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A IA vai substituir advogados?

Mas calma que não será hoje

O uso de inteligência artificial no Direito cresce em ritmo acelerado, mas também traz tropeços que reforçam a importância da supervisão humana. De tribunais estaduais ao STF, decisões recentes mostram que confiar cegamente na tecnologia pode gerar multas, processos disciplinares e até acusações de má-fé. Se você atua na advocacia, vale refletir: até que ponto é seguro adotar ferramentas de IA no dia a dia sem critérios claros de revisão?

Por Rafael Gagliardi

Casos recentes mostram o risco

No Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), um recurso recheado de jurisprudências e doutrinas inexistentes custou caro. O advogado admitiu ter usado IA sem checar as referências. O tribunal aplicou multa de 10% sobre o valor atualizado da causa e comunicou o episódio à OAB/SC. O relator destacou que a prática ameaça induzir juízes ao erro e afronta o dever de veracidade. (Divulgado na TJSC – LINK)

Na Bahia, uma advogada foi punida em dez salários mínimos após petição com precedentes falsos. Ela afirmou que o texto havia sido elaborado por um estagiário do escritório que quis “mostrar serviço” ao usar IA sem autorização. O juiz entendeu que a defesa violou a dignidade da Justiça e expediu ofício à OAB/BA. (Divulgado em Migalhas – LINK)

Em Mogi das Cruzes (SP), a 3ª Vara do Trabalho rejeitou embargos de declaração apresentados por empresa de segurança. O juiz destacou que a peça era genérica, sem revisão e baseada em premissas equivocadas, típica de produção automática sem análise crítica. A multa incluiu 2% por caráter protelatório e 5% por litigância de má-fé. (Divulgado no TRT-2 – LINK)

No Supremo Tribunal Federal, o ministro Cristiano Zanin rejeitou reclamação constitucional com precedentes inexistentes e menções falsas a súmulas. Para ele, a peça foi feita com recurso de IA sem qualquer revisão posterior, configurando má-fé. O caso foi encaminhado ao CFOAB e à OAB/BA. (Divulgado em Migalhas – LINK)

Na arena internacional, reportagem da MIT Technology Review Brasil destacou episódios nos EUA e em Israel. Um juiz da Califórnia multou em US$ 31 mil um escritório por petição com artigos inexistentes, atribuídos a modelos de IA. Outro caso envolveu promotores israelenses que citaram leis que não existiam, admitindo depois o uso inadequado da tecnologia. Especialistas alertam: as chamadas “alucinações” de IA não diminuíram, estão se tornando mais comuns e até grandes escritórios já caíram nessa armadilha. (Divulgado na MIT Technology Review Brasil – LINK)

Esses exemplos deixam claro: IA pode ser útil, mas não substitui o crivo técnico do advogado. A pressa em usar ferramentas sem revisão crítica pode minar reputações, gerar prejuízos e até comprometer a confiança do Judiciário. Se a tecnologia deve ser parceira, cabe a você decidir se quer que ela trabalhe ao seu lado ou contra você.

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Chega de chamadas de SPAM com iOS 26

iPhone bloqueia chamadas de SPAM antes de tocar

Chega de chamadas de SPAM com iOS 26: Como a triagem inteligente de ligações pode devolver sua disponibilidade sem abrir mão da segurança e da produtividade

Por Rafael Gagliardi

O telefone continua sendo um canal decisivo para quem advoga. Clientes em urgência, contatos de recomendação e executivos que não usam mensageria preferem ligar. Ao mesmo tempo, golpes, robocalls e ofertas insistentes fizeram muitos de vocês evitarem números desconhecidos.

O iOS 26 chega com uma proposta direta: usar inteligência artificial para atender primeiro, entender quem está do outro lado e só então avisar você. Com isso, o aparelho filtra interrupções e preserva o que importa.

O que o iOS 26 faz de diferente

O recurso de triagem de chamadas atua como um recepcionista no próprio iPhone. Quando alguém liga, a IA atende silenciosamente, pede identificação e motivo da ligação, transcreve em tempo real e exibe um resumo na tela. Você decide se atende, retorna depois ou ignora. Todo o processo ocorre no dispositivo, com foco em privacidade.

Em paralelo, o Hold Assist acompanha chamadas em espera e sinaliza quando um atendente humano entra na linha. Assim, você não precisa ficar preso a áudios repetitivos. Em conjunto, ambos os recursos reduzem ruído e devolvem controle.

Por que isso importa para escritórios

Disponibilidade ainda é percepção de valor. Quando o cliente tenta falar e só encontra caixa postal, a confiança sofre. A triagem do iOS 26 permite manter a linha aberta sem se expor a ligações irrelevantes. Você melhora o tempo de resposta, protege sua agenda e reduz distrações em audiências, reuniões e estudos de caso. Consequentemente, a chance de transformar um primeiro contato em relação duradoura aumenta.

Como configurar após atualizar

  1. Abra Ajustes.

  2. Toque em Telefone (ou pesquisa no menu de busca).

  3. Ative Filtrar Chamadas Desconhecidas.

  4. Em Notificações, defina se quer ver alertas sobre chamadas filtradas.

  5. Atualize sua agenda de contatos para evitar bloqueios indevidos.

  6. Se usar linhas profissionais, crie etiquetas claras nos contatos de clientes e parceiros para priorizá-los.

O sistema aprende com seu uso. Portanto, quanto mais você interage, mais precisa fica a triagem.

Nas horas de maior concentração, como audiências híbridas, sustentações por vídeo e reuniões remotas, o filtro elimina chamadas promocionais e preserva a disponibilidade para emergências reais, reduzindo estresse e aumentando a entrega técnica.

Para relacionamento e novos negócios, a identificação automática de nome e contexto ajuda a qualificar leads rapidamente e a escolher o melhor momento para retornar, encurtando o caminho até uma conversa produtiva sem transformar o escritório em call center.

Adote boas práticas

Mantenha contatos atualizados, padronize nomes de empresas e departamentos, crie janelas de maior sensibilidade em que só passam ligações identificadas e estabeleça um protocolo claro de retorno, com prioridade no mesmo dia quando o resumo indicar urgência e agendamento em blocos nos demais casos.

Reforce a confiança do cliente explicando que a recepção assistida roda no próprio aparelho e serve para priorizar demandas críticas, sem expor conteúdo sensível.

Em situações que exigem atendimento imediato, como ligações de magistrados, membros do Ministério Público, autoridades ou plantões de clientes, use favoritos e bypass de foco para que essas pessoas atravessem o filtro.

Para implementar de forma pragmática, atualize os dispositivos, ative a triagem e teste por uma semana; ajuste notificações, revise a base de contatos, alinhe o protocolo com a equipe e acompanhe dois indicadores simples: menos interrupções e mais retornos qualificados.

Se golpistas e robôs vão aprender a burlar essa nova funcionalidade, eu não sei.

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Copia e cola: o risco de replicar concorrentes na advocacia

O risco de replicar concorrentes na advocacia

No mercado jurídico, há um fenômeno recorrente: escritórios que moldam sua identidade e estratégia a partir do que veem nos concorrentes. Uma nova identidade visual lançada por um grande player inspira outro, que por sua vez inspira outro, até que o que deveria ser referência se transforma em repetição. O resultado é uma cadeia de cópias, em que o diferencial de cada marca na advocacia se dilui em uma massa homogênea. O efeito é claro: a inovação perde espaço, a percepção de valor se esvazia e a distinção entre líderes e seguidores desaparece.

Por Rafael Gagliardi

Em um setor tradicional como o jurídico, a busca por segurança leva muitos a mirar no que já foi validado por outros. Isso explica porque logotipos semelhantes, sites com estruturas idênticas e estratégias de comunicação quase padronizadas se multiplicam. O problema é que, quando todos copiam os mesmos elementos, a suposta diferenciação se torna invisível. O cliente olha e enxerga mais do mesmo.

Esse efeito cascata não se restringe à estética. Ele aparece em discursos institucionais, descrições de áreas de prática, newsletters e até em como os escritórios abordam pautas de mercado. O que nasce como inspiração rapidamente vira dependência. A consequência é a perda da autenticidade.

Quando a prioridade é copiar, não sobra espaço para criar. Escritórios que se preocupam em replicar modelos alheios deixam de investir em iniciativas originais, que poderiam gerar autoridade real e engajamento genuíno. Além disso, há um risco estratégico: se todos fazem o mesmo, a única variável de competição passa a ser preço. E competir por preço nunca é saudável no longo prazo.

A falta de inovação também mina a cultura interna. Times de marketing, advogados e gestores acabam operando em piloto automático, reproduzindo o que “funciona” no mercado, em vez de pensar em soluções adaptadas ao seu público específico. O resultado é previsível: oportunidades de crescimento ficam pelo caminho.

Riscos para a marca

O impacto de copiar não é apenas criativo, é também reputacional. Uma marca que transmite pouca originalidade gera desconfiança. Clientes podem questionar se o escritório também não replica estratégias jurídicas em vez de desenvolver soluções sob medida. Além disso, em um ambiente regulado como o da advocacia, copiar textos, imagens ou estratégias pode gerar não só problemas éticos, mas também jurídicos.

Há ainda a questão do branding digital. Motores de busca e algoritmos identificam conteúdo duplicado, penalizando a visibilidade de quem replica. Ou seja, além de ser malvisto pelo público, copiar pode reduzir a presença online do escritório.

Foco no cliente, não no concorrente

Escritórios existem para servir clientes, não para satisfazer a vaidade de parecer iguais a outros. Se a comunicação, os conteúdos e a forma de se posicionar não partem das dores reais dos clientes, dificilmente geram impacto. Perguntas como “o que meu concorrente publicou ontem?” deveriam ser substituídas por “quais desafios meu cliente enfrenta hoje?”.

Estudos de caso, conteúdos educativos, explicações de novas regulações e análises setoriais são oportunidades de mostrar autoridade sem copiar ninguém. O diferencial vem da conexão com a realidade do público atendido, não da comparação com quem atua ao lado.

Seguir o que já foi feito é confortável. Liderar exige coragem. Liderar é assumir que nem sempre haverá modelo pronto, que será necessário arriscar e, eventualmente, errar. Mas é nesse espaço que surgem as marcas mais fortes.

Os líderes não estão preocupados em replicar tendências, mas em definir caminhos. Criam formatos de eventos, estabelecem narrativas únicas, constroem campanhas proprietárias. Isso demanda visão estratégica e confiança, mas gera uma vantagem competitiva difícil de copiar.

Como analisar concorrentes com inteligência

Observar o que outros escritórios fazem é importante. O problema não está em analisar, mas em reproduzir sem filtro. O monitoramento da concorrência deve servir como diagnóstico, não como manual de instruções.

É útil entender como um concorrente se posiciona em rankings, quais pautas aborda em artigos, como estrutura seu site e que tipo de eventos organiza. A partir daí, cabe perguntar:

  • Que lacunas eles deixam?
  • Que temas eles ignoram?
  • Que públicos não estão sendo atendidos?

A inteligência competitiva precisa gerar insights para diferenciação, não para imitação. O valor está em mapear oportunidades e construir respostas exclusivas, ajustadas ao perfil e às metas do seu escritório.

No setor jurídico, a prática de copiar cria uma estagnação coletiva. Um escritório lança um modelo de newsletter, dezenas repetem. Outro investe em determinada rede social, os demais seguem. Em pouco tempo, o público é bombardeado por formatos idênticos, o que reduz a eficácia de todos.

Esse comportamento em cadeia transforma concorrentes em clones. E quando todos são iguais, ninguém se destaca. O único caminho para sair desse ciclo é romper com a dependência de modelos alheios e desenvolver estratégias originais, ainda que demandem mais tempo de maturação.

Você pode continuar observando o que os concorrentes fazem e correr para replicar. Ou pode decidir construir uma marca que não dependa de comparações. O primeiro caminho leva ao esquecimento. O segundo, ao reconhecimento.

No fim, a pergunta que todo advogado e gestor deve fazer é simples: você quer ser lembrado como mais um ou como referência?

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Setor certo, cliente certo: CNAE, SIC Code e NAICS

Como usar setores para organizar sua carteira e acelerar resultados no jurídico

Você e sua equipe conhecem a carteira por setor ou ainda enxergam apenas nomes de empresas e valores de honorários? Escrever o código econômico de cada cliente parece detalhe burocrático. Porém, quando o escritório passa a classificar a base por atividade econômica usando o CNAE, o SIC Code ou NAICS, surgem padrões claros de risco, sazonalidade, prazos e interlocutores. A consequência é direta. A prospecção ganha foco, o atendimento fica previsível e a retenção melhora.

Por Rafael Gagliardi

Por que a segmentação setorial muda a gestão do escritório

Classificar clientes por setor cria uma linguagem comum entre sócios, comercial, marketing e equipes técnicas. Em vez de discussões genéricas sobre prioridades, vocês passam a olhar oportunidades por concentração de receita em setores específicos, margens por tipo de atividade, risco regulatório e velocidade de fechamento ao longo do ciclo. A partir desse recorte, planejamento deixa de ser exercício de adivinhação e passa a ser prática baseada em dados. Além disso, a comunicação melhora. Conteúdos, eventos e reuniões passam a tratar temas que realmente importam para cada indústria.

Outra vantagem aparece no controle de escopo. Setores com alta frequência de demandas parecidas pedem pacotes bem definidos. Cláusulas modelo, controles de versionamento e rotinas de revisão reduzem retrabalho. Ao mesmo tempo, setores com projetos raros ou complexos exigem propostas sob medida e preços que reflitam risco e profundidade técnica. Quando a base está rotulada por setor, esses ajustes viram rotina operacional e não exceção.

O que é CNAE e quando ele resolve (quase) tudo

CNAE é a Classificação Nacional de Atividades Econômicas. O IBGE mantém a estrutura e os órgãos fazendários a utilizam para fins fiscais. No dia a dia do escritório, o CNAE permite padronizar a descrição da atividade do cliente, tanto na abertura de cadastro quanto no mapeamento da carteira. Cada empresa possui um código principal e, muitas vezes, códigos secundários. Por isso, vale sempre solicitar ambos, além da descrição textual da atividade para validar casos fronteira.

Para uma operação com foco no Brasil, o CNAE costuma bastar. Ele traz granularidade suficiente para as principais análises comerciais e de atendimento. Além disso, cruza bem com dados públicos, como CNPJ e bases de transparência. Quando o escritório estrutura funis de prospecção por setor, o CNAE fornece os filtros básicos que permitem montar listas confiáveis e comparáveis ao longo do tempo.

Quando usar SIC Code ou NAICS como alternativa

Alguns clientes mantêm filiais no exterior ou consolidam relatórios globais com padrões internacionais. Nesses casos, SIC Code e NAICS entram como alternativas úteis. O SIC é o Standard Industrial Classification, muito presente em bases históricas e diretórios privados. Muitas companhias ainda o utilizam em relatórios antigos, o que pede mapeamento de equivalências. Já o NAICS, North American Industry Classification System, substituiu o SIC nos Estados Unidos e ganhou adoção no Canadá e no México. Ele reflete com mais precisão a economia de serviços e tecnologia, portanto facilita leituras modernas.

Na prática, o escritório pode adotar uma regra simples. CNAE como padrão mestre em contas brasileiras. NAICS para filiais norte americanas e para holdings que reportam nesse sistema. SIC apenas quando necessário para compatibilidade com documentos legados ou fontes comerciais antigas. Em todos os casos, convém armazenar as correspondências e manter uma tabela de crosswalk validada internamente. Assim, relatórios passam a conversar entre si e não se perde tempo reconferindo códigos a cada novo projeto.

Como coletar códigos com confiabilidade

O momento ideal para coletar códigos é o onboarding. Inclua no formulário de cadastro o CNAE principal, os CNAEs secundários, o NAICS ou o SIC quando aplicável e a descrição da atividade. Solicite também a fonte do dado e a data. Em seguida, peça um documento de suporte, como contrato social, certidão do CNPJ ou um relatório corporativo. Essa dupla validação reduz erros e evita ruídos com áreas financeiras e de compliance.

Em empresas já ativas, concentre o esforço nas contas estratégicas. Revise os códigos, atualize o CRM e registre um responsável interno pela conferência. Quando o escritório atua com bases compradas ou listas de eventos, use uma rotina padronizada de enriquecimento. Primeiro, normalize os nomes das empresas, depois busque CNPJ e, por fim, preencha o CNAE. Caso surjam lacunas, marque o registro como pendente e crie uma tarefa para validação humana. O importante é evitar campos vazios que inviabilizam relatórios.

Onde armazenar e como modelar para funcionar no CRM

O CRM é o centro dessa operação. Configure campos para CNAE principal, CNAEs secundários, NAICS, SIC e uma categoria interna de segmento. Adicione subsegmento quando a amostra justificar. Crie também campos de porte, localização, faturamento estimado e interlocutor decisor. Além disso, registre a fonte do código e o colaborador que validou a informação. Esses detalhes facilitam auditorias e previnem regressões.

No nível de objetos, vale separar cadastro da empresa, contatos e oportunidades. A empresa guarda os códigos. As oportunidades herdam o segmento para viabilizar análises de funil por setor. Com esse desenho, relatórios respondem perguntas relevantes:

  • Quais setores convertem mais rápido
  • Qual segmento sofre com mais perdas por preço
  • Em que indústrias nosso ciclo alonga quando o decisor é de finanças e não jurídico

Essas respostas sustentam escolhas de pauta comercial e ajudam a ajustar discurso e proposta.

Como usar os dados no dia a dia do marketing jurídico

Segmentação por setor muda a maneira de produzir conteúdo. Em vez de publicações genéricas, você programa séries por indústria com foco em temas que acionam demanda. Mudanças regulatórias, janelas de fiscalização, decisões administrativas, novas exigências de certificações e tendências de governança são exemplos que geram reuniões sem esforço promocional. Ao escrever, fale a língua do setor. Evite jargões exclusivamente processuais quando o público é executivo. Explique o impacto no fluxo operacional, no risco reputacional e no caixa. Esse cuidado aumenta a taxa de leitura e a chance de convite para conversar.

No calendário editorial, equilibre artigos analíticos, comunicados curtos de alerta e materiais de referência, como guias práticos. Cada peça deve citar um próximo passo concreto. Uma checklist de conformidade, um roteiro de auditoria contratual ou um webinar com perguntas frequentes funcionam bem. Assim, o conteúdo deixa de ser vitrine e vira ferramenta real. Com o tempo, a base de conhecimento setorial vira ativo competitivo do escritório.

Como orientar desenvolvimento de negócios e propostas

A primeira mudança aparece na prospecção. Com a carteira segmentada, listas de contas-alvo fazem sentido e as cadências de e-mail se tornam claras. Assuntos objetivos, mensagens curtas e um link para um material setorial aumentam a resposta. Além disso, o time consegue priorizar rapidamente. Se um alerta regulatório afeta um setor, as equipes acionam o cluster correspondente e marcam conversas consultivas. Tudo ocorre com naturalidade porque a segmentação já existe no CRM.

Propostas também melhoram. Com dados de casos semelhantes por setor, o escritório precifica com base em esforço real e risco percebido pelo cliente. Modelos de contratos ganham cláusulas que refletem práticas da indústria, o que reduz idas e vindas. O comitê de preços passa a olhar margem por setor e aprova ajustes mais rápido. Consequentemente, a taxa de ganho tende a subir e o tempo de fechamento costuma cair.

Como organizar a entrega com playbooks setoriais

A entrega ganha produtividade quando o time trabalha com ‘playbooks’ específicos. Cada setor recebe um roteiro com escopo típico, documentos recorrentes, pontos de atenção, responsáveis e prazos padrão. Isso evita improviso. Além disso, bibliotecas de cláusulas e pareceres modelo aceleram a produção sem sacrificar qualidade. Quando surge uma exceção, a equipe registra o aprendizado no repositório setorial. Na revisão seguinte, o playbook incorpora o novo ponto e a melhoria se espalha.

Sistemas de tickets e gestão de tarefas ajudam a medir onde o fluxo trava. Em setores com grande volume, o gargalo pode estar na coleta de documentos. Em outros, aparece na validação com áreas regulatórias. Com medição por setor, o escritório corrige a causa e não apenas o sintoma. Essa visão orienta investimentos em tecnologia, treinamentos e contratações.

Governança de dados para manter qualidade ao longo do tempo

Segmentação só funciona com disciplina. Defina um responsável por dados de cliente. Estabeleça revisões semestrais dos códigos e publique um manual interno explicando a taxonomia. Além disso, configure automações para sinalizar registros sem CNAE ou sem fonte válida. Sempre que ocorrer uma alteração relevante no negócio do cliente, como aquisição ou mudança de objeto social, crie uma tarefa automática para revisar classificação e atualizar materiais setoriais.

Questões de segurança importam. Guarde comprovações em repositório seguro, controle acessos por perfil e mantenha trilhas de auditoria. Documente a finalidade da coleta no onboarding e registre a autorização do cliente. Essa organização reduz riscos e evita dúvidas entre áreas internas.

Indicadores que comprovam valor e orientam decisões

Métricas precisam sair do abstrato. Percentual de contas com CNAE validado mostra maturidade do cadastro. Receita nova por setor e margem por linha de serviço revelam onde alocar energia. Tempo de fechamento por segmento evidencia gargalos de discurso ou preço. Churn e satisfação por setor apontam se a entrega acompanha a promessa. Com esses números em mãos, vocês realocam esforços com convicção.

Outra métrica útil é a participação dos setores prioritários no pipeline. Se a meta estratégica mira dois segmentos, o funil precisa refletir essa escolha. Caso contrário, o planejamento está no papel e não na prática. Reuniões comerciais semanais por cluster ajudam a manter foco e acelerar decisões.

Um roteiro de implantação em passos realistas

Comece com um piloto. Escolha dois setores representativos da carteira. Normalize o cadastro dessas contas com CNAE, registre equivalentes NAICS ou SIC quando fizer sentido e publique uma página setorial no site com casos, perguntas frequentes e materiais. Em paralelo, programe uma série curta de e-mails informativos para decisores do segmento, sem linguagem promocional. Marque reuniões de diagnóstico com os principais clientes desse grupo e registre padrões de dor, prazos críticos e expectativas de serviço.

Na segunda fase, leve a estrutura para o CRM inteiro. Crie painéis por setor, alinhe cadências de prospecção, ajuste modelos de proposta e treine a equipe de atendimento nos playbooks. A partir daí, rode ciclos mensais de melhoria. Revise métricas, atualize materiais e corrija gargalos. Em três meses, o escritório deve perceber ganhos de previsibilidade e qualidade das interações.

Armadilhas que costumam derrubar projetos

Alguns erros se repetem. O primeiro é tratar o CNAE como campo opcional. Sem obrigatoriedade, a base degrada rápido. O segundo é criar dezenas de segmentos sem massa crítica. Segmentos vazios não geram aprendizado e fragmentam o esforço. O terceiro é confiar apenas em equivalências automáticas entre CNAE, SIC e NAICS. Crosswalk ajuda, mas a descrição textual decide. Por fim, negligenciar a atualização semestral gera ruído, especialmente em mercados de rápida transformação.

Como escolher setores prioritários com critério

A escolha não deve nascer apenas do entusiasmo. Use dados da própria carteira. Observe receita, margem, taxa de ganho e tempo de fechamento por setor nos últimos doze meses. Combine com tamanho de mercado endereçável e maturidade regulatória. Em seguida, considere a vantagem competitiva do escritório. Se sua equipe domina temas críticos de um setor e possui casos sólidos, a curva de aprendizagem cairá. Esse cruzamento reduz viés e aumenta a chance de acerto.

O ganho estratégico de trabalhar por setor

Ao organizar a casa por atividade econômica, o escritório deixa de reagir a demandas dispersas e passa a operar com método. A equipe enxerga com antecedência mudanças regulatórias e prepara clientes antes do problema. Sócios falam a mesma língua nas reuniões, pois olham os mesmos indicadores. O comercial conversa com propósito. O marketing publica com relevância. A controladoria precifica com base real. Clientes sentem consistência e voltam.

A ferramenta para isso não é complexa. É disciplina na coleta de códigos, clareza no mapeamento entre CNAE, SIC Code e NAICS, um CRM bem configurado e rituais de revisão. Quem adota esse arranjo aprende mais rápido, responde melhor à mudança e sustenta margens com menos atrito. Se você quiser dar o primeiro passo hoje, escolha um setor, normalize a base, publique um material útil e marque cinco conversas consultivas. O restante é consequência de um processo que privilegia foco, linguagem comum e execução contínua.

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Guia dos canais de comunicação para advogados

Canais de comunicação para advogados

Se existe uma pergunta que escritórios de advocacia de todos os portes fazem é: quais canais de comunicação realmente importam para advogados hoje? A resposta não é simples, porque a lista é extensa e se transforma rapidamente. Do LinkedIn a plataformas emergentes, passando por e-mail marketing, podcasts e até notificações por aplicativos, as possibilidades são muitas.

Este guia apresenta um panorama completo e atualizado, separando os canais em categorias e analisando como cada um pode ser usado de forma prática no mercado jurídico. A proposta é ajudar você a decidir onde investir tempo e energia, com exemplos de aplicação e uma escala objetiva de recomendação ao final de cada item.


Redes sociais

LinkedIn 

Rede social profissional mais relevante para advogados. Nela, empresas, executivos e profissionais compartilham análises e acompanham tendências.

Uso no mercado jurídico: artigos de opinião, posts institucionais, vídeos curtos, participação em grupos, conexão com executivos, divulgação de eventos jurídicos.

LETS recomenda? Sim

Instagram

Plataforma de fotos e vídeos curtos, usada para humanizar marcas e se aproximar de diferentes públicos.

Uso no mercado jurídico: vídeos explicativos, stories com perguntas, reels educativos, bastidores de eventos, campanhas de cultura organizacional.

LETS recomenda? Uso moderado

Facebook

Apesar de queda em relevância, ainda concentra grupos e páginas profissionais.

Uso no mercado jurídico: criação de página institucional, lives de debates, divulgação de eventos e presença em comunidades de negócios.

LETS recomenda? Uso moderado

TikTok

Aplicativo de vídeos rápidos e de linguagem direta, com alto potencial de viralização.

Uso no mercado jurídico: vídeos educativos de curta duração, participação em tendências adaptadas ao setor, conteúdos acessíveis sobre mudanças legislativas.

LETS recomenda? Uso moderado

X (antigo Twitter)

Canal de publicações curtas e rápidas, forte em atualizações em tempo real.

Uso no mercado jurídico: comentários sobre decisões recentes, acompanhamento de pautas jurídicas, interação com jornalistas e formadores de opinião.

LETS recomenda? Sim

Threads (Meta)

Rede textual vinculada ao Instagram, voltada a conversas rápidas. Concorrente do X.

Uso no mercado jurídico: discussões sobre tendências jurídicas, interação com seguidores do Instagram, troca de ideias em tempo real.

LETS recomenda? Uso moderado

YouTube

Maior plataforma de vídeos longos e de buscas no mundo.

Uso no mercado jurídico: webinars gravados, entrevistas, séries educativas, apresentações institucionais, vídeos explicativos sobre temas relevantes.

LETS recomenda? Sim

Pinterest

Rede de coleções visuais, ainda pouco usada por advogados.

Uso no mercado jurídico: organização de infográficos, cartilhas gráficas e fluxos visuais de processos.

LETS recomenda? Não

Reddit

Plataforma baseada em fóruns segmentados.

Uso no mercado jurídico: acompanhamento de discussões internacionais, monitoramento de tendências, participação em comunidades específicas.

LETS recomenda? Uso moderado


Aplicativos de mensagens e comunicação direta

WhatsApp (Business)

Ferramenta de mensagens instantâneas mais usada no Brasil. A versão Business oferece catálogo e automações.

Uso no mercado jurídico: listas de transmissão para newsletters, comunicação institucional com clientes, lembretes de eventos.

LETS recomenda? Sim

Telegram

App com recursos avançados de grupos e canais.

Uso no mercado jurídico: criação de canais de notícias jurídicas, grupos fechados com clientes e parceiros, distribuição de materiais técnicos.

LETS recomenda? Uso moderado

Messenger

Atrelado ao Facebook, mantém relevância em públicos específicos.

Uso no mercado jurídico: resposta automatizada em páginas, suporte institucional em campanhas.

LETS recomenda? Uso moderado

iMessage

Exclusivo para usuários Apple.

Uso no mercado jurídico: comunicação personalizada em nichos corporativos premium.

LETS recomenda? Uso moderado


Publicidade online

Google Ads

Plataforma de anúncios do Google, permite segmentação por palavras-chave.

Uso no mercado jurídico: campanhas institucionais, patrocínio de conteúdos educativos, destaque para páginas institucionais.

LETS recomenda? Uso moderado

Meta Ads

Abrange Facebook, Instagram e Messenger.

Uso no mercado jurídico: impulsionamento de eventos, conteúdos institucionais, campanhas de marca.

LETS recomenda? Uso moderado

LinkedIn Ads

Rede de anúncios segmentados por perfil profissional.

Uso no mercado jurídico: promoção de artigos técnicos, convites para webinars, fortalecimento de marca institucional.

LETS recomenda? Sim

TikTok Ads

Formato publicitário em vídeos curtos.

Uso no mercado jurídico: campanhas de conscientização jurídica ou institucionais.

LETS recomenda? Uso moderado

X Ads

Anúncios de textos e links no X.

Uso no mercado jurídico: divulgação de análises rápidas e conteúdos informativos.

LETS recomenda? Uso moderado

Pinterest Ads

Voltado para públicos visuais.

Uso no mercado jurídico: baixa aplicabilidade.

LETS recomenda? Não

Spotify Ads

Publicidade em áudio dentro de playlists e podcasts.

Uso no mercado jurídico: inserções institucionais, patrocínio de conteúdos educativos.

LETS recomenda? Uso moderado


E-mail marketing e CRM

Newsletters

Boletins enviados periodicamente por e-mail.

Uso no mercado jurídico: conteúdos técnicos, informativos institucionais, atualizações de mercado.

LETS recomenda? Sim

Fluxos de automação

Sequência programada de e-mails.

Uso no mercado jurídico: nutrição de leads, lembretes de eventos, envio de guias e conteúdos técnicos.

LETS recomenda? Sim

Remarketing via e-mail

Direcionado a contatos já existentes.

Uso no mercado jurídico: reforço de autoridade, envio de conteúdos complementares.

LETS recomenda? Sim

Plataformas de CRM

Ferramentas como HubSpot, RD Station e Mailchimp.

Uso no mercado jurídico: gestão de contatos, automação, métricas e segmentação.

LETS recomenda? Sim


Marketing de conteúdo e SEO

Blogs institucionais

Espaço para artigos e publicações.

Uso no mercado jurídico: análises jurídicas, artigos educativos, explicações sobre mudanças legislativas.

LETS recomenda? Sim

Artigos otimizados para SEO

Produzidos com palavras-chave estratégicas.
Uso no mercado jurídico: aumento de visibilidade orgânica no Google, captação de tráfego qualificado.
LETS recomenda? Sim

Podcasts

Conteúdos em áudio sob demanda.

Uso no mercado jurídico: entrevistas, debates sobre tendências, análises de temas complexos em formato acessível.

LETS recomenda? Uso moderado

Infográficos

Materiais visuais para simplificação de informações.

Uso no mercado jurídico: fluxos de processos, estatísticas jurídicas, cartilhas.

LETS recomenda? Sim

E-books e guias técnicos

Materiais aprofundados para distribuição.

Uso no mercado jurídico: geração de leads, consolidação de expertise técnica.

LETS recomenda? Sim

Assessoria de imprensa

Relacionamento com jornalistas e veículos.

Uso no mercado jurídico: publicação de artigos de opinião, entrevistas, pautas institucionais.

LETS recomenda? Sim


Perfis institucionais e de reputação

Rankings jurídicos

Listagens como Chambers, Leaders League, Análise Advocacia.

Uso no mercado jurídico: aumento da credibilidade, exposição internacional, reconhecimento técnico.

LETS recomenda? Sim

Plataformas de dados corporativos

Econodata, Casa dos Dados, Crunchbase.

Uso no mercado jurídico: posicionamento institucional, visibilidade perante investidores e empresas.

LETS recomenda? Uso moderado

Wikipédia

Enciclopédia digital aberta.

Uso no mercado jurídico: fortalecimento de reputação institucional quando há notoriedade comprovada.

LETS recomenda? Uso moderado


Plataformas de avaliação e reputação

Google Business Profile

Ferramenta gratuita de presença local.

Uso no mercado jurídico: exibição de endereço, telefone, site e avaliações institucionais.

LETS recomenda? Sim

Glassdoor

Plataforma de reputação de empregadores.

Uso no mercado jurídico: atração de talentos, fortalecimento da marca empregadora.

LETS recomenda? Uso moderado

Reclame Aqui, Yelp e TripAdvisor

Plataformas pouco aplicáveis ao setor jurídico.

Uso no mercado jurídico: monitoramento ocasional.

LETS recomenda? Não


Eventos digitais

Webinars

Transmissões online com interação.

Uso no mercado jurídico: treinamentos, apresentações para clientes, debates com especialistas.

LETS recomenda? Sim

Lives

Transmissões em redes sociais.

Uso no mercado jurídico: interação em tempo real, humanização da marca, debates institucionais.

LETS recomenda? Uso moderado

Plataformas híbridas

Ferramentas como Hopin, Airmeet, Eventbrite.

Uso no mercado jurídico: realização de eventos digitais e híbridos com gestão profissional.

LETS recomenda? Sim


Outros canais digitais

Aplicativos próprios

Softwares desenvolvidos sob medida.

Uso no mercado jurídico: consulta de informações exclusivas, acompanhamento de processos.

LETS recomenda? Uso moderado

Push notifications

Alertas no navegador ou celular.

Uso no mercado jurídico: lembretes de eventos, divulgação de novos conteúdos.

LETS recomenda? Uso moderado

SMS marketing

Mensagens curtas via celular.

Uso no mercado jurídico: confirmações de eventos, lembretes de prazos.

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OAB impede cold call e coloca SDR em xeque na advocacia

Cold Calls

Decisão da OAB-SP impede cold call e coloca o SDR em xeque na advocacia. Contato para apresentação institucional fere princípio da passividade na publicidade, aponta decisão do Tribunal de Ética e Disciplina

Por Willian Fernandes

O Código de Ética e Disciplina da Advocacia veda a prática de contato telefônico, com empresas, para realização de apresentação institucional.

Essa é a decisão publicada pelo Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (TED da OAB-SP) no último dia 17 de julho de 2025.

A turma analisou o caso de um escritório de advocacia que teria a prática de abordar empresas proativamente, a fim de propor reuniões para apresentação institucional.

Em linguagem de marketing, afinal, estamos falando de uma prática de Sales Development Representative (SDR), que temos visto ganhar espaço nas estratégias de prospecção outbound dos escritórios de advocacia, apesar de controvérsias agora ainda mais esclarecidas.

Mas antes que você ache que estamos condenando totalmente o SDR, saiba que não estamos. Nossa divergência sobre tal prática de SDR é parcial.

Afinal, estamos apenas confirmando o que já presumíamos – ela tem sido mal-usada na advocacia.

Agora, voltemos à decisão.

O voto do relator, que prevaleceu, destaca quatro pontos fundamentais para entendermos os limites do SDR:

  • (i) a conduta de realização ligação ativa a empresas, ainda que com fins institucionais, representa captação indireta de clientes e fere princípios da publicidade na advocacia, como a discrição, a moderação e a passividade;
  • (ii) Ainda que não haja oferta de serviços, há infração ética, porque a publicidade deve ser informativa e não intrusiva;
  • (iii) É recomendada que a apresentação institucional seja feita pelo o que chamamos de inbound marketing, ou publicidade passiva, que é o marketing de atração a sites e afins, sem contato ativo;
  • (iv) Já haveria precedentes que reforçariam todos os pontos anteriores.

Houve divergência de votos, contudo, no sentido de permitir que o advogado possa entrar em contato proativo com empresas, desde que não ofereça serviços, promete resultados, não incentive litígio ou busque a captação de forma desleal.

A divergência, contudo, não prosperou.

Efeitos da decisão

Aqui, na LETS Marketing, presumimos que tal precedente possa ser usado de forma elástica também para eventuais casos de envios massivos de e-mail com o chamado ‘cold call’, afinal, no intuito de apresentar o escritório de advocacia para novos contatos empresariais.

Certamente, isso coloca a estratégia de prospecção, ou marketing outbound, em situação sensível. No entanto, fortalece a importância do inbound marketing.

Como se aproximar de contatos específicos, então?

Observe, sobretudo, que a decisão reforça a inadmissibilidade do contato não informativo e intrusivo.

Portanto, uma estratégia de SDR adequada poderia levar conteúdo relevante e informativo para um contato que já pertence à base de leads com o devido consentimento.

Isso pode ser construído, principalmente, com o uso do LinkedIN, onde as solicitações de conexão podem ser aceitas, ou em mensagens de e-mail que justifiquem legítimo interesse do destinatário no conteúdo.

Para isso, enfim, uma equipe profissional e altamente qualificada de marketing jurídico é insubstituível.

Veja abaixo a decisão na íntegra


PUBLICIDADE – CONTATO TELEFÔNICO ATIVO PARA APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL DO ESCRITÓRIO – ABORDAGEM DIRETA A EMPRESAS – VEDAÇÃO À CAPTAÇÃO DE CLIENTELA – INFRAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA MODERAÇÃO E PASSIVIDADE ÉTICA – PUBLICIDADE NÃO AUTORIZADA PELO PROVIMENTO CFOAB N.º 205/2021.

A prática de contato telefônico ativo, realizado por advogado junto a empresas, com o objetivo de apresentação institucional do escritório, ainda que sem oferta direta de serviços jurídicos, configura conduta vedada pelo Código de Ética e pelo Provimento CFOAB n.º 205/2021. Tal iniciativa representa forma indireta de captação de clientela e rompe com o princípio da passividade da publicidade na advocacia, cujo caráter deve ser estritamente informativo, discreto e reativo. A moderação na exposição pública do advogado não se limita à forma do conteúdo, mas exige postura compatível com a dignidade da função, vedando comportamentos típicos de prospecção mercantil.

Consulta conhecida. Conduta reprovada. Recomendação de readequação da prática. Proc. 25.0886.2025.003539-5 – v.m., em 17/07/2025, parecer e ementa do Rel. original Dr. Diego Augusto Sassiloto, com declaração de voto divergente do Rel. Dr. Cláudio Felippe Zalaf, Rev. Dr. Karinne Ansiliero Angelin Bunazar, Presidente Dr. Jairo Haber.

Relatório
Submete-se à apreciação desta Turma Deontológica consulta formulada por advogado regularmente inscrito nesta Seccional, o qual questiona quanto à conduta de realizar contato telefônico com empresas, com o objetivo de se apresentar como advogado e propor a realização de reunião para apresentação institucional do escritório. Esclarece que não há, no primeiro contato, proposta direta de prestação de serviços ou de contratação, limitando-se o intuito a uma apresentação formal e institucional. Indaga se tal conduta estaria em consonância com o Código de Ética e Disciplina da OAB.

Voto

  1. Fundamentação
    Conhecida a consulta, cumpre analisar seu mérito à luz dos princípios que regem a publicidade da advocacia, conforme previstos no Código de Ética e Disciplina da OAB e no Provimento CFOAB n.º 205/2021. Nos termos do art. 5º do referido provimento, “é vedado ao advogado utilizar-se de estratégias de marketing que caracterizem proselitismo profissional, direta ou indiretamente”. O contato telefônico ativo não solicitado, ainda que travestido de institucionalidade, enquadra-se no conceito de abordagem proativa vedada.

O exercício da advocacia possui natureza pública e se submete a balizas éticas rigorosas, especialmente no que tange à forma como o advogado se apresenta perante a sociedade. A publicidade na advocacia é admitida apenas nos limites da informação objetiva, moderada e discreta, vedando-se toda e qualquer prática que configure captação de clientela ou mercantilização da profissão.

O Código de Ética e Disciplina estabelece, em seu art. 7º: “O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização.”
E, no art. 39: “É vedado ao advogado valer-se de meios promocionais destinados à captação de clientela ou à mercantilização da profissão.”

O Provimento CFOAB n.º 205/2021, por sua vez, autoriza a publicidade informativa, desde que observadas as seguintes condições (art. 6º):

  • Ausência de oferta de serviços jurídicos;

  • Não abordagem de casos concretos;

  • Não indução à contratação;

  • Caráter passivo da comunicação.

Embora a intenção declarada pelo consulente seja institucional, o ato de iniciar contato com empresas de forma ativa e não provocada, ainda que para se apresentar, excede os limites da moderação e configura prática incompatível com a sobriedade exigida do exercício da advocacia. A moderação exigida na publicidade da advocacia não se resume à aparência ou forma, mas traduz um compromisso funcional com os valores da discrição, da sobriedade e da imparcialidade que sustentam a credibilidade do exercício profissional. Ao evitar abordagens promocionais ou invasivas, o advogado preserva a confiança social na sua atuação e resguarda os contornos institucionais da profissão.

Conclusão
Ante o exposto, voto no sentido de que:

  1. A conduta de realizar ligações telefônicas ativas a empresas, com o fim de apresentar institucionalmente o escritório de advocacia, caracteriza infração ética, por representar forma de captação indireta de clientela e violar os princípios da moderação, discrição e passividade impostos à publicidade profissional na advocacia;

  2. Ainda que não haja oferta expressa de serviços jurídicos no primeiro contato, a iniciativa proativa do advogado rompe com os limites da publicidade autorizada, cujo caráter deve ser informativo e não intrusivo;

  3. Recomenda-se que a apresentação institucional de escritórios de advocacia seja feita por meios passivos e neutros, como sites institucionais, publicações técnicas, conteúdos de cunho educativo e participação em eventos jurídicos, sempre observando o teor do Provimento CFOAB n.º 205/2021;

  4. Consulta conhecida. No mérito, a conduta é reprovada. Recomenda-se a imediata readequação das práticas de comunicação institucional do consulente, com estrita observância aos preceitos éticos da profissão.

Este é o parecer que submeto à apreciação do Tribunal.

Declaração de voto divergente do Relator Dr. Cláudio Felippe Zalaf

  1. A consulta: indaga o consulente: “Eu tenho uma dúvida se uma conduta está de acordo com o Código de Ética. O advogado pode ligar para empresas, se apresentando e querendo marcar reunião para apresentar o escritório? Veja, não é de imediato oferecer serviços, a conversa é para apresentar o escritório e caso tenha interesse, ir em reunião.”

  2. Voto do relator vencedor: o DD. Relator e sua revisora votaram pela atitude antiética da ação consultada pela consulente, voto que foi acompanhado parcialmente pelos demais membros desta Corte. Eis a conclusão do voto do DD. Relator:

  • A conduta de realizar ligações telefônicas ativas a empresas, com o fim de apresentar institucionalmente o escritório de advocacia, caracteriza infração ética, por representar forma de captação indireta de clientela e violar os princípios da moderação, discrição e passividade impostos à publicidade profissional na advocacia;

  • Ainda que não haja oferta expressa de serviços jurídicos no primeiro contato, a iniciativa proativa do advogado rompe com os limites da publicidade autorizada, cujo caráter deve ser informativo e não intrusivo;

  • Recomenda-se que a apresentação institucional de escritórios de advocacia seja feita por meios passivos e neutros, como sites institucionais, publicações técnicas, conteúdos de cunho educativo e participação em eventos jurídicos, sempre observando o teor do Provimento CFOAB n.º 205/2021;

  • Consulta conhecida. No mérito, a conduta é reprovada. Recomenda-se a imediata readequação das práticas de comunicação institucional do consulente, com estrita observância aos preceitos éticos da profissão.

Meu voto discordante
De extremo cerceamento do direito de liberdade este voto do DD. Relator se enquadra. As prerrogativas dos advogados são direitos imprescindíveis que garantem a independência e autonomia do exercício da profissão e a defesa do cidadão perante o estado democrático de direito.

Tal prerrogativa é garantida pelos artigos 7º, inciso III, do EOAB; artigo 5º, incisos LV, LIV e LXIII, e artigo 136, parágrafo 3º, inciso IV, da Constituição da República, e regulamentada pelos artigos 6º e 7º do Estatuto da OAB – Lei 8.906/94 (EAOB). Não vislumbro nenhum ato antiético o fato de um advogado ligar para uma empresa e solicitar dela, por telefone, a possibilidade de demonstrar seu trabalho profissional, cuja aceitação deste pleito depende exclusivamente da empresa consultada. Se a empresa permite, nada pode obstar tal apresentação, de forma que não vislumbro antieticidade nesta ação.

A propósito, conforme a própria consulta deixa claro: “O advogado pode ligar para empresas, se apresentando e querendo marcar reunião para apresentar o escritório? Veja, não é de imediato oferecer serviços, a conversa é para apresentar o escritório e caso tenha interesse, ir em reunião.” Tal fato não consiste em ilegalidade ética.

Onde está o impedimento se o advogado ligar a uma empresa, pedir uma reunião para falar de seu escritório e solicitar uma apresentação dele? Qual a tipicidade ética que tal ato se enquadra? Nenhum artigo ético tem a adequação nesta atitude, pois, se fosse assim, a comunicação telefônica, por si só, já configuraria infração ética. A decisão é da empresa em recebê-lo, e isto não se impede ou proíbe.

O que seria antiético:

  • Prospecção com caráter mercantilista, como se o consulente dissesse que teria a melhor solução para problemas ou que garantiria ganhos em eventual causa;

  • Oferta de serviços com descontos ou facilidades;

  • Pressão para ser atendido;

  • Envio de propostas comerciais.

Entendo que o advogado pode sim fazer contato com empresas para apresentar seu escritório, sem promessas de resultados, sem a pretensa captação de clientes, sem qualquer pressão comercial ou financeira, sempre com postura institucional e mostrando seu escritório de modo profissional e sem caráter mercantilista. Se ele será atendido, é decisão da outra parte.

Em primeiro lugar, é importante destacar que nas normas da OAB não existe nada expresso sobre se o advogado pode ou não utilizar seu telefone para ligar a uma empresa ou pessoa física indagando se há interesse em ouvir uma explanação sobre seus serviços profissionais. Evidente que não quer dizer que toda publicidade é permitida sem qualquer limitação, mas também não significa que ela é proibida. É fundamental interpretar as diferentes regras da Ordem sobre o marketing jurídico para responder a essa pergunta com segurança.

Não observo no Código de Ética e Disciplina da OAB (Resolução n. 02/2015), no Provimento n. 205/2021 do CFOAB ou no Estatuto da OAB (Lei n. 8.906/1994) qualquer proibição de contato telefônico com eventuais clientes pedindo a oportunidade de mostrar seus serviços. Isto não se enquadra em captação de clientela, pois não se está oferecendo serviços.

O art. 34, inciso IV, do Estatuto da OAB determina que é infração disciplinar o ato de angariar ou captar causas, com ou sem auxílio de terceiros. Ou seja, a captação de clientela, sob qualquer forma, é proibida pela OAB. Por sua vez, o art. 39 do Código de Ética e Disciplina diz que a publicidade profissional do advogado deve ser informativa, discreta e sóbria. O mesmo dispositivo ainda prevê que o marketing jurídico não pode, de forma alguma, configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Na mesma linha, o art. 5º do Provimento n. 205/2021 é claro ao determinar que a publicidade profissional do advogado pode usar anúncios, pagos ou não, nos meios de comunicação não proibidos pelo art. 40 do Código de Ética e Disciplina. Esse art. 40 veda o uso de publicidade em rádio, cinema e televisão; uso de outdoors, painéis luminosos ou similares; inscrições em muros, paredes, carros, elevadores ou espaço público; divulgação da advocacia com outras atividades; fornecimento de dados de contato em colunas, artigos e outros meios da imprensa, salvo referência a e-mail; uso de mala direta, panfletagem ou formas assemelhadas de publicidade com o intuito de captar clientes.

Desta forma, é de se concluir que não existe uma proibição clara ao uso do telefonema como forma de publicidade ou oferecimento de serviços. Nesta linha doutrinária, entendo favorável a esse tipo de marketing quando o advogado ligar a potencial cliente oferecendo reunião para apresentação de seus serviços, desde que siga as restrições contidas nas normas da OAB e não tenha o intuito de incentivar o litígio, mercantilizar a profissão ou captar clientela de forma desleal.

Eis meu voto divergente com o DD. Relator e DD. Revisora.

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Os maiores escritórios de advocacia do mundo

E o que aprender com eles

Os maiores escritórios de advocacia do mundo: Conheça quem são as gigantes do Direito, como se posicionam globalmente e o que os diferencia em um mercado bilionário.

Por Rafael Gagliardi, da LETS Marketing

A cada ano, a indústria jurídica é retratada em números que impressionam. Escritórios com milhares de advogados espalhados pelo mundo movimentam cifras de bilhões de dólares, empregam profissionais altamente especializados e influenciam diretamente decisões econômicas, políticas e regulatórias em escala global.

A lista dos maiores escritórios de advocacia do mundo, baseada no AmLaw Global 200 Rankings e consolidada também por fontes como Investopedia e Clio, utiliza a receita anual como principal critério de classificação, permitindo compreender quais estruturas de serviços jurídicos ocupam o topo desse mercado.

A seguir, você verá quem são os líderes globais, de quais Países são originários e quais perfis definem sua atuação. Mais do que números, cada um desses escritórios revela tendências de gestão, expansão internacional e especialização que moldam o futuro da advocacia.


Kirkland & Ellis – Estados Unidos

Fundado em 1909 em Chicago, é atualmente o escritório de maior receita do mundo, ultrapassando os 7 bilhões de dólares. Com mais de 3.500 advogados, tornou-se referência em fusões e aquisições, private equity, litígios de grande porte e reestruturações. Clientes como Boeing, Pfizer e General Motors demonstram seu peso estratégico.

Kirkland & Ellis consolidou um modelo de negócios agressivo, pautado em performance e captação de clientes corporativos de primeira linha.


Latham & Watkins – Estados Unidos

Com mais de 30 escritórios distribuídos em continentes distintos e cerca de 3.400 advogados, a firma alcança uma receita superior a 5,6 bilhões de dólares. Fundada em Los Angeles, mas com sede administrativa em Nova York, Latham & Watkins se destaca por sua atuação diversificada, cobrindo desde Direito ambiental até entretenimento e defesa em crimes de colarinho branco.

O modelo de governança descentralizado contribui para sua adaptação a diferentes mercados.


DLA Piper – Reino Unido/Estados Unidos

Resultado de fusões que culminaram em 2005, DLA Piper é um dos escritórios mais internacionalizados do mundo, com mais de 4.500 advogados em mais de 40 Países.

Com sede dupla em Londres e Chicago, alcança receita superior a 4,2 bilhões de dólares. É reconhecido pela abrangência em áreas como tecnologia, seguros, educação e governo, atendendo desde startups a conglomerados globais.


White & Case – Estados Unidos

Fundado em Nova York em 1901, é um dos símbolos da internacionalização do Direito, com mais de 40 escritórios no mundo.

Com receita anual de aproximadamente 3,3 bilhões de dólares, o escritório é referência em arbitragem internacional, Direito antitruste e mercado de capitais. Sua expansão está fortemente ligada ao atendimento de clientes em mercados emergentes, incluindo América Latina e Ásia.


Baker McKenzie – Estados Unidos (estrutura verein)

Com 75 anos de história e cerca de 4.800 advogados, é considerado o primeiro escritório verdadeiramente global. Opera em mais de 45 Países, somando 69 escritórios, e ultrapassa 3,1 bilhões de dólares em receita.

Sua estrutura de verein permite integrar diferentes jurisdições sob uma marca única, respeitando legislações locais. Essa flexibilidade possibilitou que fosse pioneiro na integração multicultural de advogados.


Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom – Estados Unidos

Mais conhecido como Skadden, é um dos escritórios mais prestigiados de Nova York, fundado em 1948. Com receita de 3 bilhões de dólares e aproximadamente 1.700 advogados, é especializado em fusões e aquisições, litígios complexos e Direito tributário internacional.

Skadden esteve envolvido em algumas das maiores operações corporativas do mundo, o que reforça sua imagem de escritório de elite.


Dentons – Reino Unido/Estados Unidos (estrutura verein)

Dentons se autodenomina o maior escritório global em número de advogados, com mais de 12 mil profissionais em mais de 80 Países.

Sua receita ultrapassa 2,9 bilhões de dólares, apoiada em uma rede de filiais que o torna presente em mercados onde concorrentes globais ainda não têm grande penetração. Essa estratégia de expansão agressiva é considerada inovadora por muitos analistas.


Sidley Austin – Estados Unidos

Fundado em 1866 em Chicago, é um dos mais antigos da lista. Conta com cerca de 1.900 advogados e receita de quase 2,8 bilhões de dólares.

A firma é reconhecida pela prática em finanças corporativas, regulação e assuntos governamentais. Sidley também se destaca pelo investimento em diversidade e inclusão, valores cada vez mais exigidos por clientes globais.


Morgan, Lewis & Bockius – Estados Unidos

Criado em 1873 na Filadélfia, o escritório alcança receita de mais de 2,5 bilhões de dólares, com quase 2 mil advogados distribuídos em 30 escritórios globais. É referência em Direito trabalhista e energia, além de representar empresas de tecnologia e saúde.

A governança colaborativa e o atendimento a setores regulados são pontos fortes da sua marca.


Gibson, Dunn & Crutcher – Estados Unidos

Fundado em 1872 em Los Angeles, Gibson Dunn fatura quase 2,5 bilhões de dólares com pouco mais de 1.500 advogados. A firma é amplamente reconhecida pela atuação em contencioso estratégico e regulação de mercados. Entre seus clientes estão instituições financeiras e empresas do setor de transporte.

O escritório mantém sua reputação baseada em tradição e forte cultura de litígios.


O que esses escritórios revelam sobre a advocacia global

Todos os escritórios listados ultrapassam a marca de 2 bilhões de dólares em receita anual e contam com estruturas complexas que envolvem milhares de advogados em dezenas de Países. Mas os números não contam a história completa.

O que diferencia essas firmas é a capacidade de unir conhecimento jurídico altamente especializado com gestão empresarial sofisticada.

É interessante observar que, embora a maioria esteja sediada nos Estados Unidos ou Reino Unido, escritórios como Baker McKenzie e Dentons criaram modelos de governança mais flexíveis para lidar com a diversidade de jurisdições.

Outros, como Skadden e Kirkland & Ellis, apostaram em foco e excelência em segmentos de alto valor agregado, como fusões e aquisições, e foram recompensados com os maiores lucros por sócio do setor.


Reflexões para escritórios no Brasil

Você já se perguntou o que escritórios brasileiros podem aprender com essas gigantes? Não se trata de copiar estruturas, mas de compreender práticas. A disciplina em métricas de performance, a consistência na comunicação global e o foco em nichos estratégicos são pontos que podem ser adaptados a diferentes contextos.

O mercado brasileiro de advocacia tem peculiaridades regulatórias e culturais que impedem estratégias puramente comerciais. Ainda assim, pensar em posicionamento internacional, em áreas de expertise de alto valor e em governança interna pode ser um diferencial competitivo.

Enquanto no Brasil ainda se discute a entrada tímida de firmas estrangeiras, essas gigantes já disputam clientes globais em todos os continentes. Para escritórios nacionais, a lição é clara: fortalecer marca, especialização e gestão é imprescindível para competir em um mercado cada vez mais integrado.

Os maiores escritórios do mundo não chegaram ao topo apenas pelo número de advogados ou pela tradição histórica. O que os uniu foi a capacidade de alinhar gestão, visão estratégica e inovação sem perder a excelência técnica. Ao analisar seus modelos, fica evidente que o Direito, mais do que nunca, é também um negócio global.

Você já refletiu sobre qual modelo de crescimento melhor se adapta ao futuro da sua prática jurídica? A resposta pode estar não apenas em observar esses gigantes, mas em traduzir suas estratégias para a realidade brasileira, com criatividade e foco em resultados.

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LinkedIn como estratégia jurídica

Use o LinkedIn como estratégia jurídica

Advogados que compreendem o funcionamento da plataforma ampliam autoridade, constroem reputação e conquistam espaço sem ferir o Provimento 205/2021.

Por Rafael Gagliardi

O LinkedIn tornou-se a principal vitrine digital para advogados que desejam dialogar com executivos, diretores jurídicos e tomadores de decisão. Mais do que uma rede social, é uma plataforma de credibilidade que valoriza consistência, clareza e interação. Dominar suas regras não significa manipular algoritmos, mas estruturar uma presença digital que respeite as normas da OAB e, ao mesmo tempo, fortaleça negócios jurídicos.

Como o algoritmo distribui conteúdo

O funcionamento do LinkedIn pode ser dividido em três etapas. Na primeira, o algoritmo testa a relevância mostrando seu post para uma fração da rede. Se houver interações rápidas, a publicação ganha fôlego. Na segunda, o alcance se expande para conexões de segundo e terceiro grau, privilegiando comentários consistentes e compartilhamentos com opinião. Na terceira, o conteúdo continua sendo exibido enquanto houver engajamento, podendo se manter ativo por até uma semana.

Para escritórios, isso significa que não basta postar: é necessário estimular respostas genuínas, criar debates relevantes e participar das discussões. Um comentário de um cliente pode gerar mais alcance do que o próprio texto inicial.

Frequência e formatos que funcionam

Perfis que publicam de três a cinco vezes por semana mantêm consistência e ensinam o algoritmo a enxergar relevância. Mas não adianta replicar artigos longos em todas as postagens. O que gera impacto é variar formatos: textos curtos, carrosséis em PDF com checklists, enquetes estratégicas e vídeos rápidos explicando mudanças legislativas ou práticas de mercado.

Na advocacia, o risco de ultrapassar as barreiras éticas é real. O Provimento 205/2021 deixa claro que não se pode fazer propaganda de casos concretos ou prometer resultados. Mas é plenamente permitido oferecer conteúdo educativo, análises de cenários e reflexões estratégicas.

O peso das três primeiras linhas

O usuário decide em segundos se vai clicar em “ver mais”. É nesse espaço inicial que se define o destino de um post. Perguntas provocativas como “quantos contratos da sua empresa estão realmente adequados à LGPD?” ou dados objetivos sobre mudanças tributárias despertam interesse imediato. A introdução não deve vender, mas instigar.

Muitos escritórios ainda começam com frases genéricas ou rebuscadas demais, desperdiçando a chance de capturar atenção. A abertura precisa entregar clareza e urgência intelectual, não autopromoção.

Interação como fator-chave

Respostas rápidas em até uma hora após os primeiros comentários ampliam significativamente o ciclo de vida do conteúdo. Além disso, interagir com outras publicações fortalece sua presença orgânica. Curtir e comentar de forma superficial não basta. O que gera impacto é acrescentar valor: trazer um dado, uma perspectiva ou uma questão que mova a conversa adiante.

Advogados que acreditam que só o post autoral é suficiente perdem metade do potencial da rede. A credibilidade se constrói também ao participar de discussões iniciadas por outros profissionais, inclusive de áreas complementares.

Momentos estratégicos para publicar

No Brasil, o público jurídico e executivo interage mais em determinados horários. Terça e quarta de manhã e quinta na hora do almoço são picos de desempenho. Finais de semana e horários fora do expediente reduzem consideravelmente o alcance.

Mais importante que o dia, porém, é a regularidade. Postagens esporádicas não criam expectativa. A audiência precisa reconhecer sua presença como parte da rotina.

Construção de autoridade sem ultrapassar limites éticos

Autoridade digital não se faz com autopromoção. Escritórios devem focar em transmitir conhecimento com utilidade prática para empresas. Isso pode ser feito por meio de:

  • Explicações rápidas em vídeo sobre mudanças regulatórias

  • Comparações objetivas entre práticas comuns e exigências legais

  • Checklists em carrossel que auxiliam executivos na tomada de decisão

  • Análises críticas de tendências em setores regulados

Esses formatos não violam o Provimento 205/2021 porque não divulgam casos, não expõem clientes e não prometem resultados. O objetivo é educar o mercado e gerar reflexão, nunca captar clientela de forma irregular.

O poder dos dados e das métricas

LinkedIn oferece recursos de análise que permitem entender quem visualiza suas publicações, quais conteúdos geram mais interação e como está evoluindo sua base de conexões. Para escritórios, esse monitoramento é essencial: se os posts estão alcançando profissionais de setores estratégicos, é sinal de que o posicionamento está correto. Se não, é preciso ajustar a linguagem, os temas ou até a frequência.

Usar métricas não é vaidade. É estratégia para alinhar comunicação com objetivos de negócio.

Exemplo prático na advocacia

Um escritório especializado em Direito Societário pode usar a rede para educar empresas sobre práticas de governança. Publicações semanais em vídeo de 60 segundos sobre assembleias digitais, atualizações da CVM ou cláusulas de proteção acionária não apenas demonstram conhecimento, mas atraem a atenção de conselhos e investidores.

A cada três ou quatro posts curtos, pode-se inserir um carrossel aprofundando um checklist prático. Essa combinação cria cadência: conteúdos rápidos capturam atenção e os mais densos reforçam autoridade.

Comunidade como estratégia de longo prazo

Uma prática eficaz é formar uma micro-comunidade de até 15 pessoas que se engajam genuinamente. Sócios, advogados e parceiros podem interagir de forma consistente entre si, o que educa o algoritmo sobre qual público deve ser priorizado. O segredo é autenticidade. Engajamento artificial ou comprado não gera resultado sustentável e pode prejudicar a reputação do escritório.

Aqui, preciso confessar que fico muito chateado quando o público internos dos escritórios não interage com a Company page. Não é tão difícil assim – na verdade, é fácil demais!


O LinkedIn é mais do que uma rede de contatos: é uma ferramenta de reputação e negócios. Mas poucos escritórios tratam essa presença com a disciplina que aplicam em seus processos internos.

Você está usando a rede para construir relações de confiança ou apenas para replicar notícias sem estratégia?

A advocacia que entende que autoridade digital não nasce do acaso, mas de um planejamento consistente, abre espaço para estar presente no momento em que executivos precisam de respostas.

Quem domina o LinkedIn dentro das regras éticas não apenas amplia alcance, mas também conquista o que realmente importa: relevância.

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Conteúdos jurídicos rápidos e atrativos

Conteúdos rápidos, resultados consistentes

Na advocacia, aprender a captar a atenção em segundos pode ser a diferença entre conquistar ou perder clientes.

Por Rafael Gagliardi

Você já parou para pensar em quanto tempo um potencial cliente dedica a uma publicação sua? Estudos indicam que a média de atenção online hoje é de apenas alguns segundos. No mercado jurídico, onde a seriedade e a credibilidade são indispensáveis, muitos profissionais ainda acreditam que conteúdos densos são a única forma de transmitir valor. Mas a realidade é outra: é preciso aprender a falar muito em pouco tempo, sem banalizar o Direito.

A atenção do cliente nunca esteve tão fragmentada

Pesquisas da Microsoft mostram que a média de atenção já caiu para cerca de 8 segundos em contextos digitais. Isso significa que, ao abrir um post ou vídeo, o público decide em menos de dez segundos se continuará ou não consumindo seu conteúdo. Esse dado não se limita à geração Z. Empresários, executivos e até outros advogados também estão mergulhados em múltiplas telas, notificações constantes e excesso de informações.

Se a sua comunicação começa devagar ou depende de longas introduções, dificilmente vai prender o leitor. E quando falamos de escritórios de advocacia, a consequência pode ser ainda mais grave: perder a oportunidade de se apresentar como autoridade.

O que funciona como conteúdo de curta duração na advocacia

Não se trata de simplificar a complexidade do Direito, mas de traduzir temas relevantes em formatos que respeitam o tempo e o comportamento de quem consome. Alguns exemplos aplicáveis:

  • Posts curtos em LinkedIn e Instagram com insights sobre alterações legais, decisões judiciais recentes ou tendências de mercado. Textos objetivos de até 600 caracteres costumam ter maior engajamento.

  • Reels e Shorts de até 60 segundos trazendo explicações rápidas sobre conceitos jurídicos que impactam empresas. A chave é clareza e objetividade.

  • Stories interativos com enquetes, perguntas rápidas ou lembretes sobre prazos e mudanças regulatórias.

  • Carrosséis curtos com três ou quatro slides, focando em dicas práticas ou checklists úteis.

  • Vídeos de perguntas e respostas: grave respostas diretas para as dúvidas mais comuns de clientes, em trechos curtos que podem ser publicados em sequência.

Esses formatos respeitam a dinâmica atual das redes e ainda transmitem valor jurídico de forma acessível.

Como capturar a atenção em segundos (a pergunta de 1 milhão)

Captar atenção não depende apenas da forma, mas também da primeira impressão. O início do conteúdo deve provocar interesse imediato. Pergunte a si mesmo: se meu cliente tivesse apenas 5 segundos, o que ele realmente precisaria ouvir?

Alguns pontos práticos:

  • Primeira frase impactante: uma pergunta direta ou um dado surpreendente gera curiosidade.

  • Visual limpo e objetivo: evite excesso de texto em imagens e use legendas claras nos vídeos.

  • Tom humanizado: fale como se estivesse explicando a um cliente em reunião, sem jargões técnicos desnecessários.

  • Call to action leve: incentive a salvar, compartilhar ou comentar sem transformar o conteúdo em autopromoção. Isso está na moda.

Engajamento natural é a tendência

O público jurídico, assim como qualquer outro, desconfia de comunicações forçadas. Conteúdos produzidos para redes sociais precisam soar naturais e genuínos. Não é sobre criar um espetáculo visual, mas sobre clareza e relevância.

Um advogado que publica um vídeo simples, gravado no escritório com boa iluminação e áudio nítido, pode gerar mais impacto do que um conteúdo cheio de edição e efeitos. Isso porque o que importa é transmitir confiança e mostrar domínio do assunto, sem parecer publicidade agressiva.

A tendência é que cada vez mais escritórios se apoiem em conteúdos curtos para manter um fluxo constante de interação. Pequenas aparições frequentes valem mais do que longos materiais raramente publicados.

Ferramentas para organizar e medir resultados

Não basta produzir. É fundamental entender quais formatos funcionam melhor para seu público. Ferramentas como RD Station, HubSpot, Pipedrive ou até CRMs mais simples ajudam a mapear engajamento, identificar os temas mais relevantes e acompanhar a jornada dos contatos.

Com essas plataformas, você consegue analisar:

  • Quais posts e vídeos tiveram maior alcance e interação

  • Qual conteúdo gerou cadastros, reuniões ou novos leads

  • Como adaptar os próximos temas de acordo com as preferências do público

O grande ganho é que os dados mostram se o esforço em produzir conteúdos rápidos está, de fato, contribuindo para novos negócios ou apenas ocupando sua agenda.

Exemplo prático aplicado à advocacia

Um escritório de Direito Tributário que publica semanalmente vídeos curtos explicando impactos da reforma pode se tornar referência entre empresários que buscam informações rápidas. Ao final de cada vídeo, pode convidar o público a se inscrever em uma newsletter para receber análises mais profundas.

Nesse modelo, o conteúdo curto cumpre duas funções: gerar alcance e captar atenção inicial. Já o conteúdo longo, como artigos ou relatórios, é entregue apenas a quem demonstrou interesse real, qualificando a audiência. Além disso, segue as determinações do Provimento 2025/2021.

(Importante) Conteúdos rápidos não substituem, complementam

Vale reforçar que conteúdos curtos não eliminam a necessidade de materiais aprofundados. Artigos, pareceres e white papers seguem sendo fundamentais para consolidar a autoridade de um escritório. O papel dos conteúdos rápidos é abrir a porta, estabelecer conexão e criar recorrência de marca.

O cliente que acompanha vídeos semanais de 30 segundos sobre contratos digitais terá mais confiança em contratar o mesmo escritório para um parecer detalhado. O rápido leva ao profundo, não o substitui.

Negócios jurídicos precisam se adaptar ao tempo do cliente

O tempo do cliente vale mais do que nunca. No mercado jurídico, onde a concorrência é intensa e a confiança é decisiva, investir em formatos curtos é mais do que uma estratégia de marketing: é uma forma de respeito.

Se você ainda acredita que só conteúdos densos trazem resultado, talvez esteja deixando escapar oportunidades valiosas. Pergunte-se: será que os clientes não estão prontos para receber sua mensagem, mas de uma forma diferente?

A advocacia do futuro vai se equilibrar entre profundidade e agilidade. E quem souber capturar a frágil atenção do público em segundos terá mais chances de se tornar referência em um mercado cada vez mais competitivo.

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Clientes extraordinários

Clientes extraordinários constroem negócios extraordinários

Muito além do valor do contrato, os melhores clientes impulsionam sua reputação, desafiam seu crescimento e ajudam sua empresa a evoluir. Você sabe identificar e atrair esses parceiros?

Por Rafael Gagliardi

Se você lidera um escritório de advocacia, uma consultoria ou qualquer negócio de serviços, já entendeu que o sucesso da sua estrutura não depende apenas da sua equipe. Depende também (e muito) dos clientes com quem você escolhe trabalhar. O cliente extraordinário não é apenas aquele que paga em dia. É aquele que colabora, valoriza, respeita o processo, investe na relação e caminha junto com você na construção de bons resultados. Quando ele entra na sua base, tudo melhora: clima interno, reputação de mercado, qualidade das entregas e até seu faturamento.

Mas clientes assim não aparecem por acaso. Eles são atraídos com estratégia, mantidos com inteligência e desenvolvidos com cuidado. E é sobre isso que este artigo trata.

Clientes extraordinários geram reputação — e reputação atrai mais clientes extraordinários

Pense em seus melhores clientes atuais. Aqueles que recomendam seu escritório, compartilham cases de sucesso, participam de eventos ao seu lado, contratam novas frentes de trabalho e respeitam sua equipe. Agora reflita: quantos outros negócios vieram por meio deles?

Em serviços, reputação é o principal ativo comercial. E clientes extraordinários são catalisadores desse valor. Eles validam sua autoridade no mercado, criam uma percepção positiva da sua empresa e ajudam a construir credibilidade em torno do seu nome. Quanto mais você trabalha com pessoas e empresas bem posicionadas, mais você se torna uma referência no setor. Isso vale ainda mais no ambiente jurídico, onde confiança é um critério de decisão tão importante quanto preço ou competência técnica.

O que um bom cliente entrega além do financeiro?

Dinheiro é condição básica, mas não suficiente. Clientes extraordinários entregam muito mais do que pagamento. Aqui estão algumas qualidades que fazem a diferença:

  • Confiança no seu trabalho: eles contratam sua expertise, não para ensinar como fazer, mas para serem guiados.

  • Alinhamento de valores: respeitam sua cultura, suas regras, seus limites e sua forma de trabalhar.

  • Comunicação eficiente: respondem rápido, são objetivos, não criam ruído ou ambiguidade nos pedidos.

  • Colaboração: participam quando necessário, mas não interferem em excesso.

  • Respeito ao tempo e às pessoas: não esperam retorno fora do horário, não tratam a equipe com arrogância e valorizam o esforço.

  • Capacidade de escutar: aceitam sugestões, sabem quando mudar de direção e não têm medo de assumir o que não sabem.

  • Compromisso com resultados: não querem apenas um prestador de serviço, querem um parceiro estratégico.

Esses atributos transformam a rotina do time e elevam a régua da sua empresa.

Como identificar um cliente extraordinário logo nas primeiras conversas

Antes de assinar um contrato, o cliente já dá sinais importantes. A forma como ele conduz o processo comercial diz muito sobre o que virá depois. Preste atenção a estes pontos:

  • Ele entende o valor do que você oferece ou só quer saber o preço?

  • Ele compartilha informações com transparência ou omite pontos importantes?

  • Ele respeita seu tempo ou exige urgência desnecessária desde o início?

  • Ele pergunta sobre sua metodologia ou tenta impor a dele?

  • Ele aceita suas recomendações ou reage com desconfiança a cada sugestão?

Se as respostas forem positivas, você pode estar diante de um bom cliente. Caso contrário, talvez valha a pena recuar. Dizer “não” para quem não combina com seu modelo de negócio é, muitas vezes, um passo necessário para atrair quem realmente vai impulsionar sua marca.

Ferramentas para mapear, organizar e qualificar seus melhores clientes

Não se trata apenas de feeling. Há formas concretas de mapear, monitorar e replicar o perfil dos seus melhores clientes. Ferramentas de CRM, como RD Station, Pipedrive, HubSpot ou Moskit, ajudam a organizar dados, acompanhar histórico de interação e entender padrões de comportamento. Com essas plataformas, você consegue:

  • Registrar as principais características dos clientes que mais geram valor

  • Acompanhar o ciclo de vida do relacionamento

  • Avaliar o tempo de resposta, volume de demandas, índice de satisfação e taxa de recompra

  • Cruzar dados de perfil com dados de rentabilidade

  • Identificar quais fontes e canais mais atraem os melhores clientes

Além disso, usar CRM permite que você crie notas, flags e sinais internos para alertar a equipe sobre o que esperar de cada perfil. Isso reduz atritos, melhora a previsibilidade e fortalece a experiência do cliente.

Bons clientes não aparecem por sorte. Eles são atraídos com posicionamento

A atração de clientes extraordinários começa na forma como você se apresenta. Escritórios que se comunicam de forma vaga, genérica e sem identidade tendem a atrair qualquer perfil, inclusive os mais problemáticos. Já quem comunica com clareza sua especialidade, método, faixa de investimento e valores costuma filtrar melhor.

Revisite sua proposta de valor. Ela está clara? Está alinhada com os clientes que você deseja atrair? Seu site, redes sociais, apresentações e propostas comunicam de forma coerente o que você faz e para quem?

Além disso, vale usar sua base atual como aliada. Incentive seus bons clientes a recomendarem sua empresa, peça depoimentos, convide-os para eventos, publique cases (dentro dos limites éticos, no caso do setor jurídico). Pessoas boas conhecem pessoas boas. E recomendações diretas seguem sendo uma das fontes mais eficientes de aquisição em serviços.

Quando um cliente extraordinário se transforma em parceiro estratégico

Alguns clientes deixam de ser apenas contratantes para se tornarem aliados de crescimento. Eles te apresentam para novos negócios, testam serviços novos, te chamam para pensar junto em decisões estratégicas e enxergam sua empresa como uma extensão da deles. São clientes que abrem portas, consolidam vínculos de confiança e permitem que você evolua junto.

Mas isso não acontece por acaso. Requer constância na entrega, clareza na comunicação, disponibilidade para ouvir, abertura para errar e ajustar, e muita honestidade. Quando esse nível de maturidade é atingido, a relação ultrapassa a prestação de serviço e se torna uma via de crescimento mútuo.

Não basta atrair. É preciso cultivar, reconhecer e valorizar

Depois que um cliente extraordinário entra na sua base, o desafio é mantê-lo. Para isso, é essencial que ele perceba valor contínuo. Aqui vão algumas práticas úteis:

  • Envie atualizações proativas sobre o andamento dos projetos

  • Crie planos de longo prazo, com metas e checkpoints

  • Ofereça conteúdos, eventos e benefícios exclusivos

  • Faça reuniões de avaliação periódicas

  • Solicite feedbacks reais e implemente melhorias com base neles

  • Celebre conquistas juntos

Esses gestos reforçam o vínculo, demonstram cuidado e tornam mais difícil para o cliente imaginar trabalhar com outra empresa. Lealdade não se impõe, se conquista.

Negócios saudáveis escolhem com quem crescer

É comum ouvir que “cliente bom é o cliente que paga”. Mas isso é uma visão rasa. Cliente bom é o que impulsiona seu negócio, fortalece sua equipe, promove sua marca e caminha junto com você para entregar valor real. Ter critérios para atrair e reter esses clientes é parte do crescimento sustentável.

Você está investindo energia nos clientes certos? Ou está desperdiçando tempo com quem não reconhece o valor da sua entrega?

Sua reputação, seu futuro e até a saúde da sua empresa dependem dessa resposta. Escolher com quem você cresce é tão estratégico quanto escolher o que você vende. Clientes extraordinários existem. E você pode (e deve) se cercar deles.

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Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

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