Sim, hashtags ainda funcionam. Mas não da maneira como você provavelmente aprendeu a usá-las. Em 2025, elas deixaram de ser uma ferramenta de crescimento orgânico massivo e se tornaram um recurso de apoio, com funções mais ligadas à organização, segmentação e posicionamento do que à descoberta de novos perfis.
Se você ainda aposta em listas genéricas com 30 hashtags copiadas e coladas em todos os posts, sua estratégia está parada no tempo. O algoritmo já percebeu isso. Seu público também.
O motivo é simples: as plataformas evoluíram. Instagram, TikTok, LinkedIn e YouTube Shorts estão cada vez mais baseadas em recomendações personalizadas, com algoritmos que entendem conteúdo por análise de texto, áudio e comportamento do usuário. Palavras-chave naturais, escrita contextualizada e engajamento real têm mais peso que qualquer marcação.
Adam Mosseri, head do Instagram, já afirmou que hashtags servem mais para classificação de conteúdo do que para aumentar alcance. E isso é perceptível na prática: é comum ver posts com bom desempenho e engajamento mesmo sem nenhuma hashtag.
Vale, sim. Mas com parcimônia e intenção. Hashtags funcionam para:
Mas hashtags não funcionam mais como ferramenta de crescimento viral. Elas não vão transformar um post fraco em um post de sucesso. Elas apenas ajudam a refinar a entrega de um conteúdo que já é bom por si só.
Instagram recomenda entre 3 e 5. No LinkedIn, 3 é o ponto ideal. Em Reels, algumas análises indicam que usar entre 10 e 20 pode funcionar, desde que sejam coerentes com o conteúdo. Não há um número mágico, mas sim uma necessidade de testar, observar e ajustar.
Quer ter mais clareza? Monte um experimento:
O algoritmo detecta preguiça. E penaliza.
As plataformas já sabem que o seu post fala sobre “fiscalização tributária” se você usar essas palavras na legenda, no áudio, no texto do carrossel ou no comentário fixado. Você não precisa escrever #FiscalizacaoTributaria para isso. Aliás, se esse for o único sinal, ele pode nem ser considerado.
Conteúdo bom tem contexto, valor e relevância. Hashtags, quando usadas, devem reforçar isso — não tentar compensar sua ausência.
Hashtags continuam tendo um papel importante em branding. Elas ajudam a:
Aqui, o objetivo é menos alcance e mais memória de marca. E isso segue relevante em qualquer contexto.
Quer saber se hashtags ainda funcionam? A resposta é: sim, mas não sozinhas. Elas não vão salvar um conteúdo ruim. Mas podem ajudar a impulsionar um conteúdo bom, relevante e direcionado.
Use hashtags como um recurso complementar, não como protagonista da sua estratégia. O que realmente move o ponteiro em 2025 é conteúdo que faz sentido para quem consome. O resto é detalhe.
(PT)
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