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Maior vazamento de senhas da história expõe 16 bilhões de credenciais

Brasil está entre os mais afetados

O maior vazamento de logins e senhas já registrado expôs aproximadamente 16 bilhões de dados em todo o mundo, segundo especialistas em segurança digital da Cybernews. O volume inclui credenciais organizadas com login, senha e endereço dos sites de origem. Boa parte dos registros foi associada a usuários que se comunicam em português, o que amplia o impacto sobre o Brasil e países lusófonos.

O vazamento foi alimentado por diferentes fontes: malwares do tipo infostealer instalados em dispositivos, ataques de força bruta a senhas reaproveitadas e uso de bases já vazadas anteriormente. O volume e a exposição dos dados preocupam especialistas porque muitos usuários ainda utilizam senhas repetidas ou fáceis de adivinhar, o que amplia os riscos de fraude e invasão.

Além de cobrar responsabilidade das empresas que armazenam esses dados, o momento exige atenção redobrada de cada usuário. Golpes cibernéticos se aproveitam de momentos de fragilidade, aplicativos inseguros e cliques em links maliciosos.

O que você pode fazer agora:

  • Troque suas senhas imediatamente em e-mails, redes sociais, serviços bancários e plataformas corporativas.

  • Use senhas diferentes para cada serviço. Se uma senha for exposta, as outras permanecem protegidas.

  • Crie senhas fortes e seguras: frases longas, combinações de letras, números e caracteres especiais.

  • Ative a autenticação em dois fatores. Esse recurso cria uma camada extra de proteção.

  • Gerencie suas senhas com ferramentas seguras. Opções gratuitas incluem Google Password Manager, LastPass e Microsoft Authenticator.

  • Verifique se seus dados foram vazados usando o site Have I Been Pwned.

Passo a passo para troca de senhas:

  • Google: Configurações > Gerenciar sua Conta Google > Segurança > Senhas

  • Instagram: Configurações > Segurança > Senha

  • LinkedIn: Configurações > Conta > Alterar senha

  • Facebook: Configurações > Segurança > Alterar senha

  • Bancos: App do banco > Segurança > Alterar senha

A LETS Marketing reforça que segurança digital é parte da estratégia de marca. Estar atento a esses movimentos é essencial para empresas que buscam atuar com responsabilidade no ambiente digital e proteger as informações de seus clientes, parceiros e colaboradores.

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Multichannel jurídico

Você está em todos os lugares certos?

Multichannel jurídico: Uma estratégia não é eficiente só porque existe. Ela precisa ser coerente, contextual e legalmente segura.

Por Rafael Gagliardi

Em um mercado onde o ciclo de decisão é lento, a concorrência é crescente e a atenção é escassa, estar presente nos canais certos é uma diferença competitiva real para escritórios de advocacia. Mas não basta marcar presença: é preciso criar conexões consistentes em cada ponto de contato. É aqui que entra o marketing multichannel.

O que é marketing multichannel

Marketing multichannel é a prática de se comunicar com seu público em diferentes canais de forma coordenada. Significa reconhecer que seus potenciais clientes estão em mais de um lugar e que cada ponto de contato é uma oportunidade de fortalecer sua mensagem.

Para escritórios de advocacia, isso pode significar usar LinkedIn, e-mail, eventos presenciais, WhatsApp, site institucional, publicações jurídicas e assessoria de imprensa — cada um com um papel distinto dentro da jornada de relacionamento.

Multichannel não é omnichannel

Diferente do omnichannel, que busca criar uma experiência fluida e unificada entre os canais, o multichannel aceita que os canais são distintos e devem funcionar de forma paralela, mas coordenada. No contexto jurídico, isso é particularmente relevante, pois a comunicação em cada canal obedece formatos, restrições e expectativas diferentes.

Por que advogados precisam pensar em multichannel

  1. Porque o cliente não está mais em um lugar só. A mesma pessoa que lê um artigo na LexLatin pode acompanhar seu post no LinkedIn e decidir entrar em contato depois de receber um boletim por e-mail.
  2. Porque cada canal entrega um tipo de valor. Um podcast pode gerar autoridade. Um e-mail pode gerar tráfego. Um evento pode consolidar relacionamento. Uma matéria na imprensa pode abrir portas com novos decisores.
  3. Porque isso melhora a média. Nem todo canal vai converter. Mas todos os canais atuam em conjunto para amadurecer a percepção do cliente e levá-lo até o ponto de contato comercial.

Como aplicar multichannel no marketing jurídico

A adoção de uma estratégia multichannel exige planejamento, mapeamento de públicos e clareza de objetivos. Não se trata de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas de entender quais canais fazem sentido para os públicos que você quer atingir.

Exemplo de aplicação para um escritório B2B:

  • LinkedIn: publicação de artigos de opinião, cases, destaques de equipe
  • E-mail marketing: newsletters mensais com análise de jurisprudências e novidades
  • Eventos presenciais: encontros com executivos e decisores
  • Assessoria de imprensa: divulgação de temas estratégicos na mídia especializada
  • WhatsApp corporativo: canal de envio de conteúdo direto para leads e clientes ativos

Benefícios reais da abordagem multichannel

  • Maior alcance qualificado: cada canal fala com um pedaço diferente do seu público
  • Mais oportunidades de engajamento: mais chances de gerar memória e conexão
  • Incremento de autoridade: sua marca se fortalece quando aparece com coerência em múltiplos contextos
  • Melhor aproveitamento de conteúdo: um mesmo tema pode ser trabalhado de diferentes formas em diferentes canais

Mas nem tudo é simples. E você precisa estar atento.

Gerenciar uma estratégia multichannel exige mais do que abrir perfis ou contratar ferramentas. Exige tempo, equipe e alinhamento constante entre os canais. Um e-mail institucional que não conversa com o que foi publicado no site gera desconexão. Um sócio falando com linguagem técnica no LinkedIn e informal em um podcast pode causar estranhamento.

Outro ponto de atenção: muitos escritórios confundem repetí-la com coordenar. Copiar e colar o mesmo post em todas as redes não é multichannel. Cada canal precisa ter uma linguagem adequada, com formatos pensados para o contexto em que será consumido.

Aspectos éticos no contexto do Direito

O marketing jurídico é regulado pelo Código de Ética da OAB e pela recente resolução nº 02/2021. Em uma estratégia multichannel, é preciso garantir que a comunicação seja:

  • Informativa, sem promessas de resultado
  • Respeitosa, sem captação indevida de clientela
  • Transparente, com autoria e responsabilidade identificadas
  • Consistente entre os canais, inclusive com versões fiéis em diferentes plataformas

A adaptação do conteúdo a diferentes canais não pode distorcer o tom institucional. Se um post é técnico no site e sensacionalista no Instagram, algo está errado. O mesmo vale para e-mails com chamadas agressivas ou peças com linguagem fora do padrão profissional.

Etapas para criar uma estratégia multichannel eficaz

  1. Mapeie sua audiência: quem você quer atingir e onde essas pessoas estão?
  2. Defina os canais prioritários: nem sempre estar em todos os canais é o melhor caminho
  3. Estabeleça funções para cada canal: autoridade, conversão, relacionamento, memória
  4. Desenhe uma linha editorial multicanal: temas, formatos e responsáveis por execução
  5. Monitore e ajuste: defina indicadores de desempenho para cada canal

O que você precisa lembrar

Marketing multichannel não é sobre espalhar conteúdo. É sobre criar presença inteligente, articulada e coerente nos canais em que o seu público realmente transita. No mercado jurídico, isso exige ainda mais responsabilidade: tudo comunica, tudo reflete a cultura do escritório e tudo precisa respeitar os limites éticos da profissão.

Quem entende isso não tenta estar em todo lugar. Tenta estar nos lugares certos, com a linguagem certa, no tempo certo.

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Hashtags ainda funcionam?

O que você precisa saber em 2025

Sim, hashtags ainda funcionam. Mas não da maneira como você provavelmente aprendeu a usá-las. Em 2025, elas deixaram de ser uma ferramenta de crescimento orgânico massivo e se tornaram um recurso de apoio, com funções mais ligadas à organização, segmentação e posicionamento do que à descoberta de novos perfis.

Por Rafael Gagliardi

Se você ainda aposta em listas genéricas com 30 hashtags copiadas e coladas em todos os posts, sua estratégia está parada no tempo. O algoritmo já percebeu isso. Seu público também.

As hashtags perderam protagonismo, mas não relevância

O motivo é simples: as plataformas evoluíram. Instagram, TikTok, LinkedIn e YouTube Shorts estão cada vez mais baseadas em recomendações personalizadas, com algoritmos que entendem conteúdo por análise de texto, áudio e comportamento do usuário. Palavras-chave naturais, escrita contextualizada e engajamento real têm mais peso que qualquer marcação.

Adam Mosseri, head do Instagram, já afirmou que hashtags servem mais para classificação de conteúdo do que para aumentar alcance. E isso é perceptível na prática: é comum ver posts com bom desempenho e engajamento mesmo sem nenhuma hashtag.

O que funciona hoje é uma combinação de fatores

  1. Conteúdo claro e bem escrito, com palavras que seu público realmente usaria para buscar aquele assunto.
  2. Interação real, com foco em salvar, comentar e compartilhar, não apenas em likes.
  3. Conteúdo nativo, especialmente em vídeo curto, com uso de áudio, legendas e formatos que prendam a atenção rápido.
  4. Títulos e descrições pensados com lógica de busca, e não com linguagem vaga ou apenas estética.
  5. Distribuição orgânica inteligente, com foco em consistência e bom uso das funcionalidades da plataforma.

Mas então… ainda vale usar hashtags?

Vale, sim. Mas com parcimônia e intenção. Hashtags funcionam para:

  • Segmentar nichos específicos (como #DireitoTributárioRJ ou #StartupsLegais)
  • Organizar conteúdo por temas
  • Impulsionar campanhas e desafios com hashtags exclusivas (como #DesafioLegal2025)
  • Criar comunidades em torno de uma marca (#SouClienteLETS, por exemplo)

Mas hashtags não funcionam mais como ferramenta de crescimento viral. Elas não vão transformar um post fraco em um post de sucesso. Elas apenas ajudam a refinar a entrega de um conteúdo que já é bom por si só.

Quantas hashtags usar?

Instagram recomenda entre 3 e 5. No LinkedIn, 3 é o ponto ideal. Em Reels, algumas análises indicam que usar entre 10 e 20 pode funcionar, desde que sejam coerentes com o conteúdo. Não há um número mágico, mas sim uma necessidade de testar, observar e ajustar.

Quer ter mais clareza? Monte um experimento:

  • Publique 7 posts seguidos com diferentes quantidades de hashtags (3, 5, 10, 20…)
  • Mantenha a qualidade do conteúdo constante
  • Acompanhe os indicadores: impressões, alcance, curtidas, comentários, compartilhamentos
  • Veja o que realmente muda

Erros comuns que você precisa evitar

  • Usar hashtags genéricas como #love, #instagood, #sucesso, #direito
  • Copiar e colar sempre a mesma lista
  • Inserir hashtags que não têm relação com o post
  • Usar hashtags como substituto de uma legenda bem escrita

O algoritmo detecta preguiça. E penaliza.

A disputa hoje é por contexto, não por tag

As plataformas já sabem que o seu post fala sobre “fiscalização tributária” se você usar essas palavras na legenda, no áudio, no texto do carrossel ou no comentário fixado. Você não precisa escrever #FiscalizacaoTributaria para isso. Aliás, se esse for o único sinal, ele pode nem ser considerado.

Conteúdo bom tem contexto, valor e relevância. Hashtags, quando usadas, devem reforçar isso — não tentar compensar sua ausência.

O papel dos hashtags na estratégia de marca

Hashtags continuam tendo um papel importante em branding. Elas ajudam a:

  • Unificar campanhas, como eventos ou datas comemorativas (#LETS5Anos)
  • Incentivar produção de conteúdo por terceiros, como clientes ou parceiros
  • Organizar acervos temáticos (por exemplo, #DicasDeMarcaLETS para uma série)

Aqui, o objetivo é menos alcance e mais memória de marca. E isso segue relevante em qualquer contexto.

O que fazer em vez de depender de hashtags

  • Escreva boas legendas com palavras que as pessoas realmente pesquisariam
  • Foque em uma narrativa clara e coerente com a imagem ou vídeo
  • Crie conteúdo nativo para a plataforma: o que funciona no LinkedIn não funciona igual no Instagram
  • Use títulos e aberturas que gerem curiosidade e tragam valor logo de cara
  • Responda aos comentários, envie posts no direct, interaja de volta. Isso pesa para o algoritmo

E como encontrar boas hashtags hoje?

  • Pesquise hashtags do seu nicho e veja se estão ativas (média entre 10 mil e 200 mil posts é ideal)
  • Veja o que seus concorrentes e benchmarks usam — mas não copie, adapte
  • Crie listas diferentes para diferentes tipos de conteúdo
  • Use combinações de hashtags pequenas (menos de 50k), médias (50k–250k) e grandes (250k+)
  • Atualize suas listas com frequência. Hashtags envelhecem

O que tudo isso quer dizer na prática?

Quer saber se hashtags ainda funcionam? A resposta é: sim, mas não sozinhas. Elas não vão salvar um conteúdo ruim. Mas podem ajudar a impulsionar um conteúdo bom, relevante e direcionado.

Use hashtags como um recurso complementar, não como protagonista da sua estratégia. O que realmente move o ponteiro em 2025 é conteúdo que faz sentido para quem consome. O resto é detalhe.

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E quando a IA Alucina?

E quando a IA Alucina?

A inteligência artificial transformou o mercado jurídico, a gente sabe. Ela otimiza processos, analisa dados como nenhum humano. Mas, com essa revolução, surge um desafio real: a “alucinação” da IA. E para quem trabalha com direito, isso é sério.

Por Catarine Ranéa

Mas o que é essa tal alucinação? É quando a IA “cria” informações falsas, imprecisas ou totalmente inventadas, apresentando-as como fatos. Acontece porque a IA generativa, como os grandes modelos de linguagem, opera prevendo a próxima palavra ou sequência de dados com base no que aprendeu. Afinal, se os dados de treinamento são imperfeitos ou se a IA é forçada a “adivinhar” algo fora do seu conhecimento, ela pode simplesmente inventar. Ela preenche as lacunas com algo que parece plausível, mas não é real. É tipo a IA “inventando” para não ficar sem resposta, e o pior: ela faz isso com convicção.

Por que a “Alucinação da IA” é uma ameaça direta ao seu escritório?

Para escritórios de advocacia, por exemplo, onde a informação é base de tudo e a reputação é inegociável, os riscos da alucinação da IA são altos. E as consequências podem ser graves para o seu posicionamento e BD:

Fundamentação jurídica inconsistente: Imagine um advogado usando uma IA para pesquisar jurisprudência, e o sistema “alucina” uma decisão que nunca existiu ou cita uma lei já revogada. Confiar nisso leva a argumentos falhos, perda de casos, sanções e um impacto direto na credibilidade do escritório. Precisão é inegociável no direito.

Conflitos de interesse omitidos: A IA pode ajudar a identificar conflitos de interesse. Se ela alucinar dados ou falhar em conectar informações, um conflito pode passar batido. Isso gera implicações éticas e legais sérias para o escritório, impactando diretamente o seu compliance e governança.

Estratégias legais prejudicadas: Se a IA for usada para formular estratégias e gerar insights baseados em dados alucinados, o escritório pode adotar abordagens ineficazes ou, pior, prejudiciais para seus clientes. Isso afeta a performance do escritório e a percepção de valor do cliente.

Dano à reputação e responsabilidade profissional: Este é o maior risco. A confiança do cliente é construída na competência e na precisão. Um erro por alucinação da IA, que poderia ter sido evitado com a devida diligência, pode destruir a reputação do escritório e levar a processos por negligência. Isso impacta diretamente o seu ranking e posicionamento de mercado.

Blindando seu escritório: Como mitigar os riscos da IA

Apesar dos riscos, a IA é uma ferramenta poderosa. A chave é a adoção consciente e estratégica.

Para seu escritório, isso significa:

  • Validação humana rigorosa: Nenhuma informação gerada por IA deve ser utilizada sem a checagem e validação de um profissional qualificado. A IA é uma ferramenta de apoio, não substituto para o julgamento jurídico.
  • Educação contínua: Advogados e equipes jurídicas precisam ser treinados sobre as limitações da IA, incluindo a alucinação. Conhecimento é a primeira linha de defesa.
  • Fontes de dados confiáveis: Priorize IAs treinadas em dados jurídicos verificados e confiáveis. A qualidade da fonte impacta diretamente a qualidade da resposta.
  • Auditoria e monitoramento: Implemente processos para auditar regularmente as saídas da IA e monitorar seu desempenho em precisão.
  • Cultura de diligência: Fomente uma cultura onde a diligência e a verificação cruzada de informações sejam prioridades, independentemente da fonte.

Em resumo, a alucinação da IA é um desafio real, mas gerenciável. Para escritórios que querem aproveitar o potencial da tecnologia, portanto, a consciência, a cautela e a supervisão humana são a melhor defesa contra os riscos e o caminho para um futuro jurídico mais eficiente, seguro e com um posicionamento sólido no mercado.

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Rebranding

Quando mudar é crescer: o que você precisa saber antes de fazer rebranding

Rebranding não é trocar logotipo. Tampouco é uma mudança de estética. Rebranding é uma decisão estratégica com impacto direto sobre o posicionamento, o valor percebido e a continuidade de um negócio. Em tempos de alta concorrência e ciclos cada vez mais curtos de percepção de valor, às vezes é preciso reapresentar quem você é. Mas como saber a hora certa? E o que esperar de um processo que, se mal conduzido, pode ser desastroso?

Por Rafael Gagliardi

O que é rebranding

Rebranding é o processo de redefinir como uma marca é percebida. Pode incluir a mudança de nome, logo, slogan, linguagem visual, identidade verbal, narrativa institucional e posicionamento no mercado. Mas, mais do que o resultado visual, é uma mudança de direção: uma escolha consciente de reposicionar a marca perante seus públicos.

Empresas que fazem rebranding não estão apenas mudando sua “cara”. Estão reformulando sua promessa. E isso envolve visão, cultura, linguagem e, principalmente, consistência.

Por que fazer rebranding?

Não existe um único motivo para um rebranding. O que existe é um acúmulo de sinais. Você pode não estar vendendo menos, mas talvez esteja sendo lembrado menos. Pode não estar desconectado do mercado, mas talvez não esteja mais dizendo nada relevante.

Veja alguns motivos válidos para considerar um rebranding:

  • Imagem desatualizada: marcas que não evoluem passam a parecer antigas, mesmo que o serviço continue excelente.
  • Mudança de estratégia: novos segmentos, novos produtos ou nova visão de futuro.
  • Fusões e aquisições: duas marcas distintas precisam se tornar uma.
  • Crise reputacional: marcas que passaram por polêmicas ou desgastes podem se reposicionar.
  • Expansão internacional: o que funciona em um mercado pode não funcionar em outro.
  • Aproximação com novos públicos: reposicionar a linguagem e os canais para se conectar com um novo perfil.
  • Confusão de marca: quando a marca não comunica claramente seu diferencial.
  • Declínio de vendas: não basta vender menos, é preciso entender por que as pessoas estão deixando de escolher você.

O que esperar de um rebranding

O processo é complexo, mas os ganhos, quando bem conduzidos, são reais. Uma marca reestruturada atrai clientes mais alinhados, melhora a retenção de talentos, aumenta o valor percebido da empresa e reduz custos com comunicação difusa. Marcas bem posicionadas têm mais facilidade para vender, negociar, atrair investidores e escalar.

Segundo a Lucidpress (agora conhecido como Marq depois de um rebranding), marcas com identidade consistente geram até 33% mais receita. Isso significa que rebranding também é uma ferramenta de alavancagem de resultados.

Passo a passo para rebranding

  1. Diagnóstico realista
    Entenda o contexto. Isso inclui a percepção atual do público, análise de concorrentes, reputação, cultura interna, vendas e posicionamento atual.
  2. Alinhamento de visão e direção
    Rebranding não é uma decoração. É uma manifestação de para onde a empresa está indo. Defina com clareza o que você quer comunicar e para quem.
  3. Pesquisa e benchmarking
    O que você tem de diferente? O que outros estão fazendo bem? Não se trata de copiar, mas de identificar espaços reais de posicionamento.
  4. Desenho da nova identidade
    Isso envolve a criação de nome (se for o caso), logo, tipografia, paleta de cores, tom de voz e linguagem visual. Todo esse trabalho deve ser feito por especialistas com experiência em marca, não apenas em design.
  5. Teste e validação
    Ouça clientes, times internos e parceiros. Testes A/B, entrevistas qualitativas ou pesquisas são fundamentais para avaliar a aderência.
  6. Planejamento de transição
    Quando lançar? Como comunicar? Quais canais? A transição deve ser planejada para não causar ruído nem perda de valor.
  7. Ativação e consistência
    Uma vez lançado, o rebranding precisa ser sustentado. Isso significa alinhar toda a comunicação interna e externa, atualizar materiais, redes, site e manter o discurso consistente.

Pontos de atenção

  • Rebranding não é um paliativo para má gestão. Ele precisa ser embasado em estratégia.
  • Não comece por estética. Comece por sentido.
  • Envolver stakeholders é fundamental. Quem vive a marca deve participar da mudança.
  • Mudança demais assusta. Mudança de menos é irrelevante.
  • Tenha uma agência ou consultoria especializada que compreenda branding como ferramenta de negócio.

O que rebranding não é

  • Não é refazer o site.
  • Não é trocar a paleta de cores no Canva.
  • Não é modernizar o logo e manter todo o resto igual.
  • Não é mudar o nome sem alinhar o que esse nome representa.

Perguntas para provocar sua decisão

  • Você se reconhece na sua marca hoje?
  • Seus clientes entendem claramente seu diferencial?
  • Sua marca comunica para o público que você quer atrair?
  • A estética e a linguagem da sua marca transmitem autoridade?
  • A equipe se sente representada por essa identidade?
  • Você consegue cobrar mais pelo que faz ou precisa justificar o preço a todo momento?

Investir em rebranding é investir em relevância

Se você sente que a forma como é visto não corresponde ao que entrega, talvez seja hora de considerar um rebranding. É um processo que exige coragem, planejamento e visão de futuro. Mas, quando bem executado, entrega resultados tangíveis e reposiciona sua marca como protagonista de um novo ciclo.

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Registro de marca e inteligência artificial

Desafios, possibilidades e riscos para a identidade dos escritórios de advocacia

Criação de marca com inteligência artificial: O mercado jurídico brasileiro está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. Escritórios que antes viam a identidade visual como uma formalidade estética começam a encarar a marca como um ativo estratégico. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço em processos de branding, design e gestão da propriedade intelectual. A interseção entre o registro de marca e a aplicação da IA levanta questões técnicas, éticas e regulatórias que precisam ser debatidas com profundidade, especialmente quando se trata de sociedades de advogados.

Por Rafael Gagliardi

Nome fantasia e limitações legais: o ponto de partida

O artigo 16 da Lei nº 8.906/1994 é claro: escritórios de advocacia não podem utilizar nome fantasia. A denominação da sociedade precisa conter, obrigatoriamente, o nome de um ou mais sócios. A interpretação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é taxativa nesse sentido, o que limita a liberdade criativa na escolha de nomes. Contudo, isso não impede o registro de marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), desde que respeitado esse requisito.

Marcas podem incluir elementos como o nome completo da sociedade, seu logotipo, fonte tipográfica, combinação de cores, símbolos visuais e outros sinais distintivos. Esses componentes, quando alinhados de forma coerente, contribuem para a construção de uma identidade memorável. Em um mercado cada vez mais competitivo, essa identidade deixa de ser apenas um acessório e passa a compor o núcleo da estratégia comercial e reputacional.

IA na criação de marcas: eficiência com limites

Ferramentas de inteligência artificial como Midjourney, DALL·E, Looka, Designs.ai e Adobe Firefly vêm sendo amplamente utilizadas para auxiliar na criação de logotipos e identidade visual de marcas, inclusive no setor jurídico. Essas soluções oferecem agilidade, variedade e custos reduzidos na fase de conceituação. No entanto, há um ponto crítico que precisa ser considerado: a originalidade.

Como esses sistemas operam com base em bancos de dados de imagens preexistentes e treinamento em modelos massivos, a probabilidade de produção de elementos semelhantes ou pouco distintos não é desprezível. Isso pode gerar problemas tanto na tentativa de registro junto ao INPI quanto na sustentação de uma identidade autêntica. Marcas criadas por IA que não passam por curadoria humana especializada correm o risco de configurar plágio não intencional, o que, para escritórios de advocacia, pode comprometer valores como ética e conformidade.

Confiança nos arquivos gerados: aspectos técnicos e legais

Outro aspecto relevante é a qualidade técnica dos arquivos produzidos por IA. Para que uma marca seja devidamente aplicada em diferentes suportes (digitais e impressos), é necessário que os arquivos estejam em alta resolução e em formatos profissionais como .AI, .EPS, .SVG e .PDF vetorial. Muitas ferramentas automatizadas geram arquivos em .PNG ou .JPG, inadequados para usos institucionais robustos.

A ausência desses formatos pode limitar a aplicação da identidade visual, fragilizar o branding e prejudicar campanhas de comunicação. Além disso, a documentação da autoria e das licenças também é essencial, especialmente quando se busca o registro da marca no INPI ou em escritórios internacionais de propriedade intelectual.

Distinção entre design profissional e IA generativa

Embora a IA ofereça acessibilidade e produtividade, ainda não substitui o trabalho criativo e estratégico de um designer especializado. Profissionais humanos consideram variáveis que vão além da estética: adequação ao público-alvo, conformidade com as normas da OAB, coerência com o posicionamento de mercado do escritório e planos de expansão. Designers também garantem a entrega de arquivos estruturados corretamente, criam manuais de identidade e consideram aplicações futuras.

A IA pode ser uma excelente ferramenta de apoio, mas dificilmente entrega uma solução completa sem o acompanhamento humano. Escritórios que buscam se destacar devem ponderar a economia gerada pela IA com os riscos de padronização e falta de distinção.

Proteção da marca: o registro como ferramenta estratégica

Registrar a marca não é apenas uma precaução legal, mas um movimento estratégico que fortalece a reputação e protege o valor simbólico construído ao longo do tempo. O registro no INPI garante o uso exclusivo do nome e dos elementos visuais em sua categoria, prevenindo conflitos com terceiros e dando lastro para a atuação em novos mercados ou canais.

É importante destacar que o registro na OAB, por si só, não garante exclusividade no uso gráfico da marca. Além disso, a proteção conferida pelo INPI permite a repressão de uso indevido por parte de concorrentes ou terceiros, sendo um mecanismo essencial de defesa da identidade corporativa.

Aspectos complementares: direitos autorais e identidade digital

Para além do registro de marca, escritórios também podem proteger elementos como campanhas publicitárias, slogans, materiais institucionais e textos por meio do registro de direitos autorais. No Brasil, isso pode ser feito via Biblioteca Nacional ou plataformas especializadas, com o objetivo de documentar a autoria e a data de criação.

Outro ponto crítico é a proteção da identidade digital. Domínios, perfis em redes sociais e assinaturas eletrônicas devem estar alinhados à marca registrada, sob pena de vulnerabilizar a presença online do escritório e permitir que terceiros se aproveitem de nomes semelhantes para práticas ilícitas ou desleais.

Por onde começar: roteiro prático para escritórios

  1. Definir uma identidade visual clara, coerente e alinhada com os princípios do escritório;
  2. Realizar busca de anterioridade no INPI para evitar conflitos com marcas já registradas;
  3. Escolher a classe de registro adequada (ex.: classe 45, que abrange serviços jurídicos);
  4. Registrar os elementos visuais no INPI como marca mista ou figurativa;
  5. Avaliar a necessidade de registro de direitos autorais para materiais complementares;
  6. Proteger domínios e usuários nas principais redes sociais com base na marca registrada;
  7. Manter arquivos em formatos profissionais e com resolução adequada para diferentes usos.

A decisão é estratégica, não burocrática

Se a identidade visual é parte do posicionamento e da memória institucional do escritório, não faz sentido tratá-la como um detalhe secundário. O uso da inteligência artificial para acelerar processos criativos é válido, desde que acompanhado de critério e responsabilidade. A decisão de registrar a marca, por sua vez, precisa ser vista como investimento em reputação, proteção jurídica e longevidade no mercado.

A pergunta que os escritórios devem se fazer não é “preciso registrar minha marca?”, mas sim: “que tipo de escritório quero construir e proteger nos próximos anos?”.

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Por que a cultura organizacional do seu escritório pode estar afastando (ou atraindo) clientes

Durante muito tempo, escritórios de advocacia eram escolhidos por empresas com base em reputação técnica, banca de profissionais e preço. Mas isso está mudando — e rápido.

Atualmente, com General Counsels mais estratégicos e sensíveis à gestão empresarial, a cultura organizacional dos escritórios passou a entrar na equação. Não basta ser bom tecnicamente, é preciso compartilhar valores, ter uma postura institucional coerente e atuar como parceiro de negócios, não apenas como fornecedor de pareceres.

Por Catarine Ranéa

O que GCs observam (mesmo que você não saiba)

Muitos escritórios ainda subestimam o que está sendo observado nos bastidores da relação. GCs experientes avaliam:

  • A forma como o time responde sob pressão (respostas rápidas ≠ respostas boas).
  • Se há diversidade real na equipe apresentada.
  • Como os advogados se posicionam (ou se omitem) em discussões ESG.
  • Se há uma cultura de colaboração ou de silos.
  • A consistência entre discurso institucional e prática no dia a dia.

Cultura organizacional como diferencial competitivo

Se um GC percebe que o seu escritório trata mal estagiários, centraliza tudo em sócios ou não pratica o que prega nas redes sociais, isso compromete a confiança. Em um cenário onde as empresas estão cada vez mais preocupadas com reputação, governança e responsabilidade social, os parceiros jurídicos também são avaliados por esses critérios.

Isso torna a cultura do escritório parte do serviço prestado.

Quem fala por você?

Aqui entra um conceito poderoso: o Employee Generated Content (EGC), abordado pela sócia Luana Pablos no artigo Colaboradores como Influenciadores da sua marca.

Quando os seus próprios colaboradores (advogados, coordenadores, estagiários) falam com orgulho e naturalidade sobre a rotina, os bastidores e os valores do escritório, isso constrói uma narrativa autêntica que impacta diretamente a percepção de clientes.

Afinal, EGC não é publicidade, é demonstração espontânea de cultura viva.

Escritórios são marcas. E marcas precisam de coerência.

No final das contas, empresas querem se associar a marcas confiáveis, consistentes e com valores sólidos. Um escritório que trata bem sua equipe, entrega com excelência e se posiciona com responsabilidade passa segurança e ganha relevância.

Afinal, se o escritório não consegue cuidar da própria casa, como vai cuidar da do cliente?

A nova advocacia exige que os escritórios pensem como marcas e ajam como parceiros. Técnica é essencial, mas cultura é o que conecta, diferencia e fideliza. Em um mercado onde o talento e o propósito importam, a cultura do escritório pode ser o fator decisivo entre ser contratado — ou esquecido.

Quer posicionar seu escritório como marca parceira e atrativa?

Fale com a gente:
contato@letsmarketing.com.br

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Colaboradores como Influenciadores da sua marca

A participação dos colaboradores na criação de conteúdo, especialmente nas redes sociais, tem se mostrado uma estratégia cada vez mais eficaz para as marcas. O conceito de Employee Generated Content (EGC), ou conteúdo gerado por colaboradores, se destaca como uma ferramenta poderosa. Não apenas para promover a organização, mas também para fortalecer a cultura interna e criar um ambiente de trabalho engajado.

Por Luana Pablos

Colaboradores são, muitas vezes, os melhores embaixadores de uma marca. Eles têm acesso a informações que podem ser valiosas para potenciais clientes e novos talentos. O EGC permite que eles compartilhem suas vivências, proporcionando uma visão autêntica da empresa. Isso é especialmente relevante em um mundo onde o consumidor busca por relacionamentos mais próximos e genuínos com as marcas. Por isso, um colaborador que compartilha uma experiência positiva pode influenciar a percepção pública de uma marca de maneira muito mais eficaz do que qualquer campanha institucional ou publicitária.

O incentivo do EGC também é essencial na construção de uma marca empregadora forte e consistente.

Pois, se seus colaboradores se sentem valorizados e ouvidos, eles estarão muito mais propensos a compartilhar histórias e se tornarem defensores da sua marca. Claro que, para que seus colaboradores se sintam encorajados a compartilhar vivências reais, é preciso analisar se a cultura organizacional atual beneficia esse tipo de comportamento.

Se a cultura da sua empresa valoriza a transparência, a comunicação e a colaboração, então seus colaboradores terão um ambiente seguro para falar sobre suas experiências.

A integração dos colaboradores como influenciadores da marca é uma estratégia que pode trazer benefícios significativos para a organização. Ao valorizar a voz dos colaboradores e promover um ambiente onde o EGC é incentivado, as empresas e os escritórios de advocacia não apenas melhoram sua imagem externa, mas também fortalecem sua cultura organizacional e engajamento interno.

Que passos você pode tomar hoje para encorajar seus colaboradores a se tornarem defensores da marca?

A transformação começa com a valorização das experiências e contribuições de cada membro da equipe.

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Segmentação de Clientes

Como segmentar clientes por setor de indústria transformou minha visão sobre estratégia jurídica

Durante os anos em que trabalhei em uma das maiores consultorias empresariais do mundo, aprendi na prática o poder que existe na segmentação de clientes por setor de indústria. Era parte da rotina: classificávamos cada cliente de acordo com códigos como o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), NAIC (North American Industry Classification System) ou SIC (Standard Industrial Classification).

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

Essa categorização nunca foi um detalhe burocrático. Pelo contrário, era o ponto de partida para estruturar estratégias de negócio mais inteligentes e eficazes. Com o tempo, ficou muito claro para mim que cada setor possui uma linguagem própria, desafios específicos, processos característicos e até uma dinâmica regulatória singular.

Quando passei a atuar no mercado jurídico, percebi uma diferença considerável. Muitos escritórios já fazem esse tipo de segmentação, mas de maneira ainda parcial. No Brasil, a lógica dominante ainda é organizar a atuação pela natureza do serviço jurídico – contencioso, consultivo, regulatório – e não necessariamente pela atividade principal do cliente.

Como o setor de saúde revela os limites da segmentação tradicional

Um dos exemplos mais evidentes está no setor de saúde. É comum encontrar escritórios que se dizem especializados nesse segmento, mas que na prática concentram sua atuação apenas em temas relacionados à ANVISA ou à responsabilidade civil médica.

Ocorre que, se observarmos com o mesmo rigor que utilizávamos na consultoria, veremos que o setor de saúde, conforme o CNAE, inclui hospitais, clínicas, laboratórios, planos de saúde e até profissionais liberais. Cada uma dessas subcategorias tem características de negócio, processos de decisão e desafios jurídicos muito distintos.

Atender um laboratório de análises clínicas, por exemplo, envolve questões de biossegurança, LGPD, contratos com fornecedores de insumos e muitas vezes, investimentos em inovação tecnológica. Já um hospital público lida com licitações, parcerias público-privadas e temas regulatórios complexos.

Por que então tantos escritórios insistem em oferecer soluções genéricas quando o próprio segmento é tão diverso?

Minha hipótese é que ainda há uma confusão conceitual relevante: confunde-se a natureza do serviço jurídico prestado com o segmento de atuação do cliente. Isso limita a capacidade do escritório de criar propostas realmente personalizadas e, por consequência, a sua competitividade.

O que aprendi com as Desks internacionais

Nos mercados mais maduros, como o americano e o londrino, essa visão segmentada já está profundamente enraizada. Lá, os grandes escritórios estruturam suas operações em “Desks” ou “Industry Groups” – equipes multidisciplinares, técnicas e administrativas, que atuam exclusivamente para determinados setores.

É muito comum, por exemplo, encontrar uma “Healthcare Desk” que reúne advogados de diversas áreas – contratual, regulatória, trabalhista, tributária – mas todos com profundo conhecimento sobre o setor de saúde, participando de eventos específicos, produzindo conteúdo especializado e entendendo os movimentos regulatórios que impactam diretamente aquele mercado.

Esse modelo garante que o escritório fale a mesma língua do cliente, antecipe tendências e seja visto como um parceiro estratégico, e não apenas um solucionador pontual de problemas jurídicos.

Voltando ao mercado jurídico brasileiro, percebo o quanto ainda temos espaço para evoluir nesse aspecto.

O potencial da segmentação no contexto jurídico brasileiro

No Brasil, muitos escritórios começam a se organizar por setores, mas de forma tímida e, muitas vezes, desestruturada. Há um movimento crescente em áreas como agronegócio, infraestrutura e tecnologia, mas ainda falta método.

A segmentação por setor de indústria permite que um escritório seja mais assertivo em vários aspectos:

  • Estudo aprofundado: conhecer em profundidade os marcos regulatórios, as tendências de mercado e as dores específicas de cada segmento.

  • Propostas personalizadas: criar soluções jurídicas adaptadas à realidade de cada cliente, com foco nos riscos e oportunidades mais relevantes.

  • Comunicação direcionada: produzir conteúdos que dialoguem diretamente com as preocupações daquele setor, aumentando a autoridade e a visibilidade do escritório.

  • Participação ativa: frequentar eventos específicos, estabelecer networking qualificado e entender as práticas comerciais típicas daquela indústria.

Quando um escritório decide segmentar sua atuação por setor, passa a construir uma proposta de valor muito mais clara. O cliente percebe que o advogado entende as suas particularidades, fala sua linguagem e antecipa os riscos e oportunidades do mercado em que atua.

Minha recomendação para quem quer começar

Se posso deixar uma recomendação, com base na minha trajetória, é esta: comece pela estruturação de grupos internos multidisciplinares focados em setores específicos.

Por exemplo, se o escritório atende diversos clientes na área de tecnologia, crie um grupo que reúna advogados especializados em propriedade intelectual, contratos, proteção de dados e compliance, mas que se dediquem a estudar esse mercado, participem de eventos de inovação e se aproximem dos ecossistemas de startups.

Esse grupo deve ir além de simplesmente somar competências jurídicas. É preciso desenvolver uma visão de negócio do setor, entender as tendências, as fusões, as novas regulações e os desafios estratégicos que impactam os clientes.

Outro aspecto fundamental é usar classificações formais, como o CNAE, para mapear a base de clientes e potenciais clientes. Isso ajuda a identificar padrões, definir prioridades e ajustar o posicionamento do escritório.

O que você pode fazer a partir de agora

Você já mapeou os setores de indústria que mais consomem os serviços do seu escritório? Já avaliou quais segmentos possuem maior potencial de crescimento ou quais exigem uma atuação mais especializada?

Se ainda não fez isso, talvez seja o momento ideal para começar.

Comece simples: analise a carteira de clientes, identifique os setores predominantes e organize reuniões internas para discutir como o escritório pode se aprofundar nesses mercados. Estabeleça grupos de estudo, incentive a produção de conteúdos especializados e oriente os sócios e advogados a participarem ativamente de eventos setoriais.

Essa mudança de perspectiva pode ser o diferencial que faltava para o seu escritório se posicionar de maneira mais estratégica e conquistar novos mercados.

A segmentação por setor de indústria não é uma tendência passageira. É uma forma mais inteligente, eficiente e relevante de se posicionar no mercado jurídico. Se eu aprendi isso na consultoria empresarial, hoje reforço essa visão a cada dia na atuação com escritórios de advocacia.

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Tendências do mercado jurídico

Por que entender as tendências do mercado jurídico é decisivo para o crescimento do seu escritório

O mercado jurídico passa por uma transformação profunda, impulsionada pela evolução tecnológica, mudanças regulatórias e novas expectativas de clientes e profissionais. Para quem lidera escritórios ou departamentos jurídicos, entender essas tendências não é apenas um diferencial competitivo, mas uma necessidade estratégica.

Por Rafael Gagliardi, sócio da LETS Marketing

Você já se perguntou como as tendências podem impactar a sua prática? Ou como antecipá-las pode ser o caminho mais seguro para manter sua operação sustentável e relevante? Entender as tendências do mercado jurídico significa ter clareza sobre onde investir, como estruturar a equipe e, principalmente, como se posicionar diante de um ambiente em constante mutação.

Antecipar mudanças: o segredo das bancas que crescem

O relatório de 2025 sobre o estado do mercado jurídico dos Estados Unidos, publicado pela Thomson Reuters e pela Georgetown Law, revela que os escritórios que mais crescem são aqueles que não apenas respondem às mudanças, mas as antecipam.

Nos últimos anos, a adoção de modelos de negócios inovadores, o investimento consistente em tecnologia e o foco na experiência do cliente se tornaram elementos determinantes de sucesso. Por exemplo, firmas que incorporaram ferramentas de automação e análise de dados ampliaram sua produtividade, reduziram custos e criaram novas fontes de receita.

Esse movimento não é isolado. No Reino Unido, conforme o relatório Legal Trends da Clio, mais de 96% dos escritórios já utilizam alguma forma de inteligência artificial, seja para análise de contratos, seja para automação de documentos. Quem não acompanha essa dinâmica perde competitividade e, principalmente, oportunidades de atuação em novos nichos.

Por que a análise de tendências é uma competência essencial para advogados?

Analisar tendências é, antes de tudo, um exercício de inteligência estratégica. Trata-se de observar padrões emergentes, avaliar mudanças regulatórias, monitorar o comportamento da concorrência e, com isso, projetar os movimentos do mercado.

No jurídico, essa competência se manifesta na capacidade de perceber, por exemplo, o crescimento da demanda por proteção de dados antes da entrada em vigor da LGPD, ou a explosão de serviços relacionados ao ESG diante do aumento da regulação ambiental e social.

Empresas que dominaram esse tipo de análise foram capazes de reposicionar suas práticas, capacitar suas equipes e conquistar novos mercados antes dos concorrentes.

Para fazer isso bem, você precisa estabelecer processos contínuos de observação: acompanhar relatórios de tendências, participar de eventos estratégicos e manter uma escuta ativa sobre as demandas dos seus clientes.

A tecnologia como vetor central de mudança

Entre as tendências mais relevantes do mercado jurídico está a adoção acelerada de tecnologia. Ferramentas de inteligência artificial, automação de processos e análise preditiva já não são mais exclusividade de grandes bancas.

Segundo a pesquisa da Clio, 36% dos escritórios britânicos utilizam IA para automação de documentos e 29% para revisão contratual. Mais importante: 43% dos advogados relatam que a adoção de IA melhorou a qualidade do trabalho e a produtividade. Esse dado não deve ser ignorado.

O impacto vai além da eficiência operacional. Escritórios que investem em tecnologia conseguem oferecer respostas mais rápidas, ampliar a previsibilidade dos honorários e entregar uma experiência mais alinhada às expectativas de clientes cada vez mais exigentes.

Se você ainda não estruturou um plano de adoção tecnológica, pergunte-se: quais tarefas repetitivas podem ser automatizadas na minha operação? Como posso liberar tempo da equipe para atuar em atividades mais estratégicas? Como garantir que minha banca esteja alinhada com os novos padrões do mercado?

A mudança no perfil dos clientes e o desafio de oferecer mais valor

O comportamento do cliente jurídico mudou. Ele quer mais agilidade, clareza nos preços e um relacionamento próximo, baseado em confiança e transparência.

Estudos mostram que 45% dos clientes ainda preferem o contato tradicional por telefone, mas 43% já se sentem confortáveis em interagir por meio do site do escritório e 42% aceitam chatbots como canal de atendimento.

Esse dado é revelador: quem limita sua operação aos canais tradicionais perde a oportunidade de criar um relacionamento mais dinâmico e de construir uma presença digital sólida.

Além disso, a demanda por previsibilidade nos honorários cresce rapidamente. O modelo de cobrança por hora dá lugar a estruturas fixas ou híbridas. No Reino Unido, 54% dos escritórios indicam que pretendem ampliar o uso de honorários fixos, justamente para atender clientes que desejam clareza sobre os custos antes de contratar.

Para o seu escritório, essa tendência representa um convite à revisão do modelo de negócios: como oferecer previsibilidade sem comprometer a rentabilidade? Quais serviços podem ser estruturados de forma modular, permitindo pacotes ou valores fechados?

Modelos alternativos de remuneração: o fim do monopólio da hora

A adoção de modelos alternativos de precificação é uma tendência irreversível. No Brasil, esse movimento avança de forma mais gradual, mas já é perceptível em nichos como startups e investidores, que demandam previsibilidade e eficiência.

O modelo de honorários fixos amplia a confiança do cliente, reduz o atrito na negociação e pode gerar fluxos de receita mais estáveis. Porém, exige uma gestão mais rigorosa da produtividade e uma cultura orientada a processos, além da capacidade de projetar, com precisão, o esforço envolvido em cada tipo de demanda.

Não se trata apenas de mudar a forma de cobrar, mas de reorganizar a entrega de valor, usando tecnologia, processos bem definidos e métricas claras de eficiência.

O impacto da inteligência artificial na redefinição das competências jurídicas

A ascensão da inteligência artificial no Direito está mudando não só os processos, mas também as competências exigidas dos advogados.

Hoje, profissionais que combinam domínio técnico com habilidades de gestão, análise de dados e comunicação digital são mais valorizados. O tradicional perfil do advogado exclusivamente técnico dá lugar a profissionais multidisciplinares, capazes de liderar equipes, interagir com sistemas complexos e oferecer uma visão estratégica ao cliente.

Esse movimento impacta diretamente os processos de recrutamento e desenvolvimento de talentos. O relatório da Thomson Reuters destaca o aumento das contratações de profissionais experientes e a redução do foco em perfis exclusivamente juniores. Além disso, cresce a adoção de estruturas de sócios em dois níveis, ampliando a flexibilidade organizacional.

Se o seu escritório ainda estrutura o desenvolvimento de talentos com base em modelos tradicionais, talvez seja hora de refletir: como preparar minha equipe para esse novo perfil de atuação? Quais competências técnicas e comportamentais são prioritárias neste contexto?

O cenário macroeconômico e o papel estratégico dos advogados

O mercado jurídico não está isolado da economia global. A expectativa para 2025, conforme o relatório da Thomson Reuters, inclui riscos associados à desaceleração econômica e à instabilidade política. Paradoxalmente, esses cenários de incerteza podem aumentar a demanda por serviços jurídicos, especialmente em áreas como compliance, contencioso estratégico e proteção de dados.

Entender as tendências significa, portanto, antecipar os efeitos macroeconômicos sobre a sua carteira de clientes e estruturar a oferta de serviços de forma preventiva.

Por exemplo, escritórios que monitoram o ambiente regulatório e oferecem diagnósticos preventivos de riscos tributários ou trabalhistas não apenas geram novos negócios, mas fortalecem a relação com os clientes, que passam a ver o advogado como um parceiro estratégico, não apenas como um solucionador de problemas.

Como estruturar um processo de monitoramento de tendências no seu escritório

Entender tendências é uma competência que pode – e deve – ser estruturada como um processo contínuo. Algumas práticas fundamentais incluem:

  • Definir objetivos claros: quais tendências são mais relevantes para o seu nicho? Tecnologia? Regulação? Modelos de remuneração?

  • Criar uma rotina de coleta de informações: leitura sistemática de relatórios, participação em eventos, análise de cases internacionais.

  • Analisar e interpretar dados: identificar padrões e avaliar a aplicabilidade ao contexto do seu escritório.

  • Desenvolver cenários futuros: projetar como as tendências podem impactar a operação nos próximos anos.

  • Implementar ajustes estratégicos: alinhar processos, estrutura e comunicação com as mudanças identificadas.

Esse processo deve envolver todas as áreas da banca, promovendo uma cultura organizacional orientada à inovação e à adaptação contínua.

Você está preparado para transformar tendências em oportunidades? O seu escritório já possui processos estruturados para captar sinais de mudança e reposicionar sua estratégia com agilidade?

Entender as tendências do mercado jurídico não é um exercício acadêmico, mas um imperativo estratégico para quem quer liderar, inovar e construir relevância em um setor cada vez mais competitivo e orientado por dados.

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Sobre a LETS

Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

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