da carreira, é comum aceitar todo caso que aparece. O problema começa quando essa postura se transforma em identidade permanente.

Sem foco, o escritório não desenvolve repertório profundo em nichos específicos. Não constrói autoridade reconhecida. Não cria mensagens que dialogam diretamente com dores concretas.

Você sabe quais áreas pagam a sua estrutura? Ou continua investindo comunicação em segmentos pouco rentáveis?

Segmentação não é modismo, é método. Segmentar audiência significa dividir o mercado em grupos com necessidades, comportamentos e prioridades semelhantes. Não se trata de excluir pessoas. Trata-se de escolher para quem você deseja ser relevante.

Em serviços profissionais, essa escolha é ainda mais estratégica. Diferentemente de produtos de baixo risco, contratar advogado envolve confiança, reputação e impacto financeiro relevante. Mensagens genéricas não geram esse nível de segurança.

Quando você entende profundamente um grupo específico, consegue adaptar linguagem, exemplos, canais e ofertas. A comunicação deixa de ser abstrata e passa a dialogar com situações reais.

Tipos de segmentação aplicáveis à advocacia

Há quatro caminhos clássicos de segmentação que podem ser combinados no marketing jurídico.

Geográfica: útil quando o escritório atua em regiões específicas ou lida com legislações locais. Um advogado especializado em incentivos fiscais estaduais deve falar de forma diferente com empresários do Nordeste e do Sul.

Demográfica: envolve porte de empresa, setor econômico, faixa etária ou função do decisor. A comunicação com diretores financeiros de médias empresas exige argumentos distintos daqueles voltados a fundadores de startups.

Psicográfica: considera valores, perfil de risco, mentalidade. Há empresários conservadores, focados em compliance e previsibilidade. Outros buscam crescimento acelerado e toleram mais risco. A abordagem jurídica muda conforme essa visão.

Comportamental: analisa histórico de contratação, urgência, estágio da demanda. Um cliente que já sofreu autuação fiscal reage de forma diferente de quem busca prevenção.

Rentabilidade e histórico de casos

Segmentar também exige olhar para dentro (ou para o passado). Muitos escritórios acumulam anos de dados, mas raramente os analisam de forma estratégica.

Quais casos tiveram maior margem? Quais exigiram menos horas por honorário recebido? Quais geraram indicações recorrentes? Quais resultaram em litígios prolongados e baixa previsibilidade financeira?

Sem essa leitura, decisões de comunicação são tomadas por intuição. Fala-se de tudo, atende-se a todos, mas não se constrói posicionamento coerente.

Comunicação sem foco gera ruído

Quando o público não entende claramente para quem você trabalha, a percepção de especialização enfraquece.

Imagine um escritório que publica, na mesma semana, conteúdo sobre pensão alimentícia, planejamento tributário internacional e acidente de trabalho. Que imagem isso constrói? Especialista ou generalista?

Especialização não significa abandonar outras áreas. Significa priorizar narrativa. Escolher quais públicos receberão mais investimento em conteúdo, eventos e relacionamento.

O erro comum é confundir amplitude técnica com amplitude de comunicação. Você pode ter capacidade para atuar em diferentes frentes, mas precisa decidir qual história quer contar.

Comunicação direcionada aumenta relevância. Estudos de marketing indicam que campanhas segmentadas apresentam taxas de engajamento significativamente superiores às genéricas. Em e-mail marketing, segmentação costuma elevar abertura e cliques de forma consistente.

No contexto jurídico, isso se traduz em leads mais qualificados e conversas mais maduras. Ao falar com um segmento específico, você antecipa dúvidas, apresenta casos similares e demonstra domínio.

Segmentação também melhora alocação de recursos. Em vez de investir tempo e verba em públicos pouco aderentes, você concentra esforços nos grupos com maior potencial de retorno.

Como segmentar na prática

Primeiro, levante dados internos. Analise últimos cinco anos de casos. Classifique por área, ticket médio, margem estimada, tempo de execução e recorrência.

Segundo, identifique características comuns entre clientes mais rentáveis. Setor econômico? Porte? Região? Perfil de decisor?

Terceiro, construa personas realistas. Não caricaturas, mas descrições detalhadas de quem decide contratar você. Quais são as dores recorrentes? Quais riscos mais preocupam? Quais indicadores financeiros impactam suas decisões?

Quarto, adapte comunicação. Ajuste site, artigos, redes sociais e apresentações comerciais para refletir esse foco. Evite linguagem ampla demais. Seja específico.

Quinto, teste e revise. Segmentação não é estática. O mercado muda. Seu portfólio evolui. Avalie resultados periodicamente.

Muitos advogados resistem a escolher nichos por receio de perder oportunidades. A lógica parece simples: quanto maior o público, maior a chance de fechar contratos.

Na prática, ocorre o contrário. Públicos amplos exigem mensagens genéricas. Mensagens genéricas competem apenas por preço ou urgência.

Especialização fortalece reputação e gera indicações qualificadas. Clientes satisfeitos tendem a recomendar profissionais que percebem como referência em tema específico.

Segmentar não é excluir, é priorizar. Quem fala com todo mundo, não fala com ninguém. E, no Direito, relevância é construída quando você decide exatamente com quem quer conversar.

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Por que o marketing jurídico não é um “botão de compra”

No mercado jurídico brasileiro, as restrições éticas da OAB e a forma como o cliente decide contratar um advogado tornam o modelo de campanhas direcionadas para contratação de serviço pouco previsíveis. Em regra, estratégias baseadas em conteúdo, autoridade e relacionamento produzem resultados mais consistentes do que a simples apresentação direta do serviço, principalmente no Direito Empresarial. 

Por Juliano Trevisan 

A publicidade jurídica no Brasil: o que é permitido e o que é limitado 

A publicidade jurídica é permitida no Brasil, inclusive por meio de mídia paga. O que a legislação e a regulamentação ética fazem é delimitar a forma, o tom e o objetivo da comunicação, evitando práticas comerciais agressivas ou sensacionalistas. 

De maneira geral, os principais parâmetros estabelecidos pela OAB são: 

  1. caráter informativo, educativo ou institucional; 
  1. linguagem sóbria e moderada; 
  1. ausência de promessa de resultados; 
  1. vedação à mercantilização da advocacia. 

Esses critérios não são apenas teóricos. Eles impactam diretamente o desenho das campanhas e explicam por que determinados canais são mais restritivos do que outros. 

Por que o canal altera a interpretação ética da publicidade 

Um ponto central na estratégia de marketing jurídico é compreender que o meio utilizado influencia a leitura ética da mensagem. A mesma comunicação pode ser aceitável em um canal e inadequada em outro, justamente pelo contexto em que o usuário é impactado. 

Dentro dessa lógica, o Provimento nº 205/2021, ainda que de forma indireta, a distinção entre publicidade ativa e publicidade passiva na advocacia. A publicidade passiva ocorre quando o advogado disponibiliza informações e conteúdos para que o interessado os encontre por iniciativa própria, sem estímulo direto à contratação, em dinâmica semelhante ao inbound marketing, baseada em atração, educação e construção de autoridade. Já a publicidade ativa se caracteriza pela abordagem direta do potencial cliente, com estímulo explícito à contratação, aproximando-se do outbound marketing, no qual a mensagem interrompe o usuário a partir de um interesse presumido. 

No contexto jurídico, essa distinção é determinante: quanto mais ativa e intrusiva for a comunicação, maior o risco de ser interpretada como captação indevida de clientela; quanto mais passiva, informativa e contextualizada, maior a aderência às diretrizes éticas estabelecidas pela OAB. Assim, não é apenas o conteúdo que define a licitude da publicidade, mas o modo como ela se insere na jornada e na intenção do destinatário. 

Vamos explicar cada um desses contextos abaixo: 

Redes sociais e Google Display: abordagem ativa 

Em redes sociais e no Google Display, o usuário não está buscando um advogado naquele momento. Ele é impactado pelo anúncio enquanto navega por conteúdos diversos. Por essa razão, esses canais são tratados como meios de abordagem ativa. 

Nesses ambientes, a OAB admite apenas: 

  • conteúdos educativos sobre direitos e deveres; 
  • materiais informativos de interesse público; 
  • comunicação institucional sobre a atuação profissional. 

A venda direta de serviços nesses canais tende a ser interpretada como captação indevida de clientela, especialmente quando há chamadas explícitas à contratação. 

Google Ads em Rede de Pesquisa: publicidade passiva e maior flexibilidade 

Na Rede de Pesquisa do Google, a lógica é distinta. O usuário manifesta uma necessidade concreta ao pesquisar termos relacionados a um serviço jurídico específico, sem que o advogado provoque essa demanda de forma ativa. Essa intenção manifesta coloca o escritório em uma posição mais passiva do ponto de vista publicitário, o que fundamenta uma interpretação mais flexível por parte da OAB. 

Nesse contexto, passam a ser admitidos: 

  • anúncios com menção direta ao serviço jurídico; 
  • descrição objetiva da área de atuação; 
  • formulários ou meios de contato para interessados. 

Ainda assim, permanecem vedadas promessas de resultado, comparações com outros profissionais e o uso de linguagem comercial excessiva. 

Por que a venda direta raramente converte de forma imediata no mercado jurídico 

Mesmo quando permitida, a venda direta enfrenta uma barreira estrutural que vai além das normas da OAB: o nível de consciência de quem realiza a busca pelo serviço jurídico. Em grande parte dos casos, especialmente quando o público é pessoa física, a intenção por trás da pesquisa não é a contratação imediata, mas a busca por informação, validação ou esclarecimento de dúvidas. 

Em áreas mais rotineiras, como o Direito do Trabalho, é comum que o usuário pesquise termos relacionados a “direitos”, “vale a pena processar”, “tenho direito a” ou “posso entrar com ação”. Essa etapa da jornada está muito mais ligada à compreensão da situação do que à decisão de contratar um advogado. Como consequência, campanhas de venda direta acabam atraindo um volume elevado de contatos que buscam apenas orientação inicial, ocupando o tempo do setor comercial ou do atendimento jurídico sem gerar retorno proporcional em contratações. 

Nesse cenário, o gargalo não está no tráfego, mas na intenção da busca. O anúncio responde a uma dúvida legítima, porém prematura do ponto de vista comercial. 

Quando o foco se desloca para serviços jurídicos voltados a empresas, o cenário muda, mas não se torna necessariamente mais simples. O nível de consciência do potencial cliente tende a ser mais alto. Em regra, quem busca uma solução jurídica empresarial já entende o problema, conhece os riscos envolvidos e reconhece a necessidade de assessoria especializada. No entanto, surgem outras barreiras relevantes. 

Entre os principais obstáculos nesse contexto estão: 

  • a exigência de alto nível de confiança no profissional ou escritório, que exige um relacionamento prévio; 
  • a necessidade de autoridade técnica claramente demonstrada; 
  • a existência prévia de uma assessoria jurídica, ainda que insatisfatória; 
  • processos de decisão mais longos e colegiados. 

Assim, enquanto na pessoa física a dificuldade está na baixa maturidade da demanda, no mercado empresarial o desafio é romper uma barreira de confiança já estabelecida. Em ambos os casos, um anúncio isolado dificilmente consegue resolver essas fricções. Por isso, campanhas de venda direta tendem a gerar leads em quantidade, mas com baixo índice de conversão efetiva, seja por falta de prontidão para contratar, seja por ausência de autoridade percebida suficiente para substituir. 

Nutrir o relacionamento com os leads é a grande solução do marketing jurídico e, por isso, o conteúdo cumpre um papel tal importante nesta atuação. Por exemplo, veiculado via marketing direto em newsletter e, de forma ainda mais efetiva, convites para eventos presenciais, quando o principal desafio é o fomenta da confiança percebida. 

A armadilha de replicar estratégias de outros mercados 

Aplicar ao Direito a mesma lógica de mercados como e-commerce, tecnologia ou serviços de baixo risco costuma gerar frustração. Nesses setores, o consumidor aceita testar, errar e trocar. No jurídico, o custo do erro é alto. 

Enquanto outros mercados priorizam preço, oferta e velocidade, o mercado jurídico valoriza: 

  1. autoridade antes da oferta; 
  1. relacionamento antes da conversão; 
  1. conteúdo antes da decisão. 

Ignorar essa diferença é um dos principais motivos de insucesso em campanhas patrocinadas de venda direta. 

Quando campanhas de venda direta tendem a funcionar melhor 

Apesar das limitações, existem cenários em que a venda direta pode apresentar resultados acima da média. Esses casos geralmente reúnem algumas características específicas. 

Serviços com maior potencial costumam ser: 

  1. voltados à pessoa física; 
  1. passíveis de atendimento em todo o território nacional; 
  1. Quando o lead já se encontra o polo passivo de uma ação. 

Exemplos comuns incluem fraudes bancárias recentes, denúncias criminais, prisões em flagrante delito, autos infração fiscais, golpes digitais amplamente divulgados ou revisões de benefícios após mudanças normativas. Nesses contextos, a urgência reduz o tempo de decisão e torna o primeiro contato mais direto. 

O que vale sempre ponderar, contudo, é a relação entre a importância da demanda jurídica e o nível de honorário advocatício pretendido. Como exemplo, existem autuações fiscais com valores menores que o honorário do advogado que representaria o contribuinte precisaria pagar ao Fisco, tornando o serviço desinteressante para o advogado. 

A estratégia mais eficiente para a maioria dos serviços jurídicos 

Para a maior parte das áreas do Direito, a estratégia mais consistente não é a venda imediata, mas a construção progressiva da decisão. Isso envolve preparar o potencial cliente antes de apresentar o serviço. 

Na prática, esse modelo costuma seguir uma lógica como: 

  1. campanhas patrocinadas com conteúdo educativo (e-books, cartilhas, eventos); 
  1. Marketing direto para nutrição com artigos, vídeos e provas sociais, que cumpre papel mais efetivo que as redes sociais em diversos desafios; 
  1. fortalecimento da autoridade percebida; 
  1. apresentação do serviço no momento adequado. 

Esse processo respeita tanto o comportamento do cliente jurídico quanto as normas éticas da OAB. 

Por que o marketing jurídico exige especialização 

Marketing jurídico não é uma simples adaptação do marketing digital tradicional. Ele exige conhecimento técnico das normas éticas, leitura estratégica dos canais e compreensão profunda da jornada do cliente. 

Um profissional especializado em marketing jurídico atua para: 

  • estruturar campanhas dentro dos limites regulatórios; 
  • evitar riscos éticos e reputacionais; 
  • aumentar a qualidade dos leads, não apenas o volume; 
  • alinhar marketing, atendimento e posicionamento. 

Sem esse cuidado, é comum desperdiçar orçamento e comprometer resultados. 

Por fim, campanhas patrocinadas de venda direta podem funcionar no mercado jurídico, mas são exceções condicionadas a contexto, urgência e tipo de serviço. Na maioria dos casos, estratégias baseadas em conteúdo, relacionamento e autoridade oferecem resultados mais previsíveis e sustentáveis. 

Compreender as limitações da OAB e respeitar a lógica própria da contratação jurídica é essencial para transformar marketing em resultado, sem colocar em risco a reputação profissional. 

Por isso pode-se dizer que o marketing jurídico não é um “botão de compra”. 


Juliano Trevisan é especialista em Performance e Inovação da LETS Marketing, bacharel em Direito e profissional com 13 anos de experiência em marketing digital e tráfego pago.

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O sócio que você escolhe define o negócio que você constrói

O sócio não é apenas quem assina o contrato

Por definição, um sócio, em uma sociedade é a pessoa física ou jurídica que se une a outra(s) para formar uma sociedade, contribuindo com capital, bens ou trabalho para um negócio comum, tornando-se proprietária de uma parte da empresa e compartilhando lucros e riscos. Eles participam da gestão ou apenas investem, assumindo responsabilidades definidas no contrato social.

Por Rafael Gagliardi

Se você é advogado ou advogada, provavelmente domina essas definições. Sabe como estruturar contratos, conhece os ritos de entrada e saída de sócios, entende as implicações legais. Mas a reflexão que realmente determina o sucesso de um escritório não é jurídica. Ela é estratégica, emocional e profundamente humana. A sociedade não altera apenas a estrutura societária. Ela altera a forma como o negócio pensa, reage e cresce.

Empreender sozinho parece liberdade até o dia em que a responsabilidade começa a se acumular de maneira silenciosa. Quem lidera um escritório carrega decisões que não aparecem no balanço financeiro. Contratações delicadas, clientes estratégicos, riscos reputacionais, posicionamento de marca, cultura interna. O peso real da liderança não é operacional, é mental. A pergunta que poucos fazem é simples. Com quem você divide esse peso?

O sócio não é apenas quem assina o contrato. É quem participa da construção invisível do negócio. Ter outra cabeça no processo decisório reduz erros por falta de perspectiva. Toda empresa conduzida por uma única pessoa está limitada ao teto mental daquela pessoa. Isso não é um julgamento de competência. É um limite humano. Você pode ser brilhante tecnicamente e ainda assim tomar decisões ruins por falta de contraste. Quantas decisões importantes você já tomou sem contraditório real?

Sócios que funcionam não são aqueles que concordam o tempo inteiro. São aqueles que ampliam raciocínio. O desconforto intelectual saudável protege o negócio de decisões impulsivas. Empresas que crescem de forma consistente raramente são fruto de pensamento solitário. Elas nascem de fricção produtiva.

O erro mais comum nas sociedades jurídicas é a associação entre perfis idênticos. Dois excelentes técnicos que evitam comercial. Dois comerciais que desprezam gestão. Dois administradores avessos a risco. A soma de habilidades iguais não multiplica força. Apenas replica limitação. A complementariedade, por outro lado, reduz gargalos. Quando um sócio sustenta excelência técnica e o outro sustenta expansão comercial, o escritório ganha velocidade. Quando um domina gestão e o outro domina relacionamento, o negócio ganha estabilidade.

A pergunta que vale ser feita com honestidade é direta. Qual é a sua principal lacuna hoje? Se o seu sócio carrega a mesma lacuna, a sociedade não resolve o problema. Ela institucionaliza o problema.

Outro ponto que gera distorções silenciosas é a confusão entre sócio e funcionário. Sócio que age como funcionário cria ressentimento. Funcionário com poder de sócio gera instabilidade. A lógica da sociedade exige corresponsabilidade. O parceiro precisa compartilhar risco, desgaste e compromisso com o projeto. Não é alguém que cumpre tarefas. É alguém que sustenta o negócio ao seu lado quando o cenário aperta.

Muitos conflitos societários não nascem de má-fé. Nascem de assimetria de entrega. Um trabalha demais. O outro aparece nos resultados. Um assume desgaste. O outro assume protagonismo. A conta emocional não fecha. E quando a conta emocional não fecha, o negócio começa a sofrer antes mesmo que o problema seja verbalizado.

Você consegue afirmar, com tranquilidade, que a carga está equilibrada entre vocês? Essa pergunta costuma ser evitada porque ela expõe desconfortos que ninguém quer admitir. Mas sociedades longevas não se sustentam em silêncio. Elas se sustentam em alinhamento constante.

O maior risco de uma sociedade não é jurídico. É cultural. Escritórios não se desfazem por cláusulas mal escritas. Eles se desfazem por visões incompatíveis. Um sócio quer crescimento agressivo. O outro quer estabilidade. Um aceita risco. O outro paralisa diante de qualquer exposição. Nenhuma dessas posturas é errada isoladamente. O problema surge quando elas coexistem sem acordo dentro da mesma empresa.

Contratos protegem patrimônio. Eles não protegem clima interno. Já vi escritórios tecnicamente impecáveis perderem clientes estratégicos porque os sócios estavam em guerra silenciosa. Equipe percebe tensão. Mercado percebe instabilidade. O dano reputacional costuma anteceder a dissolução formal.

Você conversa com seu sócio sobre visão de longo prazo ou apenas discute operação? Se a sociedade se limita a resolver o presente, ela não sustenta o futuro.

Romantizar sociedade é receita para conflito. Acordo de sócios não é burocracia. É instrumento de preservação de relacionamento. Ele define papéis, regras de saída, divisão de lucros, poder de voto e critérios de governança. Quanto mais claro o combinado, menor o espaço para ruído interpretativo. Empresas que sobrevivem décadas institucionalizam diálogo. Criam rituais formais de alinhamento. Reuniões periódicas, prestação de contas, metas transparentes. Governança mínima não engessa o negócio. Ela protege o negócio de decisões emocionais.

Isso não significa que toda empresa precise de sócio. Existem perfis que preferem autonomia total e são capazes de executar técnica, gestão e relacionamento com eficiência. Empreender sozinho não é erro. É escolha. O problema surge quando a decisão é baseada em medo, não em estratégia. Medo de dividir lucros. Medo de expor fragilidade. Medo de confiar.

A pergunta honesta não é se você consegue trabalhar sozinho. É por que você quer trabalhar sozinho. Autonomia consciente é força. Isolamento defensivo costuma ser fragilidade disfarçada.

Parcerias ampliam alcance. Reduzem risco. Aceleram inovação. Empresas que tentam fazer tudo sozinhas pagam caro em tempo e energia. O mesmo vale para escritórios. Sócios com redes complementares ampliam captação. Sócios com competências distintas elevam qualidade. Conexões estratégicas constroem reputação com mais velocidade.

Você está construindo pontes ou defendendo território? Negócios que operam em mentalidade de escassez se contraem. Negócios que operam em mentalidade de parceria se expandem.

A escolha do sócio define o teto do negócio. Competência técnica importa. Ética importa mais. Competência se desenvolve. Caráter raramente muda. Trajetória profissional, histórico de relacionamento, reputação no mercado e coerência entre discurso e prática dizem mais que qualquer currículo. Sociedade é convivência prolongada sob pressão. Se a pessoa não sustenta confiança em momentos difíceis, o contrato vira detalhe.

Clientes não se relacionam com CNPJ. Eles se relacionam com pessoas. A imagem do escritório é extensão direta da conduta dos sócios. Postura ética, clareza na comunicação, coerência entre promessa e entrega. Tudo nasce na liderança. Cultura não é discurso institucional. Cultura é reflexo do comportamento de quem está no topo.

Ter um sócio não é apenas dividir cotas. É dividir narrativa. É escolher com quem você constrói a história do negócio, quem senta ao seu lado nas decisões difíceis, quem sustenta visão quando o cenário aperta. Sociedades bem escolhidas multiplicam capacidade. Sociedades mal escolhidas drenam energia.

A distinção final é simples e costuma passar despercebida. Você está escolhendo um investidor ou um parceiro de jornada? Quem busca apenas capital encontra números. Quem busca parceria encontra estrutura emocional para sustentar crescimento. Negócios sólidos nascem de alianças conscientes. E alianças conscientes começam quando você entende que sociedade não é companhia. É construção conjunta.

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Inteligência artificial no marketing jurídico não é ferramenta, é decisão

IA no Marketing Jurídico

A inteligência artificial deixou de ser curiosidade no marketing jurídico. Em 2026, ela passa a ser critério de competitividade. A discussão não é se o escritório vai usar IA, mas como, para quê e sob qual responsabilidade. Essa diferença separa quem usa tecnologia para ganhar clareza de quem apenas tenta ganhar velocidade.

Por Rafael Gagliardi

Tenho visto escritórios adotarem IA para produzir textos mais rápido, organizar agendas, responder mensagens ou resumir documentos. Tudo isso ajuda. Mas é só a camada mais superficial do impacto real. O valor estratégico da inteligência artificial está na capacidade de analisar padrões, cruzar dados e apoiar decisões. Quando a IA vira apenas um atalho operacional, o risco é alto. O escritório passa a parecer eficiente, mas continua desorientado.

Antes de qualquer implementação, vale uma pergunta direta: hoje, o marketing do seu escritório toma decisões com base em dados ou em percepções? Se a resposta ainda for majoritariamente intuitiva, a IA pode ajudar. Se a expectativa for terceirizar o raciocínio, ela vai atrapalhar.

O erro de tratar IA como produtividade pura

Produtividade é tentadora. Especialmente em um ambiente pressionado por demanda, concorrência e expectativa de crescimento. A promessa de fazer mais em menos tempo seduz sócios e times. O problema começa quando a inteligência artificial é usada apenas para acelerar tarefas que já eram mal pensadas.

Vejo conteúdos gerados em escala que não dizem nada relevante. Sequências de e-mails automáticos que ignoram o contexto do destinatário. Relatórios cheios de gráficos que não orientam nenhuma decisão prática. A tecnologia funciona. O critério não.

Marketing jurídico não é linha de produção. Não adianta publicar mais se o conteúdo não conversa com o momento do cliente. Não adianta responder rápido se a resposta não resolve. A IA amplia o que já existe. Se a estratégia é confusa, ela escala confusão.

O uso inteligente começa com delimitação clara do que pode ser delegado e do que precisa permanecer humano. Análise de dados, organização de informações, identificação de padrões de comportamento e apoio na priorização fazem sentido. Definição de posicionamento, leitura política do mercado, avaliação de risco reputacional e decisão sobre tom não deveriam sair da mesa.

Autoridade continua sendo humana

No marketing jurídico, autoridade não nasce da correção técnica apenas. Ela vem da capacidade de contextualizar, interpretar e posicionar. Um texto pode estar juridicamente impecável e ainda assim não gerar nenhuma conexão. Isso acontece quando falta leitura de cenário.

A IA consegue estruturar argumentos, resumir temas complexos e organizar raciocínios. O que ela não faz é decidir o que importa agora. Não entende o clima do mercado, a tensão regulatória do momento ou o histórico de relacionamento entre as partes. Esse julgamento é humano.

Já acompanhei escritórios que passaram a publicar com frequência impressionante após adotar IA. O volume aumentou, mas a percepção de autoridade caiu. O motivo era simples. O conteúdo perdeu opinião. Virou correto, educado e esquecível.

Autoridade jurídica exige escolha. Exige dizer o que vale atenção e o que não vale. Exige assumir recortes e sustentar pontos de vista. Se você abre mão disso em troca de escala, perde o ativo mais valioso do marketing jurídico.

A mudança silenciosa na lógica de visibilidade

Outro impacto pouco discutido da inteligência artificial está na forma como o conteúdo é encontrado. Os buscadores estão mudando. O usuário não quer mais uma lista de links. Quer respostas diretas. Em muitos casos, ele nem sai da página de busca.

Isso muda completamente o jogo. Não basta mais ser encontrado. É preciso ser citado. Não basta escrever bem. É preciso responder melhor do que os outros. Textos genéricos não alimentam esse ecossistema. Apenas ocupam espaço.

Conteúdos que funcionam nesse novo cenário são claros, objetivos e aprofundados. Explicam conceitos sem rodeio, antecipam dúvidas e mostram domínio real do tema. A IA pode ajudar a mapear perguntas recorrentes, identificar lacunas de conteúdo e estruturar respostas. Mas o repertório continua sendo seu.

Se o escritório não sabe responder, com segurança, às principais dúvidas do seu público, a IA não vai inventar essa autoridade. Ela apenas reorganiza o que já existe.

Dados sem leitura não geram decisão

Um dos maiores ganhos da IA no marketing jurídico está na análise de dados. Comportamento de leitura, temas que geram mais engajamento, canais que sustentam relacionamento ao longo do tempo. Tudo isso fica mais acessível.

O problema surge quando os dados são tratados como fim. Relatórios extensos, dashboards sofisticados e métricas abundantes não significam inteligência. Inteligência nasce da interpretação.

Já vi times comemorarem aumento de alcance enquanto perdiam qualidade de contato. Vi taxas de abertura subirem enquanto conversas reais diminuíam. Sem leitura crítica, os números enganam.

A pergunta que deveria orientar qualquer uso de IA é simples: o que essa informação muda na minha decisão? Se a resposta for nada, o dado é ruído. IA boa não é a que mostra tudo. É a que ajuda a escolher melhor.

Automação sem desumanização

A inteligência artificial também altera profundamente a lógica de relacionamento. Ciclos longos, comuns no jurídico empresarial, sempre foram difíceis de acompanhar. A automação permite retomar conversas, personalizar conteúdos e manter presença sem ser invasivo.

O limite está no tom. Escritório não é e-commerce. Cliente não é lead descartável. A mesma tecnologia que aproxima pode afastar se usada sem critério.

Mensagens automáticas precisam parecer cuidadas. Conteúdos personalizados precisam respeitar o contexto. O uso excessivo de gatilhos, urgências artificiais ou linguagem promocional compromete a confiança.

IA ajuda a lembrar, organizar e sugerir. Não deve substituir a escuta. A decisão sobre quando falar, quando silenciar e quando aprofundar continua sendo estratégica.

Estrutura vem antes da tecnologia

Outro erro comum é implementar IA em estruturas desorganizadas. CRM mal alimentado, base de contatos confusa, ausência de critérios de segmentação e falta de clareza sobre público tornam qualquer tecnologia ineficiente.

Antes de automatizar, é preciso arrumar a casa. Quem é o cliente prioritário? Quais temas fazem sentido para ele? Em que momento do relacionamento o escritório está falando?

IA não resolve ausência de estratégia. Ela escancara. Escritórios que se frustram com tecnologia, muitas vezes, estão apenas vendo seus próprios problemas amplificados.

A decisão que define 2026

A pergunta que vale para 2026 não é se você usa inteligência artificial. É como você a posiciona dentro da sua estrutura de decisão. Como apoio estratégico ou como atalho operacional.

Escritórios que usam IA para pensar melhor ganham clareza, foco e consistência. Escritórios que usam apenas para acelerar tarefas ganham volume e perdem identidade.

Tecnologia não substitui visão. Não resolve falta de posicionamento. Não cria reputação sozinha. Mas, quando bem usada, amplia a capacidade de análise e libera tempo para o que realmente importa.

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Planejamento de marketing jurídico 2026

O planejamento começa antes do post e do anúncio

O ano de 2026 chegou e a pergunta que mais escuto de sócios é direta: por onde começar o marketing do escritório? A resposta raramente envolve redes sociais ou tráfego pago. Começa com organização. Escritórios que crescem não são os que fazem mais barulho, mas os que sabem exatamente o que estão tentando construir.

Por Rafael Gagliardi

Antes de qualquer plano, você precisa entender seu ponto de partida. De onde vieram os últimos clientes relevantes? Indicação? Conteúdo? Relacionamento? Evento? Muitos escritórios não sabem responder isso com clareza. Sem esse diagnóstico, qualquer planejamento vira aposta.

Outro erro comum é tratar marketing como uma sequência de ações soltas. Postar, impulsionar, fazer um evento e seguir adiante. Planejamento exige conexão entre objetivos, público e linguagem. Se o escritório quer crescer em empresas médias, por que o conteúdo fala com iniciantes? Se a meta é posicionamento institucional, por que toda comunicação parece comercial?

Olhar para a concorrência ajuda, mas não para copiar. Ajuda a entender padrões, excessos e espaços vazios. O que todo mundo está dizendo? O que ninguém está explicando bem? Onde seu escritório realmente tem repertório para contribuir?

Estruturar o básico ainda é subestimado. Site confuso, redes sociais sem padrão e perfil desatualizado no Google são gargalos silenciosos. Não adianta investir em visibilidade se o primeiro contato gera dúvida. Marketing jurídico é construção de confiança, não volume.

Planejamento também exige integração com quem está na ponta. O time de relacionamento com o cliente ou os sócios que atendem sabem exatamente quais dores chegam na mesa. Ignorar isso é desperdiçar inteligência real.

Planejar marketing para 2026 é menos sobre tendências e mais sobre coerência. Coerência entre discurso e prática. Entre o cliente que você quer e o conteúdo que produz. Você sabe explicar, em uma frase, por que alguém deveria confiar no seu escritório?

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Guia definitivo: a receita para lotar seu evento jurídico

Um evento de sucesso vai muito além de escolher um bom tema ou palestrantes renomados.

Este guia reúne as práticas mais eficazes utilizadas por profissionais de marketing jurídico, eventos corporativos e performance digital para transformar seus eventos em verdadeiras máquinas de geração de relacionamento, autoridade e oportunidades de negócio. 

Por Juliano Trevisan

A diferença entre um auditório vazio e um evento lotado, atualmente, está na estratégia digital, tempestividade da discussão e reputação percebida do escritório: estrutura de conversão, engajamento e qualidade da base de leads, comunicação contínua, tecnologia bem configurada e decisões baseadas em dados.  

Quando esses elementos trabalham juntos, e dentro das normas éticas da advocacia, o resultado deixa de ser imprevisível e passa a ser replicável. 

Este guia reúne as práticas mais eficazes utilizadas por profissionais de marketing jurídico, eventos corporativos e performance digital para transformar seus eventos em verdadeiras máquinas de geração de relacionamento, autoridade e oportunidades de negócio. 

Por que meu escritório de advocacia deve realizar um evento? 

Na LETS Marketing, recebemos quase que diariamente contatos de advogados que contrataram alguma agência de marketing digital e se frustraram na expectativa de fechar contratos com empresas a partir da estratégia de tráfego pago. 

Quando desejamos honorários advocatícios relevantes, normalmente envolvendo contratos B2B, precisamos presumir que as empresas desejadas já são juridicamente amparadas. E encontrar um espaço para ‘furar’ esse bloqueio pode não ser simples. 

Acreditamos e utilizamos as ferramentas de marketing digital para diversos objetivos estratégicos. Mas, sobretudo, acreditamos que um advogado é escolhido quando:  

  1. O cliente corporativo confia no escritório de advocacia 
  1. O cliente corporativo tem uma dor não solucionada ou não conhece uma oportunidade jurídica específica 

Os eventos jurídicos, portanto, são ferramentas para ativar a estratégia ‘fisital’ no escritório de advocacia. Ou seja, unindo os pontos fortes do marketing digital e da experiência física. 

Esse método presume o escritório pode converter leads por meio do tráfego pago. Mas para aumentar as chances de esse contato evoluir para fases mais avançadas do CRM (Customer Relationship Manager), até obter uma proposta de honorários aprovada, será fundamental atender aos dois bullets citados acima. 

Realize eventos com seu público, traga-o para perto do escritório, crie relacionamento e confiança percebida. Quando os contratos são vistos como consequência desses esforços, e não como meta principal dos investimentos de marketing jurídico, o resultado sustentável acontece, rumo ao crescimento do escritório. 

Por que uma página exclusiva de conversão é indispensável para eventos jurídicos? 

Um dos erros mais comuns na divulgação de eventos realizados por escritórios de advocacia e demais players do mercado jurídicos é direcionar o tráfego para páginas genéricas,como Google Forms, ou plataformas de inscrição cheias de distrações, como a plataforma Sympla.  

Para que a conversão seja eficaz e quase que inevitável, quando o visitante chega até o anúncio ou convite, ele precisa encontrar um único caminho possível, seguindo o método de Call to Action (CTA): realizar a inscrição ou abandonar a página. 

Uma página específica de conversão,  a landing page, tem exatamente esse papel. Diferentemente de um site institucional, formulário único ou plataformas abertas de eventos, ela é construída com foco exclusivo em conversão no seu evento, eliminando qualquer elemento que possa dispersar a atenção do usuário ou levá-lo para outro destino, como redes sociais do organizador. 

Na prática, isso significa: 

  • Ausência total de menus, rodapés ou links externos. 
  • Conteúdo direto, explicando claramente o valor do evento. 
  • Um formulário simples, objetivo e estrategicamente pensado. 

Além disso, essa página precisa ser totalmente responsiva. Hoje, a maior parte do tráfego de campanhas digitais ocorre via dispositivos móveis, especialmente em anúncios no Instagram, Facebook e até mesmo no Google.  

Se a página não for otimizada para celular, a perda de conversão é imediata. Não existe mais espaço para o design que não seja mobile first. Ou seja, ele primeiro deve ser pensado para smartphones para depois serem realizadas as devidas adaptações ao desktop. 

Outro ponto essencial é o formulário de inscrição. Ele não deve coletar dados excessivos, mas sim informações suficientes para: 

  • Entender o perfil do inscrito. 
  • Permitir segmentações futuras. 
  • Viabilizar abordagens comerciais ou institucionais após o evento. 

Esse equilíbrio entre simplicidade e estratégia é o que diferencia páginas que apenas geram inscrições daquelas que geram inscrições qualificadas. 

Como estruturar lembretes e follow-ups para garantir presença no evento? 

Conseguir a inscrição não significa garantir a presença. Na realidade, uma parcela significativa dos inscritos em eventos presenciais ou online simplesmente esquece a data, o horário ou perde o compromisso em meio à rotina. A tradição do marketing estima algo como 40%, embora isso possa variar a depender de diversos fatores, como localização dos inscritos, formato presencial ou on-line do evento, tema e experiência proporcionados pelo evento e, acima de tudo, o perfil do convidado – se ele já tem relacionamento com o escritório organizador ou se é lead recém-convertido. 

Por isso, a comunicação pós-inscrição é tão importante quanto a campanha de divulgação. 

Uma estratégia eficiente de follow-up deve ser automatizada e previsível. O fluxo mais utilizado por organizadores profissionais de eventos inclui, no mínimo: 

  • Um e-mail imediato de confirmação, reforçando a inscrição. 
  • Um lembrete enviado na véspera do evento. 
  • Um lembrete final no próprio dia do evento. 

Essas mensagens não servem apenas para “lembrar” o convidado, mas também para reforçar o valor do conteúdo, a exclusividade do encontro e a importância da presença. 

Outro recurso extremamente eficaz é permitir que o inscrito adicione o evento diretamente à agenda (Google Calendar, Apple Calendar ou Outlook). Esse simples detalhe de integração entre plataformas gera notificações automáticas no celular e reduz drasticamente as faltas. 

Eventos que não utilizam follow-up estruturado costumam ter taxas de comparecimento baixas. Já aqueles que trabalham bem nessa etapa conseguem melhorar significativamente o aproveitamento do público inscrito, como temos visto na LETS Marketing 

Por que a configuração técnica correta impacta diretamente os resultados? 

Mesmo com uma boa página e uma boa comunicação, nada funciona corretamente se a base técnica estiver mal configurada. Plataformas de anúncios como Google Ads e Meta Ads dependem de dados para aprender, otimizar e entregar resultados melhores ao longo do tempo. 

Isso significa que é indispensável: 

  • Instalar corretamente as tags e pixels de rastreamento. 
  • Configurar eventos de conversão (como inscrição confirmada). 
  • Garantir que essas informações estejam integradas à landing page. 

Sem isso, as plataformas não conseguem identificar quem realmente se inscreveu no evento. Na prática, o algoritmo passa a otimizar para cliques ou visualizações, e não para conversões reais (o que aumenta custos e reduz a qualidade dos inscritos). 

Uma estrutura técnica bem feita permite: 

  • Redução gradual do custo por inscrição. 
  • Melhor entrega dos anúncios para o público certo. 
  • Maior previsibilidade nos resultados. 

Como escolher a plataforma de anúncios e o público correto? 

Não existe uma resposta única sobre qual plataforma é melhor para divulgar eventos jurídicos. A escolha depende diretamente do tipo de evento, do público-alvo e do comportamento de busca desse público. 

Acima de tudo, vale lembrar o conceito de que público que pode comparecer ao evento está engajado na sua marca. Ou seja, o nível de engajamento do convidado impacta totalmente na possibilidade de presença. É fundamental, portanto, trabalhar constante a base de leads de forma a engajá-la não apenas quando o evento for anunciado, mas durante todo o ano.  

Afinal, quanto mais contatos qualificados sua lista de marketing tiver, incluindo clientes, parceiros e demais leads convertidos, maior o potencial de sucesso do seu evento.  Newsletters de conteúdo útil mensagens amigáveis são ferramentas de marketing direto que devem ser ativadas durante todo o ano, de forma inteligente e no volume certo, sem exageros, para manter o alto engajamento da base. 

Mas agora vamos presumir que seu escritório pretenda convidar pessoas que ainda não pertencem à sua base de contatos, com o devido consentimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Nesse caso, o inbound marketing via tráfego pago é a ferramenta que permitirá alcançar novas pessoas para seu evento. 

O Google Ads tende a funcionar melhor quando o tema do evento atende a uma demanda já existente, ou seja, quando as pessoas estão ativamente buscando por aquele assunto. Nesses casos, o trabalho com palavras-chave bem definidas é fundamental. 

Já o Meta Ads costuma ser mais eficaz para criar demanda, fortalecer autoridade e alcançar públicos segmentados por interesse, cargo, comportamento e localização. É especialmente útil para eventos recorrentes ou quando o público ainda não está buscando ativamente pelo tema. 

Em muitos cenários, a estratégia mais eficiente é a combinação das duas plataformas, utilizando cada uma dentro do seu ponto forte. 

Quais métricas e projeções são essenciais para planejar um evento lotado? 

Um erro comum é planejar eventos com base apenas em expectativa. Eventos profissionais são planejados com base em números. 

De forma geral, é preciso entender três métricas principais: 

  • Custo médio por inscrição. 
  • Taxa média de comparecimento. 
  • Número desejado de participantes presentes. 

A partir desses dados, é possível fazer projeções realistas.  

Exemplificando: Se a taxa média de comparecimento gira em torno de 30% a 40%, por exemplo, isso significa que, para cada 100 inscritos, apenas 30 a 40 pessoas estarão presentes. 

Com base nisso, o organizador consegue calcular: 

  • Quantas inscrições são necessárias. 
  • Qual investimento aproximado em mídia será exigido. 
  • Se o orçamento está coerente com o objetivo do evento. 

Esse tipo de planejamento evita frustrações e permite ajustes estratégicos antes mesmo do início da campanha. 

Importante lembrar que um evento bem-sucedido não precisa ser grande e pode, inclusive, ter o perfil de ‘petit comitê’.  

Ou seja, um café da manhã em uma sala de reunião, no escritório de advocacia, cumpre um excelente papel de aproximar-se do convidado.  

No fundo, é tudo sobre relacionamento e experiência do cliente. 

Quais ações complementares aumentam o público com menor custo? 

Além do tráfego pago, existem ações extremamente eficazes e, muitas vezes, subutilizadas. 

Uma delas é o convite direto para pessoas que já participaram de eventos anteriores. Esse público já conhece o formato, confia na organização e costuma ter taxas de comparecimento mais altas. 

Outra ação estratégica é reimpactar inscritos de eventos passados que, por algum motivo, não compareceram. Em geral, são pessoas da mesma região e com interesse comprovado no tema. 

Essas iniciativas ajudam a reduzir o custo médio por participante e fortalecem a fidelização do público ao longo do tempo. 

Como devo definir o tema do meu evento? 

Essa é uma questão importante e, antes de respondê-la, é fundamental lembrar um conceito importante de marketing. 

O ativo mais importante do evento é o público, não o tema. 

Afinal, como exemplo, seu evento sobre a reforma tributária pode reunir contribuintes pessoas físicas, executivos jurídicos e demais dirigentes de empresas. Mas isso não significa que eles podem contratar apenas suas soluções em Direito Tributário. 

Em algum momento, talvez essas pessoas precisem futuramente de apoio em Direito Criminal ou Contencioso Societário, por exemplo, cujos temas poderiam esvaziar totalmente um evento. 

Ou seja, o evento não deve ser pensado para vender unicamente a solução sobre a qual tem sido discutida, ou solucionar uma dor específica do cliente. O principal ganho que o escritório tem ao realizar o evento com um público qualificado é aproximá-lo de seus advogados, para que ser percebidos com confiança e possam ser escolhidos quando o público precisar de assessoria jurídica. 

Capriche nas credenciais do seu escritório de advocacia 

Na hora de preparar o convite e a landing page, principalmente quando miramos contatos novos, que ainda não pertencem à base de leads do escritório, é fundamental convencer o convidado que ele confiar no escritório. 

Premiações, certificações, reconhecimentos de mercado, currículos qualificados e posições de destaque em rankings jurídicos cumprem o papel fortalecer a reputação percebida do escritório nas comunicações.  

Vale lembrar que a copywriting também deve ser atrativa e ir ao encontro com o interesse do convidado. Ela é o carro-chefe do convite. 

Mas as credenciais são a cereja do bolo que divide escritórios de alta performance e escritórios em desenvolvimento. Saiba mais sobre rankings jurídicos. 

Divulgação de eventos jurídicos e o Código de Ética da OAB 

Ainda, poucos escritórios têm explorado as ferramentas de tráfego pago para divulgar eventos próprios e o motivo, na maioria das vezes, está na tradição. Principalmente no caso de escritórios grandes. 

Há advogados que ainda vivem uma realidade de marketing jurídico anterior ao provimento 205/2021, que regulamentou as diferenças entre ‘publicidade ativa’ e ‘publicidade passiva’ na advocacia. O primeiro conceito impõe regras para os escritórios alcançarem novos públicos por meio do ambiente digital. Não há impedimentos, portanto, para o uso ético de plataformas como Google Ads, LinkedIN Ads e Meta Ads. 

Há ainda os advogados que têm receio sobre o perfil de público que se inscreveria em um evento divulgado amplamente. Mas uma boa equipe de marketing deve ser capaz de mitigar esses riscos por meio curadoria de leads, validações, Recaptcha e entre esforços visando uma experiência de sucesso, sem penetras. 

Por fim, é indispensável reforçar que toda a divulgação de eventos jurídicos deve respeitar rigorosamente o Código de Ética e Disciplina da OAB. 

Isso envolve: 

  • Comunicação com caráter informativo e educativo. 
  • Ausência de promessas de resultado. 
  • Linguagem sóbria e compatível com a advocacia. 
  • Segmentação adequada, sem apelos comerciais indevidos. 

Por esse motivo, a estruturação e divulgação de eventos jurídicos deve ser feita por profissionais que compreendam tanto marketing quanto as particularidades éticas da advocacia. Essa combinação é o que garante segurança jurídica, credibilidade e resultados consistentes. 

Saiba mais sobre o provimento 205/2021 da OAB. 

* Juliano Trevisan é especialista em Performance e Inovação da LETS Marketing, bacharel em Direito e profissional com 13 anos de experiência em marketing digital e tráfego pago. 

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Orçamento de marketing jurídico

Quanto investir, onde colocar e como enxergar retorno

Fim do ano batendo na porta e é hora de pensar nos seus gastos com marketing. Nos últimos anos, acompanhando centenas de sociedades no Brasil, vi de perto a confusão mais comum nesta pauta: afinal, o que entra no orçamento de marketing de um escritório de advocacia e como decidir quanto investir sem cair em promessas rasas de crescimento rápido. Escrevo esse conteúdo porque vivi as discussões de planilha, os embates sobre centro de custo, os acertos e os erros no orçamento de marketing jurídico. A boa notícia é que existe método, número e governança para transformar marketing em ativo estratégico e não em linha volátil do financeiro.

Por Rafael Gagliardi, da LETS Marketing

O que realmente entra no orçamento

A pergunta que sempre volta: viagem de sócio para visitar clientes entra em marketing? E o CRM que a TI contratou? O almoço com um prospect? Minha recomendação é: consolide tudo que está relacionado a criar, fortalecer ou manter relacionamento com clientes e com a reputação do escritório em um único guarda-chuva de marketing. Isso inclui pessoas internas de marketing, consultorias, softwares, site e hospedagem, produção de conteúdo, SEO, anúncios, eventos, patrocínios, presentes institucionais, treinamentos, produção audiovisual, PR, pesquisas, CRM e automação, além de deslocamentos estratégicos de relacionamento. Por que centralizar? Porque só assim você enxerga o custo real de aquisição e retenção de clientes, e consegue priorizar o que gera valor.

Checklist rápido para classificar despesas: esta iniciativa influencia visibilidade qualificada, relacionamento, reputação ou inteligência comercial? Se a resposta for sim, ela deve estar no orçamento de marketing, mesmo que a execução passe por outras áreas.

Organize centros de custo antes de falar em percentuais

Muitos escritórios ainda não segmentaram receitas e despesas por centros de custo. Sem isso, o orçamento de marketing vira uma mistura. Sugiro abrir centros de custo por macro categoria: pessoas, tecnologia, conteúdo e design, mídia e distribuição, relacionamento e eventos, pesquisa e inteligência, treinamento. Em cada centro, defina rubricas, responsáveis e metas de resultado. Você enxerga onde está pesado, onde está subinvestido e, principalmente, consegue comparar um ano com o outro com lógica.

Pergunta incômoda para fazer agora: vocês conseguem dizer quanto custou, em 2025, gerar cada oportunidade qualificada nas suas três principais áreas de atuação? Se não, o primeiro projeto de 2026 é de apuração.

Quanto investir: percentuais, benchmarks e objetivos

Na faculdade, aprendi a regra de bolso de investir por volta de 5% da receita líquida. Hoje, vejo sociedades beirando 12% quando há ambição clara de crescimento. Em mercados gerais, o orçamento médio de marketing em 2023 ficou em 7,7% da receita, segundo o Gartner CMO Spend and Strategy Survey (2025). O que isso significa para o jurídico no Brasil? Que a régua entre 5% e 12% é plausível, mas depende de porte, maturidade, posicionamento e do espaço competitivo em cada prática.

Como decidir a sua faixa:

  1. Percentual da receita. Funciona bem para manter consistência e comparar ano a ano.

  2. Benchmark do setor. Use referências de serviços B2B intensivos em reputação e relacionamento para calibrar (consultorias empresariais como Deloitte, PwC e KPMG são bons exemplos). Escritórios que atuam com empresas, alta complexidade e vendas consultivas tendem a exigir percentuais maiores que práticas de alto volume com honorários baixos.

  3. Metas de negócio. Parta do que deseja conquistar e volte para o orçamento. Se a meta é abrir um novo nicho em licitações e aumentar em 25% o share dessa área, você precisa modelar funil, CAC estimado, tempo médio de venda e capacidade de entrega antes de dizer quanto investir.

Perguntas-guia: qual é a taxa de conversão por etapa do funil das três linhas de serviço prioritárias? qual é o ticket médio e o lifetime value por segmento? qual é a velocidade de venda típica de cada área? Sem responder isso, o percentual é um chute elegante (rs). Ao final, explico o que são esses conceitos.

Alocação por funil e por risco

Um bom ponto de partida é usar uma lógica de portfólio de risco (confie que vale a pena):

  • 70% em iniciativas comprovadas no seu contexto, com histórico de resultado: SEO institucional, artigos técnicos com distribuição segmentada, newsletters, webinars para bases conhecidas, PR jurídico com pautas qualificadas, patrocínios recorrentes que entregam relacionamento real.
  • 20% em apostas com tração parcial, escalando o que funcionou no ano anterior: vídeos curtos educativos, séries temáticas por prática, landing pages com diagnósticos, coprodução de conteúdo com parceiros.
  • 10% em experimentos controlados: formatos, canais ou eventos novos. Os experimentos devem ter hipótese, métrica e data de corte. O mercado jurídico pode e deve ser experimental!

No jurídico, esse modelo evita a armadilha do modismo e protege a reputação. Experimentos não podem violar o Provimento 205/2021. O objetivo é informar, educar e construir autoridade, não vender de forma agressiva.

O mapa de contas que funciona no jurídico

Pessoas. Salários, encargos, bônus por metas de marketing e conteúdo, trilhas de capacitação. Labor costuma ser um dos maiores blocos do orçamento. Se o time interno é pequeno, considere orçamento para especialistas externos em projetos pontuais ou atividades recorrentes. Essa tem sido uma tendência.

Tecnologia. CRM, automação de marketing, analytics, ferramentas de SEO, gestão de projetos, design e edição. Defina o que é custo fixo e o que é variável, quem usa e qual métrica a plataforma influencia. CRM é marketing? Sim, se estiver ligado à gestão do relacionamento e do pipeline.

Conteúdo e distribuição. Planejamento editorial por prática, produção de artigos, estudos, vídeos, podcasts, design, revisão, tradução, SEO on page e off page, distribuição orgânica e paga. Sem distribuição, conteúdo vira estoque parado.

Mídia. Search, social, display, impulsionamento de conteúdos institucionais e educacionais. No jurídico empresarial, mídia deve priorizar reputação e descoberta qualificada, não captação imediatista.

Relacionamento e eventos. Patrocínios cirúrgicos, mesas redondas com clientes, cafés com temas de negócio, participação em conferências estratégicas, roadshows de relacionamento. Mensure presença de decisores, reuniões geradas e negócios influenciados. Eventos são canais muito importantes de captação de clientes para advogados.

Pesquisa e inteligência. Pesquisas com clientes, mapeamento de mercados e contas alvo. Esse bloco alimenta narrativas e diferenciação e ajuda na formulação de planos com base em dados.

Treinamento e posicionamento. Media training, escrita clara, social selling ético, palestras internas de prática e negócios. Escritório que treina comunica melhor e erra menos.

O que evitar: promessas fáceis e atalhos caros

É tentador acreditar em soluções de receita rápida. Isso raramente funciona no Direito Empresarial. Um diretor jurídico não troca um escritório por causa de um post. Ele observa consistência, profundidade técnica, experiência setorial, referências e como o time se comunica. Para demandas de alto volume com pessoa física e honorários reduzidos, campanhas diretas podem até gerar leads. No empresarial, o caminho é reputação, relacionamento e provas públicas de competência.

Pergunte agora: que evidências o seu escritório oferece para sustentar o discurso? Casos públicos, estudos, artigos com dados, participação em entidades, palestras técnicas, pesquisas proprietárias, relatórios temáticos. Se a resposta for fraca, alinhe orçamento para construir esses ativos.

Como ligar orçamento a metas reais

Defina 3 a 5 resultados de negócio para 2026, não atividades. Exemplos: crescer 20% em oportunidades qualificadas em tributário consultivo, abrir 15 contas novas em infraestrutura, aumentar em 25% a retenção de clientes de compliance. Desdobre cada resultado em métricas de marketing: alcance qualificado, assinaturas de newsletter por persona, reuniões geradas, taxa de resposta em abordagens, SQLs por prática, pipeline influenciado, share de voz em temas estratégicos.

Construa a cadência: planejamento anual, revisão trimestral, S&OP de marketing mensal, rituais quinzenais com práticas e um dashboard único. O orçamento não pode ser um PDF esquecido.

Como estimar CAC e ROI de forma pragmática

No jurídico, atribuição perfeita não existe. Dá para chegar a uma boa aproximação:

  • CAC por prática. Some custos proporcionais de pessoas, tecnologia, conteúdo, mídia e relacionamento utilizados para gerar oportunidades naquela área e divida pelo número de novos clientes fechados no período.
  • ROI por iniciativa. Some a receita influenciada ou atribuída em 6 a 24 meses, subtraia o custo da iniciativa e divida pelo custo. Use janelas diferentes por tipo de serviço, já que vendas complexas têm ciclos mais longos.
  • Payback. Quanto tempo leva para a receita recorrente média se igualar ao CAC. Se o payback ultrapassa 18 a 24 meses em áreas com alta previsibilidade, reveja a alocação.

Atenção às premissas: no empresarial, um artigo técnico pode influenciar uma venda meses depois. Por isso, além do last click, monitore engajamento profundidade, repetição de contatos, tempo em página e caminhos de conteúdo que antecedem reuniões. Um CRM ajuda muito nisso.

Três cenários de orçamento por maturidade

Essencial. Escritório de pequeno porte com marketing incipiente. Orçamento entre 4% e 6% da receita. Foco em base digital sólida, site com SEO técnico, pauta editorial enxuta, newsletter mensal, CRM básico bem implementado, um evento por trimestre e PR seletivo.

Acelerado. Escritório médio com metas de crescimento. Orçamento entre 7% e 10% da receita. Foco em séries de conteúdo por prática, webinars bimestrais, estudos anuais, funis por persona, automação, matriz de contas alvo, plano de eventos com metas de reuniões geradas, reforço de equipe e governança.

Expansão. Escritório de médio para grande porte abrindo novas linhas ou geografias. Orçamento entre 10% e 12% da receita. Foco em pesquisas de referência, hubs de conteúdo temático, presença nacional e internacional em eventos estratégicos, programas de relacionamento com CFOs e diretores jurídicos e projetos de marca empregadora.

Essas faixas são guias. Há exceções quando o escritório está reposicionando marca, fazendo M&A, entrando em um nicho regulatório com janela clara ou estruturando operação em outra praça do País.

Governança que protege o investimento

Quem decide e quem executa. Crie um comitê de orçamento ou um comitê de marketing com um sócio sponsor, marketing, financeiro e líderes de prática. Defina responsabilidades, critérios de priorização e políticas. O comitê não aprova post; ele aprova alocação, metas e cortes.

Regra de ouro para cortar. Toda linha deve ter dono, hipótese de valor e métrica. Sem dono e sem métrica, corte. Se a métrica não evolui em dois ciclos de revisão, substitua a iniciativa ou ajuste o desenho.

Transparência. Publique um dashboard simples para o managing partner com as cinco métricas que movem o negócio. E faça pós-evento e pós-campanha com lições e próximos passos.

Exemplo prático de montagem de orçamento

Imagine um escritório empresarial com foco em tributário, contratual e trabalhista consultivo. Receita anual de 30 milhões. Meta de crescer 15% em 2026. Decide investir 8,5% da receita, com revisão trimestral. A alocação inicial poderia ficar assim:

  • Pessoas de marketing ou agência terceirizada: 40%
  • Tecnologia e dados: 10%
  • Conteúdo e SEO: 10%
  • Mídia e distribuição: 10%
  • Relacionamento e eventos: 20%
  • Pesquisa e inteligência: 5%
  • Treinamento e marca empregadora: 5%

A partir daí, é mapear as atividades específicas dentro desses temas, colocar em uma linha do tempo, especificar os custos (mesmo que estimados) e acompanhar religiosamente a evolução, os ganhos, os responsáveis, etc.

Onde times escorregam

Não contar horas internas. Pessoas são custo. Se o time jurídico investe 40 horas por mês em conteúdo e relacionamento, isso tem valor que precisa ser registrado para medir custo real.

Empilhar ferramentas. Sem governança, você soma licenças e ninguém usa. Eleja plataformas core, desative o que não gera métricas e estabeleça onboarding e responsáveis.

Ignorar restrições éticas. Toda comunicação deve ser informativa, sóbria e alinhada ao Provimento 205/2021 da OAB. O investimento precisa privilegiar autoridade e relacionamento, não publicidade direta.

Comparar laranjas com maçãs. Métricas de awareness não se comparam a métricas de fechamento. Crie trilhas de indicadores por etapa do funil para não punir uma iniciativa que cumpre bem seu papel de topo.

Para finalizar

Orçamento bom conversa com a estratégia do escritório, dá visibilidade aos sócios e protege a reputação. Ele responde a perguntas que importam: o que priorizar, quanto custa crescer 20% nesta área, que competências internas faltam, que canais sustentam nosso posicionamento, que narrativas nos diferenciam de fato e que apostas fazem sentido agora.

Se eu pudesse deixar um roteiro para começar hoje, seria este:

  1. Centralize despesas de marketing em um único plano com centros de custo claros.

  2. Escolha uma faixa de investimento coerente com a ambição do próximo ano. Use 5% a 12% como régua inicial e ajuste por maturidade e metas.

  3. Amarre orçamento a três resultados de negócio mensuráveis e defina métricas por etapa.

  4. Monte governança com comitê, dono por linha e cadência de revisão trimestral.
  5. Invista em ativos de reputação que ficam: estudos, hubs de conteúdo, programas de relacionamento, formação do time.

  6. Dê ao marketing a posição que merece: parte da estratégia, não apêndice operacional.

Marketing bem orçado é escolha disciplinada por crescimento, não uma vaquinha para pagar posts. Os escritórios que separarem desejo de realidade, aceitarem medir, tiverem coragem de priorizar e souberem dizer não para atalhos vão colher relacionamento forte, pipeline previsível e marca preferida.

A planilha não resolve tudo, mas organiza a ambição e mostra o caminho. Assumo, por experiência, que esta é a diferença entre gastar e investir.


Glossário

Analytics
Ferramentas e métodos de coleta e interpretação de dados de tráfego, conversão e engajamento que embasam decisões de marketing.

Brand awareness
Nível de reconhecimento da marca. No jurídico, impacta lembrança em convites, cotações e indicações.

Brand safety
Práticas para preservar reputação em canais e formatos. Essencial para escritórios que atuam em temas sensíveis.

CAC
Custo de aquisição de cliente. Soma de gastos proporcionais para gerar novos contratos dividido pelo número de clientes adquiridos no período.

Ciclo de venda
Tempo médio entre primeiro contato e fechamento de contrato. Define janelas de atribuição e expectativas de ROI no jurídico empresarial.

Conteúdo evergreen
Materiais de longa vida útil que mantêm relevância e tráfego ao longo do tempo. Exemplo: guias, FAQs técnicos e white papers.

CRM
Sistema de gestão de relacionamento que organiza contatos, histórico e pipeline. No jurídico, integra marketing, sócios e business development.

Funil de marketing
Modelo que organiza etapas de jornada. No jurídico, costuma incluir atrair, nutrir, converter e encantar, com métricas específicas por fase.

Indicadores de topo, meio e fundo
Métricas por etapa do funil. Topo mede alcance qualificado e consumo de conteúdo. Meio mede assinaturas, trilhas e reuniões. Fundo mede propostas e fechamentos.

KPI
Indicador chave de performance que conecta atividade a objetivo de negócio.

LTV
Valor do ciclo de vida do cliente. No jurídico empresarial, considera recorrência e expansão do relacionamento.

Matriz de priorização
Ferramenta para hierarquizar iniciativas por impacto e esforço, apoiando escolhas orçamentárias.

Nutrição
Sequência de contatos úteis que amadurece o relacionamento até a reunião ou proposta.

OKR
Metodologia de objetivos e resultados chave que pode alinhar práticas, marketing e financeiro.

Payback
Tempo necessário para que a margem gerada por um cliente cubra o CAC. Em serviços complexos, costuma ser mais longo.

Pipeline
Conjunto de oportunidades ativas por estágio. É base para metas e previsibilidade.

PR jurídico
Relações com a imprensa especializada e participação em pautas de negócios para reforçar autoridade.

Roadshow
Sequência de encontros planejados com contas-alvo em uma praça ou período determinado.

ROI
Retorno sobre o investimento. No jurídico, avalia influência do marketing sobre receita nova e recorrência.

S&OP de marketing
Ritual mensal de planejamento e operação que alinha produção, distribuição e metas com práticas e financeiro.

SEO
Conjunto de práticas técnicas e de conteúdo para melhorar a presença orgânica do escritório em buscadores.

SERP
Página de resultados do buscador onde o conteúdo do escritório disputa atenção com portais e concorrentes.

Share of voice
Participação do escritório na conversa pública sobre temas relevantes em comparação com pares.

SQL
Lead qualificado por vendas que atende critérios para abordagem do sócio responsável.

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O que precisa mudar no marketing jurídico

Sobre vícios antigos e o futuro

Por que o setor ainda se prende a velhos hábitos e como a maturidade estratégica pode redefinir o valor do marketing jurídico

Por Rafael Gagliardi

Durante muitos anos, o marketing jurídico foi tratado como algo secundário. Um adereço, uma ferramenta de suporte, um custo a ser controlado. Em grande parte dos escritórios, ele ainda entra apenas no final do processo: depois da estratégia, da operação e da gestão. Quando sobra tempo e orçamento, pensa-se em “fazer marketing”. Esse modelo já não faz sentido. Hoje, o marketing é parte essencial da estratégia de negócios. Ele define como o escritório é percebido, quais oportunidades surgem, quem se interessa pela marca e até quem quer fazer parte dela.

Mas essa mudança não é apenas técnica. É cultural. É uma transformação de mentalidade que exige dos escritórios algo que sempre foi difícil: parar de olhar o marketing como vitrine e começar a vê-lo como inteligência de crescimento.

O marketing jurídico precisa amadurecer. E isso passa por repensar sete pontos centrais, além de abandonar de uma vez por todas as promessas de crescimento rápido que continuam seduzindo escritórios desavisados.

De divulgação para posicionamento

Ainda há quem confunda visibilidade com relevância. Publicar nas redes, participar de eventos ou aparecer em matérias não constrói autoridade se o discurso não tiver coerência. O mercado jurídico é extremamente sensível à consistência: o que sustenta a reputação é a entrega, e não o discurso.

Em vez de frases genéricas como “atendimento personalizado” ou “somos referência”, é preciso construir narrativas com base em provas concretas, como cases, resultados, publicações consistentes e reconhecimento legítimo.

Reputação é construída no tempo, com base em credibilidade e clareza de posicionamento. É o que faz um escritório ser lembrado e procurado, mesmo quando não está falando de si.

De serviço para experiência

O cliente jurídico contemporâneo não busca apenas competência técnica. Ele quer previsibilidade, clareza e uma relação transparente. Observa o modo como o escritório se comunica, o tempo de resposta, a postura nas reuniões e o cuidado com os detalhes.

A experiência é o novo diferencial. Escritórios que oferecem jornadas fluidas e empáticas criam vínculos mais fortes e duradouros. E essa percepção não nasce apenas do jurídico, mas também da forma como o marketing traduz o valor do serviço.

Muitos escritórios acreditam que “experiência” é um luxo restrito a grandes bancas, mas é o contrário: a experiência começa no básico, como uma linguagem acessível, um contato humanizado e a capacidade de fazer o cliente entender o que está sendo feito por ele. Acredite: É mais difícil fazer isso em uma grande estrutura do que em uma pequena.

De conteúdo informativo para conteúdo estratégico

Publicar por publicar não é estratégia. Muitos escritórios ainda acreditam que a frequência é o suficiente, mas o que gera resultado é a intenção por trás de cada conteúdo.

Um post jurídico pode informar, mas dificilmente vai gerar valor se não estiver conectado à jornada do cliente. O ideal é que cada material tenha um propósito claro: atrair, nutrir, converter ou encantar. Isso exige planejamento, personas bem definidas e domínio dos canais.

Divulgar decisões ou notícias jurídicas pode ser útil, mas o que realmente diferencia é a análise. A opinião técnica, o olhar crítico, a tradução do impacto prático. Isso é o que o cliente quer ler: o que muda para ele. Na minha opinião, essa é a chave.

De intuição para dados

Marketing sem dados é palpite. E o jurídico, por tradição, ainda é resistente à mensuração. Mas o futuro dos escritórios será definido pela capacidade de interpretar informação.

Ferramentas de CRM, automação e análise de performance permitem entender quem acessa o conteúdo, de onde vem o tráfego, quais temas atraem atenção e quais canais geram retorno real.

Essas informações tornam o marketing mais inteligente e estratégico. Permitem cruzar dados de comportamento, receita, fluxo de caixa e penetração de mercado. E o mais importante: ajudam a decidir onde vale a pena investir tempo e energia.

O resultado é previsibilidade. E previsibilidade é o que transforma o marketing de custo em ativo estratégico.

De conservadorismo para autenticidade

O medo de se posicionar ainda é uma barreira enorme no mercado jurídico. Muitos escritórios preferem não opinar, não aparecer, não se arriscar. O resultado é a padronização: todos se parecem, falam igual e evitam qualquer traço de personalidade.

Mas o cliente não escolhe apenas por técnica. Ele busca identificação. E isso exige autenticidade.

Autenticidade não é informalidade. É coerência. É saber expressar propósito, valores e visão de mundo de forma ética, mas verdadeira. É entender que mostrar a cultura do escritório, as pessoas e a forma de pensar é o que cria conexão genuína. O marketing pode ajudar nisso, não inventando histórias, mas traduzindo o que já existe de maneira estratégica e humana.

De hierarquia para colaboração

Em muitos escritórios, o marketing ainda é subordinado à gestão financeira, encarado como despesa controlável e não como parte da liderança estratégica. Isso bloqueia a inovação.

O ideal é que marketing e sócios caminhem juntos. O planejamento precisa ser integrado, com metas compartilhadas e visão de longo prazo. Em escritórios mais maduros, o marketing participa de reuniões de estratégia, auxilia na precificação de serviços, contribui com a comunicação interna e apoia o desenvolvimento de novos negócios.

Alguns já adotam um percentual fixo da receita destinado a marketing, o que indica uma mudança importante: o marketing deixa de ser gasto e passa a ser investimento.

De curto prazo para construção de marca

Muitos escritórios ainda caem na armadilha do imediatismo. Querem resultados rápidos, mais reuniões, mais clientes, mais faturamento e acabam se frustrando. Marketing jurídico não é sobre velocidade, é sobre constância.

Construir marca é um processo. Exige coerência, frequência e paciência. Os resultados mais consistentes aparecem quando há continuidade entre discurso e prática, e quando o escritório se torna reconhecido por entregar o que promete.

Parar de cair em promessas de crescimento rápido

Essa talvez seja a mudança mais urgente. A promessa de “crescimento rápido”, “funil milagroso” ou “faturamento em 30 dias” tem se espalhado pelo setor, e muitos escritórios caem nessa armadilha.

Funciona, em parte, para quem busca clientes de pessoa física ou honorários de ticket baixo, mas definitivamente não serve para o mercado empresarial. Nenhum diretor jurídico vai trocar de escritório porque viu um post no Instagram.

A advocacia corporativa se baseia em reputação, confiança e relacionamento. O processo de decisão é longo, envolve múltiplos interlocutores e depende de referências sólidas. A comunicação digital pode abrir portas, mas o que define a conversão é o histórico, a credibilidade e a capacidade de entrega.

As soluções rápidas alimentam expectativas irreais. Escritórios gastam tempo e recursos em estratégias que não dialogam com o perfil de seus clientes e, no fim, culpam o marketing por não gerar resultados. O problema não está no marketing, mas na falta de alinhamento entre estratégia e objetivo.

O crescimento sustentável nasce da soma entre posicionamento claro, conteúdo relevante, consistência e relacionamento.

O verdadeiro papel do marketing jurídico

O marketing jurídico deve ser o centro da estratégia de negócios, não a sua periferia. Ele não serve apenas para gerar demanda, mas para traduzir o valor do escritório de forma compreensível para o mercado.

Quando o marketing se integra à gestão, ele ajuda a definir quais áreas merecem investimento, quais públicos são mais promissores e quais canais realmente fazem sentido.

Mais do que comunicar, ele orienta decisões. E é isso que diferencia escritórios que crescem de forma estruturada daqueles que vivem em ciclos de tentativa e erro.

O futuro: do discurso à escuta

A prática do futuro será mais sobre ouvir do que sobre falar. Sobre entender o que o cliente precisa, o que o mercado valoriza e o que o escritório tem de singular para oferecer.

Menos autopromoção e mais autoridade. Menos urgência e mais consistência. Menos promessa e mais propósito.

Os escritórios que compreenderem isso terão um ativo que não se compra: relevância. E relevância é o que garante a perenidade.

No fim das contas, o marketing jurídico que mais gera resultado é aquele que o cliente nem percebe como marketing, porque ele enxerga valor antes mesmo de contratar.

“O marketing jurídico do futuro não será aquele que fala mais alto, mas o que é mais escutado.”

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Guia dos canais de comunicação para advogados

Canais de comunicação para advogados

Se existe uma pergunta que escritórios de advocacia de todos os portes fazem é: quais canais de comunicação realmente importam para advogados hoje? A resposta não é simples, porque a lista é extensa e se transforma rapidamente. Do LinkedIn a plataformas emergentes, passando por e-mail marketing, podcasts e até notificações por aplicativos, as possibilidades são muitas.

Este guia apresenta um panorama completo e atualizado, separando os canais em categorias e analisando como cada um pode ser usado de forma prática no mercado jurídico. A proposta é ajudar você a decidir onde investir tempo e energia, com exemplos de aplicação e uma escala objetiva de recomendação ao final de cada item.


Redes sociais

LinkedIn 

Rede social profissional mais relevante para advogados. Nela, empresas, executivos e profissionais compartilham análises e acompanham tendências.

Uso no mercado jurídico: artigos de opinião, posts institucionais, vídeos curtos, participação em grupos, conexão com executivos, divulgação de eventos jurídicos.

LETS recomenda? Sim

Instagram

Plataforma de fotos e vídeos curtos, usada para humanizar marcas e se aproximar de diferentes públicos.

Uso no mercado jurídico: vídeos explicativos, stories com perguntas, reels educativos, bastidores de eventos, campanhas de cultura organizacional.

LETS recomenda? Uso moderado

Facebook

Apesar de queda em relevância, ainda concentra grupos e páginas profissionais.

Uso no mercado jurídico: criação de página institucional, lives de debates, divulgação de eventos e presença em comunidades de negócios.

LETS recomenda? Uso moderado

TikTok

Aplicativo de vídeos rápidos e de linguagem direta, com alto potencial de viralização.

Uso no mercado jurídico: vídeos educativos de curta duração, participação em tendências adaptadas ao setor, conteúdos acessíveis sobre mudanças legislativas.

LETS recomenda? Uso moderado

X (antigo Twitter)

Canal de publicações curtas e rápidas, forte em atualizações em tempo real.

Uso no mercado jurídico: comentários sobre decisões recentes, acompanhamento de pautas jurídicas, interação com jornalistas e formadores de opinião.

LETS recomenda? Sim

Threads (Meta)

Rede textual vinculada ao Instagram, voltada a conversas rápidas. Concorrente do X.

Uso no mercado jurídico: discussões sobre tendências jurídicas, interação com seguidores do Instagram, troca de ideias em tempo real.

LETS recomenda? Uso moderado

YouTube

Maior plataforma de vídeos longos e de buscas no mundo.

Uso no mercado jurídico: webinars gravados, entrevistas, séries educativas, apresentações institucionais, vídeos explicativos sobre temas relevantes.

LETS recomenda? Sim

Pinterest

Rede de coleções visuais, ainda pouco usada por advogados.

Uso no mercado jurídico: organização de infográficos, cartilhas gráficas e fluxos visuais de processos.

LETS recomenda? Não

Reddit

Plataforma baseada em fóruns segmentados.

Uso no mercado jurídico: acompanhamento de discussões internacionais, monitoramento de tendências, participação em comunidades específicas.

LETS recomenda? Uso moderado


Aplicativos de mensagens e comunicação direta

WhatsApp (Business)

Ferramenta de mensagens instantâneas mais usada no Brasil. A versão Business oferece catálogo e automações.

Uso no mercado jurídico: listas de transmissão para newsletters, comunicação institucional com clientes, lembretes de eventos.

LETS recomenda? Sim

Telegram

App com recursos avançados de grupos e canais.

Uso no mercado jurídico: criação de canais de notícias jurídicas, grupos fechados com clientes e parceiros, distribuição de materiais técnicos.

LETS recomenda? Uso moderado

Messenger

Atrelado ao Facebook, mantém relevância em públicos específicos.

Uso no mercado jurídico: resposta automatizada em páginas, suporte institucional em campanhas.

LETS recomenda? Uso moderado

iMessage

Exclusivo para usuários Apple.

Uso no mercado jurídico: comunicação personalizada em nichos corporativos premium.

LETS recomenda? Uso moderado


Publicidade online

Google Ads

Plataforma de anúncios do Google, permite segmentação por palavras-chave.

Uso no mercado jurídico: campanhas institucionais, patrocínio de conteúdos educativos, destaque para páginas institucionais.

LETS recomenda? Uso moderado

Meta Ads

Abrange Facebook, Instagram e Messenger.

Uso no mercado jurídico: impulsionamento de eventos, conteúdos institucionais, campanhas de marca.

LETS recomenda? Uso moderado

LinkedIn Ads

Rede de anúncios segmentados por perfil profissional.

Uso no mercado jurídico: promoção de artigos técnicos, convites para webinars, fortalecimento de marca institucional.

LETS recomenda? Sim

TikTok Ads

Formato publicitário em vídeos curtos.

Uso no mercado jurídico: campanhas de conscientização jurídica ou institucionais.

LETS recomenda? Uso moderado

X Ads

Anúncios de textos e links no X.

Uso no mercado jurídico: divulgação de análises rápidas e conteúdos informativos.

LETS recomenda? Uso moderado

Pinterest Ads

Voltado para públicos visuais.

Uso no mercado jurídico: baixa aplicabilidade.

LETS recomenda? Não

Spotify Ads

Publicidade em áudio dentro de playlists e podcasts.

Uso no mercado jurídico: inserções institucionais, patrocínio de conteúdos educativos.

LETS recomenda? Uso moderado


E-mail marketing e CRM

Newsletters

Boletins enviados periodicamente por e-mail.

Uso no mercado jurídico: conteúdos técnicos, informativos institucionais, atualizações de mercado.

LETS recomenda? Sim

Fluxos de automação

Sequência programada de e-mails.

Uso no mercado jurídico: nutrição de leads, lembretes de eventos, envio de guias e conteúdos técnicos.

LETS recomenda? Sim

Remarketing via e-mail

Direcionado a contatos já existentes.

Uso no mercado jurídico: reforço de autoridade, envio de conteúdos complementares.

LETS recomenda? Sim

Plataformas de CRM

Ferramentas como HubSpot, RD Station e Mailchimp.

Uso no mercado jurídico: gestão de contatos, automação, métricas e segmentação.

LETS recomenda? Sim


Marketing de conteúdo e SEO

Blogs institucionais

Espaço para artigos e publicações.

Uso no mercado jurídico: análises jurídicas, artigos educativos, explicações sobre mudanças legislativas.

LETS recomenda? Sim

Artigos otimizados para SEO

Produzidos com palavras-chave estratégicas.
Uso no mercado jurídico: aumento de visibilidade orgânica no Google, captação de tráfego qualificado.
LETS recomenda? Sim

Podcasts

Conteúdos em áudio sob demanda.

Uso no mercado jurídico: entrevistas, debates sobre tendências, análises de temas complexos em formato acessível.

LETS recomenda? Uso moderado

Infográficos

Materiais visuais para simplificação de informações.

Uso no mercado jurídico: fluxos de processos, estatísticas jurídicas, cartilhas.

LETS recomenda? Sim

E-books e guias técnicos

Materiais aprofundados para distribuição.

Uso no mercado jurídico: geração de leads, consolidação de expertise técnica.

LETS recomenda? Sim

Assessoria de imprensa

Relacionamento com jornalistas e veículos.

Uso no mercado jurídico: publicação de artigos de opinião, entrevistas, pautas institucionais.

LETS recomenda? Sim


Perfis institucionais e de reputação

Rankings jurídicos

Listagens como Chambers, Leaders League, Análise Advocacia.

Uso no mercado jurídico: aumento da credibilidade, exposição internacional, reconhecimento técnico.

LETS recomenda? Sim

Plataformas de dados corporativos

Econodata, Casa dos Dados, Crunchbase.

Uso no mercado jurídico: posicionamento institucional, visibilidade perante investidores e empresas.

LETS recomenda? Uso moderado

Wikipédia

Enciclopédia digital aberta.

Uso no mercado jurídico: fortalecimento de reputação institucional quando há notoriedade comprovada.

LETS recomenda? Uso moderado


Plataformas de avaliação e reputação

Google Business Profile

Ferramenta gratuita de presença local.

Uso no mercado jurídico: exibição de endereço, telefone, site e avaliações institucionais.

LETS recomenda? Sim

Glassdoor

Plataforma de reputação de empregadores.

Uso no mercado jurídico: atração de talentos, fortalecimento da marca empregadora.

LETS recomenda? Uso moderado

Reclame Aqui, Yelp e TripAdvisor

Plataformas pouco aplicáveis ao setor jurídico.

Uso no mercado jurídico: monitoramento ocasional.

LETS recomenda? Não


Eventos digitais

Webinars

Transmissões online com interação.

Uso no mercado jurídico: treinamentos, apresentações para clientes, debates com especialistas.

LETS recomenda? Sim

Lives

Transmissões em redes sociais.

Uso no mercado jurídico: interação em tempo real, humanização da marca, debates institucionais.

LETS recomenda? Uso moderado

Plataformas híbridas

Ferramentas como Hopin, Airmeet, Eventbrite.

Uso no mercado jurídico: realização de eventos digitais e híbridos com gestão profissional.

LETS recomenda? Sim


Outros canais digitais

Aplicativos próprios

Softwares desenvolvidos sob medida.

Uso no mercado jurídico: consulta de informações exclusivas, acompanhamento de processos.

LETS recomenda? Uso moderado

Push notifications

Alertas no navegador ou celular.

Uso no mercado jurídico: lembretes de eventos, divulgação de novos conteúdos.

LETS recomenda? Uso moderado

SMS marketing

Mensagens curtas via celular.

Uso no mercado jurídico: confirmações de eventos, lembretes de prazos.

LETS recomenda? Uso moderado

Comunidades online

Grupos em LinkedIn, Facebook, Telegram e Discord.

Uso no mercado jurídico: construção de networking, debates sobre temas jurídicos, fortalecimento de marca institucional.

LETS recomenda? Sim


E aí, faltou algum?

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LinkedIn como estratégia jurídica

Use o LinkedIn como estratégia jurídica

Advogados que compreendem o funcionamento da plataforma ampliam autoridade, constroem reputação e conquistam espaço sem ferir o Provimento 205/2021.

Por Rafael Gagliardi

O LinkedIn tornou-se a principal vitrine digital para advogados que desejam dialogar com executivos, diretores jurídicos e tomadores de decisão. Mais do que uma rede social, é uma plataforma de credibilidade que valoriza consistência, clareza e interação. Dominar suas regras não significa manipular algoritmos, mas estruturar uma presença digital que respeite as normas da OAB e, ao mesmo tempo, fortaleça negócios jurídicos.

Como o algoritmo distribui conteúdo

O funcionamento do LinkedIn pode ser dividido em três etapas. Na primeira, o algoritmo testa a relevância mostrando seu post para uma fração da rede. Se houver interações rápidas, a publicação ganha fôlego. Na segunda, o alcance se expande para conexões de segundo e terceiro grau, privilegiando comentários consistentes e compartilhamentos com opinião. Na terceira, o conteúdo continua sendo exibido enquanto houver engajamento, podendo se manter ativo por até uma semana.

Para escritórios, isso significa que não basta postar: é necessário estimular respostas genuínas, criar debates relevantes e participar das discussões. Um comentário de um cliente pode gerar mais alcance do que o próprio texto inicial.

Frequência e formatos que funcionam

Perfis que publicam de três a cinco vezes por semana mantêm consistência e ensinam o algoritmo a enxergar relevância. Mas não adianta replicar artigos longos em todas as postagens. O que gera impacto é variar formatos: textos curtos, carrosséis em PDF com checklists, enquetes estratégicas e vídeos rápidos explicando mudanças legislativas ou práticas de mercado.

Na advocacia, o risco de ultrapassar as barreiras éticas é real. O Provimento 205/2021 deixa claro que não se pode fazer propaganda de casos concretos ou prometer resultados. Mas é plenamente permitido oferecer conteúdo educativo, análises de cenários e reflexões estratégicas.

O peso das três primeiras linhas

O usuário decide em segundos se vai clicar em “ver mais”. É nesse espaço inicial que se define o destino de um post. Perguntas provocativas como “quantos contratos da sua empresa estão realmente adequados à LGPD?” ou dados objetivos sobre mudanças tributárias despertam interesse imediato. A introdução não deve vender, mas instigar.

Muitos escritórios ainda começam com frases genéricas ou rebuscadas demais, desperdiçando a chance de capturar atenção. A abertura precisa entregar clareza e urgência intelectual, não autopromoção.

Interação como fator-chave

Respostas rápidas em até uma hora após os primeiros comentários ampliam significativamente o ciclo de vida do conteúdo. Além disso, interagir com outras publicações fortalece sua presença orgânica. Curtir e comentar de forma superficial não basta. O que gera impacto é acrescentar valor: trazer um dado, uma perspectiva ou uma questão que mova a conversa adiante.

Advogados que acreditam que só o post autoral é suficiente perdem metade do potencial da rede. A credibilidade se constrói também ao participar de discussões iniciadas por outros profissionais, inclusive de áreas complementares.

Momentos estratégicos para publicar

No Brasil, o público jurídico e executivo interage mais em determinados horários. Terça e quarta de manhã e quinta na hora do almoço são picos de desempenho. Finais de semana e horários fora do expediente reduzem consideravelmente o alcance.

Mais importante que o dia, porém, é a regularidade. Postagens esporádicas não criam expectativa. A audiência precisa reconhecer sua presença como parte da rotina.

Construção de autoridade sem ultrapassar limites éticos

Autoridade digital não se faz com autopromoção. Escritórios devem focar em transmitir conhecimento com utilidade prática para empresas. Isso pode ser feito por meio de:

  • Explicações rápidas em vídeo sobre mudanças regulatórias

  • Comparações objetivas entre práticas comuns e exigências legais

  • Checklists em carrossel que auxiliam executivos na tomada de decisão

  • Análises críticas de tendências em setores regulados

Esses formatos não violam o Provimento 205/2021 porque não divulgam casos, não expõem clientes e não prometem resultados. O objetivo é educar o mercado e gerar reflexão, nunca captar clientela de forma irregular.

O poder dos dados e das métricas

LinkedIn oferece recursos de análise que permitem entender quem visualiza suas publicações, quais conteúdos geram mais interação e como está evoluindo sua base de conexões. Para escritórios, esse monitoramento é essencial: se os posts estão alcançando profissionais de setores estratégicos, é sinal de que o posicionamento está correto. Se não, é preciso ajustar a linguagem, os temas ou até a frequência.

Usar métricas não é vaidade. É estratégia para alinhar comunicação com objetivos de negócio.

Exemplo prático na advocacia

Um escritório especializado em Direito Societário pode usar a rede para educar empresas sobre práticas de governança. Publicações semanais em vídeo de 60 segundos sobre assembleias digitais, atualizações da CVM ou cláusulas de proteção acionária não apenas demonstram conhecimento, mas atraem a atenção de conselhos e investidores.

A cada três ou quatro posts curtos, pode-se inserir um carrossel aprofundando um checklist prático. Essa combinação cria cadência: conteúdos rápidos capturam atenção e os mais densos reforçam autoridade.

Comunidade como estratégia de longo prazo

Uma prática eficaz é formar uma micro-comunidade de até 15 pessoas que se engajam genuinamente. Sócios, advogados e parceiros podem interagir de forma consistente entre si, o que educa o algoritmo sobre qual público deve ser priorizado. O segredo é autenticidade. Engajamento artificial ou comprado não gera resultado sustentável e pode prejudicar a reputação do escritório.

Aqui, preciso confessar que fico muito chateado quando o público internos dos escritórios não interage com a Company page. Não é tão difícil assim – na verdade, é fácil demais!


O LinkedIn é mais do que uma rede de contatos: é uma ferramenta de reputação e negócios. Mas poucos escritórios tratam essa presença com a disciplina que aplicam em seus processos internos.

Você está usando a rede para construir relações de confiança ou apenas para replicar notícias sem estratégia?

A advocacia que entende que autoridade digital não nasce do acaso, mas de um planejamento consistente, abre espaço para estar presente no momento em que executivos precisam de respostas.

Quem domina o LinkedIn dentro das regras éticas não apenas amplia alcance, mas também conquista o que realmente importa: relevância.

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Sobre a LETS

Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

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