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Category: Conteúdo

Conteúdos jurídicos rápidos e atrativos

Conteúdos rápidos, resultados consistentes

Na advocacia, aprender a captar a atenção em segundos pode ser a diferença entre conquistar ou perder clientes.

Por Rafael Gagliardi

Você já parou para pensar em quanto tempo um potencial cliente dedica a uma publicação sua? Estudos indicam que a média de atenção online hoje é de apenas alguns segundos. No mercado jurídico, onde a seriedade e a credibilidade são indispensáveis, muitos profissionais ainda acreditam que conteúdos densos são a única forma de transmitir valor. Mas a realidade é outra: é preciso aprender a falar muito em pouco tempo, sem banalizar o Direito.

A atenção do cliente nunca esteve tão fragmentada

Pesquisas da Microsoft mostram que a média de atenção já caiu para cerca de 8 segundos em contextos digitais. Isso significa que, ao abrir um post ou vídeo, o público decide em menos de dez segundos se continuará ou não consumindo seu conteúdo. Esse dado não se limita à geração Z. Empresários, executivos e até outros advogados também estão mergulhados em múltiplas telas, notificações constantes e excesso de informações.

Se a sua comunicação começa devagar ou depende de longas introduções, dificilmente vai prender o leitor. E quando falamos de escritórios de advocacia, a consequência pode ser ainda mais grave: perder a oportunidade de se apresentar como autoridade.

O que funciona como conteúdo de curta duração na advocacia

Não se trata de simplificar a complexidade do Direito, mas de traduzir temas relevantes em formatos que respeitam o tempo e o comportamento de quem consome. Alguns exemplos aplicáveis:

  • Posts curtos em LinkedIn e Instagram com insights sobre alterações legais, decisões judiciais recentes ou tendências de mercado. Textos objetivos de até 600 caracteres costumam ter maior engajamento.

  • Reels e Shorts de até 60 segundos trazendo explicações rápidas sobre conceitos jurídicos que impactam empresas. A chave é clareza e objetividade.

  • Stories interativos com enquetes, perguntas rápidas ou lembretes sobre prazos e mudanças regulatórias.

  • Carrosséis curtos com três ou quatro slides, focando em dicas práticas ou checklists úteis.

  • Vídeos de perguntas e respostas: grave respostas diretas para as dúvidas mais comuns de clientes, em trechos curtos que podem ser publicados em sequência.

Esses formatos respeitam a dinâmica atual das redes e ainda transmitem valor jurídico de forma acessível.

Como capturar a atenção em segundos (a pergunta de 1 milhão)

Captar atenção não depende apenas da forma, mas também da primeira impressão. O início do conteúdo deve provocar interesse imediato. Pergunte a si mesmo: se meu cliente tivesse apenas 5 segundos, o que ele realmente precisaria ouvir?

Alguns pontos práticos:

  • Primeira frase impactante: uma pergunta direta ou um dado surpreendente gera curiosidade.

  • Visual limpo e objetivo: evite excesso de texto em imagens e use legendas claras nos vídeos.

  • Tom humanizado: fale como se estivesse explicando a um cliente em reunião, sem jargões técnicos desnecessários.

  • Call to action leve: incentive a salvar, compartilhar ou comentar sem transformar o conteúdo em autopromoção. Isso está na moda.

Engajamento natural é a tendência

O público jurídico, assim como qualquer outro, desconfia de comunicações forçadas. Conteúdos produzidos para redes sociais precisam soar naturais e genuínos. Não é sobre criar um espetáculo visual, mas sobre clareza e relevância.

Um advogado que publica um vídeo simples, gravado no escritório com boa iluminação e áudio nítido, pode gerar mais impacto do que um conteúdo cheio de edição e efeitos. Isso porque o que importa é transmitir confiança e mostrar domínio do assunto, sem parecer publicidade agressiva.

A tendência é que cada vez mais escritórios se apoiem em conteúdos curtos para manter um fluxo constante de interação. Pequenas aparições frequentes valem mais do que longos materiais raramente publicados.

Ferramentas para organizar e medir resultados

Não basta produzir. É fundamental entender quais formatos funcionam melhor para seu público. Ferramentas como RD Station, HubSpot, Pipedrive ou até CRMs mais simples ajudam a mapear engajamento, identificar os temas mais relevantes e acompanhar a jornada dos contatos.

Com essas plataformas, você consegue analisar:

  • Quais posts e vídeos tiveram maior alcance e interação

  • Qual conteúdo gerou cadastros, reuniões ou novos leads

  • Como adaptar os próximos temas de acordo com as preferências do público

O grande ganho é que os dados mostram se o esforço em produzir conteúdos rápidos está, de fato, contribuindo para novos negócios ou apenas ocupando sua agenda.

Exemplo prático aplicado à advocacia

Um escritório de Direito Tributário que publica semanalmente vídeos curtos explicando impactos da reforma pode se tornar referência entre empresários que buscam informações rápidas. Ao final de cada vídeo, pode convidar o público a se inscrever em uma newsletter para receber análises mais profundas.

Nesse modelo, o conteúdo curto cumpre duas funções: gerar alcance e captar atenção inicial. Já o conteúdo longo, como artigos ou relatórios, é entregue apenas a quem demonstrou interesse real, qualificando a audiência. Além disso, segue as determinações do Provimento 2025/2021.

(Importante) Conteúdos rápidos não substituem, complementam

Vale reforçar que conteúdos curtos não eliminam a necessidade de materiais aprofundados. Artigos, pareceres e white papers seguem sendo fundamentais para consolidar a autoridade de um escritório. O papel dos conteúdos rápidos é abrir a porta, estabelecer conexão e criar recorrência de marca.

O cliente que acompanha vídeos semanais de 30 segundos sobre contratos digitais terá mais confiança em contratar o mesmo escritório para um parecer detalhado. O rápido leva ao profundo, não o substitui.

Negócios jurídicos precisam se adaptar ao tempo do cliente

O tempo do cliente vale mais do que nunca. No mercado jurídico, onde a concorrência é intensa e a confiança é decisiva, investir em formatos curtos é mais do que uma estratégia de marketing: é uma forma de respeito.

Se você ainda acredita que só conteúdos densos trazem resultado, talvez esteja deixando escapar oportunidades valiosas. Pergunte-se: será que os clientes não estão prontos para receber sua mensagem, mas de uma forma diferente?

A advocacia do futuro vai se equilibrar entre profundidade e agilidade. E quem souber capturar a frágil atenção do público em segundos terá mais chances de se tornar referência em um mercado cada vez mais competitivo.

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Silêncio Digital

Silêncio não é mais neutralidade

Quando cada gesto digital tem peso, calar é um ato que também comunica

Vivemos em tempos em que tudo é registrado, interpretado, compartilhado. Nessa lógica, o silêncio deixou de ser ausência. O que não se diz também constrói — ou destrói — reputações. Em um ambiente onde qualquer ação ou omissão carrega significados, o simples fato de não se posicionar já é, por si só, um posicionamento.

Por Rafael Gagliardi

O que acontece quando você não diz nada

Hoje, nenhuma marca está blindada. Nenhum líder está imune. Nenhuma instituição consegue manter distância do debate público sem que isso seja percebido. A escolha por não participar de uma conversa relevante não é mais vista como cautela, mas como negligência. O silêncio, que antes protegia, agora expõe.

A forma como empresas e profissionais se comportam nas redes sociais se tornou uma extensão direta de seus valores e prioridades. Não é mais possível separar completamente o que é institucional do que é pessoal. Tudo o que se compartilha, tudo o que se ignora, tudo o que se evita dizer — tudo comunica.

É nesse contexto que o comportamento distraído se tornou um risco real. Curtir sem entender. Comentar sem avaliar. Compartilhar sem refletir. Ou simplesmente ignorar temas que importam para quem está do outro lado da tela. Essa rotina aparentemente inofensiva está entre os maiores erros de reputação corporativa dos últimos tempos.

O tempo da neutralidade ficou para trás

Por muito tempo, a neutralidade foi confundida com profissionalismo. Mas isso mudou. As pessoas esperam clareza. Esperam escuta. Esperam presença. Especialmente dos líderes. Esperam que as empresas estejam atentas às grandes discussões sociais. Que saibam o que representam. Que saibam onde estão. Que saibam quem impactam.

E se engana quem acha que só escândalos causam dano. A ausência também. A omissão, hoje, pode pesar tanto quanto uma declaração equivocada. Uma marca que não se manifesta em momentos sensíveis corre o risco de parecer indiferente. Um profissional que silencia em torno de causas que importam pode ser percebido como incoerente com os próprios valores.

Redes sociais deixaram de ser opcionais

Não é mais uma questão de “estar ou não estar” online. É sobre como se está. Qualquer movimento digital pode afetar relacionamentos profissionais, negócios e percepções. Especialmente para quem ocupa posições de liderança.

O que antes parecia apenas uma distração agora virou vulnerabilidade. Um comentário fora de contexto, uma curtida desatenta ou até mesmo o silêncio diante de um fato grave podem gerar ruído suficiente para abalar a imagem construída em anos.

A comunicação virou competência de gestão

Mais do que uma área do marketing, comunicar-se bem se tornou parte das responsabilidades da liderança. Cada vez mais, espera-se que CEOs, sócios e executivos dominem esse território com maturidade. Isso significa compreender que o mundo mudou. Que a sociedade cobra presença, posicionamento, coerência. E que não dá mais para delegar tudo isso a terceiros.

Hoje, comunicar é governar. É proteger. É construir confiança. Não se trata de responder a tudo. Mas de saber quando falar. Como falar. E com quem.

Como se proteger sem se isolar

A boa notícia é que existem caminhos para isso. Primeiro, é preciso parar de tratar as redes sociais como um campo neutro. Não é. Nunca foi. Ali estão seus clientes, parceiros, futuros talentos, concorrentes e até seus críticos. E todos observam.

Depois, é importante humanizar. Assumir que a comunicação precisa ter rosto, intenção e escuta. Não adianta postar frases prontas, nem seguir fórmulas genéricas. O que funciona é o que conecta de verdade. O que mostra quem está por trás da assinatura. O que traduz os valores no dia a dia, nas decisões, nos gestos simples.

A regra básica? Comunicação com consciência

Antes de clicar, vale respirar. E se perguntar:

  • Isso faz sentido para mim?

  • Essa mensagem está alinhada com o que acredito?

  • O público que me acompanha entenderá o que estou dizendo?

  • É o momento certo para falar sobre isso?

Se a resposta for sim, vá em frente. Se for não, pare e repense. O ponto aqui não é o medo de errar. É a responsabilidade sobre o que se escolhe comunicar — ou não comunicar.

No Direito, o desafio é ainda maior

Advogados, por essência, lidam com nuances. Com o que é dito e com o que fica nas entrelinhas. A atuação jurídica exige escuta, sensibilidade, credibilidade. E nada disso se constrói com postagens genéricas, tampouco com ausência.

A relação com o cliente é pessoal. E o digital precisa refletir essa pessoalidade. Mostrar os bastidores. Demonstrar domínio sobre o tema. Participar das conversas certas, nos momentos certos, com a linguagem certa. Se há uma vantagem real que o setor jurídico pode explorar nas redes, é justamente a proximidade. A capacidade de falar com autoridade, sem perder a humanidade.

Em tempos de exposição constante, silêncio também vira manchete

Se tudo comunica, o silêncio também. E, por isso, é preciso deixar claro: não se trata de postar mais. Trata-se de comunicar melhor. Com estratégia. Com presença. Com intenção. Com ética. Com verdade.

O que está em jogo não é só a reputação online. É a confiança no mundo real. Porque, no fim das contas, ainda é ela que move contratos, negócios e relações de longo prazo.

E para manter essa confiança, é preciso estar presente. Mesmo quando o barulho for grande demais.

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Yahoo

A queda de um gigante e lições para escritórios hoje

Há uma trajetória clara. Primeiro, o Cadê e o Yahoo dominaram a busca online. Depois o Google os substituiu. Agora, o Google enfrenta turbulências com IA e TikTok. E escritórios jurídicos podem aprender com isso.

Por Rafael Gagliardi

A jornada dos buscadores começa com iniciativas nacionais como Cadê e o surgimento do Yahoo, nos EUA. Cadê foi pioneiro no Brasil, mas sem escalabilidade global perdeu espaço. O Yahoo surgiu em 1994 como um diretório hierárquico construído pelos fundadores Jerry Yang e David Filo, incorporado em março de 1995. Com o tempo, virou portal completo: busca, e‑mail, notícias, finanças, respostas, grupos, entre outros. No final da década de 1990 era presença obrigatória no navegador de quem conectava à web.

No auge, o Yahoo tinha cerca de 700 milhões de visitas mensais, figurava entre os seis sites mais acessados globalmente e liderava como portal de notícias. Mas então o Google emergiu como motor de busca com algoritmo superior, mais rápido e escalável, e o Yahoo não acompanhou. Erros estratégicos foram decisivos. Em 1998 recusou a oferta de PageRank por US$ 1 milhão e depois perdeu chance de comprar o Google por US$ 5 bilhões. Gastou mais de US$ 10 bilhões em aquisições caras – GeoCities, Broadcast.com – sem foco tecnológico e acabou perdendo sua liderança.

Trocando CEOs, demissões massivas, escândalos de vazamentos de dados que atingiram bilhões de contas e falta de inovação interna fizeram o valor da marca despencar. Em 2016 o Yahoo foi vendido por US$ 4,5 bilhões à Verizon, uma fração do valor de mercado anterior. Ainda operam serviços como mail e finanças, hoje sob controle da Apollo Global Management. Sob Jim Lanzone, a empresa tenta uma virada, apostando em IA e parcerias para revitalizar Yahoo News e Finance.

Hoje o Google mantém entre 89 e 90 % da fatia de busca global, mas já sente a pressão: estatísticas mostram queda abaixo de 90 % e crescimento de concorrentes via IA e redes sociais como TikTok. A nova competição não é por diretórios, é por respostas rápidas, imersivas e visuais. O Google incorporou o Gemini com modo IA e IA Overview, mas enfrenta dilemas: respostas prontas reduzem cliques e receita publicitária.

E o paralelo com o mundo jurídico? Escritórios de advocacia correm risco se se acomodam no modelo tradicional: serviço técnico, reputação local, pouca inovação discurso digital. Assim como o Yahoo permaneceu confortável com portal, e-mails e anúncios até perceber tarde demais que as necessidades dos usuários evoluíram, escritórios podem ser ultrapassados por mudanças no comportamento do cliente jurídico.

Vocês já se perguntaram se estão preparados para disputar atenção em ambientes como TikTok, YouTube, newsletters com IA generativa? Se não capturam tendências tecnológicas e de consumo de informação, vão perder espaço para escritórios mais ágeis. Google mesmo já aposta em ferramentas com respostas automatizadas, mas mantém relevância investindo pesadamente em infraestrutura e produto.

O Yahoo serve como alerta: liderança não garante futuro. Não basta manter performance atual se o mundo muda ao redor. Escritórios devem aprender com isso:

  • Invistam em inovação na forma de apresentar conteúdo jurídico: IA que gere resumos, análise de jurisprudência em tempo real, podcasts educativos

  • Diversifiquem os canais de alcance: TikTok e Instagram para insights rápidos, LinkedIn para autoridade técnica, newsletter para relacionamento direto

  • Monitorem métricas reais: além de seguidores, acompanhem engajamento qualificado, conversões de leads, volume de demanda originada por conteúdo

  • Preparem-se para mudanças regulatórias ou tecnológicas, como uso ético de IA e reputação digital, antes que esses movimentos se tornem urgentes

Yahoo errou ao não reinventar o modelo base nos anos 2000. O Google erra se ignorar o avanço das IAs e redes sociais entre os jovens. Escritórios jurídicos podem evitar isso cultivando cultura de adaptação, tecnologia e estratégia digital.

Vocês estão prontos para sair da zona de conforto ou esperam ser surpreendidos por um novo “Google” jurídico ou um “TikTok” legal? O momento exige ação proativa. O que sua sociedade está fazendo hoje para evitar virar lembrança amanhã?

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IA na prática jurídica

Como as ferramentas generativas estão mudando, de fato, o jeito de produzir e consumir conhecimento jurídico

A aplicação de modelos de linguagem na rotina jurídica já não é mais uma aposta de futuro, mas um processo em curso, que exige um posicionamento claro e técnico de quem trabalha com Direito. Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Manus AI, Genspark e NotebookLM deixaram de ser novidade. Elas estão impactando, na prática, não só a produtividade, mas a forma como advogados e advogadas pesquisam, escrevem, decidem e se posicionam.

Por Yasmin Brandão

Um exemplo que gosto de observar de perto é o recurso chamado “busca profunda”. Ele já aparece nas versões mais avançadas de IA generativa e muda completamente a lógica da pesquisa jurídica tradicional. Essas ferramentas não estão só buscando jurisprudência ou analisando leis. Elas estão cruzando dados, reconhecendo padrões argumentativos e devolvendo respostas moldadas pelo contexto, pela linguagem e pelo objetivo da pergunta, com consistência técnica e, muitas vezes, com estrutura similar a uma peça jurídica.

Enquanto o Gemini responde com rapidez e cumpre bem tarefas urgentes, como resumos ou análises iniciais, o ChatGPT oferece algo mais próximo do que um parecer jurídico exige: tempo, profundidade, articulação argumentativa e fundamentação sólida. Já o Manus AI e o Genspark vão além. Eles são agentes jurídicos que simulam raciocínios com base em parâmetros definidos por área, especialidade, linguagem e complexidade. Estão sendo usados para revisar contratos, responder consultas, produzir peças com base em dados estruturados e até dar suporte em processos de due diligence. E o mais importante: tudo isso com atenção ao português jurídico e à realidade normativa brasileira.

Como consultora em marketing jurídico, vejo de forma muito nítida como isso tudo afeta o modo como os escritórios se comunicam, e não apenas nas redes sociais. Estou falando da forma como se constrói a autoridade digital de um escritório. Conteúdo jurídico nunca foi só texto. Agora, menos ainda. A gente está lidando com um tipo de produção que precisa ser lida e compreendida não só por pessoas, mas por mecanismos automatizados. E isso exige cuidado redobrado com a estrutura do raciocínio, com a escolha das palavras, com a organização da informação.

O NotebookLM, por exemplo, tem ganhado força justamente por isso. Ele permite importar documentos, segmentar dados e cruzar informações com base em hipóteses jurídicas. Ou seja, exige que quem opera a ferramenta saiba construir bons prompts, conheça o assunto e consiga revisar a resposta com critério técnico. Não dá para usar de forma automática, muito menos superficial.

O que observo hoje é que muitos escritórios ainda tratam a IA como uma automação que reduz tempo. Mas o ponto-chave não está só na velocidade. Está em como os dados são organizados, como os argumentos são apresentados e, principalmente, em como essas ferramentas aprendem com as interações. O conteúdo jurídico virou, literalmente, um dado vivo. Ele circula, se adapta, é lido por sistemas que podem ou não entendê-lo como relevante.

Por isso, quando falamos em posicionamento digital, não estamos falando só de site, Instagram ou LinkedIn. Estamos falando sobre como o raciocínio jurídico de um escritório é percebido por outras inteligências, sejam humanas ou artificiais. Isso exige um outro tipo de atenção à linguagem, à técnica e à estratégia.

Adotar IA no jurídico não é só uma questão de inovação. É uma mudança de perspectiva sobre como se constrói autoridade, como se compartilha conhecimento e como se atua de forma ética em um ambiente cada vez mais mediado por tecnologia. E isso, definitivamente, não se aprende em um clique.

 

 

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Comitês em escritórios de advocacia

Uma estratégia que transforma escritórios de advocacia

Como a formação de comitês em escritórios de advocacia pode revolucionar a governança, eficiência e desenvolvimento profissional.

O ambiente jurídico está se tornando cada vez mais competitivo e exigente, demandando dos escritórios de advocacia uma gestão mais estratégica, profissional e organizada. Nesse contexto, a implementação de comitês surge como uma solução poderosa para elevar a governança, otimizar o funcionamento das equipes e potencializar o crescimento individual dos colaboradores.

Por Rafael Gagliardi

Quando você pensa em comitês, o que vem à sua mente? Provavelmente reuniões extensas e pouco produtivas, certo? Se essa é sua percepção, está na hora de rever esse conceito. Escritórios que adotam comitês bem estruturados experimentam uma verdadeira transformação na sua gestão interna e no engajamento das equipes.

Antes de aprofundar como comitês específicos podem ajudar seu escritório, é bom esclarecer: o que exatamente é um comitê dentro de uma organização?

Um comitê é um grupo formalmente designado para tratar de assuntos específicos. Sua função é aconselhar, deliberar ou executar tarefas bem definidas, contribuindo com conhecimentos especializados que ajudam na tomada de decisões estratégicas. Em resumo, um comitê atua como um centro de inteligência colaborativa focado em objetivos delimitados.

Benefícios claros na governança e operação

Nos escritórios de advocacia, comitês podem trazer ganhos concretos para a governança e operações. Eles diminuem a concentração de decisões nas mãos dos sócios fundadores, proporcionando maior distribuição e equilíbrio de responsabilidades. Isso resulta em decisões menos impulsivas e mais estratégicas, fundamentadas em análises detalhadas e técnicas.

Outro benefício relevante é o aprimoramento da transparência. Ao adotar comitês estruturados, o escritório passa a ter processos mais documentados e claros, aumentando a confiança dos stakeholders – clientes, parceiros comerciais e até investidores. Em termos práticos, quanto mais estruturada for a sua governança, mais fácil será atrair clientes exigentes e sofisticados.

Além disso, a criação de comitês é uma excelente maneira de gerenciar riscos e antecipar problemas. Com grupos focados em compliance e controles internos, por exemplo, o escritório pode agir preventivamente, evitando crises futuras e garantindo uma operação sustentável a longo prazo.

Regras de ouro para um comitê eficiente

Para garantir o bom funcionamento dos comitês, algumas “regras de ouro” precisam ser observadas:

  • Objetivos claros e específicos: Todos os membros devem entender perfeitamente o propósito do comitê.
  • Participação ativa e engajada: Os integrantes precisam contribuir de forma real, com responsabilidades definidas e cobrança mútua.
  • Documentação consistente: É essencial manter atas, relatórios e evidências do trabalho realizado, garantindo continuidade e aprendizado contínuo.
  • Avaliação regular: Comitês precisam ser revisados periodicamente para verificar sua efetividade e relevância dentro da organização.

Quem deve participar dos comitês?

Nos escritórios, a participação em comitês deve contemplar diversidade hierárquica e funcional. Sócios, advogados associados, analistas e até estagiários podem fazer parte, desde que suas competências e interesses estejam alinhados ao objetivo do comitê. Essa diversidade garante a riqueza das discussões e o desenvolvimento profissional amplo dentro da equipe.

Os participantes também se beneficiam individualmente. Integrar um comitê é uma oportunidade valiosa de aprendizado, exposição interna, ampliação de networking, desenvolvimento de liderança e até direcionamento de carreira para áreas que estejam mais alinhadas às suas afinidades pessoais.

Exemplos de comitês úteis para escritórios:

Além dos tradicionais Comitês Executivos ou Financeiros, escritórios de advocacia podem se beneficiar enormemente de comitês específicos, como:

  • Comitê de Marketing: Fortalece a presença da marca, define estratégias para atrair novos clientes e melhorar a percepção externa.
  • Comitê de Pessoas: Cuida de questões relacionadas à cultura organizacional, recrutamento, retenção e desenvolvimento de talentos.
  • Comitê de Relacionamento com Clientes: Melhora a experiência e fidelização dos clientes atuais, crucial para a sustentabilidade do escritório.
  • Comitê de Comunicação Interna: Promove alinhamento de informações e melhora a integração entre áreas.
  • Comitê de Inovação: Explora novas tecnologias e métodos de trabalho para aumentar eficiência e competitividade.
  • Comitê ESG: Focado em sustentabilidade e práticas responsáveis, cada vez mais valorizadas por clientes corporativos.
  • Comitê de Educação e Capacitação: Organiza treinamentos e atualizações contínuas dos profissionais.
  • Comitê de Diversidade e Inclusão: Promove uma cultura organizacional mais diversa, igualitária e representativa.

Como aplicamos isso na LETS

Na LETS Marketing, adotamos comitês temáticos que evoluem constantemente e têm sido essenciais na nossa profissionalização e crescimento. Temos o Comitê de Gente e Gestão, dedicado à melhoria contínua dos processos de recursos humanos, o Comitê de Comunicação Interna e Cultura, que fortalece nosso alinhamento interno, e até um Comitê de Festas, que promove integração e satisfação da equipe (e sim, ele é bem útil).

Além desses, destacam-se o Comitê de Inovação, que busca constantemente novas soluções tecnológicas e metodologias, o Comitê Financeiro e Contábil, que zela pela saúde financeira, e o Comitê de Estudos e Pesquisas, voltado ao aprimoramento técnico e estratégico da empresa. Também criamos comitês temporários, voltados a projetos específicos como implementação de novas políticas internas ou iniciativas pontuais.

A maior lição que aprendemos é que, para ser eficaz, o comitê precisa estar alinhado aos objetivos reais da empresa. As pessoas escolhidas devem estar comprometidas e entender claramente seu papel, havendo também políticas claras sobre entrada, permanência e eventual substituição dos integrantes.

Essa experiência da LETS pode ser perfeitamente replicada em escritórios de advocacia. Imagine como um Comitê de Inovação poderia elevar a eficiência das operações jurídicas, principalmente nesse era de IA, ou como um Comitê de Pessoas poderia transformar o ambiente de trabalho, melhorando a retenção e satisfação das equipes.

Implementar e manter comitês exige esforço e compromisso, mas os resultados são extremamente recompensadores, tanto para o escritório como um todo quanto para cada colaborador envolvido.

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Anúncio em TV no LinkedinAds

O LinkedIn quer ocupar o seu sofá

O que o novo formato de anúncio em TV conectada revela sobre o futuro do marketing B2B — e como isso afeta escritórios de advocacia e empresas jurídicas

Por Juliano Trevisan

A divisão entre consumo de mídia e ambiente de negócios está prestes a desaparecer. Com o lançamento do formato de anúncios em TVs conectadas (CTV), o LinkedIn deixa claro que não pretende mais ser apenas uma plataforma de networking corporativo. Ele quer disputar a atenção do público onde ela de fato está: nas telas grandes da sala de estar.

A partir de agora — e em breve também no Brasil — será possível impactar executivos e tomadores de decisão com campanhas da sua marca jurídica diretamente na televisão, durante séries, documentários e conteúdos premium assistidos em plataformas como Roku, Paramount+ e Samsung TV.

Sim, o LinkedIn Ads chegou à TV. E isso muda tudo.

LinkedIn Ads: um território estratégico para marcas B2B

Muitas empresas ainda subestimam o LinkedIn como ferramenta de mídia. Mas a verdade é que a plataforma se consolidou como o principal canal de publicidade digital voltado ao mercado B2B.

Se você trabalha com serviços especializados, como advocacia empresarial, tecnologia jurídica ou consultorias para corporações, o LinkedIn permite segmentações valiosas: cargo, senioridade, setor, localização, tempo de experiência, entre outras.

Não se trata de alcançar um público massivo. Trata-se de falar diretamente com quem decide.

Agora imagine fazer isso na TV.

O que muda com a chegada do LinkedIn Ads à TV conectada

A novidade está nos anúncios de vídeo exibidos fora da própria plataforma do LinkedIn. Chamados de Connected TV Ads, esses conteúdos são inseridos em serviços de streaming parceiros da Microsoft, como Roku, Paramount+ e Samsung Ads. A expansão para outros canais está em andamento.

Os vídeos são veiculados com foco exclusivo em campanhas de conhecimento de marca (Brand Awareness) e comprados pelo modelo de CPM (Custo por Mil Impressões).

Para escritórios de advocacia e marcas jurídicas que queiram se consolidar como autoridade, essa é uma oportunidade com potencial inexplorado.

A TV como canal de influência silenciosa

Por que isso é relevante para o marketing jurídico? Porque os canais tradicionais de aquisição — como redes sociais, email marketing e conteúdo orgânico — têm limitações. O LinkedIn na TV amplia o alcance para ambientes que não dependem da atenção ativa do usuário.

Executivos assistindo a um documentário sobre o mercado financeiro podem ser impactados por uma campanha de um escritório especializado em Direito Tributário. Profissionais de tecnologia, ao verem uma série sobre inovação, podem conhecer um escritório focado em LGPD e compliance digital.

É uma forma de influência silenciosa, que reforça marca, posicionamento e autoridade sem depender do clique imediato.

A segmentação ainda é o trunfo

Mesmo com o conteúdo sendo exibido fora do feed, a segmentação continua sendo baseada no perfil profissional do usuário — e é aí que mora a inovação. O LinkedIn conecta dados de perfil com o login do usuário no dispositivo, garantindo que sua campanha chegue a quem realmente importa.

Isso significa que o escritório pode escolher impactar apenas diretores jurídicos, gerentes de RH ou empresários de setores estratégicos, mesmo que o conteúdo esteja sendo consumido em um aplicativo de TV.

Você ainda acha que televisão é território só para grandes marcas de consumo?

Quanto custa anunciar?

Campanhas de CTV têm um custo médio de R$ 150 a R$ 300 por mil impressões. É mais caro do que outros canais, mas oferece um inventário premium e uma experiência de mídia de alto valor percebido.

Com um investimento inicial sugerido de R$ 1.500 por mês, já é possível testar formatos, entender a jornada do público e começar a gerar impacto de marca.

Para quem opera em mercados jurídicos altamente competitivos, o custo pode se justificar pelo diferencial estratégico: não é sobre quantidade, é sobre qualidade do impacto.

Estratégias recomendadas para escritórios jurídicos

Se a sua marca jurídica quer usar o LinkedIn Ads na TV, aqui vão algumas recomendações práticas:

  • Invista em vídeos institucionais que reforcem o seu posicionamento e diferenciais;

  • Use a linguagem visual da sua marca para transmitir autoridade, confiança e sofisticação;

  • Direcione a campanha para áreas sensíveis, como Direito Empresarial, Regulação, Proteção de Dados, Societário ou Trabalhista Estratégico;

  • Pense em complementar a presença na TV com reforço no feed do LinkedIn — o caminho reverso também funciona;

  • Estabeleça um fluxo de análise via Google Analytics, Search Console e os próprios insights da plataforma.

E se você não estiver pronto para a TV?

Tudo bem. Mas a pergunta que fica é: quando você estará?

A tendência da convergência entre plataformas digitais e ambientes de mídia mais tradicionais é irreversível. O LinkedIn está antecipando o futuro da publicidade B2B — e quem chegar antes, vai colher mais.

O que essa funcionalidade diz sobre o seu escritório ou sua empresa? Que você precisa:

  • Tratar sua marca como ativo estratégico;

  • Acompanhar as mudanças de comportamento do público;

  • Explorar novos canais com ousadia e foco.

Se o seu conteúdo não está onde seu público está relaxando e se informando, então ele está falando sozinho.

O que mais esperar?

Além das integrações já confirmadas, rumores indicam que o LinkedIn poderá estender a veiculação para plataformas como Disney+, Hulu, Fox Sports, ESPN e outras. A Microsoft ainda não confirmou oficialmente, mas os testes estão em andamento.

A boa notícia é que, segundo apuração da própria equipe da LETS, a funcionalidade estará disponível em breve no Brasil, o que abre caminho para empresas jurídicas locais utilizarem o canal com inteligência e estratégia.

Sua marca está preparada?

O marketing jurídico vive um momento único. O que antes era discreto, quase invisível, agora precisa ser forte, coerente e adaptável.

A chegada dos anúncios do LinkedIn na TV não é apenas uma funcionalidade nova. É um alerta. É hora de olhar para as estratégias de comunicação com uma mentalidade de mídia, e não apenas de produção de conteúdo.

Você está disposto a ser lembrado ou vai continuar sendo apenas mais um feed que passa despercebido?

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Multichannel jurídico

Você está em todos os lugares certos?

Multichannel jurídico: Uma estratégia não é eficiente só porque existe. Ela precisa ser coerente, contextual e legalmente segura.

Por Rafael Gagliardi

Em um mercado onde o ciclo de decisão é lento, a concorrência é crescente e a atenção é escassa, estar presente nos canais certos é uma diferença competitiva real para escritórios de advocacia. Mas não basta marcar presença: é preciso criar conexões consistentes em cada ponto de contato. É aqui que entra o marketing multichannel.

O que é marketing multichannel

Marketing multichannel é a prática de se comunicar com seu público em diferentes canais de forma coordenada. Significa reconhecer que seus potenciais clientes estão em mais de um lugar e que cada ponto de contato é uma oportunidade de fortalecer sua mensagem.

Para escritórios de advocacia, isso pode significar usar LinkedIn, e-mail, eventos presenciais, WhatsApp, site institucional, publicações jurídicas e assessoria de imprensa — cada um com um papel distinto dentro da jornada de relacionamento.

Multichannel não é omnichannel

Diferente do omnichannel, que busca criar uma experiência fluida e unificada entre os canais, o multichannel aceita que os canais são distintos e devem funcionar de forma paralela, mas coordenada. No contexto jurídico, isso é particularmente relevante, pois a comunicação em cada canal obedece formatos, restrições e expectativas diferentes.

Por que advogados precisam pensar em multichannel

  1. Porque o cliente não está mais em um lugar só. A mesma pessoa que lê um artigo na LexLatin pode acompanhar seu post no LinkedIn e decidir entrar em contato depois de receber um boletim por e-mail.
  2. Porque cada canal entrega um tipo de valor. Um podcast pode gerar autoridade. Um e-mail pode gerar tráfego. Um evento pode consolidar relacionamento. Uma matéria na imprensa pode abrir portas com novos decisores.
  3. Porque isso melhora a média. Nem todo canal vai converter. Mas todos os canais atuam em conjunto para amadurecer a percepção do cliente e levá-lo até o ponto de contato comercial.

Como aplicar multichannel no marketing jurídico

A adoção de uma estratégia multichannel exige planejamento, mapeamento de públicos e clareza de objetivos. Não se trata de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas de entender quais canais fazem sentido para os públicos que você quer atingir.

Exemplo de aplicação para um escritório B2B:

  • LinkedIn: publicação de artigos de opinião, cases, destaques de equipe
  • E-mail marketing: newsletters mensais com análise de jurisprudências e novidades
  • Eventos presenciais: encontros com executivos e decisores
  • Assessoria de imprensa: divulgação de temas estratégicos na mídia especializada
  • WhatsApp corporativo: canal de envio de conteúdo direto para leads e clientes ativos

Benefícios reais da abordagem multichannel

  • Maior alcance qualificado: cada canal fala com um pedaço diferente do seu público
  • Mais oportunidades de engajamento: mais chances de gerar memória e conexão
  • Incremento de autoridade: sua marca se fortalece quando aparece com coerência em múltiplos contextos
  • Melhor aproveitamento de conteúdo: um mesmo tema pode ser trabalhado de diferentes formas em diferentes canais

Mas nem tudo é simples. E você precisa estar atento.

Gerenciar uma estratégia multichannel exige mais do que abrir perfis ou contratar ferramentas. Exige tempo, equipe e alinhamento constante entre os canais. Um e-mail institucional que não conversa com o que foi publicado no site gera desconexão. Um sócio falando com linguagem técnica no LinkedIn e informal em um podcast pode causar estranhamento.

Outro ponto de atenção: muitos escritórios confundem repetí-la com coordenar. Copiar e colar o mesmo post em todas as redes não é multichannel. Cada canal precisa ter uma linguagem adequada, com formatos pensados para o contexto em que será consumido.

Aspectos éticos no contexto do Direito

O marketing jurídico é regulado pelo Código de Ética da OAB e pela recente resolução nº 02/2021. Em uma estratégia multichannel, é preciso garantir que a comunicação seja:

  • Informativa, sem promessas de resultado
  • Respeitosa, sem captação indevida de clientela
  • Transparente, com autoria e responsabilidade identificadas
  • Consistente entre os canais, inclusive com versões fiéis em diferentes plataformas

A adaptação do conteúdo a diferentes canais não pode distorcer o tom institucional. Se um post é técnico no site e sensacionalista no Instagram, algo está errado. O mesmo vale para e-mails com chamadas agressivas ou peças com linguagem fora do padrão profissional.

Etapas para criar uma estratégia multichannel eficaz

  1. Mapeie sua audiência: quem você quer atingir e onde essas pessoas estão?
  2. Defina os canais prioritários: nem sempre estar em todos os canais é o melhor caminho
  3. Estabeleça funções para cada canal: autoridade, conversão, relacionamento, memória
  4. Desenhe uma linha editorial multicanal: temas, formatos e responsáveis por execução
  5. Monitore e ajuste: defina indicadores de desempenho para cada canal

O que você precisa lembrar

Marketing multichannel não é sobre espalhar conteúdo. É sobre criar presença inteligente, articulada e coerente nos canais em que o seu público realmente transita. No mercado jurídico, isso exige ainda mais responsabilidade: tudo comunica, tudo reflete a cultura do escritório e tudo precisa respeitar os limites éticos da profissão.

Quem entende isso não tenta estar em todo lugar. Tenta estar nos lugares certos, com a linguagem certa, no tempo certo.

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Hashtags ainda funcionam?

O que você precisa saber em 2025

Sim, hashtags ainda funcionam. Mas não da maneira como você provavelmente aprendeu a usá-las. Em 2025, elas deixaram de ser uma ferramenta de crescimento orgânico massivo e se tornaram um recurso de apoio, com funções mais ligadas à organização, segmentação e posicionamento do que à descoberta de novos perfis.

Por Rafael Gagliardi

Se você ainda aposta em listas genéricas com 30 hashtags copiadas e coladas em todos os posts, sua estratégia está parada no tempo. O algoritmo já percebeu isso. Seu público também.

As hashtags perderam protagonismo, mas não relevância

O motivo é simples: as plataformas evoluíram. Instagram, TikTok, LinkedIn e YouTube Shorts estão cada vez mais baseadas em recomendações personalizadas, com algoritmos que entendem conteúdo por análise de texto, áudio e comportamento do usuário. Palavras-chave naturais, escrita contextualizada e engajamento real têm mais peso que qualquer marcação.

Adam Mosseri, head do Instagram, já afirmou que hashtags servem mais para classificação de conteúdo do que para aumentar alcance. E isso é perceptível na prática: é comum ver posts com bom desempenho e engajamento mesmo sem nenhuma hashtag.

O que funciona hoje é uma combinação de fatores

  1. Conteúdo claro e bem escrito, com palavras que seu público realmente usaria para buscar aquele assunto.
  2. Interação real, com foco em salvar, comentar e compartilhar, não apenas em likes.
  3. Conteúdo nativo, especialmente em vídeo curto, com uso de áudio, legendas e formatos que prendam a atenção rápido.
  4. Títulos e descrições pensados com lógica de busca, e não com linguagem vaga ou apenas estética.
  5. Distribuição orgânica inteligente, com foco em consistência e bom uso das funcionalidades da plataforma.

Mas então… ainda vale usar hashtags?

Vale, sim. Mas com parcimônia e intenção. Hashtags funcionam para:

  • Segmentar nichos específicos (como #DireitoTributárioRJ ou #StartupsLegais)
  • Organizar conteúdo por temas
  • Impulsionar campanhas e desafios com hashtags exclusivas (como #DesafioLegal2025)
  • Criar comunidades em torno de uma marca (#SouClienteLETS, por exemplo)

Mas hashtags não funcionam mais como ferramenta de crescimento viral. Elas não vão transformar um post fraco em um post de sucesso. Elas apenas ajudam a refinar a entrega de um conteúdo que já é bom por si só.

Quantas hashtags usar?

Instagram recomenda entre 3 e 5. No LinkedIn, 3 é o ponto ideal. Em Reels, algumas análises indicam que usar entre 10 e 20 pode funcionar, desde que sejam coerentes com o conteúdo. Não há um número mágico, mas sim uma necessidade de testar, observar e ajustar.

Quer ter mais clareza? Monte um experimento:

  • Publique 7 posts seguidos com diferentes quantidades de hashtags (3, 5, 10, 20…)
  • Mantenha a qualidade do conteúdo constante
  • Acompanhe os indicadores: impressões, alcance, curtidas, comentários, compartilhamentos
  • Veja o que realmente muda

Erros comuns que você precisa evitar

  • Usar hashtags genéricas como #love, #instagood, #sucesso, #direito
  • Copiar e colar sempre a mesma lista
  • Inserir hashtags que não têm relação com o post
  • Usar hashtags como substituto de uma legenda bem escrita

O algoritmo detecta preguiça. E penaliza.

A disputa hoje é por contexto, não por tag

As plataformas já sabem que o seu post fala sobre “fiscalização tributária” se você usar essas palavras na legenda, no áudio, no texto do carrossel ou no comentário fixado. Você não precisa escrever #FiscalizacaoTributaria para isso. Aliás, se esse for o único sinal, ele pode nem ser considerado.

Conteúdo bom tem contexto, valor e relevância. Hashtags, quando usadas, devem reforçar isso — não tentar compensar sua ausência.

O papel dos hashtags na estratégia de marca

Hashtags continuam tendo um papel importante em branding. Elas ajudam a:

  • Unificar campanhas, como eventos ou datas comemorativas (#LETS5Anos)
  • Incentivar produção de conteúdo por terceiros, como clientes ou parceiros
  • Organizar acervos temáticos (por exemplo, #DicasDeMarcaLETS para uma série)

Aqui, o objetivo é menos alcance e mais memória de marca. E isso segue relevante em qualquer contexto.

O que fazer em vez de depender de hashtags

  • Escreva boas legendas com palavras que as pessoas realmente pesquisariam
  • Foque em uma narrativa clara e coerente com a imagem ou vídeo
  • Crie conteúdo nativo para a plataforma: o que funciona no LinkedIn não funciona igual no Instagram
  • Use títulos e aberturas que gerem curiosidade e tragam valor logo de cara
  • Responda aos comentários, envie posts no direct, interaja de volta. Isso pesa para o algoritmo

E como encontrar boas hashtags hoje?

  • Pesquise hashtags do seu nicho e veja se estão ativas (média entre 10 mil e 200 mil posts é ideal)
  • Veja o que seus concorrentes e benchmarks usam — mas não copie, adapte
  • Crie listas diferentes para diferentes tipos de conteúdo
  • Use combinações de hashtags pequenas (menos de 50k), médias (50k–250k) e grandes (250k+)
  • Atualize suas listas com frequência. Hashtags envelhecem

O que tudo isso quer dizer na prática?

Quer saber se hashtags ainda funcionam? A resposta é: sim, mas não sozinhas. Elas não vão salvar um conteúdo ruim. Mas podem ajudar a impulsionar um conteúdo bom, relevante e direcionado.

Use hashtags como um recurso complementar, não como protagonista da sua estratégia. O que realmente move o ponteiro em 2025 é conteúdo que faz sentido para quem consome. O resto é detalhe.

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E quando a IA Alucina?

E quando a IA Alucina?

A inteligência artificial transformou o mercado jurídico, a gente sabe. Ela otimiza processos, analisa dados como nenhum humano. Mas, com essa revolução, surge um desafio real: a “alucinação” da IA. E para quem trabalha com direito, isso é sério.

Por Catarine Ranéa

Mas o que é essa tal alucinação? É quando a IA “cria” informações falsas, imprecisas ou totalmente inventadas, apresentando-as como fatos. Acontece porque a IA generativa, como os grandes modelos de linguagem, opera prevendo a próxima palavra ou sequência de dados com base no que aprendeu. Afinal, se os dados de treinamento são imperfeitos ou se a IA é forçada a “adivinhar” algo fora do seu conhecimento, ela pode simplesmente inventar. Ela preenche as lacunas com algo que parece plausível, mas não é real. É tipo a IA “inventando” para não ficar sem resposta, e o pior: ela faz isso com convicção.

Por que a “Alucinação da IA” é uma ameaça direta ao seu escritório?

Para escritórios de advocacia, por exemplo, onde a informação é base de tudo e a reputação é inegociável, os riscos da alucinação da IA são altos. E as consequências podem ser graves para o seu posicionamento e BD:

Fundamentação jurídica inconsistente: Imagine um advogado usando uma IA para pesquisar jurisprudência, e o sistema “alucina” uma decisão que nunca existiu ou cita uma lei já revogada. Confiar nisso leva a argumentos falhos, perda de casos, sanções e um impacto direto na credibilidade do escritório. Precisão é inegociável no direito.

Conflitos de interesse omitidos: A IA pode ajudar a identificar conflitos de interesse. Se ela alucinar dados ou falhar em conectar informações, um conflito pode passar batido. Isso gera implicações éticas e legais sérias para o escritório, impactando diretamente o seu compliance e governança.

Estratégias legais prejudicadas: Se a IA for usada para formular estratégias e gerar insights baseados em dados alucinados, o escritório pode adotar abordagens ineficazes ou, pior, prejudiciais para seus clientes. Isso afeta a performance do escritório e a percepção de valor do cliente.

Dano à reputação e responsabilidade profissional: Este é o maior risco. A confiança do cliente é construída na competência e na precisão. Um erro por alucinação da IA, que poderia ter sido evitado com a devida diligência, pode destruir a reputação do escritório e levar a processos por negligência. Isso impacta diretamente o seu ranking e posicionamento de mercado.

Blindando seu escritório: Como mitigar os riscos da IA

Apesar dos riscos, a IA é uma ferramenta poderosa. A chave é a adoção consciente e estratégica.

Para seu escritório, isso significa:

  • Validação humana rigorosa: Nenhuma informação gerada por IA deve ser utilizada sem a checagem e validação de um profissional qualificado. A IA é uma ferramenta de apoio, não substituto para o julgamento jurídico.
  • Educação contínua: Advogados e equipes jurídicas precisam ser treinados sobre as limitações da IA, incluindo a alucinação. Conhecimento é a primeira linha de defesa.
  • Fontes de dados confiáveis: Priorize IAs treinadas em dados jurídicos verificados e confiáveis. A qualidade da fonte impacta diretamente a qualidade da resposta.
  • Auditoria e monitoramento: Implemente processos para auditar regularmente as saídas da IA e monitorar seu desempenho em precisão.
  • Cultura de diligência: Fomente uma cultura onde a diligência e a verificação cruzada de informações sejam prioridades, independentemente da fonte.

Em resumo, a alucinação da IA é um desafio real, mas gerenciável. Para escritórios que querem aproveitar o potencial da tecnologia, portanto, a consciência, a cautela e a supervisão humana são a melhor defesa contra os riscos e o caminho para um futuro jurídico mais eficiente, seguro e com um posicionamento sólido no mercado.

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Colaboradores como Influenciadores da sua marca

A participação dos colaboradores na criação de conteúdo, especialmente nas redes sociais, tem se mostrado uma estratégia cada vez mais eficaz para as marcas. O conceito de Employee Generated Content (EGC), ou conteúdo gerado por colaboradores, se destaca como uma ferramenta poderosa. Não apenas para promover a organização, mas também para fortalecer a cultura interna e criar um ambiente de trabalho engajado.

Por Luana Pablos

Colaboradores são, muitas vezes, os melhores embaixadores de uma marca. Eles têm acesso a informações que podem ser valiosas para potenciais clientes e novos talentos. O EGC permite que eles compartilhem suas vivências, proporcionando uma visão autêntica da empresa. Isso é especialmente relevante em um mundo onde o consumidor busca por relacionamentos mais próximos e genuínos com as marcas. Por isso, um colaborador que compartilha uma experiência positiva pode influenciar a percepção pública de uma marca de maneira muito mais eficaz do que qualquer campanha institucional ou publicitária.

O incentivo do EGC também é essencial na construção de uma marca empregadora forte e consistente.

Pois, se seus colaboradores se sentem valorizados e ouvidos, eles estarão muito mais propensos a compartilhar histórias e se tornarem defensores da sua marca. Claro que, para que seus colaboradores se sintam encorajados a compartilhar vivências reais, é preciso analisar se a cultura organizacional atual beneficia esse tipo de comportamento.

Se a cultura da sua empresa valoriza a transparência, a comunicação e a colaboração, então seus colaboradores terão um ambiente seguro para falar sobre suas experiências.

A integração dos colaboradores como influenciadores da marca é uma estratégia que pode trazer benefícios significativos para a organização. Ao valorizar a voz dos colaboradores e promover um ambiente onde o EGC é incentivado, as empresas e os escritórios de advocacia não apenas melhoram sua imagem externa, mas também fortalecem sua cultura organizacional e engajamento interno.

Que passos você pode tomar hoje para encorajar seus colaboradores a se tornarem defensores da marca?

A transformação começa com a valorização das experiências e contribuições de cada membro da equipe.

Fale conosco: contato@letsmarketing.com.br

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Sobre a LETS

Atuando no mercado desde 2018, a LETS Marketing é uma consultoria de Marketing Jurídico completa. Composta por profissionais experientes, o nosso foco é a transformação dos escritórios de advocacia, pois temos o objetivo de crescer junto com os nossos clientes. Nossos trabalhos são voltados para uma comunicação efetiva com o público-alvo dos milhares de advogados e advogadas que já atendemos dentro e fora do Brasil, otimizando processos e estabelecendo relacionamentos fortes e de longo prazo.

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